pois é, gente, mais uma fanfic chegou ao fim! #todoschoram
Eu particularmente chorei escrevendo o último capítulo, não sei se era pq eu já sabia que seria o último cap. ou se era porque tava mesmo emocionante... Eles contando de antigamente e de agora, todo mundo brotou no capítulo, galera feliz e tals... Finais felizes <3333
Bom, eu vou ter uma "folguinha" de 1 mês pra escrever a próxima fanfic, primeiro pq eu vou viajar (por um bom tempo), e aí quando eu voltar já vai ser aquela correria de montar árvore, comprar presente de natal, escolher roupa pro ano novo e blah blah blah, sem dizer que eu ainda preciso aprender a fazer a fic interativa, que foi a vencedora na votação! Mas para isso eu preciso da ajuda de vocês, preciso que vocês me ensinem a fazer a fic interativa porque eu ainda não sei!! #fail hahahah! E, claro, eu também tenho os meus livros pra ler, as minhas fanfics, uma praiazinha de verão... hmmm hahahah
O bom é que vocês vão ter tempo de ler a fic de novo ou se atualizar nos caps, caso vocês tenham perdido algum ou parado em algum capítulo e resolveram esperar eu terminar pra não ter que correr na leitura! hahah... Então, é isso! Espero que tenham gostado do capítulo final, podem deixar seus comentários aqui, e é isso!
XOXO
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Cap. 19: In Real Life
O pessoal entrou, nos olhando com olhos arregalados, até meio pálidos. Eu e Harry olhamos para o pavor deles e começamos a rir, embora eu ainda estivesse chorando - tipo, chorando muito.
Lottie: Isso... Isso é-é o que eu t-tô entendendo?!
Louis: Vocês não... Vocês vão...
Harry: É, Louis... - disse, me abraçando pela cintura. - Eu e Annie vamos casar!
Lottie deu o grito mais agudo que eu já ouvi na minha vida, e veio correndo até mim, me abraçando e começando a chorar também. Os garotos começaram a aplaudir e urrar "NOI-VOS! NOI-VOS!", e então todos nós nos abraçamos, chorando de alegria, claro.
Eu saí do abraço enxugando as lágrimas, tentando me conter. Liam virou e perguntou, preocupado:
Liam: Han... Harry... Você avisou o Simon?
Harry: Eu não! E nem vou, também! Vai saber só junto com as fãs. E se quiser me botar pra fora do 1D, não estou nem aí, afinal, ele não pode fazer isso sozinho, precisaria de uma votação, e ninguém vai querer justo o Curly Boy fora do grupo!
Niall: Verdade, o One Direction só é One Direction com todos os integrantes!
Zayn: Exatamente! Simon não vai impedir a gente de continuar juntos, muito menos impedir você de ser feliz, Hazz! Vai com tudo, irmão! - disse, dando batidinhas nas costas dele. Harry sorriu, feliz.
Ian: E quando será isso tudo?! - perguntou, realmente animado.
Eu olhei para Harry, envergonhada. Eu queria que ele respondesse, mas ele também me olhava, esperando uma resposta. Abaixei a cabeça e sorri envergonhada.
Eu: Ah.. Não precisa ser tããão cedo, né, Hazz? - disse, com uma voz bem baixinha.
Harry: Quando você quiser, meu amor! - disse, me abraçando pelas costas e rindo. - Tudo que você quiser eu faço, querida. Se quiser que seja amanhã, vai ser amanhã. Se quiser daqui um ano, vai ser daqui um ano.
Eu: Nós podemos pensar nisso mais tarde, eu acho que agora temos que esperar meu pai e Noah chegarem e irmos comemorar!
Lottie: Nem precisa! - disse, olhando pela janela. - Eles acabaram de estacionar o carro!
Eu saí correndo pela porta de casa, toda feliz, indo em direção à eles. Noah foi o primeiro a sair do carro, e já foi correndo até mim, pulando no meu colo e gritando "ANNIE!" no meu ouvido. Eu girei, brinquei com ele, nos derrubei por querer no chão, brincamos de lutinha na grama, o pessoal saiu de casa e o meu pai terminou de estacionar o carro. Eu levantei e ajudei Noah a levantar.
Eu: Ah, papai... - disse, abraçando-o. - Que saudades que eu estava de você! Fazia uma semana que não nos víamos!
Nos últimos dias antes de vir viajar de surpresa, eu não havia parado em casa: eu tinha a faculdade de manhã e o bico de modelo de tarde, além de ainda cantar nuns barzinhos por uma graninha básica quase todas as noites. Eu chegava em casa mais ou menos meia noite, sendo que meu pai e Noah dormiam às dez da noite, e eu acordava às sete da manhã, mas Noah já estava de férias, então ele e meu pai acordavam só mais tarde. Só ficava livre nos sábados e domingos, sendo que nos sábados eu fazia as lições e trabalhos e nos domingos eu ficava dormindo o dia todo para repor as energias.
Pai: Realmente, eu nunca mais te vi! E continua linda, meu amor.
Eu: Eu estava com tanta saudades de vocês dois! - eu atrapalhei o cabelo de Noah, que fingiu ficar nervoso. - Mas eu aproveitei muito aqui na cidade toda! - eu me virei para Noah - Que pena que você ainda não tem idade pra tudo isso, campeão! Mais 8 anos e você vem com a gente, né, cara?
Noah: Claro! Com 16 anos eu quero ser super incrível igual você e o Harry! - disse, já indo pro colo do Harry.
O pessoal veio até meu pai e o cumprimentou normalmente, até que chegou Harry.
Harry: Fala, sogrão! Beleza? Que bom que veio curtir com a gente! Sabia que a piscina daqui tem água climatizada??
Pai: Não sabia, não... E não me chame de "sogrão", Harry, ainda não é meu genro.
Eu: Na verdade... - eu mostrei minha mão com o anel para ele -... ele é, sim. (gif)
Meu pai me olhou assustado, e Noah, que ainda estava no colo de Harry, afastou seu rosto do dele, para olhar para ele e ver se isso era mesmo verdade. Harry confirmou com a cabeça para Noah e o abraçou novamente, feliz. Meu pai me abraçou, também parecendo feliz, mas ainda um pouco em choque.
Pai: Quando vai ser isso?! Eu nem sei se temos economias suficientes pra isso!
Annie: Calma, pai! Não vai ser tão cedo assim! Ainda vai demorar mais de um ano pra isso acontecer, mais ou menos!
Harry: E você nem precisa se preocupar com os gastos, sogrão, eu e os meninos cuidamos disso! A família do noivo que cuida disso tudo, é a tradição!
Meu pai olhou meio desconfiado para o Harry, e depois para todo o pessoal. Eu acho que ele estava tentando ver se aquilo era uma pegadinha ou não, mas logo deu de ombros e ignorou, indo em direção a porta e perguntando se a piscina tinha também hidromassagem.
Pois é, será uma grande confusão tudo isso. Mas será a confusão mas importante e emocionante da minha vida.
... 2 anos depois ...
"Não é isso!", gritava o cara da mesa de trás, irritado. "Não é assim que eles querem!"
"Mas é o que eles pediram!", a moça gritava, também já muito irritada. "Não está vendo aqui no papel? Quer reler?"
"Mas o meu jeito está como eles querem!"
"Mas está feio!"
"Você tem ideia melhor?!"
"Não, mas... Ah, que seja! Mas não vamos usar isso aí!"
"Não, mas... Ah, que seja! Mas não vamos usar isso aí!"
Eu já estava cansada daquela discussão. Ter ficado na minha mesa de mixagem era bem melhor.
Depois de ter anunciado para o mundo que eu e Harry estávamos noivos, tudo pegou fogo extremamente rápido: milhares de marcas de roupas famosas dizendo que queriam fazer meu vestido de noiva, várias marcas de maquiagem e maquiadores famosos dizendo que seria uma honra me ajudarem e me acompanharem numa etapa importante como essa, milhares de empresas de moda pedindo para eu fazer um ScreenShoot com Harry e até mesmo sozinha, milhares de emissoras de rádio e TV querendo entrevistas comigo e com Harry... Eu quase fui à loucura! Mas, mesmo assim, nunca negamos nada. Sempre tivemos um relacionamento aberto para o público, afinal, nenhum de nós dois tinham mais segredos e não nos importávamos em dividir nossa felicidade com o mundo. Sobre minha família, até que ficou tudo legal: meu pai ganhou uma namorada - que é muito linda, simpática e divertida, por sinal -, Ian foi para o exército e volta de seis em seis meses, mesmo só ficando uma semana - e ele vem pro meu casamento! Yupi! -, Noah está com 10 anos e é um garoto que sempre vai muito bem nas provas, embora faça muuita bagunça e sempre sejamos chamados para falarem o quanto ele é desobediente e causa loucura na classe toda e bla bla bla. Eu nem dou a mínima, afinal, ele é um moleque e está na idade disso, mesmo. Eu também era assim até os 16/17 anos! E ele perdeu seu bv há 1 mês atrás, com a garota mais bonita da classe, que ele gosta muito! Tá podendo, né?! Mas só eu e Harry sabemos disso, então é segredo absoluto! E, adivinhe só? Meu pai ganhou a guarda completa de Noah! Kate logo "enjoou" dele, disse ao juiz que realmente não queria ficar com Noah para ela, e tinha ficado com ele antes só para irritar meu pai, mas agora ele estava causando muito trabalho, e já fazia quase dois anos que ele estava conosco agora!
Eu comecei uns trabalhos no meu 2º ano de faculdade de música, sendo estagiária em escolas fundamentais e até em mesas de mixagens e tal, mas acabei desistindo na metade do curso e engatei em menos de um mês em outra facul: moda. Eu sempre fui apaixonada por moda, só não pensei nenhuma vez em seguir como carreira. Mas não é que deu certo?! Por ser uma 'modelo mirim', como me chamavam, eu já tinha uma noção básica de moda e fazia umas combinações bem legais e modernas, que os professores amavam e os outros alunos invejavam (#hatersgonnahate), e quando eu ia posar eu mesma escolhia algumas das roupas da coleção que eu fazia questão de ter em meu corpo para expor no catálogo! Eu comecei a ficar mais famosa e começaram a me valorizar ainda mais! Eu, que já fazia academia pesada pra manter a forma, ganhei uma tabela nutricional feita especialmente pra mim da nutricionista da minha agência principal, que eu seguia na reta, certinho, o que me deixou uma magra saudável - e não aquelas modelos horríveis, esqueléticas -, com um cabelo mais brilhante e menos frizzado - já que alguns alimentos dão brilho e força para o seu cabelo -, e com peitos e bumbuns avantajados, por melhorar na postura, fazer musculação e comer alimentos especiais. Eu fiquei perfeita! Foi impressionante. E também foi muito rápido: em menos de seis meses, eu já estava no topo das listas de modelos como a mais requisitada e já havia sido considerada por 7 revistas famosas a Hottest Girl do ano! Foi impressionante! O Hazz no começo ainda ficou com um pouquinho de ciúmes, mas eu disse para ele se acostumar, já que eu pretendia continuar com tudo aquilo, e ele acabou desencanando. Ele também estava muito focado na carreira dele: já tinham 7 anos de banda e vários álbuns lançados, e também milhares de prêmios e indicações. Estávamos nos ápices de nossas vidas, com ótimos amigos, ótimos empregos, ótimo relacionamento, ótimos fãs - sim, eu tenho fãs! -, uma ótima vida no geral. Eu estava realmente feliz por tudo aquilo estar acontecendo.
