Não fazíamos isso há, tipo, muito tempo. Já tínhamos transado inúmeras vezes, mais isso era completamente diferente: dessa vez, parecia verdadeiro. Sempre era assim: saíamos, transávamos em qualquer canto de qualquer jeito. Agora, não estava sendo assim. Ele tinha sido fofo comigo o dia todo, e agora tinha pedido permissão para transarmos. Era diferente. Ele estava diferente. Era um novo Harry. E eu amava esse novo Harry.
Estávamos num beijo quente, ele já sem blusa e eu já sem calça, ele pegando na minha coxa, eu arranhando as costas dele. Nada no mundo me faria parar agora.
Harry: Deite, querida...
Eu obedeci, tirando minha blusa e deitando por cima dele, ele beijando meus peitos ainda com sutiã.
Eu levantava e deitada em cima dele várias vezes, apertando seu amiguinho com meu corpo, o deixando excitado. Eu via o fogo arder em seus olhos, o desespero me chamando para começarmos, mas eu queria provocá-lo.
Harry: Annie... - disse, gemendo baixinho. - ... Vamos... logo...
Annie: Já? Não, seu gostoso, você vai ver a "novata" dando um show esta noite.
Eu me levantei, fazendo uma dancinha sexy. Ele olhava de boca aberta. Tirei meu sutiã bem devagar, deixando meus seios expostos. Comecei a massageá-los, deixando-o excitado.
Harry: Vem logo caralho!
Eu ri e continuei massageando, até que ele se irritou, levantou com dificuldade da cama, me pegou e me jogou na cama. Ele pegou meus peitos e os amassou com toda a vontade do mundo, me fazendo gemer alto. Ele massageava-os com as mãos, mordendo a boca.
Segurei a mão dele, fazendo-o parar. Levantei meu tronco e beijei-o pegando em seu amigo. Ele tirou minha mão de lá, fazendo eu me deitar novamente.
Harry: Não, agora eu vou torturar você, já que me provocou agora aguenta.
Eu: Pode vir.
Eu: Pode vir.
Harry se jogou em cima de mim me tascando um beijo forte e selvagem. Ele me segurava pelo pescoço enquanto a sua outra mão dançava até chegar na minha calcinha.
Ele começou a me masturbar por cima da calcinha, e abafando meus gritos com beijos. Eu sentia o amigo dele subindo por baixo de mim. Eu fiz ele parar, levantando da cama para tirar a calcinha. Ele aproveitou e tirou o shorts, ainda de joelhos na cama. Aproveitei sua posição e fui engatinhando pela cama até chegar nele, tirando sua cueca com as minhas próprias mãos. A stylesconda deu um pulo da cueca, o que me deixou muito feliz.
Eu: (gif)hm, isso vai ser divertido.
Nós deitamos novamente. Eu comecei a masturbá-lo, fazendo movimentos de vai e vem com a minha mão. Ele estava amando, agarrando meu cabelo e soltando gemidos, o que me incentivava ainda mais. Depois de uns minutos, ele gozou na minha mão. Apenas ignorei o gozo, parei de masturbá-lo, e levantei da posição em que eu estava para beijá-lo. Ele me beijou forte como todas as outras vezes, e sentamos na beirada da cama.
Eu: Eu não aguento mais.
Harry: Nem eu.
Eu: Vamos logo com isso! - ele concordou, pegou a camisinha no criado-mudo, e colocou. Eu sorri maliciosamente. - podemos começar, faça o que quiser!
E ele, em menos de 5 segundos, me obedeceu: se encaixou em mim como sempre se encaixou, e me penetrou com força. Eu gritei de dor e de prazer, e ele me segurou forte.
Eu: Ma... hmmm... Ah, mais... Hmmm...
Harry: Você... quer... mais? - disse, ofegante. Eu fiz que sim com a cabeça, e ele foi penetrando mais forte e mais rápido. Não parávamos de nos beijar.
Ele massageava meus peitos com uma mão, segurava minha cabeça com a outra, e me penetrava. Eu gemia e arranhava suas costas, me segurando na cama com a outra mão. Ele, de todos os caras com quem já transei, é o melhor. E dessa vez estava ainda melhor: nós fazíamos com conexão, com convicção, com paixão. Estávamos transando como duas pessoas loucamente apaixonadas. Eu realmente não sabia se ele me amava ou só queria me fuder, e também não sabia se eu o amava, mas sabia que nosso sexo, dessa vez, estava muito melhor. Cansei de ficarmos assim. Eu nos joguei na cama, e logo depois virei por cima, trocando de posição.
Harry: Quer comandar, gostosa?
Eu: Quero não, eu vou comandar, boyzinho.
Harry: Então vai com tudo, selvagem.
Eu levantei meu tronco e comecei a cavalgar em cima dele, fazendo ele urrar de prazer. Eu estava me contendo para não gritar - pois queria passar um ar de superior -, mas olhando para a cara de prazer dele e sentindo a stylesconda em mim, não tinha como ficar quieta. Eu apenas dava gemidinhos leves a cada estocada que dávamos. Quantas directioners não dariam a vida para estar no meu lugar agora? Eu sei, muitas. Mas essa noite ele era meu.
