sexta-feira, 21 de junho de 2013

Cap 5: What The Hell / Can't Be Tamed / I Hate You, Don't Leave Me.

(Ainda Annie's POV)
 Não fazíamos isso há, tipo, muito tempo. Já tínhamos transado inúmeras vezes, mais isso era completamente diferente: dessa vez, parecia verdadeiro. Sempre era assim: saíamos, transávamos em qualquer canto de qualquer jeito. Agora, não estava sendo assim. Ele tinha sido fofo comigo o dia todo, e agora tinha pedido permissão para transarmos. Era diferente. Ele estava diferente. Era um novo Harry. E eu amava esse novo Harry.
 Estávamos num beijo quente, ele já sem blusa e eu já sem calça, ele pegando na minha coxa, eu arranhando as costas dele. Nada no mundo me faria parar agora.
Harry: Deite, querida...
 Eu obedeci, tirando minha blusa e deitando por cima dele, ele beijando meus peitos ainda com sutiã.
Eu levantava e deitada em cima dele várias vezes, apertando seu amiguinho com meu corpo, o deixando excitado. Eu via o fogo arder em seus olhos, o desespero me chamando para começarmos, mas eu queria provocá-lo.
Harry: Annie... - disse, gemendo baixinho. - ... Vamos... logo... 
Annie: Já? Não, seu gostoso, você vai ver a "novata" dando um show esta noite.
 Eu me levantei, fazendo uma dancinha sexy. Ele olhava de boca aberta. Tirei meu sutiã bem devagar, deixando meus seios expostos. Comecei a massageá-los, deixando-o excitado.
Harry: Vem logo caralho!
 Eu ri e continuei massageando, até que ele se irritou, levantou com dificuldade da cama, me pegou e me jogou na cama. Ele pegou meus peitos e os amassou com toda a vontade do mundo, me fazendo gemer alto. Ele massageava-os com as mãos, mordendo a boca.
Segurei a mão dele, fazendo-o parar. Levantei meu tronco e beijei-o pegando em seu amigo. Ele tirou minha mão de lá, fazendo eu me deitar novamente.
Harry: Não, agora eu vou torturar você, já que me provocou agora aguenta.
Eu: Pode vir.
 Harry se jogou em cima de mim me tascando um beijo forte e selvagem. Ele me segurava pelo pescoço enquanto a sua outra mão dançava até chegar na minha calcinha.
 Ele começou a me masturbar por cima da calcinha, e abafando meus gritos com beijos. Eu sentia o amigo dele subindo por baixo de mim. Eu fiz ele parar, levantando da cama para tirar a calcinha. Ele aproveitou e tirou o shorts, ainda de joelhos na cama. Aproveitei sua posição e fui engatinhando pela cama até chegar nele, tirando sua cueca com as minhas próprias mãos. A stylesconda deu um pulo da cueca, o que me deixou muito feliz.
Eu: (gif)hm, isso vai ser divertido.
Nós deitamos novamente. Eu comecei a masturbá-lo, fazendo movimentos de vai e vem com a minha mão. Ele estava amando, agarrando meu cabelo e soltando gemidos, o que me incentivava ainda mais. Depois de uns minutos, ele gozou na minha mão. Apenas ignorei o gozo, parei de masturbá-lo, e levantei da posição em que eu estava para beijá-lo. Ele me beijou forte como todas as outras vezes, e sentamos na beirada da cama.
Eu: Eu não aguento mais.
Harry: Nem eu.
Eu: Vamos logo com isso! - ele concordou, pegou a camisinha no criado-mudo, e colocou. Eu sorri maliciosamente. - podemos começar, faça o que quiser!
 E ele, em menos de 5 segundos, me obedeceu: se encaixou em mim como sempre se encaixou, e me penetrou com força. Eu gritei de dor e de prazer, e ele me segurou forte.
Eu: Ma... hmmm... Ah, mais... Hmmm...
Harry: Você... quer... mais? - disse, ofegante. Eu fiz que sim com a cabeça, e ele foi penetrando mais forte e mais rápido. Não parávamos de nos beijar.
Ele massageava meus peitos com uma mão, segurava minha cabeça com a outra, e me penetrava. Eu gemia e arranhava suas costas, me segurando na cama com a outra mão. Ele, de todos os caras com quem já transei, é o melhor. E dessa vez estava ainda melhor: nós fazíamos com conexão, com convicção, com paixão. Estávamos transando como duas pessoas loucamente apaixonadas. Eu realmente não sabia se ele me amava ou só queria me fuder, e também não sabia se eu o amava, mas sabia que nosso sexo, dessa vez, estava muito melhor. Cansei de ficarmos assim. Eu nos joguei na cama, e logo depois virei por cima, trocando de posição.
Harry: Quer comandar, gostosa?
Eu: Quero não, eu vou comandar, boyzinho.
Harry: Então vai com tudo, selvagem.
 Eu levantei meu tronco e comecei a cavalgar em cima dele, fazendo ele urrar de prazer. Eu estava me contendo para não gritar - pois queria passar um ar de superior -, mas olhando para a cara de prazer dele e sentindo a stylesconda em mim, não tinha como ficar quieta. Eu apenas dava gemidinhos leves a cada estocada que dávamos. Quantas directioners não dariam a vida para estar no meu lugar agora? Eu sei, muitas. Mas essa noite ele era meu.
 Ele segurava o colchão com toda a força do mundo, urrava de prazer, já haviamos gozado umas quatro vezes, nós estávamos suando, mas não queríamos parar. A cama rangia como nunca outra cama havia rangido antes, e o colchão estava ficando mole de tanto balançar. Estávamos quase chegando ao ápice, e não aguentávamos mais.
Harry: Vaaaai, gostoosa, meeete, coom, fooorça!! - ele gritava e gemia ao mesmo tempo. Íamos cada vez mais rápidos, sem tempo nem de respirar.
Eu: METE COM FORÇA, HARREEEEH!! - gritei de volta.
 Estávamos fudendo loucamente, quase morrendo, quando ouvimos um barulho de quebrado e, juntos, chegamos ao ápice.
Deitamos no colchão, acabados. Respirávamos ofegantes, e então, quando consegui finalmente respirar direito, perguntei:
Eu: Ouviu aquele barulho?
Harry: Sim, nem ligue para isso agora.
 Ficamos quietos por mais uns minutos, e então me virei de costas, pronta para dormir. Harry levantou e foi para o banheiro. Eu estava muito cansada, mas tinha certeza absoluta de que não conseguiria dormir. Tinha muita coisa na minha cabeça: por que transamos? Ele me ama, ou só queria me fuder? E será que eu o amo? Como ficaríamos depois de hoje? Ele ia me pedir em namoro? E, se me pedisse, eu aceitaria? E ele me assumiria para todos, ou teria que ser em segredo? E se ele nem quisesse mais olhar na minha cara depois de hoje? Eu estava muito confusa. Eu não sabia mais nada sobre ele, e nem sobre mim mesma.
Harry voltou para o quarto, agora com um shorts de pijama. Eu ainda estava nua, deitada de costas. Harry deitou na parte dele da cama, mas alguns segundos depois levantou, engatinhou até mim, ficando por cima, e me virou para ele.
Eu: O que quer?
Harry: Dizer que te amo. Bom, eu te amo. (gif)
Eu: Pare com isso.
Harry: Isso o quê?
Eu: De me confundir.
Harry: Estou falando sério.
Eu: Como vou saber?
Harry: Tudo bem, então durma, amanhã pensamos nisso, o.k.?
Eu: O.k.
Harry O.k.