Agora eu estava fazendo uma campanha de óculos para a Ray Ban. Pelo menos tentando, já que os produtores não decidiam o que fazer!
Eu: Ei! Gente! Parem! - gritei, sem paciência, depois de ouvir eles discutindo por cinco minutos. - Peguem os óculos que eles pediram, façam poses legais, e eles já vão considerar! Ou, então, podemos fazer do jeito do Nick e do seu jeito, Layla. A que eles preferirem, eles ficam.
Nick: Ótimo! - disse Nick, um dos produtores da campanha. - Como é para a sessão verão, eu pensei em cores animadíssimas, vibrantes, uma mistura de cores, podemos colocar roupas coloridas e um óculos em cima do outro, tipo uma torre de óculos! Ou, então, você com um óculos na cabeça, outro no rosto, e outro na boca, mordendo! Aqui eu fiz alguns desenhos de como ficariam as fotos, olha que maravilha! - ele mostrou os desenhos com o orgulho estampado em seu rosto.
Eu: Ótimo! Deixa eu... - quando eu vi as imagens, fechei a cara na hora. - ... eu... eu acho que não vão gostar muito disso aí não, Nick. Pelo menos eu não curti!

Layla: Há! Sabia! - gritou, feliz.
Nick: Não gostou? - ele abaixou os desenhos, triste. - Por quê?! Ficaram tão legais!
Eu: Olha, com meus dois anos de facul de moda, eu já sei "algumas coisinhas"... Um dos itens básicos é: menos é mais. Não se precisa nem de faculdade pra saber disso, né?! Bom, eu acho que podíamos pegar um vestido branco, ou uma blusa branca com jeans, e deixar as cores só nos óculos... Podemos também colocar um batom vibrante! - disse, entusiasmada. - Tipo... - eu comecei a apagar uma parte dos desenhos de Nick e rabiscar em cima. - tudo branco, o óculo rosa e o batom rosa também, pra combinar. Que tal?
Nick e Layla se apoiaram em cima da mesa comigo, deram uma olhada, e fizeram uma cara de espantados. Fiquei tensa, achando que eles não tinham gostado. Mas, então, um sorriso brotou no rosto de Nick, e, logo depois, no de Layla também!
Layla: Isso é... Isso está...
Nick:... Incrível! - disse, dando pulos de alegria. - Meu Deus, está fantástico! Vamos usar assim!
Layla: Eu também gostei! Vou preparar os outros modelos para ficar igual à isso! - ela se virou para mim. - Você leva mesmo jeito pra moda, hein, mocinha?
Eu apenas sorri e disse "obrigada", baixinho, com vergonha. Era impressionante como todos me elogiavam por tudo que eu fazia. Eu não sabia se estavam apenas sendo educados ou se realmente me achavam tudo aquilo que diziam, mas eu me sentia muito bem com tudo aquilo.
Depois de quatro horas e meia tirando fotos de todos os tipos com todos os modelos de óculos existentes na face da Terra, eu pude finalmente me livrar daquilo tudo. Tirei aquele monte de roupa chique - você pensou que o "vestido branco" que eu havia dito era básico? Que nada! Parecia mais um bolo de Chantilly! -, coloquei minha jeans rasgada e minha blusinha simples e saí do prédio das fotos. Quando cheguei nas escadarias que davam pra rua, vi um monte de fotógrafos indo de um lado para o outro, sem saber pra onde apontavam suas câmeras. E eu já sabia quem me esperava.
No meio da multidão, pude ver Harry, sorrindo como sempre, dando autógrafos para as fãs - embora ele estivesse protegido num cubículo de seguranças - e tentando gentilmente afastar os paparazzis. Quando me viu, ele abriu o sorriso grande e apaixonado que aparecia sempre que nos encontrávamos. Era realmente muito fofa a maneira como ele me olhava. Ele sempre disse que eu o olhava umas mil vezes ainda mais fofa e apaixonada, mas eu duvido muito. Nada é mais fofo que meu Curly Boy!
Ele saiu do quadrado de proteção dos seguranças, que já se espalharam formando um corredor para passarmos, e as fãs e os paparazzis ficaram em volta. Eu saí correndo e tasquei um super beijo nele!
Ficamos quase um minuto nos beijando, até que um dos seguranças disse que estavam chegando mais fãs e mais fotógrafos, e que precisávamos ser rápidos. Sorrimos e dissemos que estava tudo bem, tiramos mais algumas fotos com os fãs dele e os meus fãs, demos mais alguns autógrafos, e em dois minutos já estávamos no carro dele, com um carro de seguranças atrás e duas motos de seguranças na frente. Harry fazia questão de dirigir seu próprio carro, mas se não fosse por isso, aposto que um segurança estaria também dirigindo nosso carro!
Eu entrei e minha bola de pelos pulou em cima de mim: Winnie, o cãozinho que eu e Harry adotamos, era como nosso filhinho! Estávamos com ele há mais ou menos um ano, e ele nos seguia pra todos os lugares!
Eu: Winnie! - disse, com aquela vozinha de retardado mental que todo mundo faz quando está falando com animais ou bebês. - Quanto tempo, meu amorzinho! Duas semanas sem te ver! - eu me virei para Harry, que dirigia concentrado, mas tinha um sorriso no rosto. - Duas semanas sem te ver também, querido! - beijei seu ombro, dando uma mordidinha leve no final.
Harry: Pois é! Quem mandou ser uma modelo tão requisitada?! Foi lá pro Canadá e me deixou aqui, em Londres, faltando menos de um mês pro nosso casamento!
Eu: Estou aqui, não estou? Nosso casamento é amanhã, eu estou aqui desde anteontem à noite, você que estava voltando do show de Roma e só voltou hoje! Bobão! - eu empurrei seu ombro.
Harry: Eu estava com muita saudades, juro. - o sinal ficou vermelho e ele pôde finalmente olhar pra mim. - Eu te amo. Muito. Mais que tudo. - ele dizia, me beijando a cada frase. - Seu vestido ficou bom?
Eu: Claro que ficou! Coisas feitas na Capital da Moda nunca ficam ruins, né?! Eu fui até lá e fiquei uma semana explicando meu vestido e vendo eles o prepararem. Eu voltava todos os dias na loja de confecção pra ver como estava o andamento. Aproveitei pra fazer umas fotos e tudo mais... Até o vestido da Winnie ficou bom! - disse, abraçando Winnie, que estava no meu colo.
Harry: Quer dizer que ficou bem produzido o vestidinho dela, também?
Eu: Aham! - disse, feliz. Voltei a fazer voz de retardada mental. - Vai ficar muito linda no vestidinho, né, Winnie? Muito linda, muuito linda! (gif) te amo!
Nós fomos pra casa, tomamos banho juntos, arrumamos todas as coisas, jantamos, assistimos um filme, e chegou a hora de dizer adeus, às dez horas da noite.
Harry: Você tem mesmo que ir embora? - disse, Harry, me seguindo até a porta. - Fica, vai! Não vai dar azar!
Eu: Hazz, não faz isso... - disse, sorrindo, tentando me desvencilhar de seus beijos no meu pescoço. - Isso é golpe baixo... Você sabe que não posso...
Harry: Ah, para, docinho! Você sabe que é só uma superstição careta!
Eu: Não é, nada! - disse, finalmente fazendo ele parar de me beijar. - Me deixa, amor, por favor! Eu quero que tudo seja perfeito entre nós dois, embora eu já ache que não tem como ficar mais perfeito que isso! - eu sorri, pegando sua cabeça com minhas duas mãos e colando na minha testa, fazendo ele prestar atenção máxima. - Ficamos duas semanas sem nos ver. Ficaremos só mais umas 12 horas. Depois, é o resto da vida juntos! Não se preocupe, meu amor. Quero que me veja perfeita da próxima vez que me ver.
Harry: Mas perfeita do que você é, não tem como! - ele sorriu, pegando minhas mãos e tirando de sua cabeça. Continuamos de mãos dadas. - Eu sei que você vai voltar. Eu só queria que passássemos a noite juntos. Mas, se é tão importante pra você, tudo bem. Eu espero mais um dia. Sem problemas. - ele me deu um beijo. - Vou sentir saudades.
Eu: Eu também vou! - abri a porta e vi que Lottie já me esperava do lado de fora, com o carro dela. E, claro, duas motos de seguranças estavam com ela. - A Lottie vai cuidar bem de mim.
Harry: Eu sei que vai... - ele olhou para o carro, olhou para mim, depois para o chão e sorriu, meio nostálgico. - Me lembro até hoje de cada palavra que eu disse à você naquela manhã de férias, na nossa viagem com todo o pessoal. Eu não mudaria nada do que eu fiz por você ou com você. Talvez, o nosso incidente...
Eu: Que incidente? Não teve incidente nenhum. - disse, fingindo não me lembrar sobre o bebê. Ele ainda se sentia culpado. - Não aconteceu nada, Harry. É só passado. E o passado, foi feito pra ser passado pra trás. Esquece isso.
Harry: Tudo bem, tudo bem, esquecido. Enfim, eu não mudaria nada.
Eu: Muito menos eu.
"Vem logo, Annie Müller!" gritava Lottie, do carro, enquanto buzinava mil vezes. "Logo vão ter fãs malucos atrás de nós!"
Eu ri e Harry também, porque sabíamos que era verdade. Mas, sabe, não me incomodava. Eu não me importava de eles estarem sempre conosco. Eu não me importava de eles quererem saber cada passo de nossas vidas. Eu também sempre quis saber todos os passos de Harry, tanto como amiga quanto como fã. Nos olhamos, e eu fiquei com muita dó de deixá-lo novamente.
Eu: Cuide bem da Winnie.
Harry: É tudo o que tem para me dizer, um dia antes de nosso casamento?
Eu: Eu não ligo para essa cerimônia pública, nós já temos um juramento de amor eterno entre nossas almas há muito tempo, o destino já prometeu uma grande vida amorosa para nós dois, eu não me preocupo com amanhã. Eu sei que já somos fiéis um ao outro até a morte.
Harry: Que bom que sabe disso, meu anjinho. Nunca se esqueça disso. - depois disso, ele sorriu. - E eu vou cuidar bem da Winnie, sim, senhora. Sou o pai dela! Sei cuidar dela!
Eu: É claro que sabe, meu amor. - disse, abraçando-o.
Harry: Eu te amo.
Eu: Eu te amo mais.
O beijei mais uma vez, e fui para o carro.