Ele segurava o colchão com toda a força do mundo, urrava de prazer, já haviamos gozado umas quatro vezes, nós estávamos suando, mas não queríamos parar. A cama rangia como nunca outra cama havia rangido antes, e o colchão estava ficando mole de tanto balançar. Estávamos quase chegando ao ápice, e não aguentávamos mais.
Harry: Vaaaai, gostoosa, meeete, coom, fooorça!! - ele gritava e gemia ao mesmo tempo. Íamos cada vez mais rápidos, sem tempo nem de respirar.
Eu: METE COM FORÇA, HARREEEEH!! - gritei de volta.
Estávamos fudendo loucamente, quase morrendo, quando ouvimos um barulho de quebrado e, juntos, chegamos ao ápice.
Deitamos no colchão, acabados. Respirávamos ofegantes, e então, quando consegui finalmente respirar direito, perguntei:
Eu: Ouviu aquele barulho?
Harry: Sim, nem ligue para isso agora.
Ficamos quietos por mais uns minutos, e então me virei de costas, pronta para dormir. Harry levantou e foi para o banheiro. Eu estava muito cansada, mas tinha certeza absoluta de que não conseguiria dormir. Tinha muita coisa na minha cabeça: por que transamos? Ele me ama, ou só queria me fuder? E será que eu o amo? Como ficaríamos depois de hoje? Ele ia me pedir em namoro? E, se me pedisse, eu aceitaria? E ele me assumiria para todos, ou teria que ser em segredo? E se ele nem quisesse mais olhar na minha cara depois de hoje? Eu estava muito confusa. Eu não sabia mais nada sobre ele, e nem sobre mim mesma.
Harry voltou para o quarto, agora com um shorts de pijama. Eu ainda estava nua, deitada de costas. Harry deitou na parte dele da cama, mas alguns segundos depois levantou, engatinhou até mim, ficando por cima, e me virou para ele.
Eu: O que quer?
Harry: Dizer que te amo. Bom, eu te amo. (gif)
Eu: Pare com isso.
Harry: Isso o quê?
Eu: De me confundir.
Harry: Estou falando sério.
Eu: Como vou saber?
Harry: Tudo bem, então durma, amanhã pensamos nisso, o.k.?
Eu: O.k.
Harry O.k.
Aria's POV
Fiquei dirigindo até às duas da manhã. Eu não queria voltar para casa, eu não queria ir para a festa, eu não queria dormir na Lottie ou na Annie, eu não queria comer, eu não queria dormir, eu não queria socializar. Desliguei meu telefone - mandando antes uma mensagem para meus pais avisando que ia dormir na casa de uma amiga -, liguei o rádio do carro no máximo, abri todas as janelas do carro e fui dirigindo, sei lá de onde e para sei lá onde. Eu precisava me distanciar.
Quando eram duas da manhã, eu já estava cansada de dirigir, mas não queria dormir. Peguei minha lanterna no porta-luvas e saí do carro. Fui andando um pouco, procurando uma placa na escuridão. Até que achei uma placa, mas ela estava rabiscada, com um bilhete colado na ponta. Arranquei o bilhete para vê-lo.
Um cartaz de pessoa desaparecida, cortado, de Ravenswood. Ravenswood era a cidade vizinha de Holmes Chapel, mas era impossível que eu tivesse chegado lá! Demora quase 7 horas de viagem! Mas, pensando bem, corri bastante das oito às 2 da manhã. Uma hora a menos do que a média. Que loucura. Estava saindo de perto da placa quando meu celular - que eu já havia ligado novamente - apitou por uma mensagem nova. Abri o visor, e era uma mensagem de número desconhecido.
Você tem uma ideia básica de quem está perdida em Ravenswood? Não? Então deixe-me te dar uma dica: Começa com A.
Eu: Eu hein, que tipo de louco manda uma coisa dessas? - disse. De repente, ouvi uma brisa falando algo.
"A... A... Aria... Aria... A... Aria..."
Eu: Tem alguém aí? (gif)
Ninguém respondeu. Mas o vento continuava soprando meu nome, de forma assustadora. Podia ser só sisma minha, talvez eu precisasse mesmo dormir.
Eu: Olá? - tentei mais uma vez. O vento parou de soprar, e agora só restavam o barulho das folhas das árvores da estrada. - Melhor eu voltar e dormir. - disse à mim mesma.
Fui voltando pelo menos caminho, mais uns 3 minutos de caminhada, quando cheguei aonde tinha deixado meu carro. Ou, onde ele deveria estar.
Cadê o carro?! Onde ele tinha ido parar?! Eu tinha certeza de que tinha deixado ali, ou alguns metros de distância, mas eu olhei para os dois lados da estrada e não tinha nenhum carro lá. Como alguém consegue roubar um carro sem fazer barulho?! WTF?! Fui andando mais depressa pela estrada, quando pisei em algo. Olhei para baixo e vi uma poça de água. Mas, espera, isso não é água... É sangue.