Aria's POV
Fiquei dirigindo até às duas da manhã. Eu não queria voltar para casa, eu não queria ir para a festa, eu não queria dormir na Lottie ou na Annie, eu não queria comer, eu não queria dormir, eu não queria socializar. Desliguei meu telefone - mandando antes uma mensagem para meus pais avisando que ia dormir na casa de uma amiga -, liguei o rádio do carro no máximo, abri todas as janelas do carro e fui dirigindo, sei lá de onde e para sei lá onde. Eu precisava me distanciar.
 Quando eram duas da manhã, eu já estava cansada de dirigir, mas não queria dormir. Peguei minha lanterna no porta-luvas e saí do carro. Fui andando um pouco, procurando uma placa na escuridão. Até que achei uma placa, mas ela estava rabiscada, com um bilhete colado na ponta. Arranquei o bilhete para vê-lo.
 Um cartaz de pessoa desaparecida, cortado, de Ravenswood. Ravenswood era a cidade vizinha de Holmes Chapel, mas era impossível que eu tivesse chegado lá! Demora quase 7 horas de viagem! Mas, pensando bem, corri bastante das oito às 2 da manhã. Uma hora a menos do que a média. Que loucura. Estava saindo de perto da placa quando meu celular - que eu já havia ligado novamente - apitou por uma mensagem nova. Abri o visor, e era uma mensagem de número desconhecido.
Você tem uma ideia básica de quem está perdida em Ravenswood? Não? Então deixe-me te dar uma dica: Começa com A.
Eu: Eu hein, que tipo de louco manda uma coisa dessas? - disse. De repente, ouvi uma brisa falando algo.
"A... A... Aria... Aria... A... Aria..."
Eu: Tem alguém aí? (gif)
Ninguém respondeu. Mas o vento continuava soprando meu nome, de forma assustadora. Podia ser só sisma minha, talvez eu precisasse mesmo dormir. 
Eu: Olá? - tentei mais uma vez. O vento parou de soprar, e agora só restavam o barulho das folhas das árvores da estrada. - Melhor eu voltar e dormir. - disse à mim mesma.
 Fui voltando pelo menos caminho, mais uns 3 minutos de caminhada, quando cheguei aonde tinha deixado meu carro. Ou, onde ele deveria estar.
Cadê o carro?! Onde ele tinha ido parar?! Eu tinha certeza de que tinha deixado ali, ou alguns metros de distância, mas eu olhei para os dois lados da estrada e não tinha nenhum carro lá. Como alguém consegue roubar um carro sem fazer barulho?! WTF?! Fui andando mais depressa pela estrada, quando pisei em algo. Olhei para baixo e vi uma poça de água. Mas, espera, isso não é água... É sangue.
"Eu estou de vendo", dizia a mensagem no chão. Fiquei desesperada. Isso não podia ser pra mim, podia?
Eu: Oi? Tem alguém aí? - ninguém respondeu novamente. - MAS QUE SACO! TEM ALGUÉM AÍ OU NÃO? - gritei, ouvindo meu eco. E, de repente, tudo ficou preto.
...
 Acordei com a minha cabeça doendo muito. Eu apenas tinha recobrado a consciência, mas mal tinha forças para abrir os olhos. Fui colocar a mão na cabeça, e vi que ela não conseguia chegar até lá. Eu estava presa.
Eu, depois de muita luta, consegui abrir os olhos. Mas não adiantou nada: estava tudo escuro. Eu sentia uma força muito forte segurando a porta de sei lá oque que eu estava dentro, e não conseguia respirar direito. Lembrei que tinha um relógio com luz fluorescente, e tentei fazer com que minha mão direita chegasse até ele, na minha mão esquerda, e consegui! Na verdade não queria ver as horas, e sim tentar ver algo por perto... O ar estava acabando, eu precisava fazer algo, e nem sabia onde estava! Bati na porta do negócio, que parecia um armário. O negócio deu uma mexida, e algo caiu em mim. Parecia areia, terra, eu sei lá. Mas quase entrou no meu olho, e estava entrando dentro do armário - pelo menos parecia armário - a todo vapor, e estava tirando ainda mais meu ar. Resolvi segurar o resto de ar que eu tinha, liguei a luz do relógio, reuni minhas forças e taquei a porta do armário longe. Caiu uns quilos de terra em cima de mim, mas eu consegui segurar o fôlego e tacar um pouco pra longe de mim. Saí cavocando a terra igual uma marmota besta, mas mesmo assim, não foi o suficiente. Não conseguiria guardar o ar por muito tempo. Procurei meu celular no bolso, mas não estava lá. Meu relógio estava quebrado já de tanta terra que tinha nele. Mas que diabos eu estava fazendo ali, afinal?! Como eu fui parar num armário enterrado?!
 Soltei o ar, por fim, pronta para morrer. Mas, então senti algo vindo por cima de mim. Apareceu um buraco de luz do tamanho de uma mão. E essa mão entrou de novo no buraco, procurando por algo, mas estava muito longe de mim. Eu ouvia alguns gritos, chamando algo - provavelmente me chamando. Eu tentei levantar minha mão, mas como já tinha soltado o ar, eu não tinha mais forças. E, antes de desmaiar mais uma vez, consegui perfurar a terra, estendendo minha mão.
E, com meu último fôlego, ouvi gritos e algo me puxando. E, então, voltei ao meu sono profundo.

