beep, beep, beep, beep, beep, beep...
Foi assim que eu acordei, com esse barulho irritante. Respirei fundo. Quando abri os olhos, bem devagar, estava em um lugar diferente. Paredes brancas bem limpas, uma cama confortável, soro ao meu lado, um monitor apitando, som de natureza bem baixinho tocando ao longe, uma TV desligada à minha frente... Eu estava no hospital, óbvio. Eu já havia ido para lá quando quebrei meu pé, andando de bicicleta, quando era menor. Eu Graças à Deus nunca mais precisei ir lá, eu sempre fui boa de saúde.
Virei meu rosto para a direita, e lá estava Harry, me encarando com um sorriso.Harry: Bom Dia, raio de sol.
Eu: oi... - disse, meio rouca. Minha garganta doía. - Que horas são?
Harry: Onze da manhã.
Olhei mais um pouco para ele e tentei me virar para o seu lado, mas estava muito dolorida. Apenas esfreguei meus olhos, incapaz de raciocinar direito. Meu rosto ardía, meu corpo doía, eu parecia ter sido atropelada por cinco tratores. Fiquei de olhos fechados por um tempo, tentando esquecer a dor, até que Harry quebrou o silêncio:
Harry: Ei, amor.
Eu me virei pra ele.
Harry: Eu vou avisar a Drta. que você já acordou, fique calma ok? Eu já volto. - disse, me dando um selinho. Eu assenti enquanto via ele sair pela porta. Logo a Doutora e duas enfermeiras entraram.
Doutora: Ora vejam só quem está aqui... - disse, olhando minha ficha. - Olá, amor.
Eu: Oi...
Doutora: Você lembra quem você é?
Eu: Annie Müller.
Ela conferiu a ficha.
Doutora: Isso mesmo, Annie. Lembra quantos anos você têm?
Eu: 17. Faço 18 em alguns dias.
Dra: Isso mesmo. Lembra o que aconteceu ontem?
Meu corpo estremeceu. Eu chacoalhei minha cabeça, tentando tirar as imagens da minha mente.
Eu: Infelizmente. - disse, assentindo.
Dra: Sabe quem é Harry?
Eu: Meu na... amigo. - disse, me corrigindo.
Dra: "Namigo", ok. - disse, rindo. Eu sorri. - Seus pais, seus irmãos, suas amigas... Lembra de todos eles?
Eu: Aham.
Dra: Tudo bem, a parte de memória parece estar bem. - Ela disse isso, e a enfermeira que estava atrás dela começou a escrever no bloco dela. A enfermeira que estava do lado dela pegou uma cadeira e a Dra se sentou.
Dra: Está bem o suficiente para eu fazer alguns exames e testes?
Eu: Vou ter que sair daqui?
Dra: Não.
Eu: Então, claro.
Ela pediu à "enfermeira 2" ir chamar o Dr Jason, e enquanto isso a "enfermeira 1" veio com seu bloquinho para perto da Dra, e a Dra chegou mais perto de mim, ainda sentada.
Dra: Ok, vou fazer alguns testes com você, ok?
Eu: ok.
Dra: Que dia é hoje?
Eu: 12 de Outubro. Dia das Crianças. - e foi aí que me toquei. - 12 de outubro! Dia das Crianças! Eu preciso ver meu irmão! - disse, tentando me levantar. Mas ela encostou meu tronco novamente na maca.
Eu: 12 de Outubro. Dia das Crianças. - e foi aí que me toquei. - 12 de outubro! Dia das Crianças! Eu preciso ver meu irmão! - disse, tentando me levantar. Mas ela encostou meu tronco novamente na maca.
Dra: Fique calma, senhorita. Só vamos fazer uns testes e te liberar. Ok?
Eu: Ok.
Dra: Muito bem. Então, pode me dizer onde está doendo?
Eu: Minhas "batatas da perna", minhas coxas, meus antebraços, meu rosto arde, minha barriga está embrulhada, mas eu tô morta de fome. Meu olho tá irritando, meu nariz tá meio coisado e minha garganta tá raspando, e como você pode ouvir, eu estou rouca. Minhas mãos não conseguem se mexer, os nervos tão muito rígidos. Minha cabeça tá doendo também.
Dra: Muito bem, muito bem... - disse, enquanto me olhava de cima à baixo. A enfermeira atrás dela apenas anotava tudo. Eu estava com aquelas camisolas de hospital, então ficava mais fácil ver meus machucados.
E1: Com licença. - disse a enfermeira. Eu e a Dra olhamos para ela. - O que quer dizer "nariz coisado"?
Eu: Ele tá escorrendo. - disse, sorrindo. Eu não tinha percebido que tinha usado a palavra "coisado".
Dra: O que houve ontem? Não precisa me dizer tudo, só me diga se te bateram, e onde.
Eu: Me socaram muito na barriga e nas costas, e chutaram minhas canelas algumas vezes, para me forçar a andar ou a ajoelhar.
Dra: Ok. Canelas. Deixe-me vê-las.
A Doutora levantou, esticou minha perna e analisou as canelas. Elas tinham uns vermelhões, mas nada sangrando ou com band-aid. Meu braço estava cheio de gase, remédios e band-aids, como minhas costas.
Dra: Eles abusaram de você?
Eu: Só se for enquanto eu estava dormindo, mas que eu saiba, não.
Eu: Só se for enquanto eu estava dormindo, mas que eu saiba, não.
Dra: Tudo bem... - ela disse, olhando a ficha mais uma vez.- ... De acordo com o que está escrito aqui, o local era sem ventilação e sem luz, certo?
Eu: Certo.
Dra: Você pegou friagem alguma hora?
Eu: Eu fui obrigada à ir para a cobertura totalmente aberta pro céu, logo no começo da manhã, com um vestido minúsculo.
Dra: Ah, isso explica sua gripe. Mas ela está fraca, não se preocupe.
A enfermeira 2 chegou com o Dr.
Dra: Doutor Jason.
Dr: Doutora Michelle. - disse, com um sorriso contido e um aceno de cabeça.
Dra: Preciso que faça algumas análises na paciente. O nome dela é Annie. Ela estava junto com a menina loira no acidente de ontem.
Dr: Ah, sim. Pois bem. - ele disse, sentando na cadeira ao lado da minha maca. - Oi, Annie.
Eu: Oi.
Dr: Eu já dei uma olhada na sua ficha anteriormente, ok? Eu vou fazer exames nos seu rosto, na sua parte íntima e nas suas costas. - ele se virou para a enfermeira 2, que estava junto com a 1 no canto da sala. - Precisamos tirar um raio-x das costas, dos seios e da cabeça. Quero mais gases, algodão e álcool gel. Prepare a sala de raio-x e a de ginecologia, por favor.
E2: Sim, senhor. - disse ela, saindo. A E1 anotava tudo no bloco.
Dr: Ok, vamos fazer primeiro seu teste ocular. Vou levantar um pouco mais a sua maca. - ele disse, mexendo nos botões da mesma.