"Eu estou de vendo", dizia a mensagem no chão. Fiquei desesperada. Isso não podia ser pra mim, podia?
Eu: Oi? Tem alguém aí? - ninguém respondeu novamente. - MAS QUE SACO! TEM ALGUÉM AÍ OU NÃO? - gritei, ouvindo meu eco. E, de repente, tudo ficou preto.
...
Acordei com a minha cabeça doendo muito. Eu apenas tinha recobrado a consciência, mas mal tinha forças para abrir os olhos. Fui colocar a mão na cabeça, e vi que ela não conseguia chegar até lá. Eu estava presa.
Eu, depois de muita luta, consegui abrir os olhos. Mas não adiantou nada: estava tudo escuro. Eu sentia uma força muito forte segurando a porta de sei lá oque que eu estava dentro, e não conseguia respirar direito. Lembrei que tinha um relógio com luz fluorescente, e tentei fazer com que minha mão direita chegasse até ele, na minha mão esquerda, e consegui! Na verdade não queria ver as horas, e sim tentar ver algo por perto... O ar estava acabando, eu precisava fazer algo, e nem sabia onde estava! Bati na porta do negócio, que parecia um armário. O negócio deu uma mexida, e algo caiu em mim. Parecia areia, terra, eu sei lá. Mas quase entrou no meu olho, e estava entrando dentro do armário - pelo menos parecia armário - a todo vapor, e estava tirando ainda mais meu ar. Resolvi segurar o resto de ar que eu tinha, liguei a luz do relógio, reuni minhas forças e taquei a porta do armário longe. Caiu uns quilos de terra em cima de mim, mas eu consegui segurar o fôlego e tacar um pouco pra longe de mim. Saí cavocando a terra igual uma marmota besta, mas mesmo assim, não foi o suficiente. Não conseguiria guardar o ar por muito tempo. Procurei meu celular no bolso, mas não estava lá. Meu relógio estava quebrado já de tanta terra que tinha nele. Mas que diabos eu estava fazendo ali, afinal?! Como eu fui parar num armário enterrado?!
Soltei o ar, por fim, pronta para morrer. Mas, então senti algo vindo por cima de mim. Apareceu um buraco de luz do tamanho de uma mão. E essa mão entrou de novo no buraco, procurando por algo, mas estava muito longe de mim. Eu ouvia alguns gritos, chamando algo - provavelmente me chamando. Eu tentei levantar minha mão, mas como já tinha soltado o ar, eu não tinha mais forças. E, antes de desmaiar mais uma vez, consegui perfurar a terra, estendendo minha mão.
Eu, depois de muita luta, consegui abrir os olhos. Mas não adiantou nada: estava tudo escuro. Eu sentia uma força muito forte segurando a porta de sei lá oque que eu estava dentro, e não conseguia respirar direito. Lembrei que tinha um relógio com luz fluorescente, e tentei fazer com que minha mão direita chegasse até ele, na minha mão esquerda, e consegui! Na verdade não queria ver as horas, e sim tentar ver algo por perto... O ar estava acabando, eu precisava fazer algo, e nem sabia onde estava! Bati na porta do negócio, que parecia um armário. O negócio deu uma mexida, e algo caiu em mim. Parecia areia, terra, eu sei lá. Mas quase entrou no meu olho, e estava entrando dentro do armário - pelo menos parecia armário - a todo vapor, e estava tirando ainda mais meu ar. Resolvi segurar o resto de ar que eu tinha, liguei a luz do relógio, reuni minhas forças e taquei a porta do armário longe. Caiu uns quilos de terra em cima de mim, mas eu consegui segurar o fôlego e tacar um pouco pra longe de mim. Saí cavocando a terra igual uma marmota besta, mas mesmo assim, não foi o suficiente. Não conseguiria guardar o ar por muito tempo. Procurei meu celular no bolso, mas não estava lá. Meu relógio estava quebrado já de tanta terra que tinha nele. Mas que diabos eu estava fazendo ali, afinal?! Como eu fui parar num armário enterrado?!
Soltei o ar, por fim, pronta para morrer. Mas, então senti algo vindo por cima de mim. Apareceu um buraco de luz do tamanho de uma mão. E essa mão entrou de novo no buraco, procurando por algo, mas estava muito longe de mim. Eu ouvia alguns gritos, chamando algo - provavelmente me chamando. Eu tentei levantar minha mão, mas como já tinha soltado o ar, eu não tinha mais forças. E, antes de desmaiar mais uma vez, consegui perfurar a terra, estendendo minha mão.
E, com meu último fôlego, ouvi gritos e algo me puxando. E, então, voltei ao meu sono profundo.
Lottie's POV
*Ps: Nessa Fanfiction, Fizzy terá 20 anos, enquanto Lottie tem 15.
Daisy e Phoebe tem 5/6 anos, mais ou menos.*
Eu acordei com John, todo fofinho, dormindo na cama de baixo. Meus pais deixaram ele dormir na minha casa, mas na cama de baixo da beliche - infelizmente rs. Acordei às 9hrs, e John ainda estava dormindo. Fiquei vendo ele dormir por um bom tempo. Depois de uma meia hora, ele começou a se mexer, e acordou. Eu dei um sorriso fofo e o beijei na testa.