Lottie's POV
*Ps: Nessa Fanfiction, Fizzy terá 20 anos, enquanto Lottie tem 15.
Daisy e Phoebe tem 5/6 anos, mais ou menos.*
 Eu acordei com John, todo fofinho, dormindo na cama de baixo. Meus pais deixaram ele dormir na minha casa, mas na cama de baixo da beliche - infelizmente rs. Acordei às 9hrs, e John ainda estava dormindo. Fiquei vendo ele dormir por um bom tempo. Depois de uma meia hora, ele começou a se mexer, e acordou. Eu dei um sorriso fofo e o beijei na testa.
Eu: Bom dia, John.
John: Bom dia, querida. E não me chame de "John", já te disse isso! - eu ri. - Me dê carinho! Sou carente!
Eu: Bom Diiia, coisa fofa da minha vida!! - disse, sorrindo e abraçando-o. - Feliz?
John: Com certeza! (gif)
Eu: Dormiu bem?
John: Com certeza, e você querida?
Eu: Também... Sabia que eu amo como me chama de "querida"?
John: Obrigada, querida. Eu também amo como me ama.
 Eu ri do jeito bobo dele. Ele é a coisa mais fofa que eu já vi na minha vida. Tem a minha idade, mas não é nem um pouco imaturo, ou babaca, ou grosso, ou feio :3... Ele tinha seu lado infantil, mas era só brincadeira, para fazer as pessoas rirem. Ele era culto. Falava sobre futebol, e ao mesmo tempo sobre a Guerra de Recessão. Ele me contava sobre os aromas diferentes das flores, e aproveitava pra me elogiar dizendo que eu cheirava como elas. Ele era muito perfeito. Mas ninguém sabia ainda de nós dois, e pretendíamos contar isso depois do almoço.
John: E onde estão suas amiguinhas, Lottie?
Eu: Hm... Boa pergunta... - parei, pensativa. - Annie deve estar com Harry, tendo altas "conversas"... - nós rimos. - Mas a Aria... Faz tempo que não falo com ela... Bom, que seja. Vamos comer?
John: Claro!
 Levantei, dando uma ajeitada no cabelo, e subi as escadas de volta para arrumar minha cama. Arrumei tudo direitinho enquanto cantarolava. Quando olhei para baixo para descer, vi que John me encarava.
Eu: Que foi?
John: Sua... Seu... Hã... - ele parecia meio envergonhado, e eu pensei que poderia ter ficado menstruada no meio da noite ( DX ). Então, ele finalmente falou: - Sua bunda é linda. É enorme. E você toda é gostosa, linda ao extremo. Prontofaleisenhordocéu
 Eu comecei a rir, e desci de novo as escadas. Me apoiei nos seus ombros, e dei um selinho nele.
Descemos até a cozinha, e lá estavam Daisy, Fizzy e Phoebe, como papai e mamãe.
Eu: Bom Diaa! - disse, entrando sorridente na cozinha, de mãos dadas com John.
Mãe: Bom Dia, querida.
John: Bom dia Sr. e Sra. Tomlinson, e bom dia meninas! - disse, se referindo às minhas irmãs. Elas sorriram em respostas.
Pai: Como foi a noite?
Eu: Normal, ué.
Pai: Acho bom - disse meu pai, em voz baixa. Mas mamãe ouviu e deu um empurrão nele. Eu e John rimos. - Estão com fome?
Fizzy: Nem precisam responder né, já são 10hrs da manhã e vocês não tomaram café! Eu estou saindo da mesa, podem ficar com o meu lugar. - disse, sorrindo, e tirando suas coisas da mesa. Eu sentei no lugar dela, e John sentou ao meu lado.
Mãe: Aqui está o café da manhã! - disse, chegando com um prato delicioso.
 Lambi os beiços, parecia muito bom - como sempre. Daisy pedia para mamãe trazer mais framboesa, enquanto Phoebe tentava sair de fininho da mesa sem terminar o café - mas papai estava de olho, e sempre mandava ela voltar. Eu conversava com John e Fizzy sobre a festa, e perguntei se Aria não tinha ligado nenhuma vez.
Fizzy: Bom, eu fiquei acordada só até a hora de vocês dois chegarem, e ela não ligou esse tempo todo. Bom, vou indo.
Eu: Indo pra onde?
Fizzy: Pro quarto, ué. - disse, e foi subindo as escadarias que davam nos quartos. Voltamos a comer normalmente.
 Depois de comermos, John disse que um amigo nosso tinha nos chamado pra sair, ia a classe toda, e mais alguma galera já formada. Disse que iria perguntar pro meu pai, e então fui.
Eu: Paaaaai! Paiêêê!! Cadê vocêêê??
Pai: Tô aqui, filha. O que quer?
Eu: Cadê a mamãe?
Pai: Não serve eu?
Eu: Não...
Pai: É sobre sua adolescência? Ou sobre...
Eu: PAI! CADÊ.A.MAMÃE.?!?!
Pai: Saiu, foi no supermercado acho.
Eu: Ah, ok, serve você então... Posso sair com John e uma turma?
Pai: Quem está incluindo no "uma turma"?
Eu: Sei lá, uma galera aí.
Pai: A Annie vai?
Eu: Não pai, ela deve estar com o Harry. Ela não vai.
Pai: Ah, bom... Nesse caso... Não.
Eu: Pai! Por quê?
Pai: Não confio na "galera aí", e só pode sair com alguém responsável, como Annie.
 E foi aí, então, que tive uma ideia.
Eu: Ok pai beijo tchau! - e saí correndo escadaria acima.
 Duas batidinhas na porta, e ela respondeu "entre!"
Eu: Oieeee!
Fizzy: Ah, oi mana. Diga o que deseja.
Eu: Vamos sair?
Fizzy: Claro, quando?
Eu: Tipo, agora?
 Ela me encarou, e deu uma risadinha. Depois viu que eu estava falando sério, e fechou a cara.
Fizzy: Tenho cara de quê? Não tá vendo que eu tô ocupada?
Eu: Tá fazendo o quê, aliás?
Fizzy: Estudando.
Eu: Ah, isso você faz sempre! Você faz quando voltarmos! Vamos!
Fizzy: Não é um simples estudo, Charlotte! Eu tô na faculdade, não é brincadeirinha igual o que vocês fazem na graduação! Eu tenho um seminário para apresentar sozinha! A disciplina do Projeto III proporciona ao acadêmico sua primeira experiência com um programa de necessidades um pouco mais elaborado. Pela primeira vez, o acadêmico tem diante de si um tema que o desafia a pensar verticalmente, levando em consideração os aspectos formais e espaciais, além da adequação às condicionantes legais e naturais. O tema é uma grande evolução para o acadêmico que, até então, havia trabalhado apenas com projetos unifamiliares de, no máximo, dois pavimentos. Em seguida, os acadêmicos desenvolvem um estudo de viabilidade para um terreno escolhido pelo professor orientador. Levando em consideração todos os aspectos legais, formais e até financeiros para o empreendimento. Na sequência, o acadêmico passa ao projeto propriamente dito, elaborando um Estudo Preliminar e uma maquete volumétrica para entendimento formal do projeto. Por fim, desenvolvemos um anteprojeto arquitetônico. O produto final da disciplina é apresentado ao final do semestre. Para tanto, o acadêmico utiliza-se de meios multimídia para demonstrar e defender seu projeto diante da classe, vivenciando a prática profissional. Ou seja, eu preciso me esforçar para caramba para fazer isso, ou vou perder o fio da meada. (gif)
Olhei para ela. Ela não parecia estar brincando. Ela também não leu tudo aquilo no caderno. Ela sabia de cabeça o que devia fazer. Olhei para o quarto: 5 livros abertos na cama, um caderno onde ela copiava algumas coisas naquele momento. Na mesa do computador, ele estava aberto no Windows Movie Maker, cheio de textos e fotos de prédios. Também haviam duas xícaras de café vazias, sobre porta-copos, claro. Algumas bonecas de porcelana, com Post Its nelas. Haviam duas estantes de livros: na primeira, vários livros sobre história grega e romana, sobre o mundo na época paleontológica, e uns livros mais lights, de histórias fictícias; na segunda estante, milhares de livros de arquitetura, inglês, espanhol, artes cênicas, etc. A parede estava cheia de certificados enquadrados e medalhas: coisas da graduação - como atletismo, desafio de matemática, desafio de português, ter conseguido uma bolsa, por ter ajudado na preparação do baile de primavera, do baile de outono, do baile de mais sei lá o quê -, clubes de jardinagem, acampamento... Ela simplesmente vencia tudo. Ela simplesmente era boa em tudo. Ela conseguia tudo. Ela e Louis eram os queridinhos da família. Para quem conhecia a família - tipo, todos de Holmes Chapel -, Felicite era a mais conhecida da família. A melhor. A que tina o futuro promissor pela frente. Logo no começo da carreira de Louis, quando ele foi pro TXF, diziam "essa garota que terá que sustentar toda a família, coitada". Ela é só um ano a menos que Louis, mas ganhou muito mais prêmios que ele, muito mais fama por Holmes Chapel, e notas muito melhores na escola. Ela era toda correta, não fazia o trabalho de ninguém, e chama todos pelo nome certo, e os professores pelo sobrenome. Ela é um ET.