Ele fez mais exames nos meus olhos, nos meus ouvidos, no meu nariz, na minha boca, nos meus braços, mediu minha pressão, tirou sangue e viu meu batimento cardíaco. A Dra Michelle continuara a fazer perguntas sobre minhas dores, o que eu lembrava, se tinha mais algum lugar doendo, se algum lugar tinha parado de doer, e etc. Meia hora depois, fomos para a sala de raio-x.
Fizeram raios-x de vááárias partes do corpo. Foi horrível aquela luz à toda hora!
Depois, fomos ao centro de ginecologia, onde a Dra Michelle me examinou. Mais tarde, fizemos a junção dos meus ossos da perna esquerda com um pino, que seria retirado em alguns meses, pois as batidas acabaram o fraturando, mas nada demais. Eu demorei mais uma hora nisso.
Fizeram raios-x de vááárias partes do corpo. Foi horrível aquela luz à toda hora!
Depois, fomos ao centro de ginecologia, onde a Dra Michelle me examinou. Mais tarde, fizemos a junção dos meus ossos da perna esquerda com um pino, que seria retirado em alguns meses, pois as batidas acabaram o fraturando, mas nada demais. Eu demorei mais uma hora nisso.
Peguei meus exames já à uma hora da tarde. Eu me reuni com toda minha família: meu pai, Ian, Harry, Kate e Noah. Eles fora da sala, e eu dentro. Enquanto me trocava com as roupas que mamãe havia me trazido, consegui ouvir ela dizendo:
Dra: Ela ainda está frágil. Tem fraturas nas costas, nas pernas e nos braços. Sem fraturas na cabeça, graças à Deus. Também não há indícios de estupro ou nada do gênero.
Dr: A pressão ainda está um pouco baixa e os batimentos cardíacos ainda estão acelerados, podendo ter queda de energia repentina. É bom que sempre tenha alguém com ela.
Harry: Pode deixar. - disse ele, com voz séria.
Ian: Eu também vou cuidar dela. - disse Ian, como que desafiando Harry.
Dr: Eu vou dar amostras de pílulas anti-gravidez, caso nossos exames estejam errados. Nunca se sabe.
Dra: Ela também está levando remédio para ferro e cálcio, vitaminas C e D, e uma injeção para tomar toda noite antes de dormir, para tirar a rigidez dos nervos e facilitar a melhora do corpo. Talvez possa prejudicar um pouco o sistema intestinal dela, causando náusea ou vômitos por tantos remédios de uma vez, mas vai ser melhor para ela.
Dr: Hoje ela está liberada, mas coisas mais pesadas como limpar a casa, segurar coisas pesadas, ter relações sexuais - disse, meio repreensivo. Imagino que ele estivesse olhando para Harry. -, ou se expôr a situações mais delicadas fará mal para ela, portanto, a vigiem para nada disso acontecer.
Todos assentiram. O Dr disse "Ótimo", e foi quando eu saí da sala.
Eu estava ansiosa para sair de lá, porquê queria ir almoçar com Noah, Harry e Ian, como tínhamos combinado algumas semanas atrás. Não sei se me deixariam fazer isso, mas enfim...
Eu: Olá?
Todos: Oiii!!
Todos vieram para cima de mim rápido, mas Harry foi o que mais se apressou em me beijar e me abraçar, já com lágrimas nos olhos.
Eu estava ansiosa para sair de lá, porquê queria ir almoçar com Noah, Harry e Ian, como tínhamos combinado algumas semanas atrás. Não sei se me deixariam fazer isso, mas enfim...
Eu: Olá?
Todos: Oiii!!
Todos vieram para cima de mim rápido, mas Harry foi o que mais se apressou em me beijar e me abraçar, já com lágrimas nos olhos.
Harry: Eu senti sua falta. - disse ele, quase sussurrando, derramando lágrimas em meus ombros.
Eu: Eu também senti sua falta, querido. Mas não se preocupe, tudo está bem agora, não vamos nos separar mais. - disse, sorrindo, já ficando com os olhos mareados também.
Abracei minha mãe, meu pai, passei reto de Kate, apenas dando um sorriso; abracei Ian e... Ah, Noah.
Noah estava em último, um pouco mais distante. Eu saí correndo e o abracei com força, girando ele pelo ar.
Eu: Ah meu Deuuuuus, que saudades de vocêêêêêê! - disse, rodando ele no ar ainda. Ian e Harry me fizeram parar.
Ian: Você não pode fazer isso! Ainda não está cem por cento!
Harry: Logo poderá fazer isso. Calma.
Mesmo assim, não soltei Noah. Me ajoelhei no chão, ficando do tamanho dele, e continuei abraçando-o e beijando-, com toda a força que eu tinha. Ele me abraçava e me beijava de volta, chorando.
Noah: Eu quase morri de saudades!
Eu: Eu também! - finalmente o soltei, mas ainda o segurava pelas mãos. - Pronto para se divertir comigo hoje?
Noah: Sim! Sim! Sim! - disse, animadíssimo. Ele se virou para Harry e Ian. - Eles vão também?
Eu: Claro, por quê não?
Ele ficou todo animado e foi para perto de Ian, abraçando-o. Abracei Harry também. Me virei para meu pai e Kate.
Ele ficou todo animado e foi para perto de Ian, abraçando-o. Abracei Harry também. Me virei para meu pai e Kate.
Eu: Posso ir com eles ao parque de diversões, pai?
Pai: Podíamos almoçar todos juntos, para você descansar um pouco do susto, e aí vocês vão para o parque. Que tal?
Ian: Adorei!
Kate: Eu tô fora! - disse, com cara de enojada.
Pai: Eu quis dizer "todos juntos" no sentido de minha família, mas tudo bem. Vamos fingir que você também foi convidada.
Eu, Ian e Harry rimos, enquanto Noah ficou confuso. Kate revirou os olhos, irritadíssima, pegou sua bolsa na cadeira, e foi embora, apenas dizendo "Que bom que melhorou", não parecendo nem um pouco interessada.
Whatever.
Fomos almoçar num restaurante que amávamos, desde que eu era bem pequena e filha única. Era bem diferente ter só eu de mulher na mesa, com um irmão mais novo, um mais velho, meu namorado e meu pai... E o mais estranho: todos se dando bem. Ou estavam se esforçando muito para me ver 100% bem, ou jogaram magia em cima deles enquanto eu dormia.
Comemos, conversamos, rimos... Noah contou seus "traumas" da casa de Kate - como por exemplo ter que comer vegetais todos os dias -, o que fez todos nós rirmos. Harry estava contando sobre sua agenda que logo ficaria lotada novamente. Ian contou que logo fará teste para entrar numa faculdade, e acabamos terminando de comer falando sobre faculdades.
Pai: Já decidiu o que vai fazer?
Eu: Na verdade, não... Tipo... Eu já fiz uns 8 cursos profissionalizantes, sobre várias áreas, mas eu não sei qual eu quero...
Ian: Sério? Eu sempre quis fazer um! Como é? Quando foi? Quais cursos você fez? - disse, interessado.
Eu: Eu fiz curso de teatro, de enfermaria, primeiros socorros, ciências alternativas... - e fui dizendo cada um, com minhas experiências.
Logo depois, nos despedimos de meu pai e entramos no carro.
