quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Cap. 17: Never Gonna Be Alone

Eu saí daquele hospital mais arrasada do que jamais estive. O funeral da Aria não era nada comparado à isso. Perder minha amiga que eu conhecia há 15 anos não era nada comparada a dor que eu estava sentindo por perder alguém que havia entrado em minha vida há 7 meses e eu mal havia tido a chance de conhecer realmente.
Chegamos em casa e tudo se repetiu. Eu chorando, gritando, e ele indo atrás, me consolando.
Eu: O que faremos com tudo aquilo agora?! - gritava, apontando para os móveis de bebê. - Vou ter que jogar todos aqueles brinquedos fora! E doar as roupas de bebês! Vou jogar aquele berço pela janela, quebrar ele inteirinho!
Joe: Vai com calma! Nós podemos doar tudo, ainda deixar alguns brinquedos que você queira guardar de recordação... Pelo menos você viajou, conheceu lugares novos, relembrou lugares antigos... paixões antigas... - disse, me abraçando por trás. - Você não estava sozinha.
Eu: Mas eu quero minha filha, Joe. - eu disse, soluçando novamente. Minha agressão já havia desaparecido de novo. - Eu queria... Eu queria pelo menos ter conhecido ela, Joe.

Lottie's POV
Era segunda à tarde quando Annie me ligou.
Eu: Annie? Que faz me ligando essa hora da tarde de outra cidade?? Vai pagar caro, mocinha!
Annie: Perdi meu bebê.
 Silêncio na linha.
Eu: I-Isso é sério?
Annie: Infelizmente, sim. Aquela coisa  horrenda que... - ela começou a chorar. - Aquele monstro que matou Aria tentou me matar, me jogou do segundo andar da casa, e eu perdi meu bebê! - ela soluçava. - Eu tô completamente sem chão, Lottie! Você não tem ideia!
Eu: ah meu Deus, Annie... Eu... Eu nem sei o que falar! Como isso pôde acontecer?! Como não me contou antes?! Quando foi isso?!
Annie: Foi na madrugada de sexta pra sábado, mas me... - ela fungava. Eu ouvia alguém do outro lado da linha (provavelmente Joe) dizendo para ela respirar e se acalmar. - Me deram anestesias fortes para a operação e tudo mais, acabei acordando ontem à tarde. Estamos... - ela voltou a chorar. - Tirando... Tudo...
 Eu ouvi alguns chuviscos no telefone.
Eu: Alô? Annie?
Joe: Oi, não se assuste, aqui é o Joe. Eu tô pegando a linha porque a Annie está muito emocionada. Sabe como é, é um assunto muito delicado ainda. Eu vou desligar, eu te passo com detalhes o que aconteceu pelo Skype ou pelo Facebook, e ainda alguns procedimentos que... Bom, fica só entre nós dois, eu te mando pelo computador depois. A real razão da ligação foi pra informar que, agora que... hã... isso aconteceu, a Annie vai para aí quarta de manhã, ela quer chegar a tempo de ver Harry depois da premiação, que ela descobriu que terá aí na quarta. Certo?
Eu: Certíssimo. O Harry vai adorar a surpresa! E, Joe... Cuide bem da minha menina, por favor. Vou esperar ela com o Louis e com o Ian na estação de trem, na quarta. Tudo bem?
Joe: Certo. Depois eu digo para ela te ligar novamente, ok?
Eu: Ok. Beijos.
Joe: Beijos.

Assim que eu desliguei, eu comecei a chorar. Eu não ia mais ser madrinha. Harry não ia mais ser  pai. Annie não ia mais ser mãe. Estava tudo acabado. Graças a Deus John estava comigo na hora, e me deu colo.
John: Vai ficar tudo bem, meu amor. Ela voltará, tudo voltará a ser como era antes...
Eu: Mas ela acabou de perder o filho, John. Foi jogada da janela!
John: Eu sei, eu sei. Mas não se preocupe com isso. Você tem que ajudá-la a esquecer, não ficar fazendo um milhão de perguntas. Entendeu bem?
 Assenti. Ele sorriu.
Eu: Vai ficar tudo bem.
John: Isso mesmo. - disse, dando um beijinho no meu nariz.
Eu liguei para Louis, avisando que em 2 dias elas voltaria, mas ele disse que não poderia levá-la porque já ia estar na premiação, mandou eu chamar Ian. E eu não gostei de ter que fazer isso.
 Fui até a cada dos Müller e toquei a campainha. Quem atendeu foi o Noah.
Noah: Lottie! - disse, já pulando nos meus braços.
Eu: Noah! Que saudades!
Noah: Eu também tava cheio de saudades! - ele deu uma pausa. - Você não veio mais aqui porque você brigou com o Ian?
Eu: Ei! Quem te disse isso? (gif)
Noah: Ele mesmo, ué!
 Eu revirei os olhos.
Eu: Entendi. Bem, não, não foi por isso... É que eu tinha muitas provas e muitos trabalhos pra fazer, porque diferente do seu irmão, eu ainda tenho aulas.
Ian: Os seminários de história continuam sendo de mínimo de 50 minutos?
 Eu dei um pulo, assustada por ele ter chegado do nada na sala. Coloquei Noah no chão e assenti à pergunta dele, mas sem olhar diretamente para ele.
Eu: Eu só vim levar o Noah para passear. - eu dei a mão para o Noah. Dessa vez, suspirei e olhei diretamente para ele. - E falar com você.
 Ele suspirou.
Ian: Agora não. Eu estava indo dormir. - ele se virou e foi indo para o quarto.
Eu: Espera! - disse, indo atrás. - É importante!
Noah: Eu vou no banheiro! - disse, soltando minha mão e saindo correndo. Eu fiquei parada no meio da sala. Mas, menos de um minuto depois, decidi que tinha mesmo que falar com Ian.
 Abri a porta devagar, e ele já estava deitado. Ele estava com um fone de ouvido em uma só orelha e um sorriso no rosto, como se tivesse longe do mundo. Bati na porta umas duas vezes.

Ian's POV
Eu: Entra, Noah. - disse, sem nem olhar pra trás.
Lottie: Não é o Noah. - ela disse, séria.
 Eu nem sequer tirei o fone de ouvido. Pra quê? Ela ia me xingar de um jeito moderno e delicado, me deixar mais irritado ainda, e ainda levar meu pirralho.
Eu: para de me encher! Você não tem nada melhor pra fazer, não?! Vai levar o Noah na escola!
Lottie: Nem tem escola hoje! É sobre a Annie que eu vim falar, dá pra prestar atenção um minuto??
 Eu tirei um fone de ouvido, ainda sem olhar para ela.
Eu: Eu tava aqui ouvindo minha música preferida. - disse, zombando. - E eu também não tô afim de saber da Annie. Só me mete em furada e...
Lottie: A Annie foi atirada da janela do segundo andar da casa de campo e perdeu o bebê. - soltou tudo feito um tornado, remexendo meus pensamentos e colocando peso na minha consciência. - Volta quarta.
 Eu não sabia o que dizer. Era óbvio que eu a amava, ela tinha me dado abrigo, proteção e carinho, quando ninguém mais queria fazer isso de bom grado. Mas ela tinha ficado grávida, me fez mentir pra milhares de pessoas, sem dizer que já tinha me metido em muita confusão dedurando minhas ficantes pro meu pai, e me mandando estudar toda hora, brigando comigo por coisas inúteis. Já tinha quebrado umas coisas minhas mesmo que sem querer, e nem falou comigo esses meses todos. Ligava todos os dias a webcam com a Lottie, fez ligação pro Noah e até pro Harry que nem sabia onde ela estava, e pra mim? Nada. Mas eu não queria demonstrar que me importava. Dei de ombros.
Eu: Deixa eu adivinhar, vai sobrar para eu ir buscar ela na estação de trem, né? - silêncio. - Ótimo. Que seja. Já pode ir.
Lottie: Não está nem aí pelo fato de sua irmã ter quase morrido?!
Eu: Eu? Não. Ela morreu? Não. O bebê morreu? Que pena. Meus pêsames pra ele. Ela supera. Agora cai fora daqui, tô perdendo a melhor parte da música. - disse, colocando os fones novamente.
Lottie: Você é um retardado, Ian! - disse, batendo a porta, violenta. Do outro lado, já descendo as escadas, eu ouvi ela gritando para mim: - Só não espere perdê-la para valorizá-la, igual das últimas vezes, Ian.
 Eu fingi que não tinha ouvido, mas eu fiquei deitado na minha cama, encolhido, chorando. Chorando por quem eu já deixei ir, pelo bebê perdido, pela minha irmãzinha... Chorando.

