Chegamos em casa e tudo se repetiu. Eu chorando, gritando, e ele indo atrás, me consolando.
Eu: O que faremos com tudo aquilo agora?! - gritava, apontando para os móveis de bebê. - Vou ter que jogar todos aqueles brinquedos fora! E doar as roupas de bebês! Vou jogar aquele berço pela janela, quebrar ele inteirinho!
Joe: Vai com calma! Nós podemos doar tudo, ainda deixar alguns brinquedos que você queira guardar de recordação... Pelo menos você viajou, conheceu lugares novos, relembrou lugares antigos... paixões antigas... - disse, me abraçando por trás. - Você não estava sozinha.
Eu: Mas eu quero minha filha, Joe. - eu disse, soluçando novamente. Minha agressão já havia desaparecido de novo. - Eu queria... Eu queria pelo menos ter conhecido ela, Joe.
Lottie's POV
Era segunda à tarde quando Annie me ligou.
Eu: Annie? Que faz me ligando essa hora da tarde de outra cidade?? Vai pagar caro, mocinha!
Annie: Perdi meu bebê.
Silêncio na linha.
Eu: I-Isso é sério?
Annie: Infelizmente, sim. Aquela coisa horrenda que... - ela começou a chorar. - Aquele monstro que matou Aria tentou me matar, me jogou do segundo andar da casa, e eu perdi meu bebê! - ela soluçava. - Eu tô completamente sem chão, Lottie! Você não tem ideia!
Eu: ah meu Deus, Annie... Eu... Eu nem sei o que falar! Como isso pôde acontecer?! Como não me contou antes?! Quando foi isso?!
Annie: Foi na madrugada de sexta pra sábado, mas me... - ela fungava. Eu ouvia alguém do outro lado da linha (provavelmente Joe) dizendo para ela respirar e se acalmar. - Me deram anestesias fortes para a operação e tudo mais, acabei acordando ontem à tarde. Estamos... - ela voltou a chorar. - Tirando... Tudo...
Eu ouvi alguns chuviscos no telefone.
Eu: Alô? Annie?
Joe: Oi, não se assuste, aqui é o Joe. Eu tô pegando a linha porque a Annie está muito emocionada. Sabe como é, é um assunto muito delicado ainda. Eu vou desligar, eu te passo com detalhes o que aconteceu pelo Skype ou pelo Facebook, e ainda alguns procedimentos que... Bom, fica só entre nós dois, eu te mando pelo computador depois. A real razão da ligação foi pra informar que, agora que... hã... isso aconteceu, a Annie vai para aí quarta de manhã, ela quer chegar a tempo de ver Harry depois da premiação, que ela descobriu que terá aí na quarta. Certo?
Eu: Certíssimo. O Harry vai adorar a surpresa! E, Joe... Cuide bem da minha menina, por favor. Vou esperar ela com o Louis e com o Ian na estação de trem, na quarta. Tudo bem?
Joe: Certo. Depois eu digo para ela te ligar novamente, ok?
Eu: Ok. Beijos.
Joe: Beijos.
Assim que eu desliguei, eu comecei a chorar. Eu não ia mais ser madrinha. Harry não ia mais ser pai. Annie não ia mais ser mãe. Estava tudo acabado. Graças a Deus John estava comigo na hora, e me deu colo.
John: Vai ficar tudo bem, meu amor. Ela voltará, tudo voltará a ser como era antes...
Eu: Mas ela acabou de perder o filho, John. Foi jogada da janela!
John: Eu sei, eu sei. Mas não se preocupe com isso. Você tem que ajudá-la a esquecer, não ficar fazendo um milhão de perguntas. Entendeu bem?
Assenti. Ele sorriu.
Eu: Vai ficar tudo bem.
John: Isso mesmo. - disse, dando um beijinho no meu nariz.
Joe: Certo. Depois eu digo para ela te ligar novamente, ok?
Eu: Ok. Beijos.
Joe: Beijos.
Assim que eu desliguei, eu comecei a chorar. Eu não ia mais ser madrinha. Harry não ia mais ser pai. Annie não ia mais ser mãe. Estava tudo acabado. Graças a Deus John estava comigo na hora, e me deu colo.
John: Vai ficar tudo bem, meu amor. Ela voltará, tudo voltará a ser como era antes...
Eu: Mas ela acabou de perder o filho, John. Foi jogada da janela!
John: Eu sei, eu sei. Mas não se preocupe com isso. Você tem que ajudá-la a esquecer, não ficar fazendo um milhão de perguntas. Entendeu bem?
Assenti. Ele sorriu.
Eu: Vai ficar tudo bem.
John: Isso mesmo. - disse, dando um beijinho no meu nariz.
Eu liguei para Louis, avisando que em 2 dias elas voltaria, mas ele disse que não poderia levá-la porque já ia estar na premiação, mandou eu chamar Ian. E eu não gostei de ter que fazer isso.
Fui até a cada dos Müller e toquei a campainha. Quem atendeu foi o Noah.
Noah: Lottie! - disse, já pulando nos meus braços.
Eu: Noah! Que saudades!
Noah: Eu também tava cheio de saudades! - ele deu uma pausa. - Você não veio mais aqui porque você brigou com o Ian?
Eu: Ei! Quem te disse isso? (gif)
Noah: Ele mesmo, ué!