Lottie's POV
Annie estava indo para nossa casa, para dormir comigo e irmos juntas fazer todos os preparativos amanhã. Eu achei muito fofo nem ela e nem ele quererem uma despedida de solteiro, e só chamar uns amigos em casa - Harry chamou os meninos e Annie foi para nossa casa e chamou algumas amigas nossas. Eles disseram que "já se sentiam em um relacionamento 100% concreto e eles estavam felizes assim", que eles mal precisavam se casar, mas Harry insistia à Annie que queria ser marido dela no papel mesmo, com direito à cerimônia e tudo mais. Todo mundo conseguia ver o quão eles eram felizes e apaixonados um pelo outro. Foi o primeiro relacionamento famoso na história dos relacionamentos entre famosos que ninguém disse "é fake". Eles tinham uma transparência descomunal, era impressionante o amor que eles exalavam quando caminhavam juntos por aí. Eles nunca se zangavam ou se chateavam com os fãs ou os paparazzis que tiravam a privacidade deles, eles iam à baladas, festas e pubs quando estavam separados e longe um do outro, sem se preocupar nem ter ciúmes - totalmente comprovado por mim, uma vez que Harry foi à uma festa com os meninos onde estava cheio de mulheres lindas, e ela nem ligou. Eles tinham uma confiança tão grande um com o outro que é possível que se um dissesse "se joga dessa ponte de 40 metros que lá em baixo eu vou te pegar", o outro se jogava mesmo. Mas um deles realmente estaria lá em baixo, porquê as promessas deles eram tão fiéis e justas, e tão simples e ao mesmo tempo tão complexas... Por exemplo, Harry, no começo do namoro (ou do noivado), sempre prometia que não ia olhar com malícia para nenhuma garota ("com malícia" porque olhar ele ia ter que olhar, afinal, ele tinha muitas fãs meninas!), o que seria muito difícil de cumprir para qualquer outro homem. Uma vez, uma menina filmou tipo uma pegadinha, ela dançando perto do Styles, e ele bebendo e conversando com Zayn, olhando pro teto, pro DJ, pro chão, fechando os olhos, mas sem olhas para as garotas. A menina começa a se esfregar nele devagar, provocando ele, e ele de repente para e diz "Ei, garota, por favor, eu estou compromissado, pode parar de se esfregar em mim?", e ela pede para ficar com ele, um selinho que fosse, pra 'guardar de recordação', ela diz no vídeo. A câmera não estava evidente, ele não sabia que estava sendo filmado, e mesmo assim negou à todas elas e disse "Vim aqui dançar, beber, e curtir com meus amigos. Mas tem uma mulher linda me esperando em casa, e eu vou voltar sóbrio e seco de beijos e outras coisas para ela. Mas o Niall e o Zayn tão loucos para pegar umas meninas! Podem ir lá!", e ele vira para o outro lado e vai buscar mais drink.
Ele realmente havia voltado sóbrio e sem nem uma marca de beijo ou mordida nele. O vídeo foi parar no YouTube e logo foi para sites e revistas de fofocas, mas não metendo pau, e sim elogiando a fidelidade dele e dizendo o quanto Annie era sortuda de tê-lo como namorado! Ela sempre disse que tanto ela quanto ele eram terrores em festas e baladas, saíam ficando com todos, dançavam feito loucos, transavam com qualquer um. Ela admitiu isso em rede nacional. Mas também disse que, quando eles começaram a se apaixonar um pelo outro, aquele "fogo" todo sumiu nos dois imediatamente, tinha sido como virar tudo de cabeça para baixo. "De repente, começou a ficar sem graça", ela disse na entrevista. "Se não fosse com o Hazza, não queria beijar nem transar com mais ninguém. E ele dizia o mesmo para os meninos, que, claro, vinham dizer isso para mim depois. Quando começamos a namorar, então, eu não conseguia me imaginar mais sem ele!". Era a coisa mais fofa que todo mundo já tinha visto na vida!
Chegamos em casa, largamos as malas dela na sala e subimos direto para o quarto, deixando as malas para a governanta pegar.
Eu: Vem logo!
Annie: Calma! Calma! Cadê o John? Quero dar oi pra ele e agradecer por deixar eu ficar aqui!
Eu: Eu sei lá! Disse que ia sair e que talvez não fosse dormir em casa, para deixar a gente mais à vontade... Vamos lá! São dez da noite, eu quero que você tome um chá de camomila e vá pra cama A-GO-RA!!
Annie: Você tá louca??? Como se eu fosse ao menos conseguir deitar na cama! Eu não vou dormir nem um tequinho!
Eu: Claro que vai! Vem cá! - eu a puxei, levando-a para a cozinha.
Minha cozinha era extremamente completa. Eu tinha vários saquinhos de chá, principalmente de camomila. E tinha um especial, que tinha como nome "Hora de Dormir". Você fazia o chá do sachê, normal, e você podia usar no olho, para eliminar as olheiras, ou bebendo mesmo, e em 10 minutos já fazia efeito. Ele durava muito. E, mesmo assim, ainda peguei um dos comprimidos mais leves que eu tinha para sono e dei para ela. Mandei ela engolir o remédio e tomar o chá por cima, que eu já havia feito isso e funcionava super bem. E, como eu já havia previsto, não deu nem cinco minutos e ela já estava zonza, pedindo para eu a levar para a cama.
Eu: Boa noite, Annie. Durma bem.
Annie: Boa noite... Lottie... - ela bocejou. - ... Você... também...
Mal conseguiu falar a última palavra: ela já estava dormindo.
Harry's POV
Louis: Hazz?
Liam: Harry?
Zayn: Curly Boy?
Louis: Não adianta, ele não vai acordar.
Niall: Pera! Tive uma ideia!
Foi assim que eu acordei, com os meninos gritando e chamando meu nome, mas nem abri meus olhos. Eu queria acordar tarde, e aposto que ainda deviam ser umas 8 da manhã, porque esse bando de filhos da puta vivem me fazendo acordar mais cedo do que eu podia acordar. Ouvi Niall voltando, ele arrastou uma cadeira, e começou a tocar violão, num ritmo bem conhecido.
"It's time to get up in the morning, in the morning (morning!), got mcdonalds breakfast just for you or any other brand... We drove to miles to get it, so you better get up and eat it. You don't want to be a selfish Iaz (crazy, boy!) so we gotta gET UUUUP, TIME TO GET UUUP! IT'S TIME TO GET UUUP, IT'S TIME TO GET UUUP!"
Eles ficaram cantando isso até eu abrir meus olhos e dizer "chega", com a voz rouca e fraca da manhã.
Niall: Acordou?
Eu: Acordei, né... (gif) que horas são?
Annie: Você tá louca??? Como se eu fosse ao menos conseguir deitar na cama! Eu não vou dormir nem um tequinho!
Eu: Claro que vai! Vem cá! - eu a puxei, levando-a para a cozinha.
Minha cozinha era extremamente completa. Eu tinha vários saquinhos de chá, principalmente de camomila. E tinha um especial, que tinha como nome "Hora de Dormir". Você fazia o chá do sachê, normal, e você podia usar no olho, para eliminar as olheiras, ou bebendo mesmo, e em 10 minutos já fazia efeito. Ele durava muito. E, mesmo assim, ainda peguei um dos comprimidos mais leves que eu tinha para sono e dei para ela. Mandei ela engolir o remédio e tomar o chá por cima, que eu já havia feito isso e funcionava super bem. E, como eu já havia previsto, não deu nem cinco minutos e ela já estava zonza, pedindo para eu a levar para a cama.
Eu: Boa noite, Annie. Durma bem.
Annie: Boa noite... Lottie... - ela bocejou. - ... Você... também...
Mal conseguiu falar a última palavra: ela já estava dormindo.
Harry's POV
Louis: Hazz?
Liam: Harry?
Zayn: Curly Boy?
Louis: Não adianta, ele não vai acordar.
Niall: Pera! Tive uma ideia!
Foi assim que eu acordei, com os meninos gritando e chamando meu nome, mas nem abri meus olhos. Eu queria acordar tarde, e aposto que ainda deviam ser umas 8 da manhã, porque esse bando de filhos da puta vivem me fazendo acordar mais cedo do que eu podia acordar. Ouvi Niall voltando, ele arrastou uma cadeira, e começou a tocar violão, num ritmo bem conhecido.
"It's time to get up in the morning, in the morning (morning!), got mcdonalds breakfast just for you or any other brand... We drove to miles to get it, so you better get up and eat it. You don't want to be a selfish Iaz (crazy, boy!) so we gotta gET UUUUP, TIME TO GET UUUP! IT'S TIME TO GET UUUP, IT'S TIME TO GET UUUP!"
Eles ficaram cantando isso até eu abrir meus olhos e dizer "chega", com a voz rouca e fraca da manhã.
Niall: Acordou?
Eu: Acordei, né... (gif) que horas são?

Louis: Duas da tarde. Lembrando que seu casamento é às seis.
Eu: O QUÊ?! - levantei correndo, tropeçando nos lençóis e indo pro banheiro. - POR QUÊ NÃO ME ACORDARAM ANTES?!
Zayn: Tá zuando com a minha cara?! A gente ficou uma hora aqui tentando te acordar! Só o #rockfail do Niall pra te acordar, mesmo! Puta barulheira dos infernos...
Niall: Ei! Não reclama! È um single famoso e super legal!
Liam: Aham, claro, Niall, mas vamos ao que interessa... Toma seu banho, eu vou ligar pros ajudantes e dizer que você já acordou, e eles fazem o resto!
Eu: Ajudantes? - disse, já ligando o chuveiro. - Que ajudantes são esses aí?
Liam: Os Ajudantes do Noivo são pagos pra ajudar a fazer umas limpezas de pele, passar o terno do casamento, te lembrar o que você tem que fazer na hora, cuidar do hálito, da beleza, da estilo e da pressão que você sente no momento...
Louis: Resumindo, são viados fazendo viadagens para o louco que quer perder a vida social pra sempre.
Zayn: Dessa vez eu tenho que concordar.
Eu: Tudo bem, fazer o quê... Faço qualquer coisa pra que esse dia seja perfeito.
Niall: Ora vejam só, Harry Styles se sacrificando por amor... Só a Annie mesmo pra mudar o coração desse moleque!
Liam: Ei, mais respeito, o "moleque" já tem 22!
Zayn: Twenty-twooooo, ooo-oooooohh... - cantou Zayn, imitando a Taylor Swift (de um jeito muito zuado)
Eu: Vão se foder todos vocês! Eu sou um homem bonzinho! - disse, fazendo biquinho.
Os caras malucos chegaram, e, tipo, em cinco minutos me ensinaram tudo que eu precisava saber, me fizeram decorar tudo o que eu ia falar, e ao mesmo tempo me relaxaram. Só faltava a roupa, a "maquiagem" - eles disseram que vão passar uns troços na minha cara pra melhorar meu rosto desesperado, e dei graças a Deus que a Lou veio com eles, porque só confio nela -, e pronto: eu estaria pronto para meu casamento, daqui uma hora e meia.
Annie's POV
Eu: E se meu vestido rasgar?
Lottie: Não vai rasgar!
Eu: E se eu cair no meio da igreja?
Lottie: Você não é tão desastrada assim!
Eu: E se ele disser não?
Lottie: Ele não é tão burro assim!
Eu: E se ele não aparecer?
Lottie: Ele vai.
Eu: E se eu for entrar ou sair do carro indo pra igreja, cair no chão, me ralar toda, rasgar o vestido, quebrar a perna e ter que ir pro hospital com vestido de noiva e maquiagem borrada?!
Maquiadora: Sua maquiagem só vai borrar antes do "aceito" se você não parar de se mexer!
Eu estava extremamente nervosa, e parecia que tudo podia - e ia - dar errado, mas Lottie tentava me acalmar. Mas, mesmo assim, não estava dando muito certo. Tinha muita gente em volta de mim, falando sobre o meu vestido, fazendo o meu cabelo, perguntando se eu tinha engordado ou emagrecido, se precisava fazer algum ajuste no vestido, se eu estava nervosa - e essa com certeza tinha sido a pergunta mais estúpida do dia - e dizendo que em meia hora os convidados estariam chegando à igreja, ou seja, eu ainda tinha uma hora para me arrumar.