Noah: Ao parqueee! - gritou, todo animado.
Lottie's POV
Eu acordei no hospital, toda dolorida, meio tonta. Minha mãe estava do meu lado, sorrindo, e meu pai também.
Mãe: Olá, meu amor.
Eu: Oi...
Pai: Como está?
Pai: Podíamos almoçar todos juntos, para você descansar um pouco do susto, e aí vocês vão para o parque. Que tal?
Ian: Adorei!
Kate: Eu tô fora! - disse, com cara de enojada.
Pai: Eu quis dizer "todos juntos" no sentido de minha família, mas tudo bem. Vamos fingir que você também foi convidada.
Eu, Ian e Harry rimos, enquanto Noah ficou confuso. Kate revirou os olhos, irritadíssima, pegou sua bolsa na cadeira, e foi embora, apenas dizendo "Que bom que melhorou", não parecendo nem um pouco interessada.
Whatever.
Fomos almoçar num restaurante que amávamos, desde que eu era bem pequena e filha única. Era bem diferente ter só eu de mulher na mesa, com um irmão mais novo, um mais velho, meu namorado e meu pai... E o mais estranho: todos se dando bem. Ou estavam se esforçando muito para me ver 100% bem, ou jogaram magia em cima deles enquanto eu dormia.
Comemos, conversamos, rimos... Noah contou seus "traumas" da casa de Kate - como por exemplo ter que comer vegetais todos os dias -, o que fez todos nós rirmos. Harry estava contando sobre sua agenda que logo ficaria lotada novamente. Ian contou que logo fará teste para entrar numa faculdade, e acabamos terminando de comer falando sobre faculdades.
Pai: Já decidiu o que vai fazer?
Eu: Na verdade, não... Tipo... Eu já fiz uns 8 cursos profissionalizantes, sobre várias áreas, mas eu não sei qual eu quero...
Ian: Sério? Eu sempre quis fazer um! Como é? Quando foi? Quais cursos você fez? - disse, interessado.
Eu: Eu fiz curso de teatro, de enfermaria, primeiros socorros, ciências alternativas... - e fui dizendo cada um, com minhas experiências.
Logo depois, nos despedimos de meu pai e entramos no carro.
Noah: Ao parqueee! - gritou, todo animado.
Lottie's POV
Eu acordei no hospital, toda dolorida, meio tonta. Minha mãe estava do meu lado, sorrindo, e meu pai também.
Mãe: Olá, meu amor.
Eu: Oi...
Pai: Como está?
Eu: Meio desorientada... Mas tô bem. (gif) Não é nada.
Mãe: Que bom que está melhor, querida. - disse, dando um beijinho na minha mão. - Você já está liberada, quando quiser já podemos ir para casa. Suas irmãs estão lá fora.
Eu: Tudo bem. Vou me trocar e já vamos, ok?
Pai: Tudo bem, sem pressa.
Eles saíram do quarto, minha mãe deixou a bolsa com as roupas, e comecei a me arrumar.
Na verdade, achei desnecessário todas essas roupas chiques que minha mãe havia trazido, afinal o cara disse que não poderíamos fazer muita coisa hoje, pois eu precisava descansar. Ainda era duas da tarde, meus pais iam sair com minhas irmãs pelo Dia das Crianças, e eu ia ficar com a Fizzy.
Saí já vestida do quarto, e minha família levantou das cadeiras, já pegando as bolsas.
Daisy/Pheebs: LOTTIEEEE!! - disseram, pulando em cima de mim, felizes.
Eu: Oi, amores! - disse, abraçando-as. - Tudo bem?
Daisy: Claro! E com você?
Pheebs: O que houve contigo?!
Daisy: Claro! E com você?
Pheebs: O que houve contigo?!
Eu: Eu... Hã... - olhei para os meus pais, e eles pareciam repreensivos. Olhei de volta para elas. - Eu só dei uma desmaiada. Nada demais.
Elas assentiram, meio confusas. Meus pais, Daisy e Pheebs se despediram de mim e de Fizzy, e entraram no carro deles; eu entrei no banco do passageiro do carro de Fizzy e fomos por aí.
Depois de um tempo, percebi que não estávamos indo para a minha casa.
Eu: Fizzy... Onde estamos indo?
Fizzy: Um lugar. - disse, meio seca.
Um desespero tomou conta de mim. Era isso que eu tinha ouvido da menina que matou Aria. Não seria possível que ela... Seria? Nós só brigamos uma vez, e ela me ama... Não ama?
Eu comecei a me mexer, e remexer minha bolsa, procurando meu celular já com os olhos mareados.
Fizzy: O que houve?
Eu: N-Nada.
Fizzy: Lottie, eu tô vendo seu desespero, o que está fazendo?
Eu: Não me mate! Por favor! - gritei, colocando minhas mãos no rosto e chorando. Conseguia sentir Fizzy me fitando.
Ela parou num posto de gasolina, pediu para encherem o tanque, e virou-se para mim.
Fizzy: Lottie... Por quê diabos acha que eu vou te matar?
Eu continuei chorando, com as mãos no rosto. Apenas tirei-as de perto de minha boca e sussurrei, entre soluços: "Eu não sei".
Fizzy: Lottie, meu amor... - disse, me abraçando de lado. - Eu sou sua irmã, boba. Tô te levando pra passear. Eu avisei nossos pais, se quiser ligar pra eles pra confirmar, você liga! Eu juro que eu nunca vou te fazer mal, muito menos te matar! Que bobagem! Eu te amo, mana! - ela beijou minha testa e enxugou minhas lágrimas, fazendo eu ficar mais calma. Graças à Deus eu não tinha colocado maquiagem, senão eu teria borrado tudo.
Paramos no final de uma rua que não me era estranha. Ela saiu do carro e pediu para eu sair também.
Fizzy: Chegamos onde eu queria! - disse, feliz. - Eu quero que vá andando até a casa número 58. Eu juro que não é longe daqui, você não vai passar mal. Ok?
Eu: Hã... Okay... - disse, meio confusa. Wtf?
Fizzy: Tudo bem! Qualquer coisa, me liga! Beijinho! - disse, me beijando na bochecha. - Eu te amo.
Eu: Eu também.
Eu fui andando, devagar, com uma respiração ritmada, até chegar ao número 50. Aí, eu reconheci a casa, e reconheci a rua, e entendi tudo: a casa número 58 era a cada de John.
Eu fui andando mais rápido, mais animada, e também esperançosa. Chegando lá, eu toquei a campainha, feliz. John gritou de lá de dentro.
John: Quem é?
Eu: Euu - disse, cantarolando. - Alguém em casa?
John: Só eu, amor. Só um minuto, já vou.
Ele demorou uns minutos. Quando ele abriu a porta, uma surpresa: rosas, chocolates, e um cartaz lindo.
John: Hã, oi. - disse, com um sorriso sincero e apaixonado no rosto.
Elas assentiram, meio confusas. Meus pais, Daisy e Pheebs se despediram de mim e de Fizzy, e entraram no carro deles; eu entrei no banco do passageiro do carro de Fizzy e fomos por aí.
Depois de um tempo, percebi que não estávamos indo para a minha casa.