Annie's POV
Quarta-feira. Oito da manhã. Lá estava eu, acordada, tomando meu café da manhã. Joe chegou alguns minutos depois de eu sentar na mesa, já com meu café pronto.
Joe: Bom dia, querida. - disse, dando um beijo em minha testa.
Eu: Bom dia, Joe. Tudo bem?
Joe: Tirando o fato de hoje ser... hoje, tudo bem. E você?
Eu: Tirando o fato de hoje ser... hoje - disse, imitando ele e fazendo careta -, tudo bem também.
 Eu e ele decidimos terminar nossa amizade colorida na noite de segunda para terça, já que eu já estava indo embora novamente.
Ficamos conversando, ouvindo o rádio tocando baixinho minhas músicas preferidas - agitadas, aleatórias e às vezes, românticas -, até que terminei meu café, peguei meu celular em cima da mesa e me levantei, indo em direção às escadas. Joe, que estava sentado no sofá, perguntou, curioso:
Joe: Ei, onde está indo?
Eu: Me trocar, conferir se não está faltando nada e... indo conferir na internet se o trem das dez está mesmo confirmado.
Joe: Não pode ir mais tarde?
Eu: A premiação lá começa às três da tarde, Joe... São quatro horas de viajem... Eu preciso ir agora.
Joe: Isso é tão injusto! (gif) - disse, triste.
Eu apenas dei as costas à ele e fui subindo, rápida, até meu quarto. Parecendo uma eternidade. Eu sentia ele me olhando enquanto eu subia, com aquele olhar triste dele.
Assim que cheguei no quarto, me tranquei lá, com a cabeça explodindo. Eu mal sabia o que fazer.
Eu: Que merda... Que merda... - eu repetia à mim mesma.
Eu estava triste e irritada por tudo ter vindo e ido tão rápido. Eu queria que eu tivesse uma coisa concreta, pelo menos uma vez. Eu estava cansada de esses "vai, não vai" que minha vida elaborava. Eu nem sabia se eu tinha feito certo de não contar ao Harry, e não sabia se teria coragem de olhar para ele pelo resto da minha vida sem nem sequer tocar naquele assunto. Mas sempre me ensinaram que, no fim, devemos sempre fazer aquilo que acreditamos ser certo, mesmo que seja difícil. Bati minha cabeça na porta assim que a fechei, não suportando mais tudo aquilo.
Eu nem sabia porquê. Na verdade eu sabia: eu tinha perdido meu bebê, agora estava perdendo novamente meu melhor amigo e meu amor de infância, para voltar pra minha vida agitada e chata, com um cara que eu nem sabia se ainda me amava - pois tinha visto até várias fotos que paparazzis tiraram dele beijando várias meninas diferentes -, deixando tudo que eu tinha criado aqui em 6 meses para voltar para aquela loucura que eu chamava de vida. Só tecnologia. Só festas. Só bêbados. Só flashes... Sem sossego, sem poder ler um livro em paz, sem poder relaxar em uma rede, sem poder respirar o ar puro dos parques, sem poder ir à um pub à noite com quem eu gosto... Isso era tão ruim! Era tão ruim não poder sair gritando por aí "Eu amo Harry Edward Styles", era tão ruim ouvir ele negar para tudo e todos sobre existir algo entre nós, era tão ruim... Sim, da última vez ele tinha finalmente assumido seu namoro comigo, mas eu fui lá e destruí tudo, e eu duvido que ele ainda queira algo agora. Afinal, a única vez que eu liguei para ele após partir foi quatro meses atrás, e eu tinha prometido que o ligaria dois meses depois, mas... e coragem? E forças pra ter que negar minha localização à ele de cinco em cinco minutos? E forças para cumprir meu combinado com Simon e não dizer absolutamente nada sobre tudo aquilo?
Mas agora eu não tinha mais escolha. Eu ia ter que voltar, e fingir que nada tinha acontecido. Embora meu coração estivesse em mil pedaços, minhas olheiras estivessem até os pés e minha paciência tivesse voado para Nárnia. Eu ia colocar um maldito sorriso falso no rosto e fingir que estava tudo bem.
 Joe entrou no quarto sem bater, e assim, não tive tempo nem de encenar tudo que eu tinha planejado. Apenas enxuguei as lágrimas e dei um sorriso falso.
Eu: Oi, Joe...
Joe O que é isso? - disse, vindo até mim. - O que houve?
 Eu fui tentar explicar, mas ao invés disso só saíram lágrimas. Não um choro escandaloso, igual os choros que eu tinha derramado todos os dias anteriores, mas um choro sincero, singelo, quieto. Ele me abraçou novamente, sentou em minha cama e ficou comigo em seus braços.
Eu: Eu não sei mais o que fazer. - disse, ainda sentindo as lágrimas caindo pelo meu rosto. - Quero voltar há 3 meses atrás.
Joe: Isso não é possível, meu anjo... - ele disse, mexendo em meus cabelos. - ... Mas essa casa é sua, e eu sempre serei seu também. Pode vir para cá quando quiser. Apenas respire e encare tudo isso.
 Eu suspirei, cansada. Ele se levantou, fazendo eu me levantar também, mas logo nos abraçamos de novo.
Eu: Eu não sei o que faria sem você.
Joe: Eu também não sei o que você faria sem mim. - disse, fazendo graça.
 Eu sorri, mas logo que nos abraçamos e ele parou de ver meu rosto, a preocupação voltou a dominar.
...
As malas já estavam lá embaixo, eu estava terminando de me arrumar, quando John chamou mais uma vez:
Joe: Você já perdeu o trem das 9 horas, vai perder o das 11 também! Vamos logo!
 Terminei de passar o perfume, olhei no espelho, e disse para mim mesma: "Vamos lá, Annie. Volte a ser a mesma menina-mulher de sempre. Volte a ser uma adolescente irresponsável." e dei mais um sorriso falso para o espelho, tentando me convencer de que estava tudo bem.
 Eu desci, e fomos até o ponto de trem. Compramos os ingressos, tomamos um cafezinho, e ficamos esperando o anunciamento do trem chegando. O anunciamento foi feito, e nos entreolhamos. Já sabíamos que agora era realmente a hora. Eu vi os olhos dele já se enchendo de lágrimas e não pude evitar ficar igual.
Joe: Me prometa que fará o possível e o impossível pra continuar a sua vida feliz e amorosa com aquele filho da puta que te tirou de mim.
 Eu dei um sorriso entre as lágrimas. Eu assenti com a cabeça.
Eu: Eu prometo, John, que farei o possível e o impossível para voltar a ser a vadia rica e escandalosa que eu era um ano atrás.
Joe: E prometa que nunca mais vai me deixar aqui sozinho. - ele começou a deixar as lágrimas finalmente escorrerem. - Me prometa que vai voltar mais vezes.
Eu: Eu prometo, Joe! - eu disse, apertando forte as mãos dele.
 Eu não ia aguentar mais um abraço. Eu ia virar o bebê indefeso que eu virei na minha cama, há pouco tempo atrás. Ele sabia disso, e por isso não me forçou a fazer nada, e se limitou a corresponder meu aperto de mão. Eu soltei uma de suas mãos, e mais lágrimas caíram. Quando eu soltei a segunda mão, foi algo horrível. Parecia que eu tinha deixado alguém morrer. Parecia que eu tinha deixado alguém cair no precipício, e eu sabia muito bem quem tinha caído - eu mesma.
O trem finalmente chegou, e milhares de pessoas começaram a se movimentar, entrando e saindo. Me virei, enxuguei mais algumas lágrimas, respirei fundo, e fui, dessa vez sem olhar para trás.
Entrei no trem, e deixei ser levada pelo vento. Eu deixei as lágrimas serem enxugadas pelo doce ar que vinha da janela. Pedi um chá de camomila, e mandei uma mensagem para a Lottie: "Estou voltando para casa."