Eu: Bom dia, John.
John: Bom dia, querida. E não me chame de "John", já te disse isso! - eu ri. - Me dê carinho! Sou carente!
Eu: Bom Diiia, coisa fofa da minha vida!! - disse, sorrindo e abraçando-o. - Feliz?
John: Com certeza! (gif)
Eu: Dormiu bem?
John: Com certeza, e você querida?
Eu: Também... Sabia que eu amo como me chama de "querida"?
Eu: Também... Sabia que eu amo como me chama de "querida"?
John: Obrigada, querida. Eu também amo como me ama.
Eu ri do jeito bobo dele. Ele é a coisa mais fofa que eu já vi na minha vida. Tem a minha idade, mas não é nem um pouco imaturo, ou babaca, ou grosso, ou feio :3... Ele tinha seu lado infantil, mas era só brincadeira, para fazer as pessoas rirem. Ele era culto. Falava sobre futebol, e ao mesmo tempo sobre a Guerra de Recessão. Ele me contava sobre os aromas diferentes das flores, e aproveitava pra me elogiar dizendo que eu cheirava como elas. Ele era muito perfeito. Mas ninguém sabia ainda de nós dois, e pretendíamos contar isso depois do almoço.
John: E onde estão suas amiguinhas, Lottie?
Eu: Hm... Boa pergunta... - parei, pensativa. - Annie deve estar com Harry, tendo altas "conversas"... - nós rimos. - Mas a Aria... Faz tempo que não falo com ela... Bom, que seja. Vamos comer?
John: Claro!
Levantei, dando uma ajeitada no cabelo, e subi as escadas de volta para arrumar minha cama. Arrumei tudo direitinho enquanto cantarolava. Quando olhei para baixo para descer, vi que John me encarava.
Eu: Que foi?
John: Sua... Seu... Hã... - ele parecia meio envergonhado, e eu pensei que poderia ter ficado menstruada no meio da noite ( DX ). Então, ele finalmente falou: - Sua bunda é linda. É enorme. E você toda é gostosa, linda ao extremo. Prontofaleisenhordocéu
Eu comecei a rir, e desci de novo as escadas. Me apoiei nos seus ombros, e dei um selinho nele.
Descemos até a cozinha, e lá estavam Daisy, Fizzy e Phoebe, como papai e mamãe.
Eu: Bom Diaa! - disse, entrando sorridente na cozinha, de mãos dadas com John.
Mãe: Bom Dia, querida.
John: Bom dia Sr. e Sra. Tomlinson, e bom dia meninas! - disse, se referindo às minhas irmãs. Elas sorriram em respostas.
Pai: Como foi a noite?
Eu: Normal, ué.
Pai: Acho bom - disse meu pai, em voz baixa. Mas mamãe ouviu e deu um empurrão nele. Eu e John rimos. - Estão com fome?
Fizzy: Nem precisam responder né, já são 10hrs da manhã e vocês não tomaram café! Eu estou saindo da mesa, podem ficar com o meu lugar. - disse, sorrindo, e tirando suas coisas da mesa. Eu sentei no lugar dela, e John sentou ao meu lado.
Mãe: Aqui está o café da manhã! - disse, chegando com um prato delicioso.
John: Claro!
Levantei, dando uma ajeitada no cabelo, e subi as escadas de volta para arrumar minha cama. Arrumei tudo direitinho enquanto cantarolava. Quando olhei para baixo para descer, vi que John me encarava.
Eu: Que foi?
John: Sua... Seu... Hã... - ele parecia meio envergonhado, e eu pensei que poderia ter ficado menstruada no meio da noite ( DX ). Então, ele finalmente falou: - Sua bunda é linda. É enorme. E você toda é gostosa, linda ao extremo. Prontofaleisenhordocéu
Eu comecei a rir, e desci de novo as escadas. Me apoiei nos seus ombros, e dei um selinho nele.
Descemos até a cozinha, e lá estavam Daisy, Fizzy e Phoebe, como papai e mamãe.
Eu: Bom Diaa! - disse, entrando sorridente na cozinha, de mãos dadas com John.
Mãe: Bom Dia, querida.
John: Bom dia Sr. e Sra. Tomlinson, e bom dia meninas! - disse, se referindo às minhas irmãs. Elas sorriram em respostas.
Pai: Como foi a noite?
Eu: Normal, ué.
Pai: Acho bom - disse meu pai, em voz baixa. Mas mamãe ouviu e deu um empurrão nele. Eu e John rimos. - Estão com fome?
Fizzy: Nem precisam responder né, já são 10hrs da manhã e vocês não tomaram café! Eu estou saindo da mesa, podem ficar com o meu lugar. - disse, sorrindo, e tirando suas coisas da mesa. Eu sentei no lugar dela, e John sentou ao meu lado.
Mãe: Aqui está o café da manhã! - disse, chegando com um prato delicioso.