Eu: me desculpe, Lea... É que... sei lá... Eu juro que eu não imaginava que esse dia ia chegar... E tão rápido! - dizia, enquanto me maquiavam. - Ele me pediu em casamento dois anos atrás, eu pensei que íamos ficar noivos para sempre! E tava ótimo pra mim! Nós já estamos morando juntos faz um ano, nos amamos muito, ele é o homem da minha vida, mas eu não acho que precise de tanta cerimônia para isso...
Lottie: É o dia mais importante da sua vida inteira, Annie! Deixa de ser boba! É claro que precisa de uma mega cerimônia para o casamento de Annie Müller e Harry Styles! Você é o ícone da moda e, ele, o ícone da música! As pessoas esperam por esse dia há quatro anos, quando assumiram namoro, e você e ele querem se casar desde que se conheceram, fala a verdade?!
É verdade. Eu tive, desde sempre, uma queda pelo Harry. E ele também gostava de mim. Esse "gostar" se transformou em "amar", e superou muitas barreiras. É praticamente impossível um namorinho de infância progredir e durar tanto tempo, se tornando único e verdadeiro. Mas o nosso durou. O nosso amor era infinito, intocável, inatingível, inseparável, insuperável. Era só nosso e era do mundo. Era odiado e era amado. Era normal e era sobrenatural. Nosso amor era, com certeza, diferente de tudo que todos eles jamais haviam visto.
Eu: Eu nem acredito... - disse, sorrindo, feliz. - Eu, Annie Müller, com 20 aninhos... - eu comecei a me emocionar. - ... casando... Ai, Senhor, eu não posso chorar! - disse, rindo.
"Você também parece uma princesa", ele disse, ficando completamente vermelho. Eu sorri sem entender muito bem.
"Mas Müller não é nome de princesa!"
"Mas seu rosto é. Seu jeito também. Você... é muito linda, Annie."
"Ah!" eu finalmente entendi e assenti com a cabeça, lisongeada, e acabei perdendo a vergonha. "Obrigada, Harry. Você também é muito bonito e muito legal!" ele pareceu gostar dos elogios
Nossas mães nos chamaram de novo, gritamos 'ok!' ao mesmo tempo, pedindo para elas esperarem. Nos olhamos, rimos, e eu voltou a dizer, cheia de coragem: "Então, até ano que vem, Harry Edward Styles!" indo até ele e lhe dando um selinho, logo depois correndo para casa, antes que minha mãe abrisse a porta de novo para me chamar. Antes de entrar, olhei para trás, e ele ainda sorria, com seus olhos brilhante e sua mão na boca, parado, sem acreditar.
Lembro de falar para minha mãe enquanto ela me dava banho que eu queria me casar com "o garoto que tinha estrelas nos olhos", por causa de seus olhinhos brilhantes. Minha mãe passou a chamar ele de Garoto-Estrela, assim como a mãe dele, Anne, já que elas ficaram amigas quando foram para Londres. Nós morávamos perto, mas ficamos apenas como amigos. Ninguém podeira imaginar que, no futuro, "Garoto-Estrela" também poderia significar um Garoto Famoso. Mas foi isso que ele virou. E, mesmo assim, continuou sendo meu Garoto-Estrela, meu Curly Boy, meu tudo.
E aqui estou eu, casando com o Garoto-Estrela, com um vestido longo, lilás, de renda, com um rabo alto, encaracolado e com pedrinhas brilhantes pelo cabelo - afinal, não dava pra se casar simplesinha como naquele dia, mas fiz o possível.
Entrei na igreja ao som de nossa música favorita, que havíamos escolhido juntos, e vi que ele já chorava. Sorri, também já emocionada e quase chorando, ao lado do meu pai. Cheguei lá na frente, ele me entregou ao Harry, e eu sorri pra ele, sussurrando "ganhei", e ele apenas sorriu, quase rindo. Nos viramos para o padre.
Ele começou a falar várias coisas. Mas eu só ouvi uma parte, a parte mais importante. Todo o começo da sua fala, eu fiquei olhando fixamente para ele e pensando que esse era realmente o acontecimento mais importante da minha vida, que dizendo "sim" eu estaria mudando-a para sempre, que eu ia viver ao lado de quem eu amava, finalmente. E Harry também não parecia prestar muita atenção. Nós dois chorávamos silenciosamente, e nós dois suávamos nas mãos que estavam entrelaçadas, tensos. Quando o padre disse "repita comigo", Harry soltou da minha mão, se endireitou, enxugou um pouco sua mão no terno e voltou a me dar a mão.
Harry: Eu, Harry Styles..... prometo dar carinho e compreensão..... para Annie Müller...... - ele dizia, repetindo as palavras do padre. - ...... e prometo amá-la...... na alegria e na tristeza, na saúde e na doença..... na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe.
Padre: Annie Müller, repita comigo... - eu repeti tudo o que ele já havia dito a Harry, e então ele pediu que trouxessem as alianças, e lá veio Noah, de terno, super lindo, trazendo nossas alianças. Eu peguei a de Harry, e ele pegou a minha. Nos viramos novamente para o padre, ainda sem as alianças.
Padre: Harry Edward Styles, aceita Annie Müller como sua legítima esposa, para amá-la, respeitá-la e cuidá-la até o dia de sua morte?
Harry: Eu aceito.
Eu comecei a chorar mais. O padre fez o sinal para que ele colocasse o anel em meu dedo, e ele assim fez, embora tremesse muito. Ele terminou e beijou minha mão, fazendo uma boa parte dos convidados falarem "awnn"
Padre: Annie Müller, você aceita Harry Edward Styles como seu legítimo marido, para amá-lo, respeitá-lo e cuidá-lo até o dia de sua morte?
Eu: Eu aceito.(gif) - disse, olhando para ele e sorrindo, embora ainda chorássemos muito.
Eu: Tudo bem, fazer o quê... Faço qualquer coisa pra que esse dia seja perfeito.
Niall: Ora vejam só, Harry Styles se sacrificando por amor... Só a Annie mesmo pra mudar o coração desse moleque!
Liam: Ei, mais respeito, o "moleque" já tem 22!
Zayn: Twenty-twooooo, ooo-oooooohh... - cantou Zayn, imitando a Taylor Swift (de um jeito muito zuado)
Eu: Vão se foder todos vocês! Eu sou um homem bonzinho! - disse, fazendo biquinho.
Os caras malucos chegaram, e, tipo, em cinco minutos me ensinaram tudo que eu precisava saber, me fizeram decorar tudo o que eu ia falar, e ao mesmo tempo me relaxaram. Só faltava a roupa, a "maquiagem" - eles disseram que vão passar uns troços na minha cara pra melhorar meu rosto desesperado, e dei graças a Deus que a Lou veio com eles, porque só confio nela -, e pronto: eu estaria pronto para meu casamento, daqui uma hora e meia.
Annie's POV
Eu: E se meu vestido rasgar?
Lottie: Não vai rasgar!
Eu: E se eu cair no meio da igreja?
Lottie: Você não é tão desastrada assim!
Eu: E se ele disser não?
Lottie: Ele não é tão burro assim!
Eu: E se ele não aparecer?
Lottie: Ele vai.
Eu: E se eu for entrar ou sair do carro indo pra igreja, cair no chão, me ralar toda, rasgar o vestido, quebrar a perna e ter que ir pro hospital com vestido de noiva e maquiagem borrada?!
Maquiadora: Sua maquiagem só vai borrar antes do "aceito" se você não parar de se mexer!
Eu estava extremamente nervosa, e parecia que tudo podia - e ia - dar errado, mas Lottie tentava me acalmar. Mas, mesmo assim, não estava dando muito certo. Tinha muita gente em volta de mim, falando sobre o meu vestido, fazendo o meu cabelo, perguntando se eu tinha engordado ou emagrecido, se precisava fazer algum ajuste no vestido, se eu estava nervosa - e essa com certeza tinha sido a pergunta mais estúpida do dia - e dizendo que em meia hora os convidados estariam chegando à igreja, ou seja, eu ainda tinha uma hora para me arrumar.
Eu: me desculpe, Lea... É que... sei lá... Eu juro que eu não imaginava que esse dia ia chegar... E tão rápido! - dizia, enquanto me maquiavam. - Ele me pediu em casamento dois anos atrás, eu pensei que íamos ficar noivos para sempre! E tava ótimo pra mim! Nós já estamos morando juntos faz um ano, nos amamos muito, ele é o homem da minha vida, mas eu não acho que precise de tanta cerimônia para isso...
Lottie: É o dia mais importante da sua vida inteira, Annie! Deixa de ser boba! É claro que precisa de uma mega cerimônia para o casamento de Annie Müller e Harry Styles! Você é o ícone da moda e, ele, o ícone da música! As pessoas esperam por esse dia há quatro anos, quando assumiram namoro, e você e ele querem se casar desde que se conheceram, fala a verdade?!
É verdade. Eu tive, desde sempre, uma queda pelo Harry. E ele também gostava de mim. Esse "gostar" se transformou em "amar", e superou muitas barreiras. É praticamente impossível um namorinho de infância progredir e durar tanto tempo, se tornando único e verdadeiro. Mas o nosso durou. O nosso amor era infinito, intocável, inatingível, inseparável, insuperável. Era só nosso e era do mundo. Era odiado e era amado. Era normal e era sobrenatural. Nosso amor era, com certeza, diferente de tudo que todos eles jamais haviam visto.
Eu: Eu nem acredito... - disse, sorrindo, feliz. - Eu, Annie Müller, com 20 aninhos... - eu comecei a me emocionar. - ... casando... Ai, Senhor, eu não posso chorar! - disse, rindo.
As meninas riram comigo, e continuamos nos maquiando, e elas continuaram me acalmando, mas em um momento, os táxis que levariam minhas amigas, madrinhas de casamento e companheiras para a igreja antes de mim chegaram e eu tive que me despedir delas, ficando só com quem cuidava do meu cabelo, da minha maquiagem e do meu vestido, e eu voltei a ficar maluca de ansiedade, medo, tensão...
Harry's POV
Eu: Cadê ela?
Liam: Está vindo.
Eu: Mas ela está atrasada.
Louis: É claro que está, ela tem que se atrasar.
Eu: Eu acho isso uma babaquice.
Zayn: Fique quieto.
Eu: Por que ela não pode chegar como todo mundo?
Niall: Porque é a regra! Dá pra parar de andar de um lado pro outro do altar?! E fale baixo!
Nós sussurrávamos uns com os outros. Eu desesperado tentando achar minha noiva, e os meninos tentando me acalmar. As meninas também já tinham tentando, mas acabaram perdendo a paciência e apenas ficaram quietas.
Depois de mais uns dez minutos de puro desespero interno e de ter suado muito - tiveram que levar uma caixa de lenços para mim -, os músicos da igreja começaram a tocar um instrumental de "Can You Feel The Love Tonight?", e meus olhos já se encheram de lágrimas. Era a música preferida dela, e passou a ser a minha preferida também dia 31 de dezembro de 1999, quando ela foi passar o Ano Novo na casa de seu tio avô em Cheshire, e pela primeira vez, eu a vi. Ela saiu de casa naquela manhã com seu rádio tocando todo o CD do Elton John, e, quando eu fui falar com ela, instantaneamente me apaixonei por ela. Aquela sua carinha doce, fofinha, macia, com lábios rosados e saudáveis como pétalas de rosa, seus olhos brilhantes, como se alguém tivesse colocado estrelas lá. Seu vestido era roxo, lilás na verdade, e ela tinha um rabo de cavalo alto em seu cabelo moreno e liso. Assim que dei "oi" pra ela, ela se virou assustada. Mas logo depois sorriu, e me respondeu. Começamos a conversar, perguntei onde ela morava, e quando ela me disse que morava em Londres, fiquei feliz, já que eu também me mudaria para lá ano que vem. Depois de uma hora de conversa, nossas mães nos mandaram entrar, já que era quase oito horas da noite. Ela se levantou, me deu tchau e, quando estava indo, voltou e me perguntou meu nome.