Eu: Não se cansa disso tudo.
 Ela parou de escrever e revirou os olhos, irritada.
Fizzy: Disso o quê?
Eu: Disso! - apontei para as paredes - De ter de ser perfeita sempre! De nunca parar de estudar! Não cansa?!
 Ela me olhou, largou o lápis e sentou na cama. Mas ainda não me convidou para sentar em lugar algum.
Fizzy: Eu não sou perfeita. Eu não nasci assim, pelo menos. Eu era uma peste, eu fazia tudo errado, e então, com 5 anos, acabei atravessando pro quintal do vizinho com Louis. Nós vimos uma discussão dos Monroe. Você lembra dos Monroe, a antiga família que morava na casa ao lado? (gif)
Fiz que sim com a cabeça. Ela prosseguiu:
Fizzy: Então, pois é. Eles estavam brigando. A criança, que agora não lembro o nome, estava chorando feito louca. A mãe gritava pedindo perdão, e o pai estava furioso, quebrando tudo. Pensamos que ela tinha o traído, que estava grávida, ou algo do tipo. Mas não: ouvimos até uma certa parte da discussão, e descobrimos que ele estava bravo porque a filha foi para uma festa sem permissão dele, e com a permissão da mãe. E a mãe tinha passado suas camisas de trabalho de forma errada. Ele deu vários tapas na menina, e mandou ela ir pro quarto, e estava de castigo pro resto da vida. Enquanto a mãe, ele judiou dela pra caramba. Começou a sair sangue. E então Louis não me deixou mais ver, me fez sair de lá com ele. Eu tinha 7 anos, e Louis, 8. Você tinha 2 anos, mal falava direito ainda. Mas enfim... A garota era uma nerd, toda certinha, e mesmo assim levava bronca. E me senti mal por fazer tanta sacanagem e por dar tanto trabalho aos meus pais. Queria ser motivo de orgulho. Queria ser motivo de vitória.
Eu: E por isso, se vendeu?
Fizzy: Eu não me vendi! - disse ela, ofendida. - Eu deixo eles mostrarem orgulho, só isso!
Eu: Não! Você se faz de boneca-de-pano, deixando eles te levarem pra toda parte, fazerem o que quiserem contigo!
Fizzy: Não foram eles que escolheram a Royal College, fui eu! Não foram eles que mandaram eu me inscrever em todos os extracurriculares, fui eu! Não foram eles que me mandaram ganhar todos esses prêmios, eu ganhei porque eu quis! E eu estou no pódio agora! Eu estou de vida feita! Olhe todos esses prêmios! Em meu currículo, tenho 3 cursos profissionalizantes, 5 línguas fluentes, 1 faculdade sendo feita e mais de 50 prêmios aleatórios! Se eu quiser virar faxineira eu viro, e se eu quiser governar o país, eu posso também! Louis se arriscou e se expôs participando daquela droga de programa de talentos! Ele nos expôs, sem nem pedir permissão! Isso não é justo! Isso não é digno! Se ele fizer uma burrada, nosso nome é sujo! Por isso, vou tirar nossa família da lama quando ele fizer isso! Eu estarei no topo!
 Eu olhei para ela, sem entender.
Eu: Tem inveja dele.
Fizzy: Fique quieta!
Eu: É isso mesmo! Não gostou dele ter se dado bem depois de você se empenhar tanto! Não gostou de saber que enquanto você ganha 2 mil suado, ele ganha 2 milhões! Não gostou dele ter te passado a perna! E estudar te tira da merda! 
Fizzy: NÃO FALE ASSIM COMIGO! EU NÃO ESTOU NA MERDA!
Eu: VOCÊ É UMA RIDÍCULA QUE SÓ PENSA EM ESTUDAR PARA AFOGAR AS MÁGOAS PASSADAS! NUNCA TEVE NAMORADO, NUNCA FOI À FESTAS, SEMPRE SOFREU BULLYING SENDO TAXADA DE NERD E DE ANTIQUADA, VOCÊ AINDA DEVE SER BV, BVL E VIRGEM! VOCÊ NEM SABE O QUE É "ÁLCOOL"!! NUNCA FOI À NENHUM LUGAR A NÃO SER MUSEUS! VOCÊ NÃO FAZ MAIS NADA NA VIDA! RIDÍCULA! BEBEZONA! INÚTIL!
 E, então, recebi um tapa na cara com toda a força do mundo. Mas sorri. Continuei xingando ela.
Fizzy: QUIETA! PARE! EU NÃO MEREÇO ISSO! CHEGA! PARE! VOCÊ ESTÁ ERRADA! - e eu continuei xingando-a, batendo o pé no chão, me desviando dos tapas dela. E, sem querer, enquanto me desviava, bati forte na parede e 3 certificados enquadrados caíram no chão.
Ela ficou paralisada vendo aquilo. Eu levei a mão à boca, me sentindo culpada. Ouvi passos na escadaria. Mas não parei.
Eu: Tá vendo? Pensa nisso como se fosse seus filhos. Aliás, NUNCA terá filhos, não é? Virgem, sem tempo pra nada a não ser virar mais nerd do que já é! Isso tudo é uma grande perda de tempo! Nunca passará o Louis! Nunca terá nada a mais se não sair da base "estudos" e experimentar outras coisas! Mas nãããão, tem que ficar aí, isolada, feito louca, fazendo seus cálculos e falando sozinha! Ridícula! Nerd! Sem vida social!
Fizzy: PARE! - e, então, ela caiu no chão de joelhos, recolhendo os cacos dos certificados e chorando.
Olhei para ela com ar de superioridade. Ela finalmente entenderia que precisa mudar, acho eu. Se não, pelo menos me diverti. Minha primeira briga com ela. Eu a esculachei. Se fosse uma irmã normal, teria sentado a mão em mim. Mas não! Ela não fez nada! Bicho indefeso!
 Meus pais, John, Daisy e Phoebe chegaram logo depois.
Mãe: O QUE É ISSO? FIZZY!
Pai: o que houve aqui?!
Eu: Apenas dei uma lição.
Fizzy: Ela me bateu... Me xingou... Me humilhou... Ela... É um... Monstro... Meus certificados... Quebrou... Ela... Ah, senhor... - disse, quase sem voz. Ela gemia e tossia enquanto chorava, já sem forças. Eu dei uma pequena risada. Daisy e Phoebe estavam abraçadas em volta de John, que olhava a cena perplexo.
Eu: Ela está mentindo, gente! Ela quis se fazer de coitadinha! Nem falei nada!
Pai: Ouvimos vocês gritando! De lá de baixo!
Eu: Ela ficou brava porque pedi para sair conosco! Só isso!
Fizzy: Meus... Certi... Fi... Ah... meus queridos... Ah...
Pai: Está de castigo, Lottie! Conversamos depois! John, vou pedir que volte mais tarde por favor, e se puder deixar Daisy e Phoebe lá em baixo eu agradeço.
John: Sem problemas, Sr.
Pai: Vamos, Lottie, saia do quarto. Eu vou arrumar essa bagunça. Querida, vá com Felicite pegar um pouco de ar fresco lá fora.
 E, então, olhei para John mais uma vez, antes do meu pai me agarrar pelo braço e me levar para o quarto. Ele estava confuso, estava com um ar triste. Eu acho que o decepcionei. Eu acho que os enganei.
 Mas, isso não importa. Eu venci. Eu venci a briga, eu venci a verdade, eu venci tudo. E nem precisei de 50 prêmios ou 5 cursos e blá blá blá... E gostei muito disso. Gostei do jeito Aria de ser. Isso pode ser divertido...
 Olhei para trás e ouvi mamãe dizendo à Felicite: Calma, está tudo bem agora... , e Felicite respondendo não está não, meus certificados!
 Babaca, pensei. E, então, meu pai me trancou no meu quarto.
"Tudo que eu quero é bagunçar, e eu não me importo se você me ama, se você me odeia, você não pode me salvar! Toda minha vida eu fui boa, mas agora, ah, que se dane!"