Lambi os beiços, parecia muito bom - como sempre. Daisy pedia para mamãe trazer mais framboesa, enquanto Phoebe tentava sair de fininho da mesa sem terminar o café - mas papai estava de olho, e sempre mandava ela voltar. Eu conversava com John e Fizzy sobre a festa, e perguntei se Aria não tinha ligado nenhuma vez.
Fizzy: Bom, eu fiquei acordada só até a hora de vocês dois chegarem, e ela não ligou esse tempo todo. Bom, vou indo.
Eu: Indo pra onde?
Fizzy: Pro quarto, ué. - disse, e foi subindo as escadarias que davam nos quartos. Voltamos a comer normalmente.
Fizzy: Pro quarto, ué. - disse, e foi subindo as escadarias que davam nos quartos. Voltamos a comer normalmente.
Depois de comermos, John disse que um amigo nosso tinha nos chamado pra sair, ia a classe toda, e mais alguma galera já formada. Disse que iria perguntar pro meu pai, e então fui.
Eu: Paaaaai! Paiêêê!! Cadê vocêêê??
Pai: Tô aqui, filha. O que quer?
Eu: Cadê a mamãe?
Pai: Não serve eu?
Eu: Não...
Pai: É sobre sua adolescência? Ou sobre...
Eu: PAI! CADÊ.A.MAMÃE.?!?!
Pai: Saiu, foi no supermercado acho.
Eu: Ah, ok, serve você então... Posso sair com John e uma turma?
Pai: Quem está incluindo no "uma turma"?
Eu: Sei lá, uma galera aí.
Pai: A Annie vai?
Eu: Não pai, ela deve estar com o Harry. Ela não vai.
Pai: Ah, bom... Nesse caso... Não.
Eu: Pai! Por quê?
Pai: Não confio na "galera aí", e só pode sair com alguém responsável, como Annie.
E foi aí, então, que tive uma ideia.
Eu: Ok pai beijo tchau! - e saí correndo escadaria acima.
Duas batidinhas na porta, e ela respondeu "entre!"
Eu: Oieeee!
Fizzy: Ah, oi mana. Diga o que deseja.
Eu: Vamos sair?
Fizzy: Claro, quando?
Eu: Tipo, agora?
Ela me encarou, e deu uma risadinha. Depois viu que eu estava falando sério, e fechou a cara.
Fizzy: Tenho cara de quê? Não tá vendo que eu tô ocupada?
Eu: Tá fazendo o quê, aliás?
Fizzy: Estudando.
Eu: Ah, isso você faz sempre! Você faz quando voltarmos! Vamos!
Fizzy: Não é um simples estudo, Charlotte! Eu tô na faculdade, não é brincadeirinha igual o que vocês fazem na graduação! Eu tenho um seminário para apresentar sozinha! A disciplina do Projeto III proporciona ao acadêmico sua primeira experiência com um programa de necessidades um pouco mais elaborado. Pela primeira vez, o acadêmico tem diante de si um tema que o desafia a pensar verticalmente, levando em consideração os aspectos formais e espaciais, além da adequação às condicionantes legais e naturais. O tema é uma grande evolução para o acadêmico que, até então, havia trabalhado apenas com projetos unifamiliares de, no máximo, dois pavimentos. Em seguida, os acadêmicos desenvolvem um estudo de viabilidade para um terreno escolhido pelo professor orientador. Levando em consideração todos os aspectos legais, formais e até financeiros para o empreendimento. Na sequência, o acadêmico passa ao projeto propriamente dito, elaborando um Estudo Preliminar e uma maquete volumétrica para entendimento formal do projeto. Por fim, desenvolvemos um anteprojeto arquitetônico. O produto final da disciplina é apresentado ao final do semestre. Para tanto, o acadêmico utiliza-se de meios multimídia para demonstrar e defender seu projeto diante da classe, vivenciando a prática profissional. Ou seja, eu preciso me esforçar para caramba para fazer isso, ou vou perder o fio da meada. (gif)
Olhei para ela. Ela não parecia estar brincando. Ela também não leu tudo aquilo no caderno. Ela sabia de cabeça o que devia fazer. Olhei para o quarto: 5 livros abertos na cama, um caderno onde ela copiava algumas coisas naquele momento. Na mesa do computador, ele estava aberto no Windows Movie Maker, cheio de textos e fotos de prédios. Também haviam duas xícaras de café vazias, sobre porta-copos, claro. Algumas bonecas de porcelana, com Post Its nelas. Haviam duas estantes de livros: na primeira, vários livros sobre história grega e romana, sobre o mundo na época paleontológica, e uns livros mais lights, de histórias fictícias; na segunda estante, milhares de livros de arquitetura, inglês, espanhol, artes cênicas, etc. A parede estava cheia de certificados enquadrados e medalhas: coisas da graduação - como atletismo, desafio de matemática, desafio de português, ter conseguido uma bolsa, por ter ajudado na preparação do baile de primavera, do baile de outono, do baile de mais sei lá o quê -, clubes de jardinagem, acampamento... Ela simplesmente vencia tudo. Ela simplesmente era boa em tudo. Ela conseguia tudo. Ela e Louis eram os queridinhos da família. Para quem conhecia a família - tipo, todos de Holmes Chapel -, Felicite era a mais conhecida da família. A melhor. A que tina o futuro promissor pela frente. Logo no começo da carreira de Louis, quando ele foi pro TXF, diziam "essa garota que terá que sustentar toda a família, coitada". Ela é só um ano a menos que Louis, mas ganhou muito mais prêmios que ele, muito mais fama por Holmes Chapel, e notas muito melhores na escola. Ela era toda correta, não fazia o trabalho de ninguém, e chama todos pelo nome certo, e os professores pelo sobrenome. Ela é um ET.