Eu revirei os olhos.
Eu: Entendi. Bem, não, não foi por isso... É que eu tinha muitas provas e muitos trabalhos pra fazer, porque diferente do seu irmão, eu ainda tenho aulas.
Ian: Os seminários de história continuam sendo de mínimo de 50 minutos?
Eu dei um pulo, assustada por ele ter chegado do nada na sala. Coloquei Noah no chão e assenti à pergunta dele, mas sem olhar diretamente para ele.
Eu: Eu só vim levar o Noah para passear. - eu dei a mão para o Noah. Dessa vez, suspirei e olhei diretamente para ele. - E falar com você.
Ele suspirou.
Ian: Agora não. Eu estava indo dormir. - ele se virou e foi indo para o quarto.
Eu: Espera! - disse, indo atrás. - É importante!
Noah: Eu vou no banheiro! - disse, soltando minha mão e saindo correndo. Eu fiquei parada no meio da sala. Mas, menos de um minuto depois, decidi que tinha mesmo que falar com Ian.
Abri a porta devagar, e ele já estava deitado. Ele estava com um fone de ouvido em uma só orelha e um sorriso no rosto, como se tivesse longe do mundo. Bati na porta umas duas vezes.
Ian's POV
Eu: Entra, Noah. - disse, sem nem olhar pra trás.
Lottie: Não é o Noah. - ela disse, séria.
Eu nem sequer tirei o fone de ouvido. Pra quê? Ela ia me xingar de um jeito moderno e delicado, me deixar mais irritado ainda, e ainda levar meu pirralho.
Eu: para de me encher! Você não tem nada melhor pra fazer, não?! Vai levar o Noah na escola!
Lottie: Nem tem escola hoje! É sobre a Annie que eu vim falar, dá pra prestar atenção um minuto??
Eu tirei um fone de ouvido, ainda sem olhar para ela.
Eu: Eu tava aqui ouvindo minha música preferida. - disse, zombando. - E eu também não tô afim de saber da Annie. Só me mete em furada e...
Lottie: A Annie foi atirada da janela do segundo andar da casa de campo e perdeu o bebê. - soltou tudo feito um tornado, remexendo meus pensamentos e colocando peso na minha consciência. - Volta quarta.
Eu não sabia o que dizer. Era óbvio que eu a amava, ela tinha me dado abrigo, proteção e carinho, quando ninguém mais queria fazer isso de bom grado. Mas ela tinha ficado grávida, me fez mentir pra milhares de pessoas, sem dizer que já tinha me metido em muita confusão dedurando minhas ficantes pro meu pai, e me mandando estudar toda hora, brigando comigo por coisas inúteis. Já tinha quebrado umas coisas minhas mesmo que sem querer, e nem falou comigo esses meses todos. Ligava todos os dias a webcam com a Lottie, fez ligação pro Noah e até pro Harry que nem sabia onde ela estava, e pra mim? Nada. Mas eu não queria demonstrar que me importava. Dei de ombros.
Eu: Deixa eu adivinhar, vai sobrar para eu ir buscar ela na estação de trem, né? - silêncio. - Ótimo. Que seja. Já pode ir.
Lottie: Não está nem aí pelo fato de sua irmã ter quase morrido?!
Eu: Eu? Não. Ela morreu? Não. O bebê morreu? Que pena. Meus pêsames pra ele. Ela supera. Agora cai fora daqui, tô perdendo a melhor parte da música. - disse, colocando os fones novamente.
Lottie: Você é um retardado, Ian! - disse, batendo a porta, violenta. Do outro lado, já descendo as escadas, eu ouvi ela gritando para mim: - Só não espere perdê-la para valorizá-la, igual das últimas vezes, Ian.
Eu fingi que não tinha ouvido, mas eu fiquei deitado na minha cama, encolhido, chorando. Chorando por quem eu já deixei ir, pelo bebê perdido, pela minha irmãzinha... Chorando.
Annie's POV
Quarta-feira. Oito da manhã. Lá estava eu, acordada, tomando meu café da manhã. Joe chegou alguns minutos depois de eu sentar na mesa, já com meu café pronto.
Eu: Entra, Noah. - disse, sem nem olhar pra trás.
Lottie: Não é o Noah. - ela disse, séria.
Eu nem sequer tirei o fone de ouvido. Pra quê? Ela ia me xingar de um jeito moderno e delicado, me deixar mais irritado ainda, e ainda levar meu pirralho.
Eu: para de me encher! Você não tem nada melhor pra fazer, não?! Vai levar o Noah na escola!
Lottie: Nem tem escola hoje! É sobre a Annie que eu vim falar, dá pra prestar atenção um minuto??
Eu tirei um fone de ouvido, ainda sem olhar para ela.
Eu: Eu tava aqui ouvindo minha música preferida. - disse, zombando. - E eu também não tô afim de saber da Annie. Só me mete em furada e...
Lottie: A Annie foi atirada da janela do segundo andar da casa de campo e perdeu o bebê. - soltou tudo feito um tornado, remexendo meus pensamentos e colocando peso na minha consciência. - Volta quarta.