Eu: Fizzy... Onde estamos indo?
Fizzy: Um lugar. - disse, meio seca.
Um desespero tomou conta de mim. Era isso que eu tinha ouvido da menina que matou Aria. Não seria possível que ela... Seria? Nós só brigamos uma vez, e ela me ama... Não ama?
Eu comecei a me mexer, e remexer minha bolsa, procurando meu celular já com os olhos mareados.
Fizzy: O que houve?
Eu: N-Nada.
Fizzy: Lottie, eu tô vendo seu desespero, o que está fazendo?
Eu: Não me mate! Por favor! - gritei, colocando minhas mãos no rosto e chorando. Conseguia sentir Fizzy me fitando.
Ela parou num posto de gasolina, pediu para encherem o tanque, e virou-se para mim.
Fizzy: Lottie... Por quê diabos acha que eu vou te matar?
Eu continuei chorando, com as mãos no rosto. Apenas tirei-as de perto de minha boca e sussurrei, entre soluços: "Eu não sei".
Fizzy: Lottie, meu amor... - disse, me abraçando de lado. - Eu sou sua irmã, boba. Tô te levando pra passear. Eu avisei nossos pais, se quiser ligar pra eles pra confirmar, você liga! Eu juro que eu nunca vou te fazer mal, muito menos te matar! Que bobagem! Eu te amo, mana! - ela beijou minha testa e enxugou minhas lágrimas, fazendo eu ficar mais calma. Graças à Deus eu não tinha colocado maquiagem, senão eu teria borrado tudo.
Paramos no final de uma rua que não me era estranha. Ela saiu do carro e pediu para eu sair também.
Fizzy: Chegamos onde eu queria! - disse, feliz. - Eu quero que vá andando até a casa número 58. Eu juro que não é longe daqui, você não vai passar mal. Ok?
Eu: Hã... Okay... - disse, meio confusa. Wtf?
Fizzy: Tudo bem! Qualquer coisa, me liga! Beijinho! - disse, me beijando na bochecha. - Eu te amo.
Eu: Eu também.
Eu fui andando, devagar, com uma respiração ritmada, até chegar ao número 50. Aí, eu reconheci a casa, e reconheci a rua, e entendi tudo: a casa número 58 era a cada de John.
Eu fui andando mais rápido, mais animada, e também esperançosa. Chegando lá, eu toquei a campainha, feliz. John gritou de lá de dentro.
John: Quem é?
Eu: Euu - disse, cantarolando. - Alguém em casa?
John: Só eu, amor. Só um minuto, já vou.
Ele demorou uns minutos. Quando ele abriu a porta, uma surpresa: rosas, chocolates, e um cartaz lindo.
John: Hã, oi. - disse, com um sorriso sincero e apaixonado no rosto.
Eu: O-O-O quê é isso tudo?
John: Você não tem noção do meu desespero. Fiquei a noite toda planejando nosso dia juntos, e convencendo meus pais a nos deixarem sozinhos o dia todo... Eles voltam só depois da meia noite. E eu te amo. E eu tô morrendo de fome. Vamos lá? - disse, me entregando as rosas.
Eu as peguei, ainda de boca aberta, realmente sem reação. Eu nunca ia esperar por aquilo. Tipo, nunca mesmo. Foi extremamente gentil da parte dele! Eu praticamente me joguei em cima dele, deixando o cartaz cair no chão, coloquei as rosas e o chocolate na prateleira da parede da porta, e o joguei contra a parede. Ele inverteu nossas posições, e demos um beijo apaixonado e saudoso. Fazia tempo que não nos beijávamos.

Depois de uns cinco minutos de beijo, nos soltamos, e ele ofegante, disse:
John: Eu... Eu realmente estou com fome. Botamos a conversa em dia durante o almoço?
Eu: Claro! - disse, dando mais alguns selinhos nele e depois pegando o cartaz do chão.
Não tinha pressa, ou medo, ou insegurança. Ele era meu porto seguro. E eu não tinha nenhum problema com isso. Tínhamos muito tempo.
Annie's POV
Eu fui dirigindo, com o Harry no banco de passageiro, e Ian e Noah nos bancos de trás. Fomos conversando o caminho todo sobre o que faríamos, e sobre alguns brinquedos que eu não poderia ir por ainda estar me recuperando, e sobre o dinheiro que seria gasto, e blah blah blah.
Quando chegamos, tinha pouca fila - graças à Deus - e ficamos pouco tempo procurando lugar.
Harry: Tem um ali no canto.
Eu: Onde?
Ian: Lá no canto! - disse, com uma voz de "é tão óbvio!".
Achei o lugar, estacionamos, e saímos do carro e fomos para dentro do parque, entregando os ingressos para o porteiro e tudo mais.
O lugar estava muito maior do que da última vez: ele já era grande, agora estava maior ainda! Era quase um Disneyland, sem ser pelo nome. As atrações eram infinitas, para todas as faixas etárias, de todos os programas conhecidos, de todo o tipo de gente frequentando. O lugar era caro mas valia a pena: era uma perfeição.
Noah já ia sair correndo quando o segurei pelo braço.
Eu: Noah, a última vez que viemos aqui você tinha 4 anos. Isso aqui tá muito maior e muito mais perigoso, e você obviamente tá muito mais teimoso e muito mais corajoso, mas tome cuidado por favor, não vá em nenhum brinquedo sem mim, Ian ou Harry. Ou eu te tiro daqui. Fechado?
Noah: Fechado! - disse, fazendo um Hi5 comigo. Ele virou para Ian. - Vamos nos carrinhos de bate-bate?
Ian: Claro! - disse, indo com Noah.
Harry: Vamos pegar umas bebidas! - Harry gritou para eles, que já estavam longe, mas deviam ter ouvido. Ele pegou em minha mão. - Vamos?
Eu: Harry... - disse, num tom repreensivo, soltando a mão dele. - Lugar público.
Harry: Depois de tudo que aconteceu, do meu desespero, e dos nossos abraços e beijos no hospital, acho que todo mundo já sabe. Embora ninguém tenha tirado foto de nós dois nos beijando.
Eu: Sério? Tudo bem então se eu, tipo, te beijar no rosto ou te abraçar?
Harry: Claro, amor. - disse, sorrindo feliz. Eu sorri e o abracei, contente. Finalmente poderíamos assumir?
Sussurrei um "Eu te amo", e fomos andando pra fila da barraca de comida.
Chegamos lá, as bebidas que tinham eram refrigerantes, sucos e água. Também tinham doces e salgados. Optamos por comer tudo de uma vez só.
Harry: Ligue pra Ian e diga que já vamos almoçar e estamos na praça de alimentação 3 do parque. Se eles quiserem vir, estão convidados.
Eu assenti. Liguei para Ian, passei a mensagem de Harry, e eles disseram que preferiam brincar mais e depois iam almoçar na praça de alimentação 2, que era mais perto deles. Eu e Harry pedimos dois lanches com refrigerantes, e depois pedimos sorvete de sobremesa.
Eu: Então, o que vamos fazer depois?
Harry: Podemos ir na área dos brinquedos menos radicais, já que não pode fazer tanto esforço...