Eu: Não se cansa disso tudo.
Ela parou de escrever e revirou os olhos, irritada.
Fizzy: Disso o quê?
Eu: Disso! - apontei para as paredes - De ter de ser perfeita sempre! De nunca parar de estudar! Não cansa?!
Ela me olhou, largou o lápis e sentou na cama. Mas ainda não me convidou para sentar em lugar algum.
Fizzy: Eu não sou perfeita. Eu não nasci assim, pelo menos. Eu era uma peste, eu fazia tudo errado, e então, com 5 anos, acabei atravessando pro quintal do vizinho com Louis. Nós vimos uma discussão dos Monroe. Você lembra dos Monroe, a antiga família que morava na casa ao lado? (gif)
Fiz que sim com a cabeça. Ela prosseguiu:
Fizzy: Então, pois é. Eles estavam brigando. A criança, que agora não lembro o nome, estava chorando feito louca. A mãe gritava pedindo perdão, e o pai estava furioso, quebrando tudo. Pensamos que ela tinha o traído, que estava grávida, ou algo do tipo. Mas não: ouvimos até uma certa parte da discussão, e descobrimos que ele estava bravo porque a filha foi para uma festa sem permissão dele, e com a permissão da mãe. E a mãe tinha passado suas camisas de trabalho de forma errada. Ele deu vários tapas na menina, e mandou ela ir pro quarto, e estava de castigo pro resto da vida. Enquanto a mãe, ele judiou dela pra caramba. Começou a sair sangue. E então Louis não me deixou mais ver, me fez sair de lá com ele. Eu tinha 7 anos, e Louis, 8. Você tinha 2 anos, mal falava direito ainda. Mas enfim... A garota era uma nerd, toda certinha, e mesmo assim levava bronca. E me senti mal por fazer tanta sacanagem e por dar tanto trabalho aos meus pais. Queria ser motivo de orgulho. Queria ser motivo de vitória.
Eu: E por isso, se vendeu?
Fizzy: Eu não me vendi! - disse ela, ofendida. - Eu deixo eles mostrarem orgulho, só isso!
Eu: Não! Você se faz de boneca-de-pano, deixando eles te levarem pra toda parte, fazerem o que quiserem contigo!
Fizzy: Não foram eles que escolheram a Royal College, fui eu! Não foram eles que mandaram eu me inscrever em todos os extracurriculares, fui eu! Não foram eles que me mandaram ganhar todos esses prêmios, eu ganhei porque eu quis! E eu estou no pódio agora! Eu estou de vida feita! Olhe todos esses prêmios! Em meu currículo, tenho 3 cursos profissionalizantes, 5 línguas fluentes, 1 faculdade sendo feita e mais de 50 prêmios aleatórios! Se eu quiser virar faxineira eu viro, e se eu quiser governar o país, eu posso também! Louis se arriscou e se expôs participando daquela droga de programa de talentos! Ele nos expôs, sem nem pedir permissão! Isso não é justo! Isso não é digno! Se ele fizer uma burrada, nosso nome é sujo! Por isso, vou tirar nossa família da lama quando ele fizer isso! Eu estarei no topo!
Eu olhei para ela, sem entender.
Eu: Tem inveja dele.
Fizzy: Fique quieta!
Eu: É isso mesmo! Não gostou dele ter se dado bem depois de você se empenhar tanto! Não gostou de saber que enquanto você ganha 2 mil suado, ele ganha 2 milhões! Não gostou dele ter te passado a perna! E estudar te tira da merda!
Fizzy: NÃO FALE ASSIM COMIGO! EU NÃO ESTOU NA MERDA!
Eu: VOCÊ É UMA RIDÍCULA QUE SÓ PENSA EM ESTUDAR PARA AFOGAR AS MÁGOAS PASSADAS! NUNCA TEVE NAMORADO, NUNCA FOI À FESTAS, SEMPRE SOFREU BULLYING SENDO TAXADA DE NERD E DE ANTIQUADA, VOCÊ AINDA DEVE SER BV, BVL E VIRGEM! VOCÊ NEM SABE O QUE É "ÁLCOOL"!! NUNCA FOI À NENHUM LUGAR A NÃO SER MUSEUS! VOCÊ NÃO FAZ MAIS NADA NA VIDA! RIDÍCULA! BEBEZONA! INÚTIL!
E, então, recebi um tapa na cara com toda a força do mundo. Mas sorri. Continuei xingando ela.