Aria's POV
 Eu acordei - mais uma vez -, agora com muita dor de cabeça. E numa maca, num hospital limpo, com um troço apitando do meu lado.
 Uma enfermeira abriu a porta do quarto, sorrindo de orelha a orelha. Ela estava com uma prancheta segurava pelo antebraço, um copo d'agua em uma mão e alguns remédios em outra.
Enfermeira: Oi, queridinha. Tudo bem?
Eu: Acho... Que sim... Que dor de cabeça...
Enf: É normal, nas suas condições... Trouxe alguns comprimidos para você. Tome todos, e depois comente o que lembra.
Eu: Nem preciso de tempo para pensar:  nada. Não me lembro de absolutamente nada. Na verdade, eu não sei de absolutamente nada! Me deram uma cacetada na cabeça no meio da estrada, acordei num armário, aí assim que botei metade da mão pra fora, desmaiei de novo.
Enf: Armário? - ela deu uma risadinha.  - Aquilo não era um armário. Era um caixão.
 Eu gelei. Um caixão?! Meu Deus! Muito pior do que eu imaginava! Queriam me matar! Ou com a batida na cabeça, ou sufocada! Mas que merda! O que eu fiz de ruim?! #xoranu
Eu: Impossível... Como isso... Mas eu... Ai minha cabeça...
Enf: Fique calma, beba seus remédios. Você está em Ravenswood, já ligamos para seus pais. Tome os remédios, e durma. Apenas isso. Está a salvo aqui, não se exalte.
Eu: Eu vou morrer, porra.
Enf: Não vai, não diga isso. Beba tudo, e pode deixar o copo aí do seu lado.
 Como eu ia explicar pros meus pais o que havia acontecido? Como ia contar que roubaram meu carro? Como vou dizer que deixaram meu celular comigo? E se acharem que eu bebi e por isso bati de carro? E quem queria me colocar num caixão? Meu Deus...
 Meu telefone tocou. Eu atendi.
*Ligação On*
Alô?
Oi! Aleluia, você atendeu! Tava ocupada transando 
e esqueceu da gente?! Liguei sábado inteiro pra você!
Quem me dera estivesse transando... Eu tô no hospital. Em Ravenswood.
Quê?! Mas... Você não tinha ido pra festa? Aliás, por quê
não foi pra festa? E o que tá fazendo em Ravenswood?
Era o que eu queria saber também, colega. Ah, a enfermeira mandou
eu desligar o celular e ir dormir... Mais tarde, quando eu sair, te explico.
Tudo bem né... Melhoras meu anjinho! Ah, e Lottie tá namorando
o John, finalmente! E eu transei com o Harry!
EU DIGO QUE NÃO POSSO ME EXALTAR, DIGO QUE TÔ
INDO DORMIR, E VOCÊ ME CONTA NOTÍCIAS COMO ESSAS?!
COMO ASSIM EU QUERO SABER DE TUDO MAIS TARDE ja vou
desligar mulher chata do caramba não tá vendo que é importante?!
Ela tá certa, deixa a enfermeira em paz! Beijinhos!
Beijinhos!
*Ligação Off*
Depois de umas duas horas, meus pais chegaram, e a enfermeira me acordou. 
Eu: Posso sair da maca?
Enf: Agora pode, vou te ajudar a ir até o salão principal.
 Eu dei meu antebraço pra ela, e fomos andando devagar até a sala de espera para familiares. Meus pais levantaram do sofá, sorridentes e chorando ao mesmo tempo. Mamãe correu para me abraçar. Eu soltei a enfermeira e fui andando devagar em encontro ao abraço dela.
Mãe: AHMEUDEUSDOCÉUVOCÊESTÁBEMEUNEMACREDITONISSOVOCÊSEMACHUCOUACHOQUENÃOCUIDARAMBEMDEVOCÊPORQUESENÃOTIVEREMCUIDADOEUVOUPROCESSARESSEHOSPITALDOCARALEOEAFINALCOMOCHEGOUATÉAQUIAHNEMIMPORTANÃOACREDITOQUEESTÁBEM
Eu: Oi... pra você também... mamãe...
Enf: Tome cuidado por favor, Srta Candellari. A Srta. Aria ainda está mal, precisa de remédios e de apoio para ficar de pé.
Pai: Estamos felizes que esteja bem, querida. - disse, me beijando na testa.
Mãe: Ah, querida, nem vou te sobrecarregar agora. Só fico feliz que esteja a salvo. (gif)
Ela foi dando meu diagnóstico para eles enquanto eu almoçava. Recebi alta logo, e partimos direto para a delegacia de Ravenswood.
 Dei queixa por tentativa de assassinato, jurei que não tinha bebido - até porquê fizeram o teste comigo no hospital assim que cheguei, mesmo desacordada -, que não tinha fumado, e etc. Eles disseram que encontraram meu carro, exatamente como estava antes. Eu resolvi mudar o nº do meu celular, minha conta nas redes sociais - que, aliás, ia ficar longe por um tempo para desestressar -, e ele me receitou uns 10 remédios por dia. Uns davam fome, outros davam sono, outros davam pique, outros ajudavam na memória... E é isso aí. Eu fui taxada de louca pelo cara, acho eu. Meus pais só queriam saber se eu estava bem. E eu também queria saber isso. Foi só um pouco assustador, mas quem quer que fosse, não me assutou.
"Eu não posso ser domada, eu não posso ser culpada, eu não posso ser domada
Eu não posso ser mudada, eu não posso ser domada, (eu não posso ser) não posso ser domada"

Annie's POV
Acordei com um beijinho no nariz. Eu dei um sorriso.
Eu: Bom Dia, Haz.
Hazza: Bom Dia, Sunshine.
Eu: Tudo bem?
Hazza: Tudo maravilhoso, e com você?
Eu: Igualmente.
Hazza: Eu fiz waffles e trouxe uns cappuccinos para nós dois... Vai querer?
Eu: Eu... Hã...
Hazza: Você.. Hã... - disse, imitando minha voz sonolenta. Eu dei um sorriso fraco.
 Eu estava pensando no que dizer. E então me toquei.
Eu: Não, não quero não. Obrigadinha. - disse, dando um pulo da cama, e percebendo que estava pelada. Catei o lençol da cama e fui andando pelo quarto, pegando minhas roupas jogadas.
Hazza: Por que não?
Eu: Não tô com fome.
Hazza: Mas... Eu fiz waffles especialmente pra você...
Eu: Fez nada! Você nem sabe fazer waffles!
Hazza: Okay, mas eu encomendei com coração!
Eu: Aham...
Hazza: por quê tá pegando suas roupas?
Eu: Quer que eu ande pelada por aí?
Hazza: Não seria nada mal... - disse ele, com um sorriso estampado no rosto.
Eu: Bom, acho melhor não... - coloquei a calcinha e o sutiã - ... Eu seria presa...
Hazza: Pera, tá dizendo andar na rua?
Eu: É, oxe!
Hazza: Mas por quê vai sair? Tem tudo aqui! Vai embora?
Eu: Vou! Não vou ficar aqui! - coloquei o vestido da festa e fui andando até a sala, onde tinha deixado meus sapatos.
Hazza: Por que não?
Eu: Quantos "por quês" você consegue falar por minuto?!
Hazza: Fica!
Eu: Não! Foi só uma vez, foi um deslize.
Hazza: Um deslize gostoso do seu corpo no meu...
Eu: Não, deslize no sentido de erro, mesmo.
Hazza: Maguô! - disse, fazendo biquinho. Patético.
Eu: Já disse que não quero mais nada, Haz. Já te dei uma chance. E você fracassou miseravelmente. - peguei meus sapatos, e fui me dirigindo pra porta. - Adeus.
Hazza: Nananinanão! Você fica! - disse, saindo correndo do quarto pra sala.
 De repente, sinto algo. Harry me pegou no colo, me girando no ar. Não pude conter o riso, e também não pude deixar de abraçá-lo - por medo, apenas.
Eu: Aaaah! Harry, me põe no chão!!
Harry: Só se prom... prometer ficar! - disse, ofegante, ainda me girando no ar.
Eu: Não! Eu preciso ir! Meu irmão! Me soltaaaa!
Harry: Prometa!
Eu: SOLTA HARRY EU VOU VOMITAR!
 Harry imediatamente parou de girar, mas ainda me segurava no ar, me machucando pela pressão que me puxava para o chão. Eu estava realmente pálida - eu tenho medo de altura e me enjoo fácil, além dele ter me girado umas 100 vezes e super rápido -, então ele resolveu me pôr no chão, mas não soltou meus braços.
Harry: Tudo bem?
Eu: Sim, agora me solta.
Harry: Prometa que vamos, pelo menos, nos encontrar mais uma vez.
Eu: Harry...
Harry: Prometa, ou vai ficar aqui comigo, de prisioneira! - disse, rindo. Eu dei uma risadinha.
Eu: Você... - desisti: - ... Você tem meu número, só ligar e nós combinamos. Mas esse fim de semana tenho que cuidar do meu irmão.
Harry: Ótimo. Então sexta que vem, às 20hrs, vamos jantar.
Eu: Que seja, me ligue quando estiver tudo combinado. - peguei o sapato do chão novamente e fui andando até a porta. Antes de sair, virei novamente: - Ah, e não vamos dividir a conta dessa vez.
 Saí fechando a porta atrás de mim e descendo a escadaria do prédio pequenino, e escutei ele gritar "vadia!", rindo, atrás da porta branca.
Quando cheguei lá embaixo, algo caiu em mim: pétalas de rosas. Olhei para cima, e lá estava ele, sorrindo.
Harry: Era para eu te dar algumas rosas junto com os waffles... Como não aceitou os waffles, decidi te dar as rosas do mesmo jeito.
Eu: Você é um louco! (gif)
Harry: Louco... Louco é pouco... Eu sou completamente e infinitamente, loucamente e perdidamente apaixonado por você, pirralha difícil. Até semana que vem.
Seu sorriso contagiava... Foi impossível não sorrir. Mandei um beijo "soprado", e fui embora. Quando já estava um pouco longe, olhei para trás. E lá estava ele, ainda com aquele sorriso, com algumas pétalas na mão. Com certeza seu rosto é ainda mais macio que elas. E seu coração é ainda mais lindo do que esse gesto fofo que ele fez comigo. Mas há coisas na vida que não se pode perdoar. Mas, do mesmo jeito, viver sem ele é impossível. Arg.