Lottie's POV
Quando Annie me mandou a mensagem, só faltou eu ter um ataque cardíaco. Eu fiquei extremamente feliz. Eu tinha acordado nove horas da manhã só para esperá-la, eu faltei à aula, no final ela acabou perdendo o trem e eu tive que esperar mais duas horas para ter mais alguma notícia dela. Eu acordei o Noah pouco depois da mensagem que recebi. Eu, Ian, John e o sr. Müller passamos a manhã arrumando a casa para recebê-la. É claro que ela ia querer ir direto para a premiação, mas logo depois ela voltaria para cá com os meninos e fingiria que tinha ido à passeio, ela já sabia de tudo isso. Era o que tínhamos combinado.
 O trem dela chegou duas horas e meia depois, ou seja, quase duas da tarde. Nós 5 ficamos esperando ela na estação, que estava cheia de gente e cheia de guarda-chuvas pelo dilúvio que caía. O pai dela estava fora do coberto, com um guarda-chuva, vendo os trens passarem, estalando os dedos, passando o peso do corpo de pé em pé... Ele estava nervosíssimo. Fazia quase seis meses que ele não a via. Eu estava abraçada à John, e Noah estava no colo de Ian, feliz, contando tudo que queria fazer quando ela voltasse.
Noah: Eu vou abraçá-la, beijá-la, vou com ela até a premiação, aí depois vamos ao parque de diversões, vamos jantar temaki, a gente vai assistir muitos filmes no cinema, jogar muitos jogos de videogame que eu ganhei enquanto ela estava fora, aí nós vamos...
Ian: Vai com calma, garotão. - disse, balançando ele em seu colo. - Ela vai querer descansar, aproveitar o namorado dela, vai querer ficar com a família toda, não só você!
John: Mas eu acho que ela vai mesmo querer passar um grande tempo com ele. - disse, sorrindo.
Sr. Müller: Só depois de passar um tempo comigo! Ela é minha filha!
Eu: Mensagem entendida, senhor! - disse, brincando.
 O trem de Annie parou na estação. As portas se abriram, soltando fumaça. Várias pessoas saíram apressadas, outras saíram mais calmas, outras chegaram chorando, outras já entravam apressadas... E nada de Annie. De repente, no meio de todos, encontrei uma menina toda de preto, sem guarda-chuva, cheia de malas.
Eu: Eu... Eu acho que é ela, Senhor. - disse ao Sr Müller, apontando com a cabeça para a menina.
 Assim que ela levantou o seu chapéu e o jogou no chão, eu tive certeza. Os cabelos de Annie - que estavam ainda maiores, mais brilhantes e mais encaracolados - caíram sobre seus olhos verdes e cintilantes. Ela estava com os olhos vermelhos e inchados, como se tivesse chorado, sei lá, uma semana inteira. Assim que ela viu seu pai, não teve outra: correu em direção à ele.
Annie: PAI! - gritou, correndo até ele. Ela largou a bolsa no chão e lhe deu um baita abraço, que até o assustou.
Ele demorou um pouco para raciocinar, mas a abraçou de volta, envolvendo seus braços nela como se nunca mais fosse soltar. Os dois choravam - e óbvio que eu chorava também vendo aquela cena linda.
Annie: Você não tem ideia do quanto eu senti sua falta. Eu te amo, pai... Eu te amo tanto... - ela dizia enquanto chorava.
Sr Müller: Eu também te amo, meu anjinho. - disse, tentando se recompor. - É óbvio que eu te amo. Eu te amo até o fim da minha vida.
 Ela soltou dele, enxugou algumas lágrimas, e os dois vieram para a parte coberta. Ela veio de encontro ao Ian.
Ian: Maninha! Que saudades! - disse, abraçando-o.
Annie: Ian! Que saudades! Meu Deus, me desculpe por não ter te dado nenhuma notícia, eu estava tão ocupada! Eu tinha tantas coisas pra fazer, tantas coisas pra pensar!
Ian: Tudo bem, eu entendo. Não ligue pra isso! Não quero que fique longe de mim assim nunca mais!
Annie: Não vou ficar! - disse, e logo olhou mais para baixo, onde estava Noah. - E você, meu gatinho?!
 Ela o pegou no colo, o rodou no ar, ele riu enquanto a abraçava forte, e depois os dois sentaram no chão.
Noah: Que saudades dos nossos giros!
Annie: Eu também senti muita saudades deles! Seu fofinho! - ela fez algumas cócegas nele e logo depois fizeram o "toque" deles.
Assim que ela olhou para mim, ela voltou a chorar igual estava chorando quando viu seu pai. Ela veio até mim correndo e me deu um abraço, e eu não consegui fazer nada a não ser abraçá-la de volta e chorar junto.
Enquanto ainda estávamos abraçadas, sentia as lágrimas dela caindo em meus ombros e eu sabia que minhas lágrimas também caíam nos ombros dela. Ela tentou dizer algo, mas a voz não saía. Ela respirou fundo e disse:
Annie: Você não tem noção do quanto minha vida é um inferno sem você, sem sua voz, sem seu abraço, sem seu tudo.
 Eu comecei a chorar ainda mais.
Eu: Eu também fiquei aterrorizada sem você do meu lado, pra me zoar, me apoiar, fazer de tudo.
 Nós entramos no carro e já estávamos fazendo a rota de volta para casa, até que ela parou de brincar com Noah no banco de trás e perguntou: 
Annie: Ei, para onde estamos indo?
Eu: Para casa, ué!
Annie: Não. - ela disse, séria. - Quero que me levem até a premiação.

Harry's POV
Nós já tínhamos ganhado nossos prêmios, estávamos indo embora, quando Liam deu a ideia de distribuir alguns autógrafos e tirarmos algumas fotos com os fãs que estavam nos vendo e nos esperando naquelas grades. Estávamos dando autógrafos quando começou um tumulto lá de trás.
"É ela!"
"Não acredito!"
"O que você está fazendo aqui?!"
"Pare de nos ignorar"
"Fique longe deles!"
 E foi aí que eu ouvi uma voz. A melodia, a voz aveludada, a voz falha, a voz chorosa, a voz inspiradora, a voz que eu esperei ouvir todos esses meses:
Annie: Eu preciso ver Harry agora.
 Eu fiz os seguranças darem um jeito de ela vir até mim. Ela chegou, me abraçou e disse, já chorando:
Annie: Você é a única coisa positiva em minha vida!
Eu: O que está errado com todo o resto?! Bem? Você está bem?
Ela chorava desesperada. Ela me abraçou forte, tentando recuperar o fôlego. Eu conseguia sentir seu coração batendo desesperadamente. Eu via todos tirando fotos, flashes vindos de todos os lados. Eu não queria estar naquele lugar justo agora. Eu também não podia perguntar sobre nada, eu havia dito que tínhamos terminado mas continuávamos amigos, eu não podia dar um chilique e tudo mais. Então, fiz o que sempre havia feito em toda a minha vida em que estive com ela: como era um pouco mais alto do que ela, a segurei pelos cotovelos, olhei dentro dos olhos dela, e ela instantaneamente se acalmou. Depois, eu a puxei para perto de mim, a abracei forte, beijei sua testa, e sussurrei com minha boca coberta pelos seus cabelos, para ninguém entender o que eu estava falando:
Eu: Está tudo bem, meu amor. Vamos pra casa. Eu cuidarei de você.
 Ela assentiu, enxugou suas lágrimas, e eu mandei um dos seguranças conduzi-la até meu carro, dando minha chave à ela. Ela ficou no banco do passageiro, enxugando mais lágrimas, se acalmando, enquanto eu terminava de dar alguns autógrafos. Assim que terminei e tirei - mais uma - foto com os meninos, tirei meu blazer, ficando só de camisa, e corri até o carro. Sem o blazer eu fazia tudo mais rápido, então logo que entrei no carro já o liguei, dei a partida, e saímos de lá.
Eu: Consegue digitar uma mensagem? - ela assentiu, ainda um pouco trêmula e chorando. - Então peça para os meninos nos encontrarem no meu apartamento às...
Annie: Eu quero ir pra casa. - ela disse, séria, me cortando. - Eu preciso ir pra casa. Eu preciso que todos vocês vão para a minha casa.
 Eu achei estranho, mas acabei aceitando. Disse então para ela mandar uma mensagem para os meninos dizendo para eles irem para a casa dela. Ela assentiu, mandou a mensagem, ligou o rádio do carro e ficou o resto da viagem quieta, mexendo no celular.
Chegamos na casa dela uns 20 minutos depois. Eu me assegurei de que não haviam fotógrafos, liguei para Lottie e pedi para ela abrir o portão do quintal para eu entrar com o carro. Ela abriu, eu pude finalmente tirar meu "disfarce" - que eram só óculos e boné -, e estacionei o carro no quintal dela. Eu saí primeiro, abri a porta para ela, e ela saiu junto à mim, me abraçando. Os meninos chegaram pouco tempo depois, e aí todos se sentaram para comer. Pelo menos, essa era a ideia inicial.
 O clima estava tenso. Lottie, Ian, John e Annie não paravam de se entreolhar. O pai dela mal notava, estava servindo à todos. Eu e os meninos apenas ficávamos nos entreolhando, vendo se alguém entendia algo. O único que estava meio nervoso com tudo aquilo era Louis. Ele dedilhava os dedos na mesa, batia os talheres, remexia a comida em seu prato... Aquilo tudo estava me deixando louco! Eu quase dei um ataque, mas Liam fez isso antes de mim.
Liam: Dá para alguém me contar o porquê de toda essa tensão?! - ele disse, com uma cara desesperada de curiosidade.
 Lottie e Annie se entreolharam. Louis largou os talheres e encarou Annie, assim como Ian fez. E foi aí que eu saquei que até o Louis tava sabendo daquilo, seja lá o que fosse.
Lottie: Acho que a Annie quer te dizer algo, Harry.
 Annie tomou fôlego.
Annie: Na verdade, eu tenho que dizer algumas coisas... - ela respirou mais uma vez - Eu não fui para onde eu fui só para passear. A verdade... É que... - ela parou. Suspirou. Eu vi seus olhos se encherem de lágrimas. - Eu tive que ir para a casa de campo da minha família, há 5 horas daqui, para você não me encontrar. Para você não me fazer perguntas. Eu tive que terminar com você porque Simon me obrigou. Simon disse que nada disso seria saudável para você, e eu concordava tipo 98% com ele sobre tudo. Eu arrumei minhas coisas e deixei você viver sua vida. E eu fiz tudo isso por amor, Harry! - ela disse, deixando uma lágrima escorrer. - Eu fiz isso porque eu te amo. E eu fiz tudo isso... - ela parou e me encarou, deixando mais algumas lágrimas caírem - ... porque eu estava grávida.