Eu: Mas eu tô bem. Eu tomei o remédio antes de almoçar, e agora só tenho que tomar o remédio das 19hrs. Já viram que não "tocaram" em mim então nem a pílula eu estou tomando. Podemos fazer várias coisas... - disse, olhando maliciosa para ele.
Harry: Hm... Isso é uma boa ideia... - disse, sorrindo maliciosamente de volta. Nós dois rimos.
Eu: Mas antes temos que deixar Ian e Noah em casa. Noah vai passar uns dias conosco.
Harry: Sério? Que legal! Amanhã quero jogar FIFA com ele no Xbox, pra ele ver quem manda nessa porra!
Eu ri. Ele também. Entrelaçamos nossos dedos das mãos esquerdas enquanto tomávamos nossos sorvetes com as direitas.
Eu: Mas você sabe que, de nós dois, eu que ganho, né?
Harry: No quê? No FIFA?
Eu: Em tudo.
Ele gargalhou.
Harry: Só que nunca!
Eu: Claro que sim! Ganhei nas missões do GTA!
Harry: Missões do GTA são para manés!
Eu: E te venci no Just Dance!
Harry: Porque One Thing é uma dança muito difícil!
Eu: E teve aquela vez...
Harry: Que seja! - ele me interrompeu, fingindo nervosismo - Eu sou melhor!
Eu: Aposto que ganho até em ser imprevisível!
Harry: Claro que não! Aliás, como assim? - perguntou confuso, rindo.
Eu: Assim! - disse, tacando meu sorvete na cara dele.
O lugar estava muito maior do que da última vez: ele já era grande, agora estava maior ainda! Era quase um Disneyland, sem ser pelo nome. As atrações eram infinitas, para todas as faixas etárias, de todos os programas conhecidos, de todo o tipo de gente frequentando. O lugar era caro mas valia a pena: era uma perfeição.
Noah já ia sair correndo quando o segurei pelo braço.
Eu: Noah, a última vez que viemos aqui você tinha 4 anos. Isso aqui tá muito maior e muito mais perigoso, e você obviamente tá muito mais teimoso e muito mais corajoso, mas tome cuidado por favor, não vá em nenhum brinquedo sem mim, Ian ou Harry. Ou eu te tiro daqui. Fechado?
Noah: Fechado! - disse, fazendo um Hi5 comigo. Ele virou para Ian. - Vamos nos carrinhos de bate-bate?
Ian: Claro! - disse, indo com Noah.
Harry: Vamos pegar umas bebidas! - Harry gritou para eles, que já estavam longe, mas deviam ter ouvido. Ele pegou em minha mão. - Vamos?
Harry: Depois de tudo que aconteceu, do meu desespero, e dos nossos abraços e beijos no hospital, acho que todo mundo já sabe. Embora ninguém tenha tirado foto de nós dois nos beijando.
Eu: Sério? Tudo bem então se eu, tipo, te beijar no rosto ou te abraçar?
Harry: Claro, amor. - disse, sorrindo feliz. Eu sorri e o abracei, contente. Finalmente poderíamos assumir?
Chegamos lá, as bebidas que tinham eram refrigerantes, sucos e água. Também tinham doces e salgados. Optamos por comer tudo de uma vez só.
Harry: Ligue pra Ian e diga que já vamos almoçar e estamos na praça de alimentação 3 do parque. Se eles quiserem vir, estão convidados.
Eu assenti. Liguei para Ian, passei a mensagem de Harry, e eles disseram que preferiam brincar mais e depois iam almoçar na praça de alimentação 2, que era mais perto deles. Eu e Harry pedimos dois lanches com refrigerantes, e depois pedimos sorvete de sobremesa.
Eu: Então, o que vamos fazer depois?
Harry: Podemos ir na área dos brinquedos menos radicais, já que não pode fazer tanto esforço...
Eu: Mas eu tô bem. Eu tomei o remédio antes de almoçar, e agora só tenho que tomar o remédio das 19hrs. Já viram que não "tocaram" em mim então nem a pílula eu estou tomando. Podemos fazer várias coisas... - disse, olhando maliciosa para ele.
Harry: Hm... Isso é uma boa ideia... - disse, sorrindo maliciosamente de volta. Nós dois rimos.
Eu: Mas antes temos que deixar Ian e Noah em casa. Noah vai passar uns dias conosco.
Harry: Sério? Que legal! Amanhã quero jogar FIFA com ele no Xbox, pra ele ver quem manda nessa porra!
Eu ri. Ele também. Entrelaçamos nossos dedos das mãos esquerdas enquanto tomávamos nossos sorvetes com as direitas.
Eu: Mas você sabe que, de nós dois, eu que ganho, né?
Harry: No quê? No FIFA?
Eu: Em tudo.
Ele gargalhou.
Harry: Só que nunca!
Eu: Claro que sim! Ganhei nas missões do GTA!
Harry: Missões do GTA são para manés!
Eu: E te venci no Just Dance!
Harry: Porque One Thing é uma dança muito difícil!
Eu: E teve aquela vez...
Harry: Que seja! - ele me interrompeu, fingindo nervosismo - Eu sou melhor!
Eu: Aposto que ganho até em ser imprevisível!
Harry: Claro que não! Aliás, como assim? - perguntou confuso, rindo.
Eu: Assim! - disse, tacando meu sorvete na cara dele.
Harry parecia surpreso, ainda rindo. Eu gargalhei de jogar a cabeça pra trás! Ele disse, como se estivesse prestes a me atacar:
Harry: Você não fez isso.
Eu: Aah, eu fiz, sim!
Harry: Eu vou te jogar no rio do Splash, sua vadia! - disse, levantando da mesa.
Eu: Tenta, manézão! - levantei e saí correndo pelo parque, rindo. Ele corria atrás de mim, tentando me alcançar. Era óbvio que eu era mais rápida que ele, e ele já estava se cansando, até que esbarramos com Ian e Noah.
Noah: Ah, oi!
Eu: Oi! Já almoçaram?
Ian: Já, estávamos indo procurar vocês! Vocês não tava na praça 3?
Eu: É, mas aí eu desafiei o Harry e... - nem deu tempo de terminar.
Esqueci que estava correndo dele, e ele chegou por trás, me pegou no colo e me levou pro brinquedo do nosso lado: Splash.
O Splash fazia parte da Praça 6, que era onde estávamos - seção dos brinquedos de água. Splash é uma canoa de madeira, para duas pessoas, que te leva numa montanha-russa aquática, e no final você cai na água. Geralmente, as pessoas fazem isso no final do passeio do parque, porque como aqui na Inglaterra é frio, você já pega sua toalha - que eles supõem que você tenha trazido - e vai para casa. Mas nós não tínhamos nem boné, nem toalha, nem roupas praianas. Ele queria mesmo me ver encharcada!