"Admito que estou com e ao mesmo tempo fora de controle. Não escute nenhuma palavra do que eu disse, apenas me escute antes de fugir, porque não consigo acabar com essa dor (...)
Eu te odeio, não me deixe, porque adoro quando você me beija. Estou em pedaços e você me completa."

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Desculpem a demora!!
Sabem como é - semana de provas, coisas para resolver aos montes, pais brigando por mais organização kkk... Tenham calma, que as férias estão logo aí e eu vou mandar ver!! 
Essa próxima semana já adianto dizendo que provavelmente vai sair o 6º cap só mais pro meio da semana (ou pro final), porque tenho provas.
Continuem acompanhando! Mandem seus comentários aqui!!
XOXO

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Cap. 4: Mistake / We Found Love / My Dilemma

Aria's POV
Eu estava me divertindo muito com o Brad. Pela primeira vez, eu estava sendo sincera com ele. Eu estava sendo engraçada, eu estava sendo fofa. Eu estava sendo maluca e descabelada.
 Estávamos em casa, nos beijando no sofá, esperando mais uns minutos para irmos à festa da Jammy, quando minha mãe gritou "Aria! Venha ver que está aqui!" Parei de beijá-lo, revirando os olhos, e ele riu. Nos levantamos e, de mãos dadas, fomos ver quem era.
Eu: Eu. Não. Acredito. Nisso.
 E, enquanto eu olhava desesperada, lá estava Kim, minha irmã mais velha, andando pela calçada até chegar na nossa direção, com o mesmo sorriso falso de sempre.
Kim: Sentiram minha falta?
Eu não conseguia acreditar que aquela vadia estava de volta! Dois anos no exterior, por quê não ficou lá logo de uma vez?!
Eu: O que está fazendo aqui?!
Kim: É minha casa também, esqueceu?! Eu voltei!
Eu: (gif) Eu percebi.
Mãe: Aria! Seja legal com sua irmã! Ela voltou depois de dois anos!
 Suspirei irritada, mas senti Brad colocando a mão no meu ombro, o que me fez ficar mais calma. Dei um sorriso quase tão falso quanto os que ela dá.
Eu: Eu estava só brincando, mamãe! Claro que eu estava morta de saudades da minha irmã! Quanto tempo sem te ver! - disse, ainda sorrindo. Ela sorriu e veio me abraçar - falsa, também.
Ela começou a contar histórias de suas aventuras e blah blah blah, e então, quando ela parou com a faladeira pois meus pais iam ao supermercado, disse que tinha coisas para fazer com meu namorado. Ela ficou pasma.
Kim: Seu... Namorado?
Eu: Aham.
Kim: Você está drogada? - disse, rindo ironicamente.
 
Eu: Claro que não, a única vadia louca que estou vendo aqui é você.
Kim: Pensei que ele estava me esperando, não que estava com você. - Disse, me olhando de cima a baixo, como que me testando. - O que está acontecendo, Brad, meu amor?
Eu: Ei, olha a intimidade, peste! - intimidei-a. - Como assim "o que está acontecendo"? Qual o problema de eu namorar?
Kim: O problema é que ele é o meu namorado.
Eu: QUÊ?! BRAD?!
 Eu olhei para ele, confusa. Ele suava frio, com a boca meio aberta, como quem para no meio de uma frase. Eu estava ficando louca, ou ele estava com medo? Medo de quê? Da minha irmã? Ou da verdade?
Brad: N-Não é isso. Sua irmã está louca. E-eu nem conheço ela.
Kim: Qual é, Brad. Não só conhece meu rosto, como meus braços, pernas e vagina. - disse, enchendo a boca toda orgulhosa para terminar a frase. Eu soltei da mão dele, o que o deixou ainda mais desesperado.
Eu: Brad?! - repetia a cada frase que minha irmã falava, esperando respostas. - Diga que minha irmã está louca. Por favor.
Brad: Sua irmã está... Está encompridando um pouco os fatos, mas não deixa de ser verdade uma boa parte do que ela falou.
Eu: (gif) Conhece a vagina da minha irmã?
Brad: Não.
Kim: Ô se conhece.
Eu: Brad!
Brad: Kim!
Kim: Mas é a verdade. Não esconda mais, Brad. Conte-a. Conte-a de nossa relação. Nossa relação secreta que ela quase desmascarou.
Eu: O quê? Eu?!
 E, de repente, veio um flashback na minha mente: Eu, com 14 anos, suspeitando de um possível namorado da minha irmã, que na época tinha 19. Um dia estávamos só eu e ela em casa e eu ouvi um barulho na janela, e vi algo entrando no quarto dela. Logo depois, gemidos e camas rangendo. Eu já havia aprendido sobre sexo na escola, então eu já sabia o que estava acontecendo. Ela me pagou 50 euros para eu não contar para nossos pais. Mas... Seria Brad? Brad na época tinha 16 anos! Ele não poderia... Ou poderia?
Kim: E aí, amore? Captou a mensagem?
Eu: Era... Era Brad subindo as trepadeiras da parede de casa? Transando contigo naquele verão?!
Brad: Hã... Ér... Na verdade... Eu... Hã...
Kim: Acho que isso já respondeu sua pergunta. Sim, era ele. Tivemos um caso secreto por uns 3 anos. Quando eu fui embora, ele disse que não queria um namoro à distância, mas acabamos não terminando oficialmente. Isso que você fez, de namorar outra menina, foi muito feio Brad. - disse, fazendo biquinho para ele.
Brad: Mentira! Eu terminei contigo! A gente nem namorava direito, era uma bosta de 'namoro às escondidas' em que a gente só transava e dava uns amassos!
Eu dei um grito abafado, horrorizada com as palavras que saíam da boca dele, ele olhou para mim de volta, assustado
Brad: Não! - disse, tentando consertar o que tinha acabado de falar - Ér, eu... Ah, esquece. - ele desistiu de se explicar, apenas deixando evidente toda a verdade.
Eu: Você... Ela... (gif) Isso não pode ser real. Não dois pesadelos de uma vez.
E, por um único momento em anos, em fiquei frágil. Frágil, sensível, horrorizada, me sentindo infantil, inútil, mané, usada... Isso sempre acontecia quando Kim estava aqui, mas dessa vez foi mais forte, mais intenso. Dessa vez, tocou no meu coração. Tocou num amor verdadeiro que eu sentia por ele.
Brad: Vamos conversar... - disse, chegando mais perto e esticando a mão para colocá-la em meu ombro. Eu bati nela e recuei.
Eu: Não encosta em mim, seu vira-lata. - eu dei um sorriso vingador no meio de algumas lágrimas que já caíam em meu rosto. - Quero só ver a cara de mané que você vai ficar quando for taxado de "estepe" pela escola inteira por ser tão facilmente excitado que teve que ficar transando secretamente com aquela escrota. - apontei para Kim, que apenas olhava as unhas hiper-bem-feitas, como se não se importasse em desmoronar meu mundo. - Você vai ver. - e saí andando porta afora. Ouvi alguns passos de Brad, mas Kim o impediu.
Kim: Fique aqui, cachorrinho. - ela deu umas assobiadinhas - Vem cá, neném, vem cá!
 Eu me escondi no corredor que dava para a porta da frente de casa, para escutar a conversa. Óbvio que o choro foi falso, embora eu realmente estivesse com vontade. Eu estava confusa, mas não quebrável. Eu queria mais informações para poder destruí-lo. Ele gritou assustado:
Brad: MAS QUE MERDA É ESSA?!
Kim: Você mereceu, vamos combinar. - disse ela, com o mesmo tom de indiferença de sempre.
Brad: Cara, a gente só transou duas ou três vezes! Precisava esculachar assim na frente da Aria?! Acabou com minha reputação, agora! E com meu namoro!
Kim: Com seu namoro falso, Brad! Seu namoro FALSO! Helloo, que droga! Eu não fiz nada demais.
Brad: Não, magina, só acabou com a minha vida! Vou ter que me mudar pro Alaska agora!
Kim: Ah, vamos, (gif) não seja tão dramático.
Brad: Isso não é ser dramático, isso é ser humano! Humanos se desesperam quando perdem suas vidas, humanos ficam tristes quando terminam o namoro! Não sou um robô cheio de botox igual você!
Kim: Primeiro, eu não uso botox. - eu ouvi uma risada tipo "Ah, tá bom" do Brad. - Segundo, era um namoro falso!
Brad: Mas eu, tipo... Acho que eu gostava de verdade dela.
Kim: Não seja tolo, garoto! Vamos, suba, transaremos, eu te dou dinheiro, e o telefone de uma californiana. E você fica feliz rapidinho.
Brad: Não, eu tenho uma festa de noite com a... - ele parou, se tocando. - ... eu não tenho mais festa. Porque não tenho mais acompanhante.
Kim: Já te disse, tenho telefone de mil californianas, diga um nome aleatório.
Brad: Isso é ridículo.
 Totalmente ridículo, concordei mentalmente, ainda ouvindo do corredor.
Kim: Diga logo.
Brad: Tá, Jade.
Kim: Jade... - disse, fuçando no iPhone. -... 9798-5600
Brad: Alexandra.
Kim: Alexandra... 9764-5892.
Brad: Mentira.
Kim: Verdade, pode conferir aqui!
 Eu ouvi passos - provavelmente Brad estava indo até ela. Fiquei preocupada - será que ele ia mesmo me esquecer por californianas?
Brad: Essa Katy tem cara de ser bem bonita... - disse, fazendo sotaque americano no "Katy".
Kim: Bonita, simpática, gostosa, tem bom-papo e é bem esperta, não apenas uma loira-burra pra ser mostrada. Também é boa de cama... Quer dizer, é o que me falaram.
 Houve um silêncio na sala. Um silêncio torturante. Dei uma olhada pelo cantinho da parede, e vi Brad com o iPhone na mão, pensativo.
Brad: Me dê o número. Talvez eu ligue. Mas não quero transar com você, nem seus 50 euros.
Kim: Que seja. - ela pegou um papel, anotou o número, e deu para Brad.
Brad: Beleza.
 Aquela altura, eu já estava chorando muito - mas em silêncio. Eu não podia acreditar nisso. Não podia acreditar que ele me trocaria por uma californiana. Fui para o meu quarto pela cozinha, para eles não me verem. Chorei mais um pouco, e retoquei a maquiagem - porque, antes de tudo isso, estava pronta para ir à festa. Peguei minha bolsa, tirei uma foto sozinha e postei, com a legenda "pronta para causar!!". 
200 curtidas em menos de um minuto. Esse é o poder da Aria. Eu tinha que fingir que estava bem, e isso era muito fácil de fazer - já estava acostumada. Fui ao banheiro fazer ajustes finais, passei o batom que estava faltando e desci as escadarias novamente. Mas assim que saí pela porta da frente, Brad estava me esperando.
Brad: Pronta para ir à festa?
Eu: Claro, mas sem você.
Brad: Qual é, vamos conversar...
Eu: Não temos nada para conversar, cai fora.
Brad: Não.
Eu: É minha casa.
Brad: É meu coração que você está machucando.
Eu: Não vem com essa, não pense que sou tão besta assim!
Brad: Não estou te fazendo de besta... - ele viu que eu estava fria, e seus ombros relaxaram. - Aria, por favor, pare com isso. Me escute.
Eu: (gif) Não quero ouvir o que tem a dizer. 
 