Fizzy: QUIETA! PARE! EU NÃO MEREÇO ISSO! CHEGA! PARE! VOCÊ ESTÁ ERRADA! - e eu continuei xingando-a, batendo o pé no chão, me desviando dos tapas dela. E, sem querer, enquanto me desviava, bati forte na parede e 3 certificados enquadrados caíram no chão.
Ela ficou paralisada vendo aquilo. Eu levei a mão à boca, me sentindo culpada. Ouvi passos na escadaria. Mas não parei.
Eu: Tá vendo? Pensa nisso como se fosse seus filhos. Aliás, NUNCA terá filhos, não é? Virgem, sem tempo pra nada a não ser virar mais nerd do que já é! Isso tudo é uma grande perda de tempo! Nunca passará o Louis! Nunca terá nada a mais se não sair da base "estudos" e experimentar outras coisas! Mas nãããão, tem que ficar aí, isolada, feito louca, fazendo seus cálculos e falando sozinha! Ridícula! Nerd! Sem vida social!
Fizzy: PARE! - e, então, ela caiu no chão de joelhos, recolhendo os cacos dos certificados e chorando.

Olhei para ela com ar de superioridade. Ela finalmente entenderia que precisa mudar, acho eu. Se não, pelo menos me diverti. Minha primeira briga com ela. Eu a esculachei. Se fosse uma irmã normal, teria sentado a mão em mim. Mas não! Ela não fez nada! Bicho indefeso!
Meus pais, John, Daisy e Phoebe chegaram logo depois.
Mãe: O QUE É ISSO? FIZZY!
Pai: o que houve aqui?!
Eu: Apenas dei uma lição.
Fizzy: Ela me bateu... Me xingou... Me humilhou... Ela... É um... Monstro... Meus certificados... Quebrou... Ela... Ah, senhor... - disse, quase sem voz. Ela gemia e tossia enquanto chorava, já sem forças. Eu dei uma pequena risada. Daisy e Phoebe estavam abraçadas em volta de John, que olhava a cena perplexo.
Eu: Ela está mentindo, gente! Ela quis se fazer de coitadinha! Nem falei nada!
Pai: Ouvimos vocês gritando! De lá de baixo!
Eu: Ela ficou brava porque pedi para sair conosco! Só isso!
Fizzy: Meus... Certi... Fi... Ah... meus queridos... Ah...
Pai: Está de castigo, Lottie! Conversamos depois! John, vou pedir que volte mais tarde por favor, e se puder deixar Daisy e Phoebe lá em baixo eu agradeço.
John: Sem problemas, Sr.
Pai: Vamos, Lottie, saia do quarto. Eu vou arrumar essa bagunça. Querida, vá com Felicite pegar um pouco de ar fresco lá fora.
E, então, olhei para John mais uma vez, antes do meu pai me agarrar pelo braço e me levar para o quarto. Ele estava confuso, estava com um ar triste. Eu acho que o decepcionei. Eu acho que os enganei.
Mas, isso não importa. Eu venci. Eu venci a briga, eu venci a verdade, eu venci tudo. E nem precisei de 50 prêmios ou 5 cursos e blá blá blá... E gostei muito disso. Gostei do jeito Aria de ser. Isso pode ser divertido...
Olhei para trás e ouvi mamãe dizendo à Felicite: Calma, está tudo bem agora... , e Felicite respondendo não está não, meus certificados!
Babaca, pensei. E, então, meu pai me trancou no meu quarto.
Aria's POV
Eu acordei - mais uma vez -, agora com muita dor de cabeça. E numa maca, num hospital limpo, com um troço apitando do meu lado.
Uma enfermeira abriu a porta do quarto, sorrindo de orelha a orelha. Ela estava com uma prancheta segurava pelo antebraço, um copo d'agua em uma mão e alguns remédios em outra.
Enfermeira: Oi, queridinha. Tudo bem?
Eu: Acho... Que sim... Que dor de cabeça...
Enf: É normal, nas suas condições... Trouxe alguns comprimidos para você. Tome todos, e depois comente o que lembra.
Eu: Nem preciso de tempo para pensar: nada. Não me lembro de absolutamente nada. Na verdade, eu não sei de absolutamente nada! Me deram uma cacetada na cabeça no meio da estrada, acordei num armário, aí assim que botei metade da mão pra fora, desmaiei de novo.
Enf: Armário? - ela deu uma risadinha. - Aquilo não era um armário. Era um caixão.
Eu gelei. Um caixão?! Meu Deus! Muito pior do que eu imaginava! Queriam me matar! Ou com a batida na cabeça, ou sufocada! Mas que merda! O que eu fiz de ruim?! #xoranu
Eu: Impossível... Como isso... Mas eu... Ai minha cabeça...
Enf: Fique calma, beba seus remédios. Você está em Ravenswood, já ligamos para seus pais. Tome os remédios, e durma. Apenas isso. Está a salvo aqui, não se exalte.
Eu: Eu vou morrer, porra.
Enf: Não vai, não diga isso. Beba tudo, e pode deixar o copo aí do seu lado.