Entramos na canoa, que é dirigida sozinha, e eu mal via para onde estávamos indo: era água de todos os lados. Eu só ouvia Harry gargalhando atrás de mim e sentia ele com as mãos em minha cintura, se segurando, enquanto eu me segurava nas laterais do barco. De repente, a água parou de jorrar. Quando eu abri os olhos, a canoa estava subindo. E subindo. E subindo. E subindo... Até que parou, inclinada para baixo, há uns 6 metros do chão. Ele estava balançando, quase caindo. A única coisa que deu tempo de dizer foi ao Harry foi:
Eu: Você me paga. - e, assim, descemos 6 metros na canoa, levando água gelada na cara e, e no final, a canoa vira automaticamente e nos faz cair com tudo na água!
Eu me rebatia, e batia forte no Styles, que tava na minha frente. O negócio era fundo, e eu não sabia. Mas eu sabia nadar, ele também, e nós dois conseguíamos prender a respiração por um bom tempo, então deu tempo da gente se bater, e depois olhar um para a cara do outro, e começar a rir.
Voltamos para a superfície. Eu tomei um fôlego enorme, e subi na parte de fora da piscina gigante. Harry sentou junto.
Harry: Foi muito legal. - disse, sorrindo e arrumando o cabelo.
Eu: Eu vou te matar, seu filho da puta!! - disse, empurrando ele de volta pra água. Ele voltou, tomando fôlego.
Harry: Que susto, cacete! O que eu fiz?!
Eu: ME JOGOU NA ÁGUA SEU INFELIZ! - disse, dando soquinhos nele.
De repente, duas pessoas pularam por cima de mim e de Harry, caindo na água e jorrando água em nós dois também. Quando emergiram, vi que eram Ian e Noah - de boia, óbvio -, que riam da nossa cara.
Noah: Você tá toda molhada! - disse, rindo.
Eu: Você também! - disse, zombando. E me toquei. - AH MEU DEUS VOCÊ TÁ MOLHADO! SE PEGAR UM RESFRIADO A KATE ME MATA!
Ian: Não esquenta, eu comprei umas roupas de praia para ele, e toalhas para nós 4.
Harry: Valeu, cara.
Ian: Nada. - disse, assentindo com a cabeça.
Todos nos levantamos e resolvemos ir para a parte mais rasa da piscina. Havia muita gente lá, mas era legal brincar com várias pessoas. Tinham algumas adolescentes tirando fotos de nós, mas nem ligamos muito. Isso já era normal.
Eu e Noah estávamos passando pela parte mais rasa, desfilando, pulando, brincando, e Harry e Ian seguiam atrás. Eu estava dançando quando Harry jogou água na minha bunda. Eu fiquei parava, fingindo surpresa/raiva.
Eu: Cachorro!
Harry: Delícia! - disse, rindo.
Ian: Ei, respeito com a minha garota! - disse, encarando-o. Não parecia estar falando sério, mas sei lá.
Harry: Minha garota, cara. - disse, encarando-o sério também.
Ian: Acho que não. - disse, dando um empurrão no Harry. Harry o empurrou de volta.
Os dois foram se empurrando e se confrontando até chegar na parte mais funda da piscina.
Noah: Vish.
Eu: Essa não.
Lottie's POV
Almoçamos uma macarronada deliciosa que ele preparou para nós dois. Depois tomamos banho juntos, nos vestimos, assistimos um filme, montamos um quebra-cabeça, e depois ficamos conversando um pouco, sobre o que houve, e o que faríamos no dia seguinte.
John: Quer ir na praia?
Eu: Nhaan... - disse, meio "coisada".
John: E no parque?
Eu: Também não...
John: Cineminha?
Eu: Não...
Ele me olhou, pensativo, por um instante. Eu sorri envergonhada, olhando para baixo. Ele levantou minha cabeça com uma mão e tirou uma mecha de cabelo do meu rosto com a outra. Ele sorriu.
John: Ainda está cansada, meu amor?
Eu: Mais ou menos... Eu acho que preciso descansar um pouco, eu não posso ficar saindo por aí, eu levei muita porrada... Ainda tô com dificuldade para acalmar os nervos... É difícil sair na rua sem pensar em algo relacionado à sequestro ou qualquer coisa do tipo.
John: Eu entendo, minha flor... - disse, me abraçando na cama. - Mas não se preocupe, eu te amo demais, e eu vou ficar do seu lado para sempre. Você não precisa se preocupar, tudo bem? Ficaremos em casa, assistiremos mais filmes, jogaremos mais jogos, e ficaremos são e salvos, juntos. Fechado?
Eu: Fechado, meu amor! - disse, beijando-o. - Quer comer algo?
John: Ainda são sete da noite! - disse, rindo.
Eu: Podíamos procurar na internet algo bem gostoso para prepararmos juntos, que tal?
John parecia pensativo, mas logo depois abriu um sorriso.
John: Acho uma ótima ideia! - disse, já se levantando com um pulo e estendendo a mão para mim. - Vamos, leve o computador pra cozinha! - ele parecia realmente animado.
Chegamos na cozinha, colocamos o computador no balcão de divisão, e entramos no Google.
Almoçamos uma macarronada deliciosa que ele preparou para nós dois. Depois tomamos banho juntos, nos vestimos, assistimos um filme, montamos um quebra-cabeça, e depois ficamos conversando um pouco, sobre o que houve, e o que faríamos no dia seguinte.
John: Quer ir na praia?
Eu: Nhaan... - disse, meio "coisada".
John: E no parque?
Eu: Também não...
John: Cineminha?
Eu: Não...
Ele me olhou, pensativo, por um instante. Eu sorri envergonhada, olhando para baixo. Ele levantou minha cabeça com uma mão e tirou uma mecha de cabelo do meu rosto com a outra. Ele sorriu.
John: Ainda está cansada, meu amor?
Eu: Mais ou menos... Eu acho que preciso descansar um pouco, eu não posso ficar saindo por aí, eu levei muita porrada... Ainda tô com dificuldade para acalmar os nervos... É difícil sair na rua sem pensar em algo relacionado à sequestro ou qualquer coisa do tipo.
John: Eu entendo, minha flor... - disse, me abraçando na cama. - Mas não se preocupe, eu te amo demais, e eu vou ficar do seu lado para sempre. Você não precisa se preocupar, tudo bem? Ficaremos em casa, assistiremos mais filmes, jogaremos mais jogos, e ficaremos são e salvos, juntos. Fechado?
Eu: Fechado, meu amor! - disse, beijando-o. - Quer comer algo?
John: Ainda são sete da noite! - disse, rindo.
Eu: Podíamos procurar na internet algo bem gostoso para prepararmos juntos, que tal?
John parecia pensativo, mas logo depois abriu um sorriso.
John: Acho uma ótima ideia! - disse, já se levantando com um pulo e estendendo a mão para mim. - Vamos, leve o computador pra cozinha! - ele parecia realmente animado.
Chegamos na cozinha, colocamos o computador no balcão de divisão, e entramos no Google.
Eu: O que quer cozinhar?
John: Que tal a gente fazer foundue?
Eu: A gente tem a panela aqui?
John: Hã... Não. - disse, envergonhado. - Precisa de uma panela especial?
Eu: Claro que sim! - disse, rindo.
Ficamos resolvendo por alguns minutos, e resolvemos fazer um Fusilli com ricota, bacon e ervilhas. Parecia não ser muito difícil, só tivemos que ir no mercadinho da esquina e comprar alguns ingredientes a mais.