"Harry", eu respondi. "Harry Edward Styles, e você?"
"Edward?" ela perguntou, sorrindo. "Parece nome de príncipe! Eu sou Annie. Annie Müller."
"Você também parece uma princesa", eu disse, ficando vermelho de vergonha.
"Você também parece uma princesa", eu disse, ficando vermelho de vergonha.
"Mas Annie Müller não é nome de princesa!"
"Mas seu rosto é. Seu jeito também. Você... é muito linda, Annie."
"Ah!" - disse, feliz, assentindo com a cabeça, afirmando que tinha entendido. "Obrigada, Harry. Você também é muito bonito e muito legal!". Nossas mães nos chamaram de novo, gritamos 'ok!' ao mesmo tempo. Nos olhamos, rimos, e ela voltou a dizer: "Então, até ano que vem, Harry Edward Styles!" ela veio até mim e me deu um selinho, logo depois correndo para casa.
Naquele dia, prometi que não ia deixar ela escapar de mim. Mal lembrei que era ano novo. Esqueci de comer, esqueci de brincar com os meus primos, saí avoado em todas as fotos, e, enquanto os fogos de artifício estouravam no ar, só conseguia pensar se ela estaria gostando de tudo aquilo. Disse para minha mãe que eu casaria com aquela garotinha que havia vindo de Londres.
E aqui estou eu, casando com aquela garotinha de Londres.
Mas todos esses pensamentos foram logo afastados quando eu a vi entrar na igreja. Eu paralisei. Aquilo não era possível. Era coisa da minha cabeça, ou ela... ela estava...
Ela estava exatamente como no dia que a conheci. Digo, com "alguns" anos à mais, e com um vestido muito mais bonito e enfeitado, mas era como se fosse a réplica maior da Annie de 1999. Eu não aguentei e comecei a chorar silenciosamente, com um grande sorriso no rosto. Ela sorriu de volta para mim, e aí eu tive certeza de que aquela tinha realmente sido a ideia dela.
Annie's POV
Ver o Harry chorando foi muito bom. Porque minha ideia era realmente aquela.
Ele havia me dito que não chorava fácil, e provavelmente apenas ficaria emocionado, mas que era para eu ter certeza que ele estava muito emocionado e estava explodindo de felicidade, por dentro. Mas eu não queria aquilo. Queria sentir a emoção, queria vê-la escorrendo pelos seus olhos, assim como elas escorreriam pelos meus. Então, tentei fazer algo como um Cosplay de mim mesma, no dia em que o conheci.
Tinha feito uma viagem cansativa de Londres para Cheshire, para, pela primeira vez, passar o Ano Novo com meu tio-avô - já falecido agora. Como ia começar um novo milênio, queriam a família toda reunida e mais um monte de babaquices, e eu fui arrastada para lá. Mas, como eu tinha 5 anos, eu até tinha curtido. Lembro que minha mãe só deixou eu levar 5 bonecas e 4 CDs, já que só íamos ficar cinco dias e nossa mala era pequena. Eu levei minha boneca de dormir, as 5 bonecas escolhidas e 4 CDs: Celine Dion, Elton John, Elvis Presley e outro que não me lembro bem. Fui ouvindo Celine Dion no carro de ida e de volta. Peguei meu macacão e meus vestidos preferidos: um amarelo forte lisinho, um azul bebê florido, um branco liso e rodado para a passagem de ano e o meu preferido de todos, o lilás. Ele era um lilás lindo, nem muito claro, nem muito escuro. Tinha só umas rendinhas no final do vestido, as mangas era bolinhas bufantes, e eu conseguia me mexer bem com ele. Fui com ele e pedi para minha mãe me fazer um rabo de cavalo, e ela fez um bem alto, já que na época meu cabelo chegava no bumbum - eu odiava cortar -, além das minhas sapatilhas, e minha boneca de dormir na mão, porque eu não desgrudava dela.
Chegando lá, não tinha nada para fazer, fiquei brincando um pouco de boneca no dia 30, e dia 31 resolvi que ia brincar lá fora - com a droga da boneca de dormir. Como eu era pequena, levei primeiro o rádio para o jardim e, na teoria, eu voltaria para pegar a boneca. Mas, chegando lá fora, avistei um menininho, mais ou menos da minha idade, que também saía da casa dele. Desisti de pegar a boneca por vergonha, sentei no chão e liguei o rádio, sentada de costas para onde ele estava, para ele não me ver. Mas minha ideia foi falha, já que mesmo assim ele veio até mim e me deu "oi". Quando eu virei para simplesmente dizer para ele ir embora - eu era extremamente envergonhada -, eu paralisei. Ele tinha um rosto fofinho, gordinho e arredondado, com as maçãs do rosto bem coradinhas e os olhos verdes brilhantes. E aqueles seus cabelos? Cabelos castanhos, encaracolados, perfeitos, como se fosse um anjinho, porém tinha muita cara de levado. Eu não pude conter meu sorriso por ver aquele menino tão bonito, e dei um "oi". Ele abriu um sorriso enorme quando lhe respondi, e eu quase caí pra trás de tanta perfeição! Aqueles dentes branquinhos, e aquelas bochechas... E ele tinha covinhas. Covinhas. Eu nem sabia o que eram covinhas na época, mas me apaixonei pelas dele no mesmo instante. E eu também não sabia direito o que era amor, mas eu tinha encontrado o meu.
Ele sentou ao meu lado, e ficamos conversando ao som do CD do Elton John, que eu havia colocado para tocar. Ele perguntou de onde eu era, eu respondi que era de Londres, e ele ficou feliz e disse que também se mudaria para lá no ano seguinte. Me animei e comecei a contar todas as coisas boas de lá, enquanto ele me contava as coisas boas de Cheshire. Falamos sobre muitos assuntos e brincamos durante mais ou menos 4 horas, até que nossas mães nos chamaram, dizendo que já estava tarde e que precisávamos nos arrumar para o Ano Novo. Eu me levantei e acenei um tchau para ele, mas assim que comecei a andar, lembrei que não tinha perguntado seu nome e voltei, fazendo-lhe a pergunta.
"Harry", ele respondeu. "Harry Edward Styles, e você?"
"Edward?" eu perguntei, gostando de seu sobrenome. "Parece nome de príncipe! Eu sou Annie Müller, muito prazer!""Você também parece uma princesa", ele disse, ficando completamente vermelho. Eu sorri sem entender muito bem.
"Mas Müller não é nome de princesa!"
"Mas seu rosto é. Seu jeito também. Você... é muito linda, Annie."
"Ah!" eu finalmente entendi e assenti com a cabeça, lisongeada, e acabei perdendo a vergonha. "Obrigada, Harry. Você também é muito bonito e muito legal!" ele pareceu gostar dos elogios
Nossas mães nos chamaram de novo, gritamos 'ok!' ao mesmo tempo, pedindo para elas esperarem. Nos olhamos, rimos, e eu voltou a dizer, cheia de coragem: "Então, até ano que vem, Harry Edward Styles!" indo até ele e lhe dando um selinho, logo depois correndo para casa, antes que minha mãe abrisse a porta de novo para me chamar. Antes de entrar, olhei para trás, e ele ainda sorria, com seus olhos brilhante e sua mão na boca, parado, sem acreditar.
Lembro de falar para minha mãe enquanto ela me dava banho que eu queria me casar com "o garoto que tinha estrelas nos olhos", por causa de seus olhinhos brilhantes. Minha mãe passou a chamar ele de Garoto-Estrela, assim como a mãe dele, Anne, já que elas ficaram amigas quando foram para Londres. Nós morávamos perto, mas ficamos apenas como amigos. Ninguém podeira imaginar que, no futuro, "Garoto-Estrela" também poderia significar um Garoto Famoso. Mas foi isso que ele virou. E, mesmo assim, continuou sendo meu Garoto-Estrela, meu Curly Boy, meu tudo.
E aqui estou eu, casando com o Garoto-Estrela, com um vestido longo, lilás, de renda, com um rabo alto, encaracolado e com pedrinhas brilhantes pelo cabelo - afinal, não dava pra se casar simplesinha como naquele dia, mas fiz o possível.
Entrei na igreja ao som de nossa música favorita, que havíamos escolhido juntos, e vi que ele já chorava. Sorri, também já emocionada e quase chorando, ao lado do meu pai. Cheguei lá na frente, ele me entregou ao Harry, e eu sorri pra ele, sussurrando "ganhei", e ele apenas sorriu, quase rindo. Nos viramos para o padre.
Ele começou a falar várias coisas. Mas eu só ouvi uma parte, a parte mais importante. Todo o começo da sua fala, eu fiquei olhando fixamente para ele e pensando que esse era realmente o acontecimento mais importante da minha vida, que dizendo "sim" eu estaria mudando-a para sempre, que eu ia viver ao lado de quem eu amava, finalmente. E Harry também não parecia prestar muita atenção. Nós dois chorávamos silenciosamente, e nós dois suávamos nas mãos que estavam entrelaçadas, tensos. Quando o padre disse "repita comigo", Harry soltou da minha mão, se endireitou, enxugou um pouco sua mão no terno e voltou a me dar a mão.
Harry: Eu, Harry Styles..... prometo dar carinho e compreensão..... para Annie Müller...... - ele dizia, repetindo as palavras do padre. - ...... e prometo amá-la...... na alegria e na tristeza, na saúde e na doença..... na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe.
Padre: Annie Müller, repita comigo... - eu repeti tudo o que ele já havia dito a Harry, e então ele pediu que trouxessem as alianças, e lá veio Noah, de terno, super lindo, trazendo nossas alianças. Eu peguei a de Harry, e ele pegou a minha. Nos viramos novamente para o padre, ainda sem as alianças.
Padre: Harry Edward Styles, aceita Annie Müller como sua legítima esposa, para amá-la, respeitá-la e cuidá-la até o dia de sua morte?
Harry: Eu aceito.
Eu comecei a chorar mais. O padre fez o sinal para que ele colocasse o anel em meu dedo, e ele assim fez, embora tremesse muito. Ele terminou e beijou minha mão, fazendo uma boa parte dos convidados falarem "awnn"
Padre: Annie Müller, você aceita Harry Edward Styles como seu legítimo marido, para amá-lo, respeitá-lo e cuidá-lo até o dia de sua morte?
Eu: Eu aceito.(gif) - disse, olhando para ele e sorrindo, embora ainda chorássemos muito.
O padre assentiu, e eu coloquei a aliança em seu dedo, e balancei sua mão, feliz. Viramos novamente para o Padre e começamos a chorar mais, já sabendo qual era a próxima frase.
Padre: Sendo assim, na frente de Deus e dos homens, eu vos declaro... marido, e mulher. Harry, você já pode beijar a noiva. - disse o padre, sorrindo.