Como eu ia explicar pros meus pais o que havia acontecido? Como ia contar que roubaram meu carro? Como vou dizer que deixaram meu celular comigo? E se acharem que eu bebi e por isso bati de carro? E quem queria me colocar num caixão? Meu Deus...
Meu telefone tocou. Eu atendi.
Eu: Nem preciso de tempo para pensar: nada. Não me lembro de absolutamente nada. Na verdade, eu não sei de absolutamente nada! Me deram uma cacetada na cabeça no meio da estrada, acordei num armário, aí assim que botei metade da mão pra fora, desmaiei de novo.
Enf: Armário? - ela deu uma risadinha. - Aquilo não era um armário. Era um caixão.
Eu gelei. Um caixão?! Meu Deus! Muito pior do que eu imaginava! Queriam me matar! Ou com a batida na cabeça, ou sufocada! Mas que merda! O que eu fiz de ruim?! #xoranu
Eu: Impossível... Como isso... Mas eu... Ai minha cabeça...
Enf: Fique calma, beba seus remédios. Você está em Ravenswood, já ligamos para seus pais. Tome os remédios, e durma. Apenas isso. Está a salvo aqui, não se exalte.
Eu: Eu vou morrer, porra.
Enf: Não vai, não diga isso. Beba tudo, e pode deixar o copo aí do seu lado.
Como eu ia explicar pros meus pais o que havia acontecido? Como ia contar que roubaram meu carro? Como vou dizer que deixaram meu celular comigo? E se acharem que eu bebi e por isso bati de carro? E quem queria me colocar num caixão? Meu Deus...
Meu telefone tocou. Eu atendi.
*Ligação On*
Alô?
Oi! Aleluia, você atendeu! Tava ocupada transando
e esqueceu da gente?! Liguei sábado inteiro pra você!
Quem me dera estivesse transando... Eu tô no hospital. Em Ravenswood.
Quê?! Mas... Você não tinha ido pra festa? Aliás, por quê
não foi pra festa? E o que tá fazendo em Ravenswood?
Era o que eu queria saber também, colega. Ah, a enfermeira mandou
eu desligar o celular e ir dormir... Mais tarde, quando eu sair, te explico.
Tudo bem né... Melhoras meu anjinho! Ah, e Lottie tá namorando
o John, finalmente! E eu transei com o Harry!
EU DIGO QUE NÃO POSSO ME EXALTAR, DIGO QUE TÔ
INDO DORMIR, E VOCÊ ME CONTA NOTÍCIAS COMO ESSAS?!
COMO ASSIM EU QUERO SABER DE TUDO MAIS TARDE ja vou
desligar mulher chata do caramba não tá vendo que é importante?!
Ela tá certa, deixa a enfermeira em paz! Beijinhos!
Beijinhos!
*Ligação Off*
Depois de umas duas horas, meus pais chegaram, e a enfermeira me acordou.
Eu: Posso sair da maca?
Enf: Agora pode, vou te ajudar a ir até o salão principal.
Eu dei meu antebraço pra ela, e fomos andando devagar até a sala de espera para familiares. Meus pais levantaram do sofá, sorridentes e chorando ao mesmo tempo. Mamãe correu para me abraçar. Eu soltei a enfermeira e fui andando devagar em encontro ao abraço dela.
Mãe: AHMEUDEUSDOCÉUVOCÊESTÁBEMEUNEMACREDITONISSOVOCÊSEMACHUCOUACHOQUENÃOCUIDARAMBEMDEVOCÊPORQUESENÃOTIVEREMCUIDADOEUVOUPROCESSARESSEHOSPITALDOCARALEOEAFINALCOMOCHEGOUATÉAQUIAHNEMIMPORTANÃOACREDITOQUEESTÁBEM
Eu: Oi... pra você também... mamãe...
Enf: Tome cuidado por favor, Srta Candellari. A Srta. Aria ainda está mal, precisa de remédios e de apoio para ficar de pé.
Pai: Estamos felizes que esteja bem, querida. - disse, me beijando na testa.
Mãe: Ah, querida, nem vou te sobrecarregar agora. Só fico feliz que esteja a salvo. (gif)
Ela foi dando meu diagnóstico para eles enquanto eu almoçava. Recebi alta logo, e partimos direto para a delegacia de Ravenswood.
Dei queixa por tentativa de assassinato, jurei que não tinha bebido - até porquê fizeram o teste comigo no hospital assim que cheguei, mesmo desacordada -, que não tinha fumado, e etc. Eles disseram que encontraram meu carro, exatamente como estava antes. Eu resolvi mudar o nº do meu celular, minha conta nas redes sociais - que, aliás, ia ficar longe por um tempo para desestressar -, e ele me receitou uns 10 remédios por dia. Uns davam fome, outros davam sono, outros davam pique, outros ajudavam na memória... E é isso aí. Eu fui taxada de louca pelo cara, acho eu. Meus pais só queriam saber se eu estava bem. E eu também queria saber isso. Foi só um pouco assustador, mas quem quer que fosse, não me assutou.

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