Demoramos só alguns minutos para fazer a primeira parte. John foi atender o telefone enquanto eu temperava a massa que já tínhamos preparado antes. Quando ele voltou, eu já estava misturando as ervilhas ao bacon.
John: Já tá pronto?
Eu: Quase... - disse, sorrindo. - Falta mais uns dez minutos de preparo, e um tempinho no forno.
John: Não tem problema, vai valer a pena...
Annie's POV
Não estávamos com medo da luta em si, mas medo de um deles se afogar... Eu e Noah sabíamos que ambos são muito competitivos e ciumentos, então a gente não sabia até que ponto podiam chegar.
Eles subiram numa boia gigante, pegaram espaguetes de borracha e começaram a lutar. Tacaram na cabeça, nas partes íntimas, em todos os lugares. Eles largaram os espaguetes e começaram a se empurrar e se pegar na boia pequena. Milhares de pessoas gravavam a briga entre dois marmanjos - um deles famoso - no meio de um parque de diversões enorme. Até que, finalmente, Ian pegou Harry pelo braço e o empurrou com tudo no meio segundo de desequilíbrio dele, que caiu com tudo na água.
Todos aplaudiram o "espetáculo", inclusive eu e Noah, que ríamos demais. Harry apareceu na água depois de um tempo, tomando fôlego e nadando até a parte rasa, onde eu, Noah e Ian já estávamos.
Harry: Isso não foi legal
Eu: Só pra você, porquê foi muito divertido! - disse, gargalhando.
Passamos a tarde nos divertindo no parque. Nos jogamos na água da piscina, do lago, da praia artificial, fomos no resto do parque, fomos nas montanhas-russas, na roda-gigante, comemos mais ainda, fizemos milhares de coisas. Voltamos para a área aquática, tiramos o fim de tarde para ficar lá. Ian e Noah foram pela última vez no tobogã e eu e Harry fomos brincar na beira da praia. Olhamos para o tobogã, e vimos Ian e Noah caindo na água. Rimos.Todos aplaudiram o "espetáculo", inclusive eu e Noah, que ríamos demais. Harry apareceu na água depois de um tempo, tomando fôlego e nadando até a parte rasa, onde eu, Noah e Ian já estávamos.
Harry: Isso não foi legal
Eu: Só pra você, porquê foi muito divertido! - disse, gargalhando.
Harry: O Noah gosta mesmo desse Ian, né?
Eu: Demais.
Eu: Demais.
Harry: ... Você também... Sei lá... Gosta mesmo dele?
Eu olhei para ele, incrédula.
Eu: Ele é meu irmão! - disse, rindo e dando um empurrão nele. Ele riu.
Harry: Eu quero ser seu único homem, ué! - disse, me abraçando por trás. Eu ri e me soltei.
Eu: Hm, sei não.... Você é muito ciumento... eu não gosto de caras assim.... - disse, indo para o mar.
Harry: Para onde tá indo?
Eu: Para longe de você! - virei, mostrei a língua e voltei a saltitar em direção à água.
Harry: Ah, mas não mesmo! - disse, correndo atrás de mim e me agarrando.
Ele rodopiou tanto comigo na água, que acabamos caindo no meio da praia. A água estava muito gelada, por ser fim de tarde já, e nos encharcamos de novo - mas dessa vez, com roupas de praia de verdade. Nós rimos muito, jogados no chão, quando nos tocamos que estávamos um em cima do outro, colados, com roupas minúsculas, em lugar público. Eu provavelmente fiquei vermelha.
Eu: H-Harry... - disse, envergonhada. - Eu... Hã...
Harry: Se eles já sabem - disse, me interrompendo -, não tem porquê esconder isso tudo.
Eu sorri, e ficamos apenas ouvindo as batidas dos nossos corações grudados, e nossas respirações ritmadas. É como se os flashes e os gritinhos tivessem desaparecidos, e estivéssemos sozinhos na praia. Fomos chegando nossos rostos cada vez mais perto, e, então, nos beijamos.
Quando terminamos nosso longo e demorado beijo, sorrimos. Levantamos, devagar, ficando sentados na beira da água, um pouco mais acima, para não nos molharmos muito mais.
Eu: Agora está tudo meio evidente. - disse, rindo.
Harry: Pois é.- disse, rindo também. Ele se virou para trás, onde estavam as fãs ou os interesseiros. - Me desculpem, mas o rumor é real. Agora, por favor, me deixem à sós com ela.
Demoraram para se afastar, mas como ficamos apenas virados para o mar conversando, se contentaram e foram embora. Noah e Ian chegaram enquanto todos se afastavam. Ian jogou nossas toalhas.
Ian: Se arrumem, que logo logo temos que ir.
Eu: Pode... Ir pegando o carro, você dirige agora. - disse, olhando para o Harry. - Vamos ficar aqui um pouquinho.
Ian: Tudo bem. - disse, com uma voz meio avoada. - Vamos, Noah.
Noah: A gente vai esperar vocês lá!
Harry: Tudo bem! - disse, sorrindo, sem tirar os olhos de mim.
Eles se afastaram, assim como todos os outros. Nos beijamos mais algumas vezes. E, então, nos abraçamos.
Eu: Elas vão me odiar. - disse, meio triste. - É sempre assim.
Harry: As verdadeiras nos apoiarão - ele parecia confiante. - É sempre assim. No começo ficam irritadas, quase que possuídas, mas depois elas aceitam e se acalmam.
Eu assenti, ainda não estando cem por cento convencida.
Eu: Eu acredito em você, querido. - eu disse, sorrindo. - Eu te amo.
Harry: Eu também te amo. - disse, enrolando sua toalha sobre mim, me abraçando e me beijando no rosto.
Lottie's POV
Nós jantamos nosso delicioso Fusilli preparado por nós mesmos, rindo muito, com direito à taças de vinho e tudo mais. Foi perfeito.
Terminamos a noite sentados no sofá, bonitinhos, agarradinhos.
Eu: E agora?
John: E agora o quê?
Eu: Eu vou ter que ir na missa da Aria, e ir pra escola ainda depois de amanhã, é tudo muito diferente agora... Eu nem sequer vi a Annie e...
John: Então - disse, me interrompendo -, amanhã acordamos bem tarde, tomamos um banho bem gostoso juntos, almoçamos outro prato que nós faremos, e vamos na casa dela ver como ela está. Pode ser? Quem sabe agora vocês voltam a ser amigas!
Eu: Essa é... Isso... Isso é... - eu não sabia o que dizer. - É a melhor ideia do mundo! - abracei-o no pescoço.
John: Jura? Que bom que gostou!
Eu: Você vai comigo? Mesmo ela não gostando tanto de você?
John: Ela supera, eu acho. - disse, sorrindo. - Tudo por você, meu amor.
Eu: Tudo por você. Sempre.
Annie's POV
Ian nos deixou na casa de Harry e voltou para casa com Noah. Chegamos em casa abraçados, felizes. Tiramos as roupas molhadas, tomamos banho juntos, e deitamos na cama, bonitinhos.