Annie's POV
Assim que disse isso, eu coloquei as mãos no rosto, sem querer ver a expressão de todos. Eu ouvi os talheres de meu pai caindo no chão. Eu ouvi Noah perguntando para Ian se isso era verdade. Eu ouvi Liam e Niall cochichando algo. Eu ouvi quase todos, menos Harry. Harry não havia se manifestado. E foi aí que eu comecei a ouvir um choro. Um choro masculino. Louis perguntou "Você está bem, cara?", e foi só aí que tive coragem de tirar minhas mãos do rosto.
 Meu pai não estava mais à mesa. Ian e Noah também não, deviam ter ido atrás dele. Lottie estava de mãos dadas ao John, com a mão livre sobre minhas costas, me acariciando e me consolando. Louis, Niall, Liam e Zayn já estavam em pé ao redor da cadeira de Harry. Harry.
Harry chorava muito, com as mãos sobre seu rosto. Suas lágrimas caíam sobre a mesa, seu choro podia ser ouvido de longe. Era um choro triste, raivoso, inconsolável. Eu conhecia esse choro. Eu fiquei meses chorando igual. Ele tirou uma das mãos de seu rosto, fazendo um sinal de "pare", e os meninos se afastaram. Ele respirou e tirou as mãos do rosto. Ele me encarou, sério.
Harry: Esse filho é meu?
Eu: Óbvio, Styles! - gritei desesperada, chorando também.
 Ele tomou fôlego mais uma vez.
Harry: Onde... (gif) Onde ele está? - disse, soluçando de tanto chorar.
Eu: Harry.... - eu disse, colocando as mãos no rosto. - ... Eu não consigo dizer! - disse, me levantando e me virando para a porta.
Harry: ESPERA AÍ! - ele gritou, bravo, levantando da cadeira e a derrubando do chão. Ele veio até mim correndo e me segurou pelos braços, mas dessa vez não foi nada delicado. - Onde. Está. O. Bebê?!
Eu: ELE MORREU! - eu gritei, sem saber o que fazer. - Ele morreu! Eu perdi o bebê no sétimo mês de gestação! - eu chorava sem parar. (gif)
Ele ficou parado, sem saber o que fazer. Todos os meninos estavam atrás dele, sérios. Eu sentei no chão e comecei a chorar mais e mais. Quando eu pensei que ele ia começar a me xingar e me deixar chorando sozinha no chão, ele fez algo inusitado: ele se ajoelhou no chão, me abraçou, e me puxou para cima novamente, envolvida em seus braços. Ele nos sentou no sofá da sala. Eu tentei me explicar:
Eu: Eu sinto muito, muito, muito! Muito mesmo! Por favor, me desculpa! Eu juro que fiz tudo certo, sempre visitava a médica e tudo mais, já tinha tudo comprado pro bebê, o Simon ia me fazer doá-lo para um orfanato contra a minha vontade, mas antes de isso poder acontecer a mulher maníaca que matou a Aria me empurrou do segundo andar da casa e eu perdi o bebê!
 Ele me abraçou, me consolando.
Harry: Está tudo bem, Annie. Se controle. Está tudo bem.
Eu: Não! Não está! Eu perdi nosso filho! Eu ia perdê-lo de qualquer jeito! E eu não podia contar à ninguém! Eu não pude contar à VOCÊ! Me perdoe, Harry! A culpa foi totalmente minha!
Harry: Ei, ei, ei, calma! Um... Um filho não se cria sozinho. E eu também sinto muito por tudo isso. Mas nós vamos superar juntos. Eu não vou te abandonar nunca mais, eu te prometo. Eu sempre estarei do seu lado, ok? Não se esqueça disso. Vai ficar tudo bem. Você nunca ficará sozinha.
"Então se eu não o fiz ainda, quero que você saiba: você nunca vai estar sozinha, deste momento em diante.
Se você se sentir que está se partindo, não vou deixar você cair.
Quando toda a esperança estiver desaparecido, eu sei que você poderá continuar.
Vamos ver o mundo; vou te segurar até a dor passar.
E vou estar lá pra seguir todo o caminho com você. Não vou estar fora mais um dia sem você."

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Espero que tenham gostado do capítulo!
Eu vou ser sincera: Eu tava com muita preguiça de fazer esse capítulo, mesmo estando com muita vontade de escrever e mesmo estando louca pra fazer o reencontro dos dois. Quem acha os dois perfeitos juntos levanta a mão \o/ skjhflakjf
Eu sei que só teve uma música-título, e foi só para Hiley, mas é que esse capítulo eu tive que deixar Lottie meio como Secundária, então eu não consegui achar nenhuma música para ela... Mas logo tudo se ajeita \o/
Eu acho que o capítulo 19 já será o último da fic, então podem ir separando lencinhos e irem se despedindo dos personagens, infelizmente :c mas logo outra fic chega pra ocupar sua mente e seu coração e a gente logo volta a se falar! Uhul!
Aliás, eu preciso de alguém que me ajude/ensine a fazer fic interativa. Quem puder me ajudar, por favor falem comigo por twitter ou pelo ask.
É que a maioria preferiu mesmo a fic interativa, então eu vou fazer a fic interativa, mas eu preciso APRENDER primeiro porque eu não sei suhkslfhaksl (eu tbm fui muito burra de ter dado essa opção sem aprender antes mas beleza né), se ninguém puder/quiser me ajudar, vai ter que ser fic normal mesmo, mas juro que vai continuar sendo assim, do jeitinho que gostam!
xoxo

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Cap 16: A Thousand Years / Without You