Eu me virei e entreguei o buquê de flores para Lottie, a madrinha mais próxima. Eu me virei para ele, ficamos uns segundos parados, nos olhando, ainda sem acreditar que aquilo estava acontecendo. Ele colocou uma de suas mãos em meu rosto, acariciando-o, e eu fiz o mesmo com ele, como se testando para ver se era real. Meu maior medo naquele momento é que eu acordasse bem no meio do beijo e visse que tudo não passou de um sonho. Mas não era um sonho. Pelo menos parecia bem real para mim. Sorrimos simultaneamente, e, finalmente, nos beijamos, fazendo todos levantarem e aplaudirem feito loucos, batendo palmas e assobiando.
Saímos da igreja com todos jogando arroz em nós, batendo palmas, assobiando... Lottie veio me abraçar, feliz, chorando quase tanto quanto eu. Fui falar com meu pai, disse à Noah que ele tinha ido muito bem, fomos cumprimentar Ian, os meninos vieram nos dar parabéns, e até convidamos Kate, que depois veio falar comigo.
Kate: Annie? Você tem um minutinho?
Eu: Provavelmente só uns 20 segundos, mas pode falar. - disse, sorrindo. Nada ia estragar minha felicidade naquele dia maravilhoso.
Kate: Eu queria, primeiramente, parabenizar vocês pelo noivado, já que não tive tempo, e, agora, pelo casamento, não é?
Harry: Obrigada, sra. Nio.
Kate: Ah, por favor, Harry, pode me chamar de Kate. Eu odeio meu sobrenome. "Nio", arg. Preferia... - ela parou na metade.
Eu: Pois é. - disse, meio irônica. - Você está certa, realmente Müller é muito melhor. Pena que não combina com você. E você também não o merece mais.
Kate: Olha só, Annie, eu vim aqui apenas parabenizá-la e dizer que este foi o casamento mais lindo, bem organizado e romântico que já fui em minha vida. Todos conseguiam sentir a forte conexão entre vocês. Onde quer que vocês passam, o amor reina, a paz lidera, é como se pétalas de rosas abrissem o caminho de vocês, liberando um cheiro tranquilizador e romântico. Vocês estão mesmo de parabéns.
Harry: Muito obrigada, Kate. Ficamos feliz de saber que gostou. - ele olhou para mim e me deu um cutucão.
Eu: Obrigada, Kate. - disse de contragosto. Eu ainda estava muito irritada por ela ser tão grossa e fria comigo.
Kate: Esse seu vestido... - ela disse, passando suas mãos sobre ele. - ... Me lembra... Ah, esquece.
Harry: Te lembra um vestido de Annie? De quando ela era menor?
Kate: ... Isso. Como você... ah, esquece. Mas sim, um vestido antigo dela, não me lembro muito bem de quando ela o usou que deixou marcado na mem...
Eu: Ano Novo de 1999, na casa do meu tio-avô Jason. - cortei-a, relembrando com um sorriso tímido no rosto. - Na casa do seu tio Jason.
Kate: É, eu sei quem é Jason. - ela disse, porém sem raiva ou grosseria em sua voz, como falou comigo nos últimos 4 ou 5 anos. - Como lembra disso? E por que escolheu um vestido tão idêntico àquele? Por que não um branco?
Eu: Eu não gosto de branco. E noivas brancas são tão... Originais. Tão normais.
Harry: 30 de dezembro de 1999 foi o dia em que nos conhecemos, ela usava um vestido parecidíssimo com esse, e até com um rabo de cavalo igual. E com uma sapatilha lilás igual, também!
Eu: Vim de sapatilha porque sabia que não ia aguentar tanto tempo de salto. Agora fico de salto na festa!
Kate: Agora tudo faz sentido... Mas, meu Deus, quando eu olhei para você, entrando na igreja com esse vestido, fiquei sem ar. Uma imagem de você, com cinco aninhos, veio na minha cabeça, entrando num corredor, chegando até mim... Mas eu não lembrava onde era isso, nem o que você dizia. - ela deu um sorriso nostálgico. - Agora me lembro. Foi "Mamãe, eu quero me casar com o Garoto-Estrela. O Príncipe Harry Edward Styles.", e eu lembro de não ter entendido absolutamente nada!
Nós rimos. Era bom esse clima de descontração. Era bom esse tom de voz suave e feliz de Kate, pela primeira vez em muito tempo. Era bom eu não ter ódio dela por cinco minutos. Era bom pensar que tudo ainda estava bem. Logo, várias pessoas puxaram Harry para falar com ele, e ele foi engolido por uma multidão de convidados eufóricos. Me puxavam também, mas eu pedi só mais um minuto, para me despedir dela.
Eu: Então... Noah me contou que está planejando ir para Nova York, é verdade?
Kate: Ah... Sim... Digo, eles me ofereceram um emprego para montar looks para a Vogue americana, mas eu precisaria morar lá, para cuidar de tudo pessoalmente. É um bom salário. Sem dizer que tenho muitas amigas lá pelo meu intercâmbio quando era jovem e minha faculdade. Seria bom.
Eu: Eu acho que você deve realmente investir nisso, Kate. - disse, colocando a mão em seu ombro. - Vai fazer bem para você. O clima de lá é muito bom, e aqui você vive estressada, com raiva, com pressa... Lá será muito melhor para você, tenho certeza.
Kate: Obrigada, Annie. Eu espero que seja melhor, mesmo... Afinal, eu já aceitei. Não posso fazer nada.
Eu: Pois é. - eu sorri. - Bom, preciso falar com o resto do pessoal, então... Tchau, Kate. - disse, apertando sua mão. - Faça boa viagem.
Kate: Annie, espera. - ela disse, ainda segurando minha mão, mas agora não como um aperto de mão, e mais como um "você vai ficar aqui porque estou mandando". - Eu queria dizer que estou realmente feliz por você e que eu sinto muito ter colocado a culpa em você quando na verdade a culpa era toda do seu pai. Mas eu não iria conseguir conviver com você sabendo que não era minha filha, seria doloroso demais. A dor e a raiva me consumiram, e eu acabei fazendo coisas que eu não gostaria de ter feito. Já pedi desculpas à Noah, mas eu precisava me desculpar de você antes de ir. Meu vôo sai amanhã, e eu provavelmente não vou poder ficar para a festa, para fazer boa viagem, sabe? Mas eu realmente espero que tudo fique bem para você. E... E eu te amo, minha filha.
Ela chorava, e eu, que já estava sensível e emocionada com tudo desde que acordei praticamente, comecei a chorar também. Nos abraçamos forte, chorando. Várias pessoas que estavam em volta pararam para nos olhar, e os fotógrafos permitidos na festa já estavam tirando várias fotos, mas eu nem liguei.
Eu: Eu também te amo, mãe! Eu sempre vou te perdoar, não importa o que faça, e eu também sempre vou te amar!
Nós ficamos uns dois minutos naquilo, até que Harry disse que precisávamos mesmo ir, e um cara que estava com a minha mãe - seu novo paquerinha americano - disse que ela já precisava ir também. Nos despedimos, e fomos cada uma para o seu canto.
Saindo da igreja, fomos para o salão, onde teria a festa. Só que o salão não era só um salão: era um puta salão, enorme, onde cabiam sete mil pessoas, e nós tínhamos realmente quase isso de convidados. Na igreja, só foram a família e os amigos realmente próximos, mas na festa... Nossa! Justin Bieber, Selena Gomez, Demi Lovato, Jonas Brothers, Emblem 3, o pessoal que foi jurado dos meninos no The X Factor, Robbie Williams, Simon, nossos parentes, nossos amigos, mais fotógrafos autorizados, Paul - o segurança aposentado dos meninos - com sua mulher e seus três filhos, Lou - a maquiadora - também com seu marido e Lux... Foi muito bom! Dançamos muito, bebemos muito, cantamos muito, comemos muito! Teve a parte de músicas lentas e também as agitadas, e dançamos todas.
Eu tirei muitas fotos com ele e sem ele, com as minhas amigas, com os amigos dele, todos juntos, com o bolo, selfies... Dancei muito, tanto sozinha quanto acompanhada, cantei várias músicas, brinquei com as criancinhas convidadas, coloquei o 2º vestido - da mesma cor que o outro e também com rendinhas, mas menor, para eu me mexer melhor -, fizemos dedicatórias um ao outro, nos beijamos muuuuuito, e aproveitamos cada segundo da festa. Mas, com certeza, as melhores partes eram as músicas lentas. Toda vez que nossos corpos grudavam um no outro, eram como se fossem feitos sob medida. A música nos levava sem nós percebermos, e eu só pensava em o quanto eu era sortudo por tê-lo ao meu lado, e como eu era feliz, e como eu estava particularmente muito mais feliz naquele dia maravilhoso. Ele dizia coisas no meu ouvido enquanto dançávamos - tanto lindas quanto engraçadas - que provava que ele também estava pensando como eu. E até nós mesmos conseguíamos sentir nosso amor no ar.
Era realmente impressionante o quanto nosso amor era contagioso. Podia estar uma guerra em qualquer lugar; se nós entrássemos juntos, parava. O amor entrava numa onda de ar imensa, e todos ficavam quietos, com sorrisos bobos no rosto, como se isso que nós tivéssemos fosse uma raridade. Mas, realmente, deve mesmo ser uma raridade. São muitas as celebridades que se apaixonam, até mesmo umas pelas outras, mas são poucas que não são contrariadas, apedrejadas e negadas pela sociedade. E nós éramos uma dessas poucas.
Nosso amor era tão verdadeiro, que desde o começo ninguém nunca negou nosso namoro. Todos foram extremamente racionais, todos encararam como uma coisa boa, todos diziam que fazíamos bem um ao outro, todos viam o quão real era aquilo. Eles me viam chorando na janela ou no quintal da minha casa e andando triste pela rua quando Harry estava em turnê, e eles também viam Harry chorando no telefone enquanto falava comigo. No segundo filme que eles fizeram, também mostrava nosso amor, nossa compreensão mútua. Ele fazia os shows feliz e eu também desfilava com um grande e verdadeiro sorriso no rosto, porque são coisas que amamos. Nós amamos nossos trabalhos. Mas a saudade ficava estampada em nossos rostos.
Um dos shows da turnê do ano passado caiu no dia dos namorados. E as namoradas invadiram o palco do show no finalzinho para cantar uma música para eles. Perrie para Zayn, Eleanor para Louis, Danielle para Liam, a namoradinha do Niall para ele - embora agora eles já tenham terminado -, e eu cantei para Harry. A ideia era todas nós beijarmos eles no final. Elas beijaram, e eu apenas o abracei. Zayn perguntou "por que não o beijou?" e eu disse "não sabia se as directioners iam gostar de ver os cinco de uma vez sendo beijados, pensei em respeitá-las". E, então, todos no show começaram a gritar para eu beijá-lo, batendo palmas e assobiando - quase como fizeram comigo no casamento. Elas me apoiaram. Vocês não tem noção do quanto isso é raro, é praticamente impossível. Então, eu o beijei. E esse é só um de vários exemplos do quanto as pessoas nos amam como casal.
E não só elas. Eu amo "Hannie", nosso casal. Eu amo como nossas risadas combinam, eu amo como me sinto segura nos braços dele, eu amo como ficamos felizes ao lado um do outro, eu amo o seu sorriso branquinho e brilhante, eu amo os apelidos carinhosos que ele me dá e eu também amo dar apelidos carinhosos à ele. E eu sei que ele ama tudo isso também, ele até colocou em sua dedicatória para mim. Mas mesmo que ele não expressasse isso publicamente: estava escrito na sua cara, e eu sentia isso a cada batida do meu coração. Eu sentia que ele era o certo para mim. Sabia que ele nunca iria me decepcionar. E sabia que eu faria de tudo para não decepcioná-lo também...