Eu não sabia o que dizer. Era óbvio que eu a amava, ela tinha me dado abrigo, proteção e carinho, quando ninguém mais queria fazer isso de bom grado. Mas ela tinha ficado grávida, me fez mentir pra milhares de pessoas, sem dizer que já tinha me metido em muita confusão dedurando minhas ficantes pro meu pai, e me mandando estudar toda hora, brigando comigo por coisas inúteis. Já tinha quebrado umas coisas minhas mesmo que sem querer, e nem falou comigo esses meses todos. Ligava todos os dias a webcam com a Lottie, fez ligação pro Noah e até pro Harry que nem sabia onde ela estava, e pra mim? Nada. Mas eu não queria demonstrar que me importava. Dei de ombros.
Eu: Deixa eu adivinhar, vai sobrar para eu ir buscar ela na estação de trem, né? - silêncio. - Ótimo. Que seja. Já pode ir.
Lottie: Não está nem aí pelo fato de sua irmã ter quase morrido?!
Eu: Eu? Não. Ela morreu? Não. O bebê morreu? Que pena. Meus pêsames pra ele. Ela supera. Agora cai fora daqui, tô perdendo a melhor parte da música. - disse, colocando os fones novamente.
Lottie: Você é um retardado, Ian! - disse, batendo a porta, violenta. Do outro lado, já descendo as escadas, eu ouvi ela gritando para mim: - Só não espere perdê-la para valorizá-la, igual das últimas vezes, Ian.
Eu fingi que não tinha ouvido, mas eu fiquei deitado na minha cama, encolhido, chorando. Chorando por quem eu já deixei ir, pelo bebê perdido, pela minha irmãzinha... Chorando.
Annie's POV
Quarta-feira. Oito da manhã. Lá estava eu, acordada, tomando meu café da manhã. Joe chegou alguns minutos depois de eu sentar na mesa, já com meu café pronto.
Joe: Bom dia, querida. - disse, dando um beijo em minha testa.
Eu: Bom dia, Joe. Tudo bem?
Joe: Tirando o fato de hoje ser... hoje, tudo bem. E você?
Eu: Tirando o fato de hoje ser... hoje - disse, imitando ele e fazendo careta -, tudo bem também.
Eu e ele decidimos terminar nossa amizade colorida na noite de segunda para terça, já que eu já estava indo embora novamente.
Ficamos conversando, ouvindo o rádio tocando baixinho minhas músicas preferidas - agitadas, aleatórias e às vezes, românticas -, até que terminei meu café, peguei meu celular em cima da mesa e me levantei, indo em direção às escadas. Joe, que estava sentado no sofá, perguntou, curioso:
Joe: Ei, onde está indo?
Eu: Me trocar, conferir se não está faltando nada e... indo conferir na internet se o trem das dez está mesmo confirmado.
Joe: Não pode ir mais tarde?
Eu: A premiação lá começa às três da tarde, Joe... São quatro horas de viajem... Eu preciso ir agora.
Joe: Isso é tão injusto! (gif) - disse, triste.
Eu apenas dei as costas à ele e fui subindo, rápida, até meu quarto. Parecendo uma eternidade. Eu sentia ele me olhando enquanto eu subia, com aquele olhar triste dele.
Assim que cheguei no quarto, me tranquei lá, com a cabeça explodindo. Eu mal sabia o que fazer.
Eu: Que merda... Que merda... - eu repetia à mim mesma.
Eu estava triste e irritada por tudo ter vindo e ido tão rápido. Eu queria que eu tivesse uma coisa concreta, pelo menos uma vez. Eu estava cansada de esses "vai, não vai" que minha vida elaborava. Eu nem sabia se eu tinha feito certo de não contar ao Harry, e não sabia se teria coragem de olhar para ele pelo resto da minha vida sem nem sequer tocar naquele assunto. Mas sempre me ensinaram que, no fim, devemos sempre fazer aquilo que acreditamos ser certo, mesmo que seja difícil. Bati minha cabeça na porta assim que a fechei, não suportando mais tudo aquilo.
Eu nem sabia porquê. Na verdade eu sabia: eu tinha perdido meu bebê, agora estava perdendo novamente meu melhor amigo e meu amor de infância, para voltar pra minha vida agitada e chata, com um cara que eu nem sabia se ainda me amava - pois tinha visto até várias fotos que paparazzis tiraram dele beijando várias meninas diferentes -, deixando tudo que eu tinha criado aqui em 6 meses para voltar para aquela loucura que eu chamava de vida. Só tecnologia. Só festas. Só bêbados. Só flashes... Sem sossego, sem poder ler um livro em paz, sem poder relaxar em uma rede, sem poder respirar o ar puro dos parques, sem poder ir à um pub à noite com quem eu gosto... Isso era tão ruim! Era tão ruim não poder sair gritando por aí "Eu amo Harry Edward Styles", era tão ruim ouvir ele negar para tudo e todos sobre existir algo entre nós, era tão ruim... Sim, da última vez ele tinha finalmente assumido seu namoro comigo, mas eu fui lá e destruí tudo, e eu duvido que ele ainda queira algo agora. Afinal, a única vez que eu liguei para ele após partir foi quatro meses atrás, e eu tinha prometido que o ligaria dois meses depois, mas... e coragem? E forças pra ter que negar minha localização à ele de cinco em cinco minutos? E forças para cumprir meu combinado com Simon e não dizer absolutamente nada sobre tudo aquilo?