Lottie's POV
Ian tinha ido viajar com o pessoal da faculdade dele, eles haviam ido para uma excursão sobre a matéria que eles estavam aprendendo (ele estava fazendo Cinema e foram até um dos estúdios famosos da França), onde ele ficaria por duas semanas, e isso ia me ajudar a refazer meu namoro com o John.
 Eu fiquei cerca de duas ou três semanas com o Ian, mesmo estando com o John, e isso já fazia duas semanas e meia. Eu fiquei uma semana sem falar muito com Ian - já que nós dois estávamos em provas e eu arranjei essa desculpa para ficar em casa - e, na semana seguinte, ele foi viajar. Eu ia bastante à casa de John, nós víamos filmes animados, jogávamos videogame, transávamos antes de seus pais e seu irmão chegarem, eu jantava lá, e depois eu ia para a minha casa. E tinha dias que ele vinha na minha casa também, mas fazíamos as mesmas coisas. Estava realmente divertido - e maravilhoso - namorar o John desse jeito, de um jeito maduro e sincero. Nós íamos para a escola separados, mas voltávamos juntos, e nos encontrávamos de tarde dia sim, dia não - como se fosse para "não enjoar", era meio que uma coisa maluca que tínhamos inventado, como "um dia nosso, e um dia 'deles' " (deles = amigos).
Tínhamos acabado de sair da escola, era semana de prova então apenas íamos para a escola 9 horas, fazíamos a prova em duas ou três horas e íamos embora. Como hoje eu tinha grupo de teatro musical, demorei mais meia hora, então saímos meio dia como sempre - a diferença é que, Graças a Deus, podíamos acordar mais tarde nessa época. Saímos felizes, abraçados, e fomos almoçar.
 Almoçamos no restaurante por quilo. Eu não peguei nada mais que arroz, frango e salada. Eu queria ficar bem magrinha para caber no meu vestido de formatura no fim do ano, agora que estava finalmente no meu último ano letivo (yaaaay!!!)... Eu sei que ainda faltam oito meses para a formatura, mas eu estava ansiosa!
Me sentei com John na mesa do restaurante. Ficamos conversando sobre assuntos variados, até que tocamos no assunto de sempre.
John: ... E como está Annie? Têm recebido alguma mensagem dela?
Eu: Uma carta por semana. - suspirei. - Ela sempre diz em todas elas que está sem tempo para escrever porquê está fazendo seu chá de bebê e indo muitas vezes ao médico e tudo mais, que está sem paciência pelos hormônios à mil e sem dinheiro para mandar, tipo, mil cartas por dia!
John: Entendi... Eu lembrei que hoje fazem quatro meses que ela já foi. Estamos no dia 19 de maio... E ela descobriu a gravidez com um mês e meio... Em novembro... Então...
Eu: Sim, ela já está com sete meses de gestação. Por isso o chá de bebê, e a correria com os médicos. Faltam só dois meses ou três, já que o médico disse que, por ela ser nova, pode ser que demore mais para as contrações se tornarem motivo de cuidado e atenção. "Yoopi". - disse, irônica.
 John olhou para mim, meio confuso, e riu. Eu olhei para ele com cara de "que é?!" e ele disse, ainda sem conseguir conter um sorriso:
John: Você tá com ciúmes de alguém que nem nasceu ainda. Impressionante.
Eu: Não tô com ciúmes! - disse, largando o garfo, indignada. - É que... É que... Ela é minha desde sempre! E saiu daqui por causa de uma gestação simples! É tão chato!
John: E você não chama isso de ciúmes?! - disse, rindo alto. - Chama isso de quê?!
 Eu até teria ficado irritada, se não fosse o John que estivesse falando isso. E se não fosse verdade. Então, simplesmente comecei a rir e concordei com a cabeça, colocando mais salada na boca.
 Saímos felizes do restaurante, e fomos para a estação de ônibus pegar uma tia do John que estava chegando na cidade agora e tínhamos prometido pegá-la em 10 minutos, então saímos correndo e, chegando lá, John foi direto perguntar à algum funcionário se o ônibus 54 já tinha chegado. Eu disse que ia pegar um milkshake por aí e o encontrava naquele lugar novamente em cinco minutos. Mas meus planos mudaram assim que eu trombei em alguém.
Eu: Ai, desculpa! Eu só... - eu me virei, vendo o rosto da pessoa que eu menos queria ver no momento. - Ian. Oi. - eu fiz uma voz de desinteresse.
Ian: Oi, Lottie. Eu vi seu Instagram. Suas fotos melosas com John, e os comentários dele, e tudo mais. E eu acho que precisamos conversar.

Harry's POV
Eu chorei até dormir, no sofá mesmo, com o celular entre as pernas, caído. No dia seguinte, acordei com uma dor de cabeça da porra e olhei no relógio: meio dia. Eu teria surtado - e sido morto pelo Simon - se não fosse domingo.
Garotos geralmente não fazem isso, mas eu peguei um saco de marshmallows e fui direto para a casa de Louis. Ele, de todos, sempre foi meu melhor amigo, e eu não sabia pra onde ir, por onde começar, então resolvi pegar meus óculos escuros, meu casaco de gorro para ninguém me ver muito, peguei meu carro e dirigi até a casa dele.
 Toquei a campainha, quem atendeu foi nossa maquiadora, Lou. Eu dei um sorriso, já quase chorando, e ela apenas fez uma cara triste por me ver triste, e disse para eu entrar.
Lou: Ele está no quarto dele, brincando com a Lux. Eu vou trazê-la para cá, já estávamos indo embora, mesmo.
Eu: Podem ficar se quiserem, eu volto mais tarde.
Lou: Não, não, nós só passamos para falar com o "tio Louis" e pegar uma mala emprestada antes de irmos para a Disney, sua conversa com ele parece ser... um pouco mais importante. - ela disse, me guiando até o quarto do Louis, como se eu não soubesse onde era.
Ela bateu na porta, pediu licença, pediu para Lux vir até ela que estavam indo embora, e disse à Louis que ele tinha visita, me mandando entrar. Eu entrei sorrindo, tentando não demonstrar muita emoção, meio confuso ainda.
Louis: Harry! Que bom te ver, cara! Já estava com saudades, só nesses quatro dias de folga que não te vi! - disse, me dando um abraço amigo, que quase me fez começar a chorar naquele mesmo instante.
Mas foi aí que Lux chegou, eu a abracei, a beijei e tal, e ela e Lou foram - finalmente - embora. Não que eu não gostasse das duas, a Lux é minha afilhada, é que eu tinha coisas mais importantes pra fazer.
 Elas saíram, eu fechei a porta e já sentei cansado na cadeira da escrivaninha, levando minhas mãos ao rosto, cobrindo-o. Louis estava na cama e me olhou preocupado, levantando o tronco e ficando sentado.
Louis: ... Haz? Cê tá chorando? - disse, colocando a mão no meu ombro. Eu levantei meu rosto. - Ah, você tá chorando. O que houve, cara? Acabou a cerveja em casa?
Eu: Vai se fuder, Louis! - disse, chorando mais. Eu suspirei, tentando me recompor.- A Annie me ligou ontem à noite. Ela disse que algumas pessoas já sabem onde ela está, mas ela não pode contar para mim! Eu tô... sem chão. (gif)
Louis: Eu sei que é difícil, cara, mas tem que superar. Não é o fim do mundo.
Eu: Diz isso porquê não é sua namorada que se foi.
Louis: Mano, a gente não fica sempre 8 meses ou mais viajando por aí, cantando para milhares de pessoas, abandonamos nossas namoradas e nossa família, para o nosso próprio bem?! Então, ela tá fazendo o mesmo! Se ela disse que vai voltar, ela vai! Só confia nela, mano!
Eu: Mas eu queria saber onde ela tá, se está bem, com quem está! Nós sempre damos nossa localização, todos sabem onde estamos, eu estou há quatro meses sem saber onde o amor da minha vida se meteu! Eu queria saber onde ela está!
 Louis coçou o cabelo e disse, baixinho:
Louis: Queria poder contar... (gif)
Eu olhei para ele, com um acesso de fúria me possuindo por dentro.
Eu: Você sabe onde ela está?
Louis: Não. - disse, sério, sem olhar para mim.
Eu: Louis. - Ele continuou fingindo não ouvir. Então gritei. - LOUIS WILLIAM TOMLINSON, OLHE NOS MEUS OLHOS E DIGA QUE NÃO SABE ONDE ELA ESTÁ.
 Ele então levantou seu rosto, olhou para mim, abriu a boca para falar e, então, seus olhos encontraram os meus. Sua boca continuou aberta, mas ele não disse nada. Era como se ele tivesse se aprofundado nos meus olhos e ido para outra dimensão. Ele tinha um olhar triste que de repente havia surgido em seu rosto, e ele fechou sua boca, suspirando e tirando seus olhos de mim, fitando o chão novamente.
Eu: Então você sabe onde ela está.
Louis: Fui o terceiro a saber, Harry. Eu estava com ela quando ela decidiu o que fazer.
Eu: O que fazer sobre o quê?! O quê todos estão escondendo de mim?! Para onde minha namorada foi?!
Louis: Eu não posso falar! - gritou. - Você acha que, se eu pudesse, eu não teria te contado?! Se eu achasse que era uma coisa banal, eu teria prometido que não ia contar e te contaria do mesmo jeito, como já fiz com você várias vezes! Você sabe que, quando posso, eu tento ajudar. E eu estou tentando te ajudar agora não contando. Ela vai te explicar tudo quando voltar!
Eu: Vocês são um bando de filhos da puta. (gif)
Louis ficou tentando me convencer, mas eu não houvia mais nada: eu só queria minha namorada de volta.