Eu: O que quer fazer agora? - disse, apoiada no tórax dele.
Harry: Eu estava pensando em várias coisas... - disse, acariciando minhas coxas. - ... Mas você vai dizer que não podemos porquê ainda está se recuperando.
Eu: Não vou não. - disse, com naturalidade. Ele se mexeu, fazendo eu me levantar de seu tronco.
Harry: Sério? - disse, me encarando.
Eu: Aham... - sorri maliciosamente e apertei o "volume" dele.
Foi aí que a putaria começou
Eu só estava com pijama e calcinha, então rapidamente tirei minha blusa, deixando meus peitos à mostra. Ele tirou a camisa dele e meu shorts, e logo se apressou em tirar minha calcinha.
Eu andei de 4 pela cama até chegar nele, fiz um puxãozinho, fazendo ele se ajoelhar na cama. Tirei o shorts dele e a box, fazendo seu amiguinho pular direto para fora, mas ainda não estava no "ponto certo".
Comecei a masturbá-lo, tanto com a mão quanto com a boca, fazendo movimentos circulares e rápidos, e ele gemia pedindo mais. Quando vi que ia gozar, tirei minha boca, o que deixou ele frustado.
Harry: Vamos nessa. - disse, já querendo meter.
Ele me beijou, foi descendo a mão, pronto pra encaixar, quando eu lembrei:
Eu: A camisinha!
Ele assentiu, já irritado, e com o pau duro tentou andar pelo quarto procurando camisinha. Enquanto isso, fiquei massageando meus seios e gemendo, para nenhum de nós dois não perder a excitação.
Harry: Não tem! - disse, olhando apavorado para mim. - Por favor, vamos sem?!
Eu: Não! - disse, me indireitando.
Harry: Mas faz mó tempão que a gente não faz nada!... Por favor... - disse, chegando por trás e sussurrando em meus ouvidos, pegando em meus peitos, e me deixando arrepiada.
Eu: Aaa-aaah.... - gemi, tentando dizer algo. - S-Só u-uma vezzz...
Ele assentiu feliz, e já meteu por trás. Eu gritei, pois não estava preparada. Depois de algumas estocadas, ele meteu pela frente. Ele me beijava e girava dentro de mim.
Estávamos indo rápido demais, por isso gozei rápido, mas continuamos no ritmo. Quando eu estava para gozar pela segunda vez, ele percebeu e diminuiu o ritmo, me deixando doida.
Eu: Vai logo - gemia.
Harry: Só se me pedir. Direito. - dizia, ofegante.
Eu: M-Mete, Harry... Vai... Vaii.. Awwhhh... Vai Harry... ahhh... - gemia, deixando ele excitado. Mas ele não acelerava. Eu gozei mesmo assim.

Depois disso, ele voltou ao ritmo normal. Larguei dele, e fui beijando seu tronco até chegar em seu amiguinho, dando umas lambidinhas e umas chupadas. Ele gemia e posicionava minha cabeça com suas mãos. Depois, foi a vez dele de judiar de mim: me jogou na cama, ficou por cima, e mordeu meus seios. Eu gemia alto, e ele mordia, lambia e brincava com eles mais ainda.
Ele parou, do nada. Eu o fitei, mordendo os lábios.
Harry: Vem aqui, minha gostosa. - sussurrou em meus ouvidos, ofegante. Eu o segui.
Fomos até a beirada da cama, no estrado. Ele apoiou nele, e masturbou um pouco seu amigo.
Harry: Vamos! Venha! - dizia, animado.
Eu: Quer que eu cavalgue em você, seu safado? - disse, com uma voz rouca e sexy. Ele assentiu. - Só se chamar direito. - imitei-o. Ele sorriu maliciosamente.
Harry: Vamos, sua cachorra, venha fuder com o papai, vem, me excita, vem cá... - dizia, com a voz rouca dele de sempre. Fui devagarinho, e subi nele. Nos encaixamos e começamos novamente.
Depois de algumas horas de traquinagens, fazendo várias posições, com muitos gemidos e muitas gozas, nós finalmente chegamos ao orgasmo, já de madrugada. Nós dois estávamos ofegantes, exaustos, porém felizes.
Deitamos um ao lado do outro. Eu o fitei. Ele sorria, contente e satisfeito.
Eu: V-Você... - tentava recuperar meu fôlego. - ... Você transa melhor sem camisinha, né, seu safado?
Harry: Meu sexo é bom de todos os jeitos. - afirmou ele, sem nem olhar para mim.
Eu: Claro que é. - disse, beijando seu ombro. - Mas você fode melhor sem camisinha.
Harry: Aquele troço de borracha me incomoda, impede meus movimentos.
Eu ri, e ele também. Eu levantei, e peguei novamente meu pijama. Ele fez o mesmo com o dele.
Conversamos um pouco, e ficamos em silêncio também, relembrando em nossas mentes as melhores partes do dia. Pelo menos, foi o que eu fiz. Foi perfeito. Em geral. Ele era perfeito, e eu sempre digo isso.
Harry: A gente podia repetir a dose.
Eu: Podia. Muitas vezes mais.
Harry: Muitas.
Eu: Com camisinha.
Harry: Ahhhh! - protestou ele. - Mas ela...
Eu: Não quero saber - disse, cortando-o. - Ou é isso, ou é sede de sexo.
Harry: Ou eu contrato alguém.
Eu: Você não seria tão sujo e baixo, Styles.
Harry: Não mesmo, meu amor. - disse, rindo.
Ele me beijou algumas vezes. Eu sorri. Ele sorriu também.
Eu: Tem certeza de que as fãs não vão enlouquecer?
Harry: Mas é claro que vão. - disse, sorrindo com naturalidade. - Mas elas se acostumam. Eu já disse isso.
Eu: Elas vão querer me matar. - dei um sorriso falso, fingindo não me importar.
A verdade é que eu era, acima de tudo, directioner. Todos sabiam disso. Então eu sei como é ver seu amor namorando outra - como no caso dele com a Cara, com a Taylor, com a outra Kara -, sei como é se sentir inferior, e não poder fazer nada para impedir seu ídolo de se machucar. Digo, você não conhece a vida dele de verdade, não sabe onde ele arranjou a namorada, então é muito normal você ter medo de ela machucar seu amorzinho. Você se sente desprotegida.
Eu: Haz. - disse, manhosa, depois de pensar tudo aquilo em silêncio.
Harry: Diga, querida.
Eu: Prometa que amanhã você vai tweetar dizendo que nunca abandonará as directioners e nunca amará ninguém como as ama, não importa quantas namoradas você tenha.
Harry: Pra quê? Elas já sabem disso! Já sabem que são minhas bebês.
Eu: Algumas... Algumas não sabem. - disse, tentando convencê-lo. - Prometa, Haz. Por favor.
Harry: Tudo bem, minha linda. - disse, beijando minha testa. - Eu prometo. Sem problemas.
Eu: E promete que também não vai deixar elas me matarem? - disse, dando um sorrisinho.
Harry: Eu prometo, meu amor. Nem elas, nem ninguém. Nada vai nos separar de novo, eu já te disse. (gif) Eu vou cuidar de você.