Mas agora eu não tinha mais escolha. Eu ia ter que voltar, e fingir que nada tinha acontecido. Embora meu coração estivesse em mil pedaços, minhas olheiras estivessem até os pés e minha paciência tivesse voado para Nárnia. Eu ia colocar um maldito sorriso falso no rosto e fingir que estava tudo bem.
Joe entrou no quarto sem bater, e assim, não tive tempo nem de encenar tudo que eu tinha planejado. Apenas enxuguei as lágrimas e dei um sorriso falso.
Eu: Oi, Joe...
Joe O que é isso? - disse, vindo até mim. - O que houve?
Eu fui tentar explicar, mas ao invés disso só saíram lágrimas. Não um choro escandaloso, igual os choros que eu tinha derramado todos os dias anteriores, mas um choro sincero, singelo, quieto. Ele me abraçou novamente, sentou em minha cama e ficou comigo em seus braços.
Eu: Eu não sei mais o que fazer. - disse, ainda sentindo as lágrimas caindo pelo meu rosto. - Quero voltar há 3 meses atrás.
Joe: Isso não é possível, meu anjo... - ele disse, mexendo em meus cabelos. - ... Mas essa casa é sua, e eu sempre serei seu também. Pode vir para cá quando quiser. Apenas respire e encare tudo isso.
Eu suspirei, cansada. Ele se levantou, fazendo eu me levantar também, mas logo nos abraçamos de novo.
Eu: Eu não sei o que faria sem você.
Joe: Eu também não sei o que você faria sem mim. - disse, fazendo graça.
Eu sorri, mas logo que nos abraçamos e ele parou de ver meu rosto, a preocupação voltou a dominar.
Mas agora eu não tinha mais escolha. Eu ia ter que voltar, e fingir que nada tinha acontecido. Embora meu coração estivesse em mil pedaços, minhas olheiras estivessem até os pés e minha paciência tivesse voado para Nárnia. Eu ia colocar um maldito sorriso falso no rosto e fingir que estava tudo bem.
Joe entrou no quarto sem bater, e assim, não tive tempo nem de encenar tudo que eu tinha planejado. Apenas enxuguei as lágrimas e dei um sorriso falso.
Eu: Oi, Joe...
Joe O que é isso? - disse, vindo até mim. - O que houve?
Eu fui tentar explicar, mas ao invés disso só saíram lágrimas. Não um choro escandaloso, igual os choros que eu tinha derramado todos os dias anteriores, mas um choro sincero, singelo, quieto. Ele me abraçou novamente, sentou em minha cama e ficou comigo em seus braços.
Eu: Eu não sei mais o que fazer. - disse, ainda sentindo as lágrimas caindo pelo meu rosto. - Quero voltar há 3 meses atrás.
Joe: Isso não é possível, meu anjo... - ele disse, mexendo em meus cabelos. - ... Mas essa casa é sua, e eu sempre serei seu também. Pode vir para cá quando quiser. Apenas respire e encare tudo isso.
Eu suspirei, cansada. Ele se levantou, fazendo eu me levantar também, mas logo nos abraçamos de novo.
Eu: Eu não sei o que faria sem você.
Joe: Eu também não sei o que você faria sem mim. - disse, fazendo graça.
Eu sorri, mas logo que nos abraçamos e ele parou de ver meu rosto, a preocupação voltou a dominar.
...
As malas já estavam lá embaixo, eu estava terminando de me arrumar, quando John chamou mais uma vez:
Joe: Você já perdeu o trem das 9 horas, vai perder o das 11 também! Vamos logo!
Terminei de passar o perfume, olhei no espelho, e disse para mim mesma: "Vamos lá, Annie. Volte a ser a mesma menina-mulher de sempre. Volte a ser uma adolescente irresponsável." e dei mais um sorriso falso para o espelho, tentando me convencer de que estava tudo bem.
Eu desci, e fomos até o ponto de trem. Compramos os ingressos, tomamos um cafezinho, e ficamos esperando o anunciamento do trem chegando. O anunciamento foi feito, e nos entreolhamos. Já sabíamos que agora era realmente a hora. Eu vi os olhos dele já se enchendo de lágrimas e não pude evitar ficar igual.
Joe: Me prometa que fará o possível e o impossível pra continuar a sua vida feliz e amorosa com aquele filho da puta que te tirou de mim.
Eu dei um sorriso entre as lágrimas. Eu assenti com a cabeça.
Eu: Eu prometo, John, que farei o possível e o impossível para voltar a ser a vadia rica e escandalosa que eu era um ano atrás.
Joe: E prometa que nunca mais vai me deixar aqui sozinho. - ele começou a deixar as lágrimas finalmente escorrerem. - Me prometa que vai voltar mais vezes.
Eu: Eu prometo, Joe! - eu disse, apertando forte as mãos dele.
Eu não ia aguentar mais um abraço. Eu ia virar o bebê indefeso que eu virei na minha cama, há pouco tempo atrás. Ele sabia disso, e por isso não me forçou a fazer nada, e se limitou a corresponder meu aperto de mão. Eu soltei uma de suas mãos, e mais lágrimas caíram. Quando eu soltei a segunda mão, foi algo horrível. Parecia que eu tinha deixado alguém morrer. Parecia que eu tinha deixado alguém cair no precipício, e eu sabia muito bem quem tinha caído - eu mesma.