E foi aí que eu entendi. Eu entendi o que eu sentia pelo meu pai e pela Kate, e o que eles sentiam por mim. Eu entendi o que eu sentia pelo Ian, pelo Noah e pela Lottie. E entendi o que eles sentiam por mim. Eu entendi o que eu senti quando soube que tinha uma criança dentro de mim. E, principalmente, entendi o que eu sentia pelo Harry.
(gif) Eu finalmente entendi o que o amor verdadeiro significa. Esse amor significa que você se preocupa com a alegria de outra pessoa mais do que com a sua, não importa quão dolorosa sejam as escolhas que você tenha que fazer para que isso aconteça.
"Quando eu achava que a vida real se limitava a isso, alguém apareceu e realizou meu sonho.
E agora na vida real eu acordo com rosas, champanhe, beijos e eu sei que sempre, sempre será assim.
Nos meus sonhos, você está bem ao meu lado, dois corações finalmente se encontrando, quando eu acordo, eu percebo que essa é a vida real"
sábado, 9 de novembro de 2013
Cap. 18: All That Matters / You're My Only Shorty
Nós continuamos abraçados por uns 5 ou 10 minutos. Até que os meninos se mexeram atrás de nós e falaram:
Liam: Que bom que tudo está bem.
Liam: Que bom que tudo está bem.
Niall: Você não tem nenhuma lembrancinha do bebê?
Eu: Da bebê. - eu disse, corrigindo-o. - É uma... era uma menina.
Harry: Era menina?! - disse ele, sorrindo fraco. - Ia ser uma gracinha.
Eu sorri ainda meio chorosa. De repente, ele ficou com uma cara emburrada.
Harry: Louis. - disse, se virando e levantando. - Você sabia disso tudo, né, filho da puta!?
Eu: Hazz... - disse, mas ele não me ouviu. - Hazz...
Louis: Sabia. - disse, sério, mas meio no tom de "que se dane".
Harry: Louis! - disse, batendo o pé até ele. - Vai se fuder, cara! - ele empurrou Louis.
Louis revidou, dizendo alguma outra coisa. E, aí, começaram a brigar. E não foi uma briga bonita.
Eles começaram se xingando e se empurrando, Niall, Liam e Zayn sem dizer nada, quietos do outro lado da sala. Eu estava apenas olhando assustada aquilo, mandando eles pararem.
Zayn: Eles não vão parar, Annie. - disse, com indiferença. - Eles sempre fazem isso.
Mas, assim que ele disse isso, Harry gritou "agora chega!" e deu um puta soco em Louis, que caiu com tudo no chão.

Eu gritei assustada, e fui atrás de Louis, caído no chão. Liam e Niall seguraram Harry, que se encontrava agitado, e Zayn veio comigo levantar Louis.
Zayn: É, isso não é tão normal assim.
Louis não disse nada, apenas pegou a mão de Zayn para ajudar a levantar. Colocou a mão em sua boca, e viu que havia sangue escorrendo nela.
Harry: Você escondeu de mim a gestação de Annie! - ele gritava. - Não me deixou participar dela! - Louis ainda estava virado de costas para ele.
Eu: A culpa não foi dele! - gritei, intervindo. - Ele estava na sala da médica quando ela disse que eu estava grávida e eu pedi que ele não te contasse!
Harry: Não devia ter te dado ouvidos! Você estava explodindo de hormônios e ele ainda te ouve?! Mas é um jegue, mesmo! - ele se virou novamente para as costas de Louis. - Seu idiota!
Louis deu um sorriso cruel e, em menos de dois segundos, se virou e revidou o soco de Harry - até mais forte e bem feito, e eu soltei outro grito, desprevenida. Mas Harry não caiu, apenas se apoiou no chão e colocou uma das mãos em seu olho que tinha sido atingido.
Louis: Esse foi pelo soco... - ele foi e deu um soco na canela de Harry. - E essa foi por me xingar, seu bosta.
Harry levantou e eles começaram tentar socar um ao outro novamente, mas eles se defendiam à tempo. Niall, Zayn e Liam me ajudaram a tentar parar os dois, mas não deu muito certo; Liam acabou levando um soco no ombro e Niall foi empurrado para trás, caindo no sofá.
Eu: Parem os dois! - eu gritava em vão. - Vocês vão acabar morrendo! Parem! Puta que pariu!
Noah: Quem vai morrer? - disse Noah, descendo a escadaria.
Ao ver Noah descendo, Louis impediu um último golpe de Harry e ficou segurando a mão dele fechada, entortando seu braço. Acho que ele havia entendido que Noah não merecia ver aquilo tudo; o garoto de 8 anos não estava entendendo nem o começo da história ainda. Harry desistiu, frouxou a mão, e Louis a soltou, quando Noah já tinha descido toda a escadaria.
Noah: Quem vai morrer? - ele repetiu.
Liam: Ninguém vai morrer. - garantiu Liam.
Noah: Mas eu, Ian e papai estamos ouvindo a gritaria de lá de cima. E eu ouvi barulho de soco, tipo daqueles filmes de ação e...
Niall: Ninguém estava se batendo -, cortou. - Vocês devem ter se confundido.
Noah: Mas enquanto eu estava descendo eu ouvi a Annie dizendo que...
Eu: Foi só uma maneira de dizer. - disse, ainda fitando o chão. - (gif) Me desculpe se te assustamos.
Noah: Tudo bem. Estou acostumado com tantas brigas - disse, indo para a cozinha. - Vou tomar chocolate quente lá fora.
Harry: Está frio. - disse Harry, fitando o chão envergonhadamente. E com razão, eu também não gostaria de assustar um garotinho.
Noah: Não me importo. - ele fechou a porta da cozinha atrás dele.
Eu, sem pensar, fui atrás dele. Não pensei que eles tinham finalmente parado de brigar, nem pensei que eles podiam voltar a brigar. Não pensei neles, nem em mim. Eu precisava falar com Noah.
Abri a porta devagar, e ele estava tomando chocolate quente na mesa, chorando baixinho enquanto tomava. Aquilo me deu um aperto no coração. Fechei a porta atrás de mim, fazendo barulho ao trancá-la para ele notar minha presença. Mas ele nem parou de chorar.
Eu: Noah... - disse, sentando na cadeira ao lado da dele - ... Está chorando por nossa causa?
Noah: Mais ou menos.
Eu: É só por minha causa, então?
Noah: Mais ou menos.
Eu: Tudo é mais ou menos para você? - disse, brincando com seus cabelos.
Noah: Mais ou menos.
Eu suspirei.
Eu: Noah... - ele olhou para mim - Escute, me desculpa por ir embora do nada, me desculpa por te deixar aqui só com dois homens que mal sabem cuidar deles mesmos, me desculpe por te fazer ficar com Lottie, me desculpe por quase não falar contigo esses meses todos, me desculpe por não te contar direito tudo o que aconteceu. Eu sei que aconteceu tudo muito rápido hoje, eu sei que você deve estar confuso, e eu vou te explicar tudo direitinho quando você quiser, não precisa nem ser agora. Só quero que saiba que eu sinto muito por tudo que te fiz e que eu te amo. Eu te amo muito.
Ele apenas assentiu, e aí começou a chorar mais.
Noah: Eu tô confuso... - disse, abaixando a cabeça. - (gif) Eu também te amo muito.
Eu: Ah, meu amor... - disse, abraçando ele na cadeira. - Não chore. Eu já estou aqui. Vai tudo voltar ao normal.
Noah: Eu quero saber pra onde você foi. - disse, ainda sem olhar para mim.
Eu: Para o interior da Inglaterra. Lembra da nossa casa de campo, naquela cidade cheia de mato, toda antiga, que você adorava ir? - ele assentiu. - Então, eu estava lá.
Noah: Se você sabia que eu amava, por que não me deixou ir contigo? Por que me deixou aqui?
Eu: Por vários motivos! O primeiro é que eu mal estava conseguindo cuidar de mim no momento, Joe teve que me ajudar esses meses todos. O segundo motivo é que você está em aulas, você tinha provas, lições, trabalhos, eu não podia te levar comigo. O terceiro é que sua guarda ainda é da mamãe, então eu não tenho direito de te levar à lugar algum.
Noah: É verdade que você tava grávida? - ele disse, olhando pra mim. Eu engoli seco. Ele abaixou a cabeça e deitou-a em seus braços. - Que que aconteceu? Isso me deixou muito confuso.
Eu respirei fundo e comecei a explicar. Expliquei que eu e Harry tínhamos criado uma "sementinha", expliquei que eu tive que ir para não xingarem o Harry, expliquei que quando se está grávida precisa de muita ajuda e não pode ficar fazendo esforço, contei que o bebê "sumiu"... Eu resumi tudo e ainda tive que dar uma amortecida, dar uma ocultada nos fatos mais realísticos, nojentos e dolorosos.
Ele levantou da cadeira, me puxou pelas mãos e me fez levantar também. Ele me olhou de cima a baixo, e, depois, colocou a mão na minha barriga.
Noah: Ele sumiu, mas logo, logo, ele volta, né? - ele disse, sorrindo pra mim.
Eu: Claro, Noah. - eu disse, sorrindo fraco de volta. - Você acha que ele vai ficar sumido pra sempre? Mas ele só volta quando eu e Harry quisermos de novo, e ainda vai demorar uns anos...
Noah: Ah, mas por que?! Quero ser tio logo!
Eu: Você nem vai poder levar ele pra passear se você virar tio agora! - disse, brincando. - Que tal quando você tiver 16 anos? Aí você vai poder sair com o bebê, e tudo mais. Fechado?
Noah: Fechado. - disse, ainda meio sério - Tudo que some, volta?
Eu: A maioria das coisas, sim. - disse, assentindo com a cabeça. - Por quê?
Noah: E quando... - ele parecia meio envergonhado de perguntar. Uma ou duas novas lágrimas caíram de seus olhos. - ... E quando a mamãe vai voltar pra cá? Quando a gente vai voltar a ser uma família?
Eu olhei para ele, desconsolada. Isso era meio que inexplicável. Eu pensei que ele já tinha entendido. Eu fiquei com muita pena dele, que não sabia direito nem onde estava vivendo. Eu o coloquei à minha frente e disse, séria:
Eu: Noah, a mamãe e o papai não vão voltar a ser mais Marido e Mulher. Eles são só Papai e Mamãe para você agora, entende? Eles... Eles não se amam mais tanto assim, a ponto de voltar a morarem juntos. Mas eles ainda são Mamãe e Papai... e Kate, pra mim. Entendeu?
Noah balançou a cabeça negativamente.
Noah: Não, você tá errada. Eu lembro que eles faziam um montão de planos que ainda não colocaram na vida real, e eu lembro deles falando que se amavam depois das brigas loucas deles. Essa é só mais uma briga louca. Eles vão voltar logo, logo.
Eu: Não, Noah... Dessa vez não é "briga louca", é briga de verdade. A mamãe descobriu... - eu tentei achar uma maneira de sensibilizar as coisas -... A sua mãe descobriu que o papai gostava de outra mulher ao mesmo tempo que amava sua mãe. Essa outra mulher era a minha mãe, e mãe do Ian também. Ele amava mais a sua mãe do que a minha mãe, mas quando ele disse isso pra sua mãe, ela não acreditou. Você tá acompanhando a história? - ele assentiu, prestando atenção, com os olhos cheios d'agua. - Ótimo. Minha mãe morreu, e o Ian veio morar na nossa casa. E aí a sua mãe ficou brava e triste, e agora ela não quer mais amar o meu pai. Ela não quer nunca mais ser a Mulher dele, mesmo que ele um dia queira ser Marido dela de novo. Entendeu?