Annie's POV
Depois daquela ligação para o Harry, ficou difícil não pensar mais nele. A cada minuto do meu dia eu pensava nele. Eu sonhava com ele, acordava pensando nele, acariciava minha barriga pensando onde o pai dessa criança estava agora, beijava o Joe pensando no Harry, saía sozinha pelas ruas imaginando o que Harry diria se visse todo aquele cenário de filme antigo...
 Passaram-se alguns dias, eu fui ao médico fazer mais um ultrassom com Joe.
Nesse dia, Joe me acordou com um café na cama, reforçado.
Joe: Bom dia, raio de sol!
Eu: Bom dia, meu príncipe! - disse, beijando-o. - Que bondade toda é essa?
Joe: Hoje vamos ver como está a nos... a sua Melanie, esqueceu? - disse, dando um sorriso fraco.
 Era difícil para Joe assim como era difícil para mim. Só que eu tinha que viver longe de Harry, tendo outro para me ajudar. Ele era apaixonado pela mulher que já estava envolvida com outro homem. E pior: agora, estava fazendo de tudo para não se envolver também com a criança que não era dele.
 Eu tinha dado o nome de Melanie como um nome provisório, afinal, era uma menina, e a pessoa que a adotasse podia dar o nome que quisesse. Eu tinha todas as filmagens dos ultrassons gravadas e guardadas numa caixinha colorida especial, e em todas elas, desde a primeira, eu disse "se for menina, vai ser Melanie". E era. E agora seu nome era Melanie, para mim.
Era difícil aceitar que, em alguns meses, eu teria que dar Melanie para um desconhecido e uma desconhecida. Era difícil aceitar que Harry nem sequer poderia saber da existência desse bebê. Era difícil aceitar que eu teria que fingir que tudo não passava de um sonho, que Melanie nunca havia existido, que todo esse tempo eu estava na Austrália, e tudo mais. Era difícil, mas era necessário. Era melhor do que destruir a carreira de Harry, melhor que destruir aquilo que Harry demorou anos para construir, destruir aquilo de maior valor para ele. Aquilo era a vida dele. E eu teria que sacrificar outra vida para salvar a dele. Era o preço a se pagar por cometer erros de grande porte.
 Enquanto pensava tudo isso, terminei de me arrumar e fomos para o médico.

 Chegando lá, fizemos o ultrassom. Eu chorava de emoção, como todas as outras vezes.
Joe: Ela está gigante!
Doutora: Olha só! - disse, entusiasmada. - Como a Melanie cresceu! Está cada vez maior e mais bonita! O lacinho digital que colocamos no último ultrassom parece combinar bastante com esse futura menininha! Ela está muito saudável, os batimentos estão no ritmo, o foco de sangue está indo para o coração, o cérebro está começando a ser desenvolvido... Tudo na linha!
Eu: Ai, meu Deus! - eu dizia, entre as lágrimas quentes que caíam em meu rosto. - Olha como ela tá grandinha... Minha Melanie, minha linda e doce Melanie!
Joe: Toda sua, meu amor. - disse, docemente, apertando minha mão. - Ela vai ser uma grande mulher, igual à mamãe. Certo, Melanie? - ele sorriu, acariciando a minha barriga.
 Ela começou a chutar e se mexer violentamente assim que ele começou a acariciar a barriga. Eu e ele ficamos assustados, mas a Doutora deu um grande sorriso.
Joe: Parece que ela não reconhece só sua voz, Joe, mas seu carinho também! Ela ficou agitada porque sabe que é o papai dela que está dando carinho.
 Ele desmanchou o sorriso, soltou um pouco a mão da barriga, e logo em seguida deu um sorriso fraco, sincero. acho que a palavra "papai" nessa frase não o deixou tão feliz.
Doutora: Podem ir lá para fora, que eu já entrego o resultado.
 Fomos para fora e, depois de 15 minutos, ela deu toda a papelada. Mas o que mais me interessava era o último envelope. O ultrassom.
Joe: E aí está... - ele disse, chegando mais perto de mim, me abraçando por trás.- ... Sua linda Melanie.
Eu: Não, Joe... - disse, apertando a mão dele mais forte.- ... Essa é a nossa Melanie.
 Ele abriu um grande sorriso e nos beijamos, já indo para o carro.

Lottie's POV
Eu: Eu também acho que devemos conversar, Ian.
Ian: Na verdade, nem tem tanto o que conversar, não é? Eu aposto que só ficou com aquele zé mané esse tempo porque eu tava fora, né, minha gostosura? - disse, já me agarrando e apertando minha bunda.
Eu: Sai, Ian! - disse, saindo dos braços dele. - No meio de todo mundo?!
Ian: Desde quando liga pra isso?!
Eu: Eu queria é saber como eu não ligava pra isso enquanto eu tava contigo! - eu suspirei, tentando manter a calma. Tudo que eu menos queria era causar no meio de um lugar público, com meu namorado por perto. - Escuta, Ian...
Ian: Não vou escutar porra nenhuma, sua vadia. - ele disse, bravo. - Tô caindo fora.
Eu: O quê?! - disse, me virando. - Como assim, Ian?! (gif)
 Mas ele fingiu que não ouviu, e continuou andando. E andando. E andando. Até que eu vi que aquele não era o caminho da saída, mas levava... À John.
Eu: Puta merda. - disse baixinho, correndo atrás dele.
Ian já chegou empurrando John, que ainda estava esperando o ônibus chegar.
John: Que por... Ian! - disse, fuzilando Ian com os olhos. Já dava pra sentir a irritação em sua voz.
Ian: E aí, gazela? Como tá sendo sua vida de corno?
John: Cala a boca, seu desgraçado. A Lottie é minha agora.
Ian: ah, é? Então eu transar com a sua namorada não significa nada?
John: Eu já sei do caso estúpido e sem importância que vocês tiveram, eu perdoei a Lottie porque eu a amo e ela estava sendo imatura e inocente, mas você não tem motivos pra ficar me enchendo mais o saco, cara.
Ian: Imatura? Inocente? Cara, você nunca deixou ela te pagar um boquete e ela é a imatura e inocente?! Tem que ver quando ela...
Eu: IAN! - gritei, brava. - Para com isso! As pessoas estão olhando!
Ian: Agora se importa?! Que foi, tá com medo? Tá com medo de todo mundo descobrir que a irmãzinha de Louis Tomlinson é uma vadia, traidora, que sai dando pra to...
 Nem deu tempo de terminar. John tacou um soco na cara de Ian, que eu teria até me preocupado, se não fosse minha irritação. John botou um dos pés no peito de Ian, o forçando a ficar no chão.
John: Puta seria a sua mãe, se ela estivesse viva, seu idiota! Cai fora das nossas vidas, não atrapalha mais nosso namoro, senão da próxima vez eu chamo é a polícia por pedofilia, já que você tem 18 e ela, 16. Você tá me entendendo, seu nojento?!
 Ele pressionava forte seu pé contra o peito de Ian, e eu via que isso dificultava a respiração dele. O nariz dele sangrava e já haviam alguns paparazzis ali, e uns guardas chegando. Dei ao John um olhar de censura, então ele se afastou, permitindo que Ian se levantasse, mesmo que com um pouco de dificuldade.
Guarda: O que está acontecendo?
John: Nada, senhor. Apenas um maluco dando em cima da minha namorada.
 Eu assenti, pegando na mão de John e apertando forte. Ian apenas fungava, talvez tentando ver se aquilo que escorria era suor ou sangue. O guarda começou a dispersar as pessoas que estavam em volta, embora os paparazzis já tivessem tirado muitas fotos e ainda continuassem tirando.
Eu ia indo embora com John, quando Ian passou por trás de mim, me pegou pelo braço vago e disse:
Ian: Isso não vai ficar assim, sua puta miserável. Agora todo mundo já sabe que você é uma dadinha, e você não pode reverter isso. Você se fudeu de qualquer jeito, Charlotte.
 Eu simplesmente não aguentei mais, ainda mais pelo fato de ele ter me chamado de Charlotte, e fiz o que deveria ter feito antes mesmo do "O quê?!", do início da conversa. Me desvincilhei dos braços dele, irritada, e rebati:
Eu: Escuta aqui você, Ian. Nunca mais, nunca mais se meta na minha vida, eu só quero te ver de novo quando Annie voltar para cá, e saiba que você é a pessoa mais idiota, sem classe e ridícula que eu já conheci, e eu espero mesmo que você morra sozinho no meio da estrada.
Ian: Eu não ligo, putinha.
 Até que gritei de raiva - o que não foi muito bom, porque atraiu a atenção de todos novamente -, soltei a mão de John e dei um super soco em Ian, já farta de tudo aquilo.
Eu comecei a bater nele, fazendo-o cair no chão. E eu fui junto, chutando-o e estapeando-o pela primeira vez na vida, e com muita vontade. Eu já estava cheia desse jeito metido dele, e dessa grosseria, e de tudo mais. Eu havia tentado o botar na linha, mas não houve jeito.
Só parei de bater nele quando John me levantou e me segurou, eu ainda dando socos no ar. O guarda levantou Ian e o obrigou a se dirigir para fora da estação, e que depois nós resolveríamos isso na cabine policial da estação por desacato. E, quando finalmente todos nos recompomos, fomos procurar a droga do ônibus onde estaria a tia do John.
Enquanto andávamos, John me parou e me beijou, do nada. Um beijo demorado e fofo. Quando terminamos, eu sorri, mesmo sem entender nada.
John: É só pra te lembrar que, não importa o que digam e o que façam, eu sempre vou te amar.
 Eu sorri mais ainda, e o beijei novamente.
Eu: E esse foi só para lembrar que a nossa ideia de ficarmos juntos para sempre ainda está de pé, não se esqueça disso.