O trem finalmente chegou, e milhares de pessoas começaram a se movimentar, entrando e saindo. Me virei, enxuguei mais algumas lágrimas, respirei fundo, e fui, dessa vez sem olhar para trás.

Entrei no trem, e deixei ser levada pelo vento. Eu deixei as lágrimas serem enxugadas pelo doce ar que vinha da janela. Pedi um chá de camomila, e mandei uma mensagem para a Lottie: "Estou voltando para casa."
Lottie's POV
Quando Annie me mandou a mensagem, só faltou eu ter um ataque cardíaco. Eu fiquei extremamente feliz. Eu tinha acordado nove horas da manhã só para esperá-la, eu faltei à aula, no final ela acabou perdendo o trem e eu tive que esperar mais duas horas para ter mais alguma notícia dela. Eu acordei o Noah pouco depois da mensagem que recebi. Eu, Ian, John e o sr. Müller passamos a manhã arrumando a casa para recebê-la. É claro que ela ia querer ir direto para a premiação, mas logo depois ela voltaria para cá com os meninos e fingiria que tinha ido à passeio, ela já sabia de tudo isso. Era o que tínhamos combinado.
O trem dela chegou duas horas e meia depois, ou seja, quase duas da tarde. Nós 5 ficamos esperando ela na estação, que estava cheia de gente e cheia de guarda-chuvas pelo dilúvio que caía. O pai dela estava fora do coberto, com um guarda-chuva, vendo os trens passarem, estalando os dedos, passando o peso do corpo de pé em pé... Ele estava nervosíssimo. Fazia quase seis meses que ele não a via. Eu estava abraçada à John, e Noah estava no colo de Ian, feliz, contando tudo que queria fazer quando ela voltasse.
Noah: Eu vou abraçá-la, beijá-la, vou com ela até a premiação, aí depois vamos ao parque de diversões, vamos jantar temaki, a gente vai assistir muitos filmes no cinema, jogar muitos jogos de videogame que eu ganhei enquanto ela estava fora, aí nós vamos...
Ian: Vai com calma, garotão. - disse, balançando ele em seu colo. - Ela vai querer descansar, aproveitar o namorado dela, vai querer ficar com a família toda, não só você!
John: Mas eu acho que ela vai mesmo querer passar um grande tempo com ele. - disse, sorrindo.
Sr. Müller: Só depois de passar um tempo comigo! Ela é minha filha!
Eu: Mensagem entendida, senhor! - disse, brincando.
O trem de Annie parou na estação. As portas se abriram, soltando fumaça. Várias pessoas saíram apressadas, outras saíram mais calmas, outras chegaram chorando, outras já entravam apressadas... E nada de Annie. De repente, no meio de todos, encontrei uma menina toda de preto, sem guarda-chuva, cheia de malas.
Eu: Eu... Eu acho que é ela, Senhor. - disse ao Sr Müller, apontando com a cabeça para a menina.
Assim que ela levantou o seu chapéu e o jogou no chão, eu tive certeza. Os cabelos de Annie - que estavam ainda maiores, mais brilhantes e mais encaracolados - caíram sobre seus olhos verdes e cintilantes. Ela estava com os olhos vermelhos e inchados, como se tivesse chorado, sei lá, uma semana inteira. Assim que ela viu seu pai, não teve outra: correu em direção à ele.
Annie: PAI! - gritou, correndo até ele. Ela largou a bolsa no chão e lhe deu um baita abraço, que até o assustou.
Ele demorou um pouco para raciocinar, mas a abraçou de volta, envolvendo seus braços nela como se nunca mais fosse soltar. Os dois choravam - e óbvio que eu chorava também vendo aquela cena linda.
Annie: Você não tem ideia do quanto eu senti sua falta. Eu te amo, pai... Eu te amo tanto... - ela dizia enquanto chorava.
Sr Müller: Eu também te amo, meu anjinho. - disse, tentando se recompor. - É óbvio que eu te amo. Eu te amo até o fim da minha vida.
Ela soltou dele, enxugou algumas lágrimas, e os dois vieram para a parte coberta. Ela veio de encontro ao Ian.
Ian: Maninha! Que saudades! - disse, abraçando-o.
Annie: Ian! Que saudades! Meu Deus, me desculpe por não ter te dado nenhuma notícia, eu estava tão ocupada! Eu tinha tantas coisas pra fazer, tantas coisas pra pensar!
Ian: Tudo bem, eu entendo. Não ligue pra isso! Não quero que fique longe de mim assim nunca mais!
Annie: Não vou ficar! - disse, e logo olhou mais para baixo, onde estava Noah. - E você, meu gatinho?!
Ela o pegou no colo, o rodou no ar, ele riu enquanto a abraçava forte, e depois os dois sentaram no chão.
Noah: Que saudades dos nossos giros!
Annie: Eu também senti muita saudades deles! Seu fofinho! - ela fez algumas cócegas nele e logo depois fizeram o "toque" deles.
Assim que ela olhou para mim, ela voltou a chorar igual estava chorando quando viu seu pai. Ela veio até mim correndo e me deu um abraço, e eu não consegui fazer nada a não ser abraçá-la de volta e chorar junto.