Brad: Mas eu quero que ouça!
Eu: MAS NEM TUDO GIRA EM TORNO DE VOCÊ! - gritei. Cansei de ser legal com ele, queria mesmo é dar várias cortadas rápidas até ele ver que eu estava irreversível, e desistir.
Brad: Mas eu quero ir contigo na festa.
Eu: Por quê não vai com as suas amiguinhas californianas?
Brad: Do que você... - ele parou. - ... Você estava ouvindo. Ah, meu deus. (gif) Estava ouvindo.
Eu: Até o vizinho devia estar ouvindo, vocês dois estavam gritando. - exagerei. Não queria que ele pensasse que estava espionando.
Brad: Aria, deixa eu explicar, eu sabia que ia negar ir ao baile, então queria uma reserva, mas eu não quero usá-las, porque também não usei você! Acho errado usar as pessoas! Por favor, me perdoe!
Eu: Ainda acha que eu vou cair nisso? Olha, faça o que quiser: vá para dentro da minha casa, transe com a minha irmã, a engravide, fuja, roube, mate, vá para a casa do caralho, mas não venha mais com suas mentiras para cima de mim, não venha me dirigir mais uma palavra sequer, porque sua voz me enoja, sua falsidade me destrói, e suas "boas intenções" serão inúteis. Agora, saia da minha frente, que eu preciso pegar meu carro. (gif) Ligue pra Jesy, quem sabe ela quer ir contigo.
 Eu apenas saí andando, desviando dele com um pequeno empurrão, abrindo a porta do meu carro, fechando e indo embora, deixando ele sem palavras, sozinho, no frio. Eu não sabia se ia mesmo para a festa... Eu não estava com cabeça para isso. Eu queria só passear, ou fazer algo do tipo. Queria me livrar daquele ar.
"Não vou atender nenhuma daquelas ligações à meia-noite, ignoro as pedras que você está jogando na minha janela, eu vejo escrito em seu rosto que você sabe que você cometeu seu maior erro"

Annie's POV
Lá estava eu, na festa da garota da minha classe, me matando de dançar, esperando as outras meninas chegarem.
Uma banda terminou de tocar, e disseram que a próxima banda chegava em 20 minutos pois tiveram problemas técnicos. Aproveitei que estávamos apenas ao som das caixas de som, e fui mexer um pouco no celular. E lá estava uma mensagem da Lottie. "Eu e John nos atrasamos conversando hahahah, chegamos em uns 10mins"... Eu realmente quero que fiquem juntos, formariam um casal muito lindo! E aí, acho que teria mais confiança e deixaria de pegar no pé dela... Respondi: "Não tem pressa querida, a banda que estava aqui acabou de acabar, a próxima só chega em 20mins, então fique calma e aproveite com seu love ;) ily!!"
 Conversei com a galera, fui no banheiro, bebi mais, comi mais, fiquei um pouco sentada para fazer digestão - mesmo que fossem só salgadinhos, afinal, não queria vomitar-, e então tirei uma foto para colocar no Instagram:
It's party in the U.S.A!! LOL!! <3
E foi aí que vi que Aria tinha postado uma foto, há uma meia hora atrás, dizendo que estava vindo para cá... E isso me preocupou. Como que em meia hora ela não tinha chegado?!
Liguei para ela, mas caiu na caixa postal. Mandei mensagem, e em vez de responder em 1min como sempre fez, fiquei no vácuo.
Eu: Ai cacete, a mina tá perdida.
Comecei a ficar desesperada, perguntando se alguém já tinha visto ela na festa e tal, e quando já fazia quase 10mins que eu estava procurando ela, e estava quase ligando pra polícia - sou muito desesperada -, a vadia me ligou.
*Ligação On*
VOCÊ QUASE ME MATOU DE SUSTO, VADIA!
Oi pra você também, querida.
Você tá com voz de choro... Tudo bem?
Tudo, tudo ótimo! É que eu tô com o nariz
entupido, então queria passar na farmácia para
comprar remédio antes de ir praí, mas agora tô
esperando desentupir mais para eu ir. Não se preocupe.
Mas você vem, né?? Tem uma porrada de gente aqui, a
Lottie deve tá chegando!
Vou fazer um esforço pra ir, mas não prometo nada ok?
Ok né, fazer o quê, amiga fresca da nisso! Hahahaha te amoo!
Também, beijoooos!
Beijooos!
*Ligação Off*
Assim que desliguei o telefone, alguém fechou meus olhos com as mãos.
Eu: hm... Deixa eu pensar quem é... Lottie?
Lottie: Você é muito sem graça, vadia!
Eu: Finalmente, né!!
Lottie: A Aria ainda não chegou?
Eu: Não, ela estava mal, tá se recompondo em casa para vir mais tarde.
Lottie: Fresquinha - brincou ela, e eu ri concordando. Foi aí que me toquei que John estava ao lado dela, de mãos dadas.
Eu: Ah, oi John!! Tudo bem?
John: Tudo sim, e com você?
Eu: Também... Aproveitaram o dia juntos?
Lottie: Aham.
John: Foi bem legal. - completou. Vi Lottie ficar meio vermelha. Eu apenas concordei sorrindo, tentando não rir. - Veio sem acompanhante?
Eu: Não gosto de acompanhantes, gosto de vir sozinha e achar um acompanhante aqui, é muito mais legal!
John: Entendi - disse, rindo. 
Lottie: Sabe onde Jammy está?
 E, antes mesmo de eu responder, Jammy apareceu magicamente do nosso lado, com um sorriso de orelha a orelha.
Jammy: Olááááááá!! (gif)
Lottie: Jammyyyyyyyyyyyyy!! Parabéns amore!! - disse, beijando e abraçando Jammy. Ela entregou o presente dela, John entregou o presente dele com seus devidos "parabéns e bla bla bla", e enquanto estávamos todos batendo papo, Luke, irmão de Jammy, subiu ao palco.
Luke: Boa noite pessoal, eu voltei para anunciar a próxima banda!!
 Todos vibraram.
Lottie: Quem é?
Jammy: Nem eu sei, a outra banda cancelou de última hora e Luke arranjou uma banda surpresa para mim.
Eu: Wow!
Luke: Meninos, podem sentar se quiserem, e meninas, gritem o quanto conseguirem...
 Ele mal precisou terminar a frase: vi cachinhos ao longe, no canto do palco. Merda.
Luke: ... ONE DIRECTION!!!!!
 Minhanossasenhora. As meninas começaram a gritar, se descabelar, chorar... Principalmente Jammy, que era totalmente viciada mas quase nunca ia aos shows porque estava ocupada fazendo sei-lá-o-quê. Elas pareciam aquelas gringas brasileiras ridículas que se descabelam. Nós geralmente não fazemos isso. Mas as fãs malucas e obcecadas fazem. Eles entraram pulando, dizendo "Hello everybody! C'mon!!", e eu vi Harry procurando "alguém" na multidão.
Lottie: Vamos lá para frente???
Jammy: Sim!!
Eu: Não!!
John: Pode ser, sei lá.
Lottie: Por quê não quer ir pra frente, Annie??
Eu: Porque aqui está melhor...
Lottie: Mas eu quero vê-los!
Eu: VOCÊ VÊ ELES TODOS OS DIAS CRIATURA, SE TOCA!!
Lottie: Vejo nada! Louis mal para em casa, só volta às 2 da manhã pra dormir, e volta às 5. Isso quando não dorme na casa de um dos meninos!
Jammy: Vamos logo! Eles estão falando conosco e daqui nem dá pra ouvir!
Eu: Ai meu deus... Fiquem na 1ª fila, eu fico na 3ª ou 4ª, a gente se encontra depois, PRONTO!
 E assim, Lottie agarrou John e Jammy e todos correram lá para frente, gritando "ANIVERSARIANTE PASSANDO!", enquanto eu ia devagar tentando passar pelos vãos para ficar meio próxima de Lottie, Jammy e John.
Louis: Bom, cadê a aniversariante?
Liam: Ouvi dizer que ela é muito linda!
 Todos gritaram e apontaram para Jammy, que ficou vermelha. Lottie ria da cara dela, abraçada com John.
Zayn: Você é Jammy? - Jammy fez que sim. - HAPPY B-DAY TO YOOOU, HAPPY B-DAY TO YOOU, HAPPY B-DAAY, DEAR JAMMYYYYY, HAPPY B-DAY TO YOOOOY!!!
Harry: Você canta muito mal, cara.
Zayn: Cale a boca. - todos riram. - Ei, oi Lottie!
 Lottie deu um oizinho para Zaza, e Louis mudou a expressão de "feliz" para "bravo/ciumento/possessivo/indiscreto" quando a viu abraçada com John. Liam viu e tratou de tirar o microfone de Louis, antes que ele armasse barraco. Liam ficou acalmando Louis enquanto Niall prosseguiu:
Niall: Bom, fizemos um trato com a antiga banda que ia ser contratada porque temos nossos "contatos" e ouvimos falar da festa da maior directioner de Holmes Chapel, Jammy. - todos aplaudiram, e Nini pediu silêncio. - Então, como é seu aniversário, pode dizer a música que quer primeiro, e se quiser pode fazer uma lista e deixar com Luke, que ele nos passa as músicas que quer que a gente toque, beleza linda?
Jammy: Com certeza! - ela tentou gritar por cima do tumulto. Ainda bem que Niall sabia fazer leitura labial.
Harry: então vamos animar essa festa!
"B-b-b-baby c'mon over, I don't care if people find out..."
E eles foram cantando, e as directioners foram cantando junto, e eu estava apenas pulando e curtindo a música, cantando algumas partes do refrão. Não que eu não soubesse, é que a música não era a maaais conhecida e não queria que soubessem que eu era uma Directioner Disfarçada, digamos assim.
Mais pelo meio da música, Harry conseguiu me achar na multidão. Eu só percebi isso quando olhei de relance para o palco e vi ele apontando para mim, falando com Louis. Louis apenas sorriu. Eu dei um sorrisinho pequeno. 
No final da música, todos aplaudiram. Liam ficou conversando com a galera que estava mais na frente, enquanto Louis estava dando uma bronca na Lottie - em voz baixa, lá no canto -, Niall tinha ido atacar um pouco de comida (novidade), Zaza foi ver a lista de músicas que Jammy tinha feito, e eu fui buscar ponche. 
E é claro que o integrante que eu não mencionei no parágrafo anterior veio atrás de mim. Fui até a bancada e me servi de ponche. "Alguém" veio por trás de mim e se colou seu corpo no meu, me deixando arrepiada, mas não quis demonstrar prazer nos olhos. Ele colocou seu copo ao lado do meu.
Harry: Pode me servir um pouco de ponche? - disse, por cima do meu pescoço.
Eu: Não sabe se servir, bebezinho?
Harry: Eu não - disse irônico -, é sério, por favor põe ponche pra mim, daqui 1min eu tenho que voltar pro palco. - eu acabei o servindo, revirando os olhos. - Obrigada, docinho.
Eu: O que está fazendo aqui? Mandei ficar longe.
Harry: Caralho velho! Eu saio de lá, ligo pros meninos, faço a outra banda desmarcar o show, consigo o telefone do Luke que eu nem sei quem é, marco um show só pra poder me fazer de seu acompanhante na festa mesmo que seja segredo meu e seu, e você me trata assim?!?! Pega leve!!
 Devo admitir que me senti culpada.
Eu: Desculpa, você tem razão, estou sendo grossa... Obrigada por vir até aqui, e obrigada por cantar para nós, vocês são demais. Obrigada.(gif)
Podia parecer um pouco falso, mas eu estava falando a verdade. Estava agradecida por tudo isso. Jammy invadiu nossa conversa.
Jammy: Ela está certa! Vocês são demais! Obrigada!!
 Eu e Harry rimos, porque não era bem o "obrigada" que eu estava dizendo à ele.
Harry: Está gostando do show, linda?
Jammy: Óbvio! Está maravilhoso! (gif)
Harry: que bom que está gostando!
Jammy foi saltitando de volta para perto do palco. Lottie já estava perto de John de novo, e Louis parecia um pouco mais calmo. Liam estava de volta ao microfone, pedindo para os meninos voltarem para o palco.
Eu: É melhor você ir, Haz... 
Harry: Eu tô indo, já vou. Você sabia que eu terminei com a Taylor?
Eu: Sério? Wow, isso é fantástico.
Harry: Por quê? - ele perguntou confuso.
Eu: Adoro as músicas da Tay, logo logo sai uma sobre você! - nós rimos.
Liam: HARREEEEEH, CADÊ VOCÊ "CURLY BOY"?? DEIXE SUA AMADA AÍ E VEM CANTAR!
 Harry ficou vermelho - muito vermelho. Eu comecei a rir, e dei um empurrãozinho nele para ele voltar ao normal e andar até o palco. Fui andando logo atrás dele, batendo palma como todas as outras meninas. Fiquei na 1ª fileira com Lottie, Jammy e John.