"Quando olho em seus olhos é como observar o céu de noite, ou um belo amanhecer: eles carregam tanta coisa e, como as estrelas antigas, vejo que você evoluiu muito para estar bem aonde está. Qual a idade da sua alma?
Não desistirei de nós, mesmo que os céus fiquem violentos. Estou lhe dando todo meu amor, e ainda olho para cima"




Annie's POV
Joe me convidou para ir à uma festa que ele havia sido convidado, mas eu recusei, porque só iria ter gente que ele conhecia e eu queria ficar um pouco sozinha.
Ele saiu por volta das nove horas, dizendo que voltava lá pela meia noite, pois não queria me deixar sozinha caso eu precisasse de algo. Essa é aquela época da gravidez que você pensa "meu bebê pode nascer adiantado, há qualquer minuto!" e também "quando essa tortura de dor vai acabar?!" e também "ah meu deus, logo logo meu filho nasce!", então é época de tomar muitas precauções.
 Já eram umas dez quando o filme que eu estava assistindo acabou. Eu ainda estava com a roupa que fui fazer o ultrassom, estava com preguiça de tirá-la, e desisti de tomar banho. Fiquei olhando o berço vazio de minha futura filhinha, que eu nem sabia se teria tempo de deitar nele quando chegasse ao mundo, ou se teria logo que dá-la ao orfanato. Mesmo sabendo que Joe a visitaria às vezes, eu ficava preocupada.
A chuva caía forte lá fora. Quando eu fui pegar um cobertor no quarto, percebi que as janelas da sala estavam abertas. Mas eu não as tinha aberto.
Fui para mais perto e me deparei com um bilhete.
"Te deixar sozinha numa sexta chuvosa à noite? No meio do nada? Que péssima ideia do seu namoradinho substituto, não é mesmo? Agora, quem cuidará de você sou eu."
Sem assinatura. Eu gelei. Logo pensei na moça que matou Aria, que eu nem sequer sabia se era mesmo uma moça, com aquelas mudanças de vozes que ela fazia. Aquilo me veio à cabeça e me deu uma dor de cabeça tremenda, juntamente com um embrulho do estômago. Eu fiquei parada, sem saber o que fazer. Até que ouvi um barulho na cozinha. Sem conseguir pensar direito, corri em direção para a cozinha, fechei a porta, corri para o meu quarto e me tranquei lá. Literalmente, peguei a chave do quarto, tranquei a porta, e joguei a chave pela janela. Fui para o banheiro do quarto, me tranquei lá e mandei uma mensagem para Joe.
"Joe, por favor volte para casa, eu estou com medo."
Assim que enviei, decidi que era melhor explicar direito.
"Acho que tem alguém em casa. Achei um bilhete e ouvi uns barulhos na cozinha. Estou trancada no banheiro do meu quarto. Volte rápido, por favor, estou com muito medo mesmo! Chame a polícia com você, ou sei lá!"
Eu só rezava para o barulho da festa não estar muito alto e ele visse as mensagens que eu estava mandando.

Harry's POV
Sexta à noite, como sempre eu estava reunido com todos da banda. Niall, Louis, Liam, Zayn, Dan, Josh, John e Sandy, todos na cada do Zayn assistindo ao jogo de futebol, comendo besteira, falando besteira, jogando videogame... Tudo de bom e de melhor. De repente, o celular do Zayn tocou.
Zayn: Alô?
Perrie: Oii! Tudo bem, meu amor?
Zayn: Oi, querida! Tudo ótimo, e com você?
Louis: Ih, é a esposa ligando, lá vem treta! - disse ele, zombando.
Niall: Fica quieto! - disse, sério. Depois abriu um sorriso debochado. - Afinal, em briga de marido e mulher não se mete a colher!
 Todos caímos na gargalhada, menos Zayn, que ficava mandando a gente calar a boca. A maioria de nós já estávamos bêbados então é claro que não obedecemos ao Zayn.
Zayn: Tudo bem então amor, beijos pra você.
Perrie: Outro beeeem grande pra você, manda um oi para os meninos também.
Zayn: Beleza. Tchau!
 Ele desligou e olhou para nós, sorrindo.
Liam: Que animação toda é essa?
Zayn: Temos mais uma premiação! Será quarta à tarde, Teens Choice Awards, público enorme assistindo tanto no local como pela TV, porque na maioria dos países não será horário escolar! A Perrie me ligou pra avisar porque o Simon já avisou elas e ele pediu que ela comunicasse à nós.
Josh: Beleza! Vou levar minha guitarra 47, que é a mais legal para usar à tarde.
Niall: Por que não a 52?
Josh: Porque a 52 eu usei no último show matutino, que eu não lembro qual foi, mas foi recente.
Niall: Então usa a 35!
Josh: Qual o problema de eu usar a 47?!
Niall: Nenhum! Nenhum!
Josh: Niall... - ele disse, olhando para o Niall bem no fundo dos olhos -... Você quebrou a 47?
Niall: Não! Claro que não! Que absurdo! Não! - ele olhou para o chão. - Talvez um pouquinho...
Josh: NIALL JAMES HORAN, VOCÊ QUEBROU A GUITARRA 37?!?!?!?!
Louis: Ei! Parem! Ninguém tá nem entendendo o quê vocês tão falando! E você acha mesmo que alguém presta atenção na cor da guitarra? Usa a 43 aí que o Niall falou e para de encher!
Niall: Mas eu disse...
Josh: Ei, seu bêbado! - interrompeu. - Não vem me dar ordens, não!
Liam: SILÊNCIO, SEUS MACACOS! - gritou Liam, irritado. - TÁ NA MELHOR PARTE DO FILME!
 E, então, todos voltamos ao silêncio para assistir o final de Toy Story 2. De novo.

Não pude deixar de pensar o quanto a Annie adoraria ir conosco. Ela sempre adorava esse tipo de festa, essas premiações matutinas que éramos convidados, ela sempre ia cheia de energia como convidada de ouro, vendo quem parecia mais feliz e animado para pegar autógrafos e tirar fotos... Ela era tipo uma gerente de público. Talvez eu obrigasse Louis a pelo menos ligar para Annie, sem me dar o número, e perguntar se ela não podia mesmo vir nos acompanhar. Quem sabe.