Enquanto ainda estávamos abraçadas, sentia as lágrimas dela caindo em meus ombros e eu sabia que minhas lágrimas também caíam nos ombros dela. Ela tentou dizer algo, mas a voz não saía. Ela respirou fundo e disse:
Annie: Você não tem noção do quanto minha vida é um inferno sem você, sem sua voz, sem seu abraço, sem seu tudo.
Eu comecei a chorar ainda mais.
Eu: Eu também fiquei aterrorizada sem você do meu lado, pra me zoar, me apoiar, fazer de tudo.
Nós entramos no carro e já estávamos fazendo a rota de volta para casa, até que ela parou de brincar com Noah no banco de trás e perguntou:
Annie: Ei, para onde estamos indo?
Eu: Para casa, ué!
Annie: Não. - ela disse, séria. - Quero que me levem até a premiação.
Harry's POV
Nós já tínhamos ganhado nossos prêmios, estávamos indo embora, quando Liam deu a ideia de distribuir alguns autógrafos e tirarmos algumas fotos com os fãs que estavam nos vendo e nos esperando naquelas grades. Estávamos dando autógrafos quando começou um tumulto lá de trás.
"É ela!"
"Não acredito!"
"O que você está fazendo aqui?!"
"Pare de nos ignorar"
"Fique longe deles!"
"O que você está fazendo aqui?!"
"Pare de nos ignorar"
"Fique longe deles!"
E foi aí que eu ouvi uma voz. A melodia, a voz aveludada, a voz falha, a voz chorosa, a voz inspiradora, a voz que eu esperei ouvir todos esses meses:
Annie: Eu preciso ver Harry agora.
Eu fiz os seguranças darem um jeito de ela vir até mim. Ela chegou, me abraçou e disse, já chorando:
Annie: Você é a única coisa positiva em minha vida!
Eu: O que está errado com todo o resto?! Bem? Você está bem?
Ela chorava desesperada. Ela me abraçou forte, tentando recuperar o fôlego. Eu conseguia sentir seu coração batendo desesperadamente. Eu via todos tirando fotos, flashes vindos de todos os lados. Eu não queria estar naquele lugar justo agora. Eu também não podia perguntar sobre nada, eu havia dito que tínhamos terminado mas continuávamos amigos, eu não podia dar um chilique e tudo mais. Então, fiz o que sempre havia feito em toda a minha vida em que estive com ela: como era um pouco mais alto do que ela, a segurei pelos cotovelos, olhei dentro dos olhos dela, e ela instantaneamente se acalmou. Depois, eu a puxei para perto de mim, a abracei forte, beijei sua testa, e sussurrei com minha boca coberta pelos seus cabelos, para ninguém entender o que eu estava falando:
Eu: Está tudo bem, meu amor. Vamos pra casa. Eu cuidarei de você.
Ela assentiu, enxugou suas lágrimas, e eu mandei um dos seguranças conduzi-la até meu carro, dando minha chave à ela. Ela ficou no banco do passageiro, enxugando mais lágrimas, se acalmando, enquanto eu terminava de dar alguns autógrafos. Assim que terminei e tirei - mais uma - foto com os meninos, tirei meu blazer, ficando só de camisa, e corri até o carro. Sem o blazer eu fazia tudo mais rápido, então logo que entrei no carro já o liguei, dei a partida, e saímos de lá.
Eu: Consegue digitar uma mensagem? - ela assentiu, ainda um pouco trêmula e chorando. - Então peça para os meninos nos encontrarem no meu apartamento às...
Annie: Eu quero ir pra casa. - ela disse, séria, me cortando. - Eu preciso ir pra casa. Eu preciso que todos vocês vão para a minha casa.
Eu achei estranho, mas acabei aceitando. Disse então para ela mandar uma mensagem para os meninos dizendo para eles irem para a casa dela. Ela assentiu, mandou a mensagem, ligou o rádio do carro e ficou o resto da viagem quieta, mexendo no celular.
Chegamos na casa dela uns 20 minutos depois. Eu me assegurei de que não haviam fotógrafos, liguei para Lottie e pedi para ela abrir o portão do quintal para eu entrar com o carro. Ela abriu, eu pude finalmente tirar meu "disfarce" - que eram só óculos e boné -, e estacionei o carro no quintal dela. Eu saí primeiro, abri a porta para ela, e ela saiu junto à mim, me abraçando. Os meninos chegaram pouco tempo depois, e aí todos se sentaram para comer. Pelo menos, essa era a ideia inicial.
O clima estava tenso. Lottie, Ian, John e Annie não paravam de se entreolhar. O pai dela mal notava, estava servindo à todos. Eu e os meninos apenas ficávamos nos entreolhando, vendo se alguém entendia algo. O único que estava meio nervoso com tudo aquilo era Louis. Ele dedilhava os dedos na mesa, batia os talheres, remexia a comida em seu prato... Aquilo tudo estava me deixando louco! Eu quase dei um ataque, mas Liam fez isso antes de mim.
Liam: Dá para alguém me contar o porquê de toda essa tensão?! - ele disse, com uma cara desesperada de curiosidade.
Lottie e Annie se entreolharam. Louis largou os talheres e encarou Annie, assim como Ian fez. E foi aí que eu saquei que até o Louis tava sabendo daquilo, seja lá o que fosse.
Lottie: Acho que a Annie quer te dizer algo, Harry.
Annie tomou fôlego.