Lottie's POV
A festa estava demais! Dançamos, comemos, bebemos - escondidos -, batemos papo... John era incrível! Ele bebia, ele fazia merda, mas não para se mostrar, apenas por querer experimentar coisas novas. E isso era fantástico. Isso era genial. Isso era o que eu queria fazer, mas Aria não deixava.
Estava sozinha com John num canto da casa, sentada no sofá.
John: Quer beber algo?
Eu: Um vinho?
John: Pode ser, vou ver se ela tem...
 John saiu e foi procurar vinho. Voltou em 2mins com uma garrafa e duas taças.
Eu: Estava jogada por aí ou estava num lugar seguro?
John: Seguro, Jammy sempre esconde garrafas de vinho num lugar secreto que só pouca gente sabe.
Eu: Hmm, posso saber?
John: Nãoo... - disse, cantarolando. eu ri.
Eu: (gif) Isso é crueldade.
John: Não tanta crueldade quanto o que você faz comigo.
Eu: O que eu faço contigo? - fiquei assustada. Será que tinha feito besteira?!?!
John: Não posso falar...
Eu: Ah, falou metade agora fala tudo!
John: ... Você vai rir...
Eu: Vou nada! Conta!
John: ... A crueldade é que... Você é, bem, você. Digo, você é linda, charmosa, esperta, talentosa, simpática... Você é tudo de bom, você é perfeita, e me faz ficar do seu lado o tempo todo, sem eu poder tirar uma casquinha sequer, sem eu poder nem tocar em você. Pronto. Eu disse. Você é perfeita e eu não posso beijá-la.
 Eu fiquei sem palavras. O que ele estava dizendo?? EU que pensava isso DELE!
Eu: (gif).... Obrigada.
John: Não me agradeça... É a verdade.
Eu: Agora que você abriu o jogo comigo, vou abrir o jogo contigo: O que você disse... É exatamente o que eu penso a cada segundo que fico do seu lado. "Você é tão perfeito, e eu não posso beijá-lo..." - disse, demorando alguns segundos para me tocar do que eu tinha feito e cobrir a cara com o rosto, cheia de vergonha. Ele tirou minhas mãos do rosto, e sorriu.
John: Quem te disse que não podia me beijar?
Eu: Quem te disse que não podia me beijar?
 Ficamos quietos por um tempo, até que não aguentamos mais.
Foi o melhor beijo da minha vida. Ele é perfeito, o beijo é perfeito, os lábios são perfeitos... Ele tinha gosto de vinho doce na boca, e ele estava com muita vontade de me beijar, porque nos beijamos por minutos - só parando no nosso extremo para respirar, e depois voltarmos ao beijo - e só paramos quando nossos pulmões não davam mais conta. Nossos narizes estavam vermelhos de tanto que se encontraram. Eu dei um sorriso.
Eu: Wow. Você estava mesmo com vontade de me beijar.
 Ele apenas ficou parado por mais ou menos um minuto, me encarando. Então, com o rosto se formando num sorriso inseguro, disse:
John: Lottie, aceita namorar comigo?
 Vocês têm noção do que é você ouvir o cara que você gosta desde a 3ª série pedir, todo inseguro, para namorar contigo? Não? Deixa eu falar: É ÓTIMO. É A MELHOR SENSAÇÃO DO MUNDO. Eu demorei para raciocinar, para cair a ficha, para me tocar de que não era um sonho, e que eu tinha que responder. E, então, gritei:
Eu: TÁ BRINCANDO? É CLARO QUE SIM! EU ACEITO NAMORAR CONTIGO, JOHN!
"E nós estamos lado a lado. Quando sua sombra cruza a minha é o que basta para que eu ganhe vida. É como me sinto, não da para negar. (...) Ilumine uma porta aberta, dividirei amor e vida. Dê meia volta, preciso mais de você! Sinta as palpitações na minha cabeça! 
Encontramos amor em um lugar sem esperança"
Annie's POV
Eu: Falou com Louis, Lottie?
Lottie: Falei... Ele ficou muito puto por eu não ter avisado sobre meu namorico, mas ficou tudo bem. Ele conheceu John, e achou ele legal.
Eu: Isso é muito bom! John é mesmo um cara legal.
 John virou para nós ao ouvir o nome dele, e sorriu. Zaza deu umas batidinhas no microfone, vendo se estava ligado.
Zaza: Alôôôu? Okay, a Jammy desistiu de fazer uma lista, então faremos nossa própria lista! - todos gritamos. - A próxima música é LWWY!!
 E então os meninos foram cantando o resto da noite: LWWY, GBY, OWOA, LFK, Na Na Na, C'mon C'mon, Anothr World, Forever Young, I Want, I Wish, I Would, Kids in America (ficou um cover muito legal), OA, RM, SNA, STO, TMAL... Claro, tudo isso com pausas a cada 5 músicas. Eles cantaram "Happy Birthday To You" para a Jammy, quando deu 23:58, e acabaram a música exatamente meia noite, quando começou a cair aqueles papeizinhos metalizados do céu. Depois, eles disseram que iam embora, mas antes cantariam mais umas músicas. Lottie ligou para os pais dela, pedindo para ficar até o fim das músicas, e Louis levaria ela para casa - se não se embebedasse, caso contrário sobraria pra mim. Primeiro, como era de se esperar, cantaram What Makes You Beautiful. Depois, cantaram Up All Night. Conversaram mais um pouco conosco e cantaram Nobody Compares, OT, All You Need Is Love (outro cover divino), Everything About You, Zaza cantou I Gotta Felling, Niall cantou Stereo Heart, SMH, Taken... E, quando todos achavam que eles estavam de saída, Harry usou seu microfone e disse:
Harry: Pessoal, eu queria cantar uma última música. Em homenagem à uma menina especial.
 Lottie deu uma batidinha nas minhas costas. Eu só sorri. Vai ver não era pra mim.
Louis: Qual música vamos cantar?
 E, nessa hora, Niall começou a tocar o começo da música no violão. O começo da minha música preferida. O começo da nossa música "trilha-sonora de amor". O começo da, por coincidência, música preferida do Harry. A música que ele diz ter feito pra mim. A música que serviu de fundo para nosso primeiro beijo. A música.
Harry: Cantaremos agora Truly Madly Deeply.
 A galera foi a loucura. Eu sentia meus olhos mareados, mas eu me recusava a chorar na frente de todo mundo. Os outros não sabiam da minha história com Harry. Não sabiam o que passamos juntos. Não sabiam que essa música era pra mim. Não sabiam de nada, para eles era só "mais uma música fofa do One Direction". 
"Am I asleep, am I awake, or somewhere in between?"
Estavam lá, todos os meninos cantando, a plateia com aqueles canudos fluorescentes,  e eu lá com cara de boba tentando não chorar, olhando para Harry, que cantava com toda a emoção do mundo. Na parte dele, ele não tirou os olhos de mim:
"Verdadeiramente, loucamente, profundamente, eu estou estupidamente, completamente apaixonado. E, de alguma forma, você cedeu todas as minhas paredes, então, querida, diga que você sempre ficará comigo. Verdadeiramente, loucamente, profundamente apaixonado por você..."
Harry: Vamos, garota da fileira da frente, cante conosco! - disse, rindo. Eu ri junto. Estavam todos cantando, menos eu. Eu fiz que não com a cabeça, e ele apenas concordou sibilando "está bem, está bem". Continuei acompanhando a música, e cantando baixinho, só para eu mesma saber a verdade.
A parte do Louis, como eu já havia contado para Aria, Lottie e Harry, era a minha preferida. Eu já estava me preparando para ouvir a voz fina e delicada de Louis, quando ouço outra voz:
Harry: Espero que eu não seja uma vítima, espero que você não vá se levantar e sair, pois eu não significo muito para você mas para mim você é tudo... Tudo... - cantou, sentando no palco e ficando de frente para mim. Ele me entregou uma rosa, ainda cantando: - Verdadeiramente, loucamente, profundamente, eu estou estupidamente, completamente apaixonado. E, de alguma forma, você cedeu todas as minhas paredes, então, querida, diga que você sempre ficará comigo. Verdadeiramente, loucamente, profundamente apaixonado por você...
 A música ia acabando (com eles fazendo aqueles vocais em tempos diferentes), Harry se levantou e foi indo para o meio junto com os meninos, e eles terminaram numa pose final. Todos aplaudiram, gritaram, pularam, muitos bêbados desmaiaram perto de mim no meio dessa confusão final, e eu nem conseguia enxergar realmente o que havia em volta: eu só olhava, maravilhada, para o Haz. Todo fofo, na pose final, que também não tirava os olhos de mim. Por fim, bati palma como o resto das pessoas normais, e depois fui falar com Lottie que chegava perto de mim. Lottie decidiu que ia embora com Louis, que por incrível que pareça acabou a festa e ele estava sóbrio. Ficamos só eu, Jammy, Luke e Haz. Jammy estava vendo TV na sala principal, Luke arrumava um pouco a cozinha, e eu estava na sala menorzinha da casa deles, procurando minha bolsa. De repente, alguém veio por trás de mim e vendou meus olhos. Também, com outro pano, amarrou minhas mãos.
Eu: Jammy? - a pessoa não respondeu. Okay, não é Jammy. A pessoa começou a passar a mão pelas minhas pernas, e aí já tive uma base de quem era. - Harry, pare, seu escroto! - mas continuou. - HARRY! - a pessoa não respondia, e estava chegando à minha parte íntima com sua mão. Não era Jammy, não era Harry. Só tinha mais uma pessoa na casa, eu acho. - Luke, pare. Você está bêbado. - a pessoa deu uma risada abafada. 
Era uma risada mais grossa, então não podia ser Jammy. Não tinha cara de ser Luke, e se fosse o Harry ele estaria falando coisas "calientes". Eu fiquei desesperada e comecei a me debater, mas isso só fez a pessoa me apertar mais forte na coxa.
Eu: Quem é? Me solta! Harry! Jammy! Luke! Quem seja! Pare! Eu nem tenho dinheiro! Pega meu iPhone na mala, sei lá! Eu sou virgem! Eu não sei transar! Eu sou bulímica! Eu tenho uma vida de merda! Não dão nem 10 reais por mim! - comecei a inventar milhares de mentiras para ver se convencia a pessoa. Se fosse dinheiro, já disse que era pobre. Se fosse por sexo, acho que ela faria eu sendo virgem ou não, mas já perderia a vontade. - Eu vou chorar o tempo todo! Vou começar a gritar! Ou simplesmente não vou parar de falar, e te causar dor de cabeça! Me solte! QUE DIABOS VOCÊ TÁ FAZENDO?
 E, então, ouvi a maçaneta sendo aberta. Era Harry lá fora.
Harry: Annie? Está tudo bem?
Quando eu ia falar, a pessoa me soltou, me jogou no chão, e então não ouvi mais nada. Eu bati a cabeça forte e estava tonta, então só consegui gritar "PRESA! DESMAIAR!" e, então, acho que desmaiei.
 Acordei uns minutos depois, no colo de Harry, com Jammy e Luke ao meu lado.
Harry: O que aconteceu?
Eu: Eu... Eu não sei... Me vendaram, me amarraram... Eu pensei que podia ser um de vocês, brincando comigo, mas aí a pessoa riu, e era uma risada mais grossa, que só conseguiria ser a voz do Harry, mas sabia que não era ele.
Jammy: Bebe um pouco de água, se acalma... Você deu uma "dormidinha" rápida, isso foi só a 10 minutos atrás.
Luke: Seus pais ligaram no seu celular, e eu atendi, mas só porque vi que era da sua casa. Sua vó materna passou mal e como só tem ela e seu vô morando juntos, eles foram ajudá-la. O seu irmão ficou na casa de um amigo e seus pais voltam daqui 2 ou 3 dias, ou coisa assim.
Jammy: "Coisa assim", nada, dá a informação direito, Luke! - ela se virou para mim. - Eles voltam daqui 2 dias se não for nada grave, e 3 ou mais se seu vô precisar de ajuda para cuidar da sua vó. O seu irmão ficou na casa de um amigo chamado Kyle, se não me engano.
Eu: Deve ser, Kyle é um os melhores amigos dele. Obrigada por avisarem.
Harry: Como você não estava com a chave, eles disseram que deixaram com seu irmão, e amanhã você pega. Hoje você dormirá comigo.
Eu: NEM PENSAR! - dei um pulo no sofá, assustando até eles.
Harry: Ei, calma! Foram ordens do seu pai! E prometi à sua mãe que não farei nada contigo. Pode dormir no meu quarto que eu durmo na sala, se quiser.
 Olhei para ele, olhei para Jammy e Luke... Ele havia feito quase que uma serenata para mim meia hora atrás, então nada tão mal poderia acontecer.
 Entrei no carro com Harry, às três da manhã, e lá fomos nós para casa. Nenhum de nós estava bêbado, o que era muito bom, então fomos conversando e ouvindo música o caminho inteiro.
Em vinte minutos já estávamos na casa dele, e disse que não me importava de dormir com ele na cama de casal - não ia fazer ele dormir no sofá. Fiz um leite morno com achocolatado para mim, e ele pegou um café.
Eu: Como consegue tomar café às três da manhã?
Harry: Tem dias que eu e os meninos ficamos acordados a noite toda ensaiando, então estamos acostumados... Foi o que aconteceu no dia anterior do Encerramento das Olimpíadas.
Eu: Hm, interessante. Passa pra cá o café. - ele me eu um gole. - O que quer fazer agora?
Harry: Algo que você não quer.
Eu: Eu já disse que não vou transar contigo.
Harry: Por isso que já disse que é algo que você não quer, dããã...
 Eu revirei os olhos, rindo. Não tinha como não rir com ele. Levantei e fui colocar minha roupa: camisola com pantufas - ele disse que eu deixei lá da última vez que fui, e agora que vesti que eu lembrei que é verdade, não invenção dele O.o
Harry entrou no quarto enquanto eu tentava mandar uma mensagem para meus pais dizendo que estava tudo bem.
Harry: Wow, mas que gostosa.
Eu: Respeito com minha pessoa, por favor.
Harry: Ah, qual é, só hoje! Já fizemos tantas coisas, tantas vezes, por que não..
Eu: Me deixa, garoto!
 Harry me fuzilou com os olhos.
Harry: Garoto? Garoto? - ele me puxou pelos braços, arrancou-me de perto do espelho e me jogou na parede. - Garoto na aparência, porque você sabe que na cama eu te quebro. E agora, você querendo ou não, vamo transar. Só porque você me irritou. - ele disse, mordendo os lábios.
Eu: (gif) Eu quero muito te beijar, mas eu não posso...
Harry: Claro que pode. Vamos, me beije, vamos transar.
Eu: Eu não sei se quero ficar contigo, Harry. - ele se afastou. - Não sei se confio em você.
Harry: Eu desmarco compromissos, faço duas bandas desistirem de tocar com suborno, obrigo os meninos a trabalharem num sábado de folga, faço serenata, ofereço minha cama, ofereço meu corpo, e agora não confia em mim?
Eu: Haz...
Harry: Vamos... - disse, chegando perto novamente. - ... Só mais uma vez... - ele me prensou calmamente na parede, e sussurrou. - ... prometo pegar leve, novata.
Eu: ... Novata? - eu o joguei na cama. - Você vai ver só, seu gostoso.

"Aqui está o meu dilema: Uma metade de mim quer você, e a outra quer te esquecer!  Desde o momento em que te conheci eu simplesmente não consigo tirar você da minha cabeça! Eu digo a mim mesma pra fugir de você, mas eu me encontro atraída ao meu dilema... Meu dilema é você!"

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Oooi!
Desculpem pela demora do capítulo!! Muita coisa na minha vida!! Amanhã posto outro! Comentem oq acharam no ask.fm/CaahBarreto !!