Annie's POV
Eu ouvi um barulho de porta se abrindo com chave. Já havia se passado uns 20 minutos desde que eu havia mandado aquela mensagem para Joe, então logo pensei que ele havia chegado. Mas antes perguntei.
Eu: Joe? - sem resposta. - Joe? - gritei mais alto.
 E, então, eu ouvi a sua voz conhecida: "Oi! Joe aqui!" "Oláá?".
Eu suspirei aliviada, e saí do banheiro que estava trancado. A porta do meu quarto estava aberta. Ah, que bom, ele havia destrancado a porta com a chave dele! Então era realmente ele!
Eu: Joe! Ah meu Deus, eu fiquei com tanto medo!
 "Olááá?", ele repetiu.
Eu: Eu tô aqui, bobo! - disse, indo até a sala, de onde saía o som.
Mas, chegando lá, uma surpresa: ele não estava lá. Nem na cozinha. Nem em lugar nenhum. Eu ouvi o "Oi! Joe aqui!" novamente, e quando me dei conta, vi que era a caixa de recados com a voz de Joe gravada, que pausava e recapitulava antes que ele dissesse "Deixe seu recado!"
 Eu gelei. Então, quem havia aberto a porta? E colocado aquilo para tocar? Eu comecei a tremer, e voltei correndo para o quarto, que estava com as luzes apagadas. Fui acendê-las, mas os fios estavam cortados. Fiquei parada no centro, esperando algo. Até que "algo" veio até mim, me dando um susto. Eu só senti alguém me empurrando enquanto eu gritava e caía no chão.
A batida machucou minha lombar, o que me impossibilitou de levantar, com o peso da barriga. Meu nariz sangrava. E o suor frio escorria sobre mim.
Eu: Por favor, pare!
 Mas a coisa nem parecia me escutar. Começou a quebrar tudo pela casa, tacando ainda algumas coisas em mim. Eu me protegia com meus braços, mas acabava cortando-os com as coisas que ela jogava. Ela jogou algo que só meus braços não conseguiram impedir e o negócio se estilhaçou sobre mim. Cortou minha testa e eu sentia mais alguns lugares ardendo, não sabia se era pelo impacto da explosão ou pelos cortes que haviam sido criados. Eu já estava de olhos fechados, com medo do que viria a seguir. A coisa, porém, parecia bem corajosa e determinada. Ela veio até mim, me pegou pelos braços e me levantou, me machucando pela força dela. Foi me levando desse jeito até o fim do quarto, sem me deixar colocar os pés no chão, quase triturando meus ossos dos braços.
Eu: Voc... Você... Você vai matar meu filho desse jeito! - gritei, tentando me tirar das mãos dela. - Pare! Pare por favor! Vai matar meu filho!
 Chegamos à varanda, onde ela me jogou no chão e eu senti uma dor tremenda dentro de mim. Ela começou a chutar minha barriga, mas eu prendi duas pernas com minhas mãos logo no terceiro chute, jogando-a para longe. Mas ela permaneceu de pé, e antes que eu conseguisse levantar, ela mesma me levantou da mesma maneira que antes.
Eu: Pare, por favor! Vai matar o meu filho!
Ela me encostou na mureta de concreto, me forçando para trás, mas ao mesmo tempo me segurando. Ela me olhava, me encarava, embora eu não conseguisse ver seus olhos direito. Eu conseguia ver que eram brilhantes, cor de mel, quase dourados. Ela apertou meus braços ainda mais forte e, com uma voz rouca, disse no meu ouvido:
"É essa a intenção"
E, assim, fui jogada do segundo andar da minha casa, direto para o gramado frio e molhado da madrugada. Eu sentia uma dor incalculável, e isso era até que bom, pois significava que eu ainda não havia morrido, e ouvia um carro chegando ao longe, mas eu já não sabia se podia me alegrar com isso. Muito menos conseguia ver quem era. Olhei para cima, que era o único lugar que conseguia ver, e a coisa já havia sumido. Ouvi Joe - agora o verdadeiro - gritar meu nome, ouvi o carro ir mais rápido, como se corresse contra o tempo. Mas eu já não sabia calcular o tempo. Já via tudo se desligando. A última coisa que consegui perceber que era real e concreto era Joe me levando até o piso da casa, me tirando do gramado.
 Eu estava desmaiando. De novo

Acordei já em outro lugar. O hospital, claro. Eu sempre ia parar naquele lugar quando eu recebia uma dessas visitinhas misteriosas. Pelo menos, era melhor do que o cemitério. Mas era o que eu achava, até esse dia.
 Eu ouvi novamente o barulho do regulador cardíaco ao meu lado, enquanto eu retomava meus sentidos. A enfermeira deu um sorriso triste para mim.
Enfermeira: Olha só quem acordou. - ela colocou a mão sobre a minha, que estava enfaixada. - Já faz mais de um dia e meio que está aqui.
 Eu mal entendia o que ela falava. Apenas coloquei a mão na cabeça, sentindo uma baita dor. Ela me deu alguns remédios, que eu nem perguntei o que eram, e depois disse que ia me dar uma injeção e eu já seria liberada para visitas.
 Feito tudo isso, comigo ainda deitada e tentando lembrar sequer meu nome, deixaram as visitas entrarem. Joe e minha Doutora, Lea. Os dois pareciam tristes, mas Joe estava mil vezes pior: cabelo desarrumado, olheiras pretas enormes, óculos torto, camisa abotoada errada. Parecia que estava assim há dias.
Eu: Oi...
Lea colocou a mão em minha testa, como se medisse minha temperatura, mas acho que só estava tentando... bem, sei lá, mas não era um diagnóstico. Joe sentou na cadeira ao lado da minha e uma lágrima escorreu de seu rosto.
Eu: O que houve, meu amor? Eu estou bem. Estou viva.
 Lea parecia preocupada.
Lea: Se lembra do que aconteceu nos últimos... hã... Seis meses?
Eu: Claro! - disse, meio óbvia. - Eu estava aqui, cuidando da minha gravidez com Joe, não é, JoeJoe?
 Ele assentiu, olhando o chão.
Lea: E você... Já... Já olhou debaixo dos lençóis?
 Não, eu ainda não havia olhado debaixo dos lençóis. Eu havia sido anestesiada novamente pelo tanto de remédios que havia tomado, só acordei "de verdade" depois de uns 20 minutos da injeção que a enfermeira havia me dado. Eu levantei os lençóis. E não sabia o que significava aquilo.
Eu: Cadê... Minha barriga?
Lea: Eles... Eles tiveram que tirá-la, Annie.
Eu: Jura?! Então Melanie nasceu prematura?! Que fofura! - disse, sorrindo. - Cadê ela??
 Lea e Joe abaixaram a cabeça, sem dizer nada. A enfermeira saiu do quarto. Eu fiquei olhando para eles.
Eu: Me digam que a enfermeira saiu porque foi buscar a Melanie.
Joe: A Melanie não existe mais, Annie. - ele disse, já começando a chorar.
 Eu sentei na maca. Isso não podia ser possível. Não depois de sete meses. Não depois de tudo que eu passei.
Lea: Você caiu do segundo andar da casa, Annie. Aliás, nem caiu: foi empurrada. Haviam marcas de dedos no seu corpo até algumas horas atrás, para você ter ideia. Você chegou aqui na madrugada de sexta pra sábado, e estamos no final de domingo já... Eles precisaram fazer uma cirurgia, e não teve mesmo nenhum jeito de salvar o feto... Ele estava... Acabado. Já estava... Morto. Você... Você também quase morreu... Entende?
 Eu não entendia porra nenhuma. Era muito tarde para entender. Ou muito cedo. Eu não queria explicações agora. Eu só queria... Eu queria...
Eu: Eu quero a Melanie de volta! - gritei, aos prantos. - Quero ela de volta! Não fiquei oito meses aqui para me dizerem que ela morreu! EU QUERO A MELANIE! - o choro já estava misturado com soluços, a dor de cabeça voltara, tudo estava desmoronando. - (gif) EU QUERO A MELANIE!
Joe se levantou conforme eu me levantei também. A diferença é que eu gritava, esperneava, batia nas coisas, batia nas enfermeiras que chegavam com remédios pra pressão e copos d'agua, chorava feito louca. Joe apenas chorava, tentando se controlar e me controlar.
Joe: Annie. Annie, me escuta! - ele tentava falar comigo, mas eu simplesmente não conseguia ouvir nada. - Annie! - ele segurou meus braços. - Estamos juntos nessa, ok? Eu não vou te deixar agora. Eu estou contigo, tenha calma. Vamos passar por isso, ok? (gif) Olhe para mim. Vamos passar por isso.

"Eu não posso vencer, eu não posso reinar, eu nunca vencerei este jogo sem você.
Eu estou perdida, eu sou inútil, eu nunca mais serei a mesma sem você.
Eu não correrei, eu não voarei, eu nunca vou fazer funcionar sem você.
Eu não consigo descansar, Eu não consigo lutar, tudo que preciso é você e eu"

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Avisos Importantes - nao ignorem pls

oioiii
então pessoal, vim dar uns avisos:
1º: a fic Everyday já tá pra acabar, acho que vai acabar antes do cap 20, sorry :c
2º: eu já to pensando na PRÓXIMA fic, pq sou muito ansiosa, e preciso da ajuda de vocês!!
 Eu tenho 2 opções do ESTILO da fic e 2 enredos diferentes.

Estilos:
- Interativa
- Normal (Não-Interativa)

Enredos:
- Uma menina que sempre foi mimada, pode morar em Londres ou estar só de passagem, e um dos meninos a ensina a ser uma boa menina;
- Uma menina tímida, considerada invisível, nerd, mas que também sabe ser legal quando te dão uma chance, e um dos meninos dá essa chance para ela.

e se vcs entrarem aqui, além de responderem as perguntas de cima, vcs ainda podem me ajudar a escolher qual dos meninos vai ser o astro da fanfiction, dizer se vcs querem alguma shippagem famosa (Hiley de novo, Diall, etc), se vcs tem MAIS opções de enredo e tudo mais!!
Beijinhos!!