Annie: Na verdade, eu tenho que dizer algumas coisas... - ela respirou mais uma vez - Eu não fui para onde eu fui só para passear. A verdade... É que... - ela parou. Suspirou. Eu vi seus olhos se encherem de lágrimas. - Eu tive que ir para a casa de campo da minha família, há 5 horas daqui, para você não me encontrar. Para você não me fazer perguntas. Eu tive que terminar com você porque Simon me obrigou. Simon disse que nada disso seria saudável para você, e eu concordava tipo 98% com ele sobre tudo. Eu arrumei minhas coisas e deixei você viver sua vida. E eu fiz tudo isso por amor, Harry! - ela disse, deixando uma lágrima escorrer. - Eu fiz isso porque eu te amo. E eu fiz tudo isso... - ela parou e me encarou, deixando mais algumas lágrimas caírem - ... porque eu estava grávida.
Eu: Está tudo bem, meu amor. Vamos pra casa. Eu cuidarei de você.
Ela assentiu, enxugou suas lágrimas, e eu mandei um dos seguranças conduzi-la até meu carro, dando minha chave à ela. Ela ficou no banco do passageiro, enxugando mais lágrimas, se acalmando, enquanto eu terminava de dar alguns autógrafos. Assim que terminei e tirei - mais uma - foto com os meninos, tirei meu blazer, ficando só de camisa, e corri até o carro. Sem o blazer eu fazia tudo mais rápido, então logo que entrei no carro já o liguei, dei a partida, e saímos de lá.
Eu: Consegue digitar uma mensagem? - ela assentiu, ainda um pouco trêmula e chorando. - Então peça para os meninos nos encontrarem no meu apartamento às...
Annie: Eu quero ir pra casa. - ela disse, séria, me cortando. - Eu preciso ir pra casa. Eu preciso que todos vocês vão para a minha casa.
Eu achei estranho, mas acabei aceitando. Disse então para ela mandar uma mensagem para os meninos dizendo para eles irem para a casa dela. Ela assentiu, mandou a mensagem, ligou o rádio do carro e ficou o resto da viagem quieta, mexendo no celular.
Chegamos na casa dela uns 20 minutos depois. Eu me assegurei de que não haviam fotógrafos, liguei para Lottie e pedi para ela abrir o portão do quintal para eu entrar com o carro. Ela abriu, eu pude finalmente tirar meu "disfarce" - que eram só óculos e boné -, e estacionei o carro no quintal dela. Eu saí primeiro, abri a porta para ela, e ela saiu junto à mim, me abraçando. Os meninos chegaram pouco tempo depois, e aí todos se sentaram para comer. Pelo menos, essa era a ideia inicial.
O clima estava tenso. Lottie, Ian, John e Annie não paravam de se entreolhar. O pai dela mal notava, estava servindo à todos. Eu e os meninos apenas ficávamos nos entreolhando, vendo se alguém entendia algo. O único que estava meio nervoso com tudo aquilo era Louis. Ele dedilhava os dedos na mesa, batia os talheres, remexia a comida em seu prato... Aquilo tudo estava me deixando louco! Eu quase dei um ataque, mas Liam fez isso antes de mim.
Liam: Dá para alguém me contar o porquê de toda essa tensão?! - ele disse, com uma cara desesperada de curiosidade.
Lottie e Annie se entreolharam. Louis largou os talheres e encarou Annie, assim como Ian fez. E foi aí que eu saquei que até o Louis tava sabendo daquilo, seja lá o que fosse.
Lottie: Acho que a Annie quer te dizer algo, Harry.
Annie tomou fôlego.
Annie: Na verdade, eu tenho que dizer algumas coisas... - ela respirou mais uma vez - Eu não fui para onde eu fui só para passear. A verdade... É que... - ela parou. Suspirou. Eu vi seus olhos se encherem de lágrimas. - Eu tive que ir para a casa de campo da minha família, há 5 horas daqui, para você não me encontrar. Para você não me fazer perguntas. Eu tive que terminar com você porque Simon me obrigou. Simon disse que nada disso seria saudável para você, e eu concordava tipo 98% com ele sobre tudo. Eu arrumei minhas coisas e deixei você viver sua vida. E eu fiz tudo isso por amor, Harry! - ela disse, deixando uma lágrima escorrer. - Eu fiz isso porque eu te amo. E eu fiz tudo isso... - ela parou e me encarou, deixando mais algumas lágrimas caírem - ... porque eu estava grávida.
Annie's POV
Assim que disse isso, eu coloquei as mãos no rosto, sem querer ver a expressão de todos. Eu ouvi os talheres de meu pai caindo no chão. Eu ouvi Noah perguntando para Ian se isso era verdade. Eu ouvi Liam e Niall cochichando algo. Eu ouvi quase todos, menos Harry. Harry não havia se manifestado. E foi aí que eu comecei a ouvir um choro. Um choro masculino. Louis perguntou "Você está bem, cara?", e foi só aí que tive coragem de tirar minhas mãos do rosto.
Meu pai não estava mais à mesa. Ian e Noah também não, deviam ter ido atrás dele. Lottie estava de mãos dadas ao John, com a mão livre sobre minhas costas, me acariciando e me consolando. Louis, Niall, Liam e Zayn já estavam em pé ao redor da cadeira de Harry. Harry.
Harry chorava muito, com as mãos sobre seu rosto. Suas lágrimas caíam sobre a mesa, seu choro podia ser ouvido de longe. Era um choro triste, raivoso, inconsolável. Eu conhecia esse choro. Eu fiquei meses chorando igual. Ele tirou uma das mãos de seu rosto, fazendo um sinal de "pare", e os meninos se afastaram. Ele respirou e tirou as mãos do rosto. Ele me encarou, sério.
Harry: Esse filho é meu?
Eu: Óbvio, Styles! - gritei desesperada, chorando também.
Ele tomou fôlego mais uma vez.
Harry: Onde... (gif) Onde ele está? - disse, soluçando de tanto chorar.
Eu: Harry.... - eu disse, colocando as mãos no rosto. - ... Eu não consigo dizer! - disse, me levantando e me virando para a porta.
Harry: ESPERA AÍ! - ele gritou, bravo, levantando da cadeira e a derrubando do chão. Ele veio até mim correndo e me segurou pelos braços, mas dessa vez não foi nada delicado. - Onde. Está. O. Bebê?!
Eu: ELE MORREU! - eu gritei, sem saber o que fazer. - Ele morreu! Eu perdi o bebê no sétimo mês de gestação! - eu chorava sem parar. (gif)

Ele ficou parado, sem saber o que fazer. Todos os meninos estavam atrás dele, sérios. Eu sentei no chão e comecei a chorar mais e mais. Quando eu pensei que ele ia começar a me xingar e me deixar chorando sozinha no chão, ele fez algo inusitado: ele se ajoelhou no chão, me abraçou, e me puxou para cima novamente, envolvida em seus braços. Ele nos sentou no sofá da sala. Eu tentei me explicar:
Eu: Eu sinto muito, muito, muito! Muito mesmo! Por favor, me desculpa! Eu juro que fiz tudo certo, sempre visitava a médica e tudo mais, já tinha tudo comprado pro bebê, o Simon ia me fazer doá-lo para um orfanato contra a minha vontade, mas antes de isso poder acontecer a mulher maníaca que matou a Aria me empurrou do segundo andar da casa e eu perdi o bebê!
Ele me abraçou, me consolando.
Harry: Está tudo bem, Annie. Se controle. Está tudo bem.
Eu: Não! Não está! Eu perdi nosso filho! Eu ia perdê-lo de qualquer jeito! E eu não podia contar à ninguém! Eu não pude contar à VOCÊ! Me perdoe, Harry! A culpa foi totalmente minha!
Harry: Ei, ei, ei, calma! Um... Um filho não se cria sozinho. E eu também sinto muito por tudo isso. Mas nós vamos superar juntos. Eu não vou te abandonar nunca mais, eu te prometo. Eu sempre estarei do seu lado, ok? Não se esqueça disso. Vai ficar tudo bem. Você nunca ficará sozinha.
Eu: Não! Não está! Eu perdi nosso filho! Eu ia perdê-lo de qualquer jeito! E eu não podia contar à ninguém! Eu não pude contar à VOCÊ! Me perdoe, Harry! A culpa foi totalmente minha!
Harry: Ei, ei, ei, calma! Um... Um filho não se cria sozinho. E eu também sinto muito por tudo isso. Mas nós vamos superar juntos. Eu não vou te abandonar nunca mais, eu te prometo. Eu sempre estarei do seu lado, ok? Não se esqueça disso. Vai ficar tudo bem. Você nunca ficará sozinha.

"Então se eu não o fiz ainda, quero que você saiba: você nunca vai estar sozinha, deste momento em diante.
Se você se sentir que está se partindo, não vou deixar você cair.
Quando toda a esperança estiver desaparecido, eu sei que você poderá continuar.
Vamos ver o mundo; vou te segurar até a dor passar.
E vou estar lá pra seguir todo o caminho com você. Não vou estar fora mais um dia sem você."
------------------------------------------------------------------------------
Espero que tenham gostado do capítulo!
Eu vou ser sincera: Eu tava com muita preguiça de fazer esse capítulo, mesmo estando com muita vontade de escrever e mesmo estando louca pra fazer o reencontro dos dois. Quem acha os dois perfeitos juntos levanta a mão \o/ skjhflakjf
Eu sei que só teve uma música-título, e foi só para Hiley, mas é que esse capítulo eu tive que deixar Lottie meio como Secundária, então eu não consegui achar nenhuma música para ela... Mas logo tudo se ajeita \o/
Eu acho que o capítulo 19 já será o último da fic, então podem ir separando lencinhos e irem se despedindo dos personagens, infelizmente :c mas logo outra fic chega pra ocupar sua mente e seu coração e a gente logo volta a se falar! Uhul!
Aliás, eu preciso de alguém que me ajude/ensine a fazer fic interativa. Quem puder me ajudar, por favor falem comigo por twitter ou pelo ask.
É que a maioria preferiu mesmo a fic interativa, então eu vou fazer a fic interativa, mas eu preciso APRENDER primeiro porque eu não sei suhkslfhaksl (eu tbm fui muito burra de ter dado essa opção sem aprender antes mas beleza né), se ninguém puder/quiser me ajudar, vai ter que ser fic normal mesmo, mas juro que vai continuar sendo assim, do jeitinho que gostam!
xoxo