Noah: Entendi... (gif) Mas só que... Eu pensei que ela sempre estaria aqui.
Eu: Ela não estará aqui, mas estará sempre contigo. Igual minha mãe: eu nem a conheci, ela não está aqui, mas sei que estará comigo para o que eu precisar. Todos nós sempre estaremos aqui para o que você precisar, sempre, sempre, sempre! Com ou sem casamento, com ou sem bebê, com ou sem dinheiro. Sempre estaremos contigo, sempre que precisar.
Noah: Eu preciso de uma família feliz, o que vocês vão fazer sobre isso?
Eu apenas fiquei fitando-o, com dó. Ele estava muito mal. Eu o puxei para perto de mim, o peguei no colo e o abracei forte.
Eu: Você sempre será da minha família, Noah. Eu nunca vou te abandonar.
Harry's POV
Assim que Noah entrou na cozinha, eu já ia voltar a brigar com Louis e dizer que a culpa de tudo isso era dele, mas aí vi que Annie tinha corrido para a cozinha, Louis já estava sentado no sofá com Niall, Liam e Zayn me seguravam nos braços e Lottie e John haviam sumido. Eu boiei legal, porque eu não vi nada disso acontecer.
Fiz um gesto bruto para que me soltassem, e sentei na poltrona, do outro lado da sala. Lottie e John chegaram com caixinhas de primeiros-socorros: gase, remédio básico, band-aid, etc. Lottie veio cuidar de mim e John foi cuidar de Louis.
Lottie: O que você tem na cabeça, Harry? Merda? - disse, baixinho, limpando meus machucados.
Harry: Ele teve o que merecia. - respondi também em voz baixa. - Aquele canalha...
Lottie: Aquele canalha salvou seu relacionamento, sua namorada, sua carreira e sua pele contra a Modest e o Simon. - disse, séria, sem nem olhar pra mim. - Você ia ser pai, Harry. Você ia ter responsabilidades mais do que triplicadas. Era assim que ia resolver as coisas? Batendo em seu filho? Batendo nos paparazzis? Gritando com Annie?
Harry: Óbvio que não! Eu ia...
Lottie: Você tem que crescer, Styles. - disse, cortando o que eu ia dizer. - Não só pelo fato de quase ter sido pai, mas no geral. Você já tem 19 anos, já é maior de idade faz tempo, e ainda transa sem camisinha e briga por causa de mentiras? Não importa a gravidade da situação, nada se resolve assim, Harry. - ela levantou, assim que terminou os curativos. - Cresce.
Ela saiu andando em direção ao banheiro, para devolver seu kit. Eu olhei para Louis e ainda estavam terminando de cuidar dos machucados dele, que haviam ficado feios. Eu me senti culpado. Levantei, mancando pelo chute na canela, e fui até ele. John se levantou para devolver o kit dele, Zayn disse que ia ao banheiro, e Liam levantou, ficando do lado de Louis.
Eu: Pode dar licença, parça?
Liam: Não vão voltar a se socar, vão, criancinhas?
Louis: Não, Liam. Pode ir. - disse, sem nem olhar para mim. Liam se foi, e ele olhou para mim. - E aí?
Eu me sentei ao lado dele.
Harry: Aí cara, mals aê por ter te socado.
Louis: E me derrubado no chão. E me chutado. E me machucado pra caralho.
Harry: É, o "mals aê" já tinha tudo isso nas entrelinhas, dããr. - ele riu, e eu ri junto. - Agora sério, eu acho que eu não posso ficar me estressando por nada, eu sempre faço isso e...
Louis: Faz mesmo. Toda hora.
Harry ... eeeee - disse, retomando - eu sei que estou errado. Me desculpa mais uma vez, não vai rolar de novo.
Louis: Tudo bem, cara. Desculpa também por ter revidado. Mas a culpa foi mais sua, mesmo. - disse, me dando um tapinha nas costas.
Lottie e John foram para um quarto, e Liam, Louis, Zayn e Niall foram jogar videogame com Ian. O pai de Annie estava dormindo, e ela ainda estava na cozinha com Noah, então resolvi ir lá ver a situação.
Quando abri a porta, encontrei os dois no meio da cozinha, em pé, abraçados, com Annie apoiando seu queixo na cabeça de Noah. Ela estava com os olhos cheios d'agua.
Quando ela me viu, apenas deu um sorriso fraco, mas não o soltou. Eu cheguei de fininho, beijei a testa dele e disse:
Harry: Tudo bem, campeão?
Ele saiu do abraço, mas sem sair dos braços de Annie, e apenas fez que sim com a cabeça, sem olhar pra mim. Annie aproveitou que ele estava olhando pro chão e disse, sem voz: "Peça desculpas à ele". Graças a Deus minha leitura labial estava bem treinada. Eu sentei numa das cadeiras da bancada, e dei umas batidinhas em outra, pedindo para ele se sentar. Assim que ele sentou, peguei a cabeça dele e trouxe até mim, brincando com ele. Ele riu. Annie se sentou do outro lado. Ainda com metade dele no meu colo, comecei a falar:
Eu: Aí, nanico, você sabe que sou todo moleque e tal, então desculpa se te assustei lá, é que eu tô meio nervosão esses dias, mas não liga pro tio Harry, eu já to bem e brincalhão de novo! Foi a falta da sua irmã que me deixou assim. - disse, olhando para ela e sorrindo. Ela sorriu de volta, e percebi que até Noah tinha sorrido. - Cê perdoa o tio?
Noah: Eu até perdôo, mas... - ele saiu do meu colo, ficando reto na cadeira de novo - ... desde quando você é meu tio, Harry?! Se toca! Só tenho 10 anos a menos que você! - ele disse, dando uns soquinhos na minha barriga.
Eu: Tem razão, tem razão. E aí, vamos jogar bola lá fora?!
Annie: Opa! Eu topo!
Noah: Eu também! Eu e o Harry contra você! - disse, apontando pra Annie.
Annie: Ah, aí não é justo! São dois craques contra uma café-com-leite! - ela se levantou. - Por que não chamamos os outros meninos e a Lottie?
Noah: Até o Ian?
Eu: Todo mundo! - disse, carregando-o pra fora.
Annie's POV
É impressionante a facilidade que Harry tem de fazer as coisas voltarem a ficar bem. Mesmo sendo infantil, ele consegue me deixar feliz, me faz sentir amada.
Chamamos o resto do pessoal e fomos lá pra fora, e foi até bom, já que meu pai já tinha acordado reclamando da barulheira - depois que eu contei que ele estava grávida, só faltou ele ter um ataque cardíaco! Noah foi se trocar enquanto fomos lá pra fora, no quintal. Eu senti tanta falta daquele quintal bem cuidado, verdinho, com meu irmãozinho brincando nele e meus garotos brincando entre si... Ah, que saudades!
Noah chegou à porta, todo feliz. Quando ele ia sair de casa, gritei do outro lado do quintal:
Eu: Noah! Você está descalça? - disse, indo até ele.
Noah: Tô, ué! E daí?
Eu: Nem pense em colocar os pés na grama! Hoje tá frio de verdade!
Ian: Pode vir comigo, a gente fica juntos até a Annie pegar seu tênis.
Noah: Mas eu queria ficar descalça!
Harry: E se... - disse, vindo até Noah -... Nós brincássemos de Aventureiros, e a Annie é a nossa ajudante, e se você encostar na lava - ele apontou para o chão -, você se afoga nela!
Noah: Me afogo nela?! - disse, interessado.
Harry: Se afoga na lava! Corra, ajudante Annie, ou nosso companheiro Noah vai cair na lava!
Eu: Sim, Senhor! - disse, rindo e entrando em casa. Saí depois de um minuto, correndo. - Aqui estão os tênis anti-lava!
Harry: Venha até mim, Comandante Noah, para eu colocar seus sapatos!
Noah: Estou indo, companheiro! Vou dar um super pulo interespacial! - ele disse, se jogando nos braços de Harry.
Ficamos brincando assim por um bom tempo. Futebol, vôlei, queimada, pega-pega, esconde-esconde, ficamos contando histórias de terror para ele... Foi uma festa, só pela minha chegada. E não tinha nada que eu mais queria naquele momento do que ficar com a minha família.
Lottie's POV
Quando deu umas quatro horas da tarde, um amiguinho de Noah ligou na casa dos Müller perguntando se ele não queria ir dormir na casa dele - o que Noah aceitou mais do que depressa, embora quisesse ficar com Annie. Annie disse que tudo bem, que depois ele aproveitava a volta da irmã, e às cinco da tarde Noah e John já iam embora da casa dos Müller. Eu ia dormir lá, no quarto de visitas, já que Harry dormiria com Annie.
Eu fui para a cozinha preparar um café da tarde, enquanto Harry e Annie conversavam algo na sala, sérios, quando alguém chegou por trás e me abraçou. Eu, pensando que era John que já havia voltado, nem me liguei, mas quando recebi um beijo no pescoço, percebi que não era a minha boquinha linda, não era a boca do meu amor.
Eu: Sai daqui, Ian! - disse, me desvencilhando dele e o empurrando.
Ian: Ei, calma! - disse, com aquele sorriso safado dele. - Eu não ia fazer nada!
Eu: Você quase me beijou, seu idiota.
Ian: "Quase" nada! Só tava brincando contigo! - disse, pegando um pouco do café que eu tinha preparado na cafeteira. - Que loirinha mais irritada... -, zombou.
Eu: Eu "acho" que tenho motivos para isso, né, Ian? - disse, séria.
Ian: Olha, eu queria pedir desculpas pelo jeito ridículo que eu te tratei, tanto quando nos separamos quanto na rodoviária, tá legal? Eu sei que fui idiota, eu sei que com 17 anos era pra eu estar melhor do que isso, mas eu não era tão maduro, ok? Aliás - disse, dando de ombros - , ainda não sou maduro do mesmo jeito, mas já tenho 18 anos e pela lei sou um adulto, e eu, agora como adulto, vim me desculpar por ter te tratado tão mal. Você aceita minhas desculpas?
Eu olhei em volta, pensei um pouco e, sem olhar pra ele, respondi que perdoava com a cabeça. Eu vi ele sorrindo. Ele vinha até mim novamente, começando a falar algo, mas logo levantei a cabeça e o empurrei novamente.
Eu: Escuta, Ian. - disse, ainda o segurando com uma das mãos em seu tanquinho coberto pela camisa. - Eu perdoei sua infantilidade. Não quer dizer que eu te queira de volta, e não quer dizer que eu vá te perdoar mais uma vez, tá entendendo? Eu amo o John, eu sempre amei o John, e eu fiz um grande erro me envolvendo em algo contigo. Eu só quero que me deixe em paz. Cai fora daqui.
Ian: Na verdade, eu só ia deixar minha xícara na pia. - disse, apontando a pia na qual eu estava apoiada. Eu corei. - Sinto muito que não confie mais em mim. Mas é verdade: eu ainda te amo. Pra valer. Tipo, você, além de gostosa e linda, é inteligente, carismática, paciente, amiga, fofa, gentil... Eu não sei como você consegue ser tudo isso e eu só... - ele colocou a xícara na pia e ficou apoiado nela, de cabeça baixa, como se estivesse sem forças -... Eu só fico te olhando, contemplando essa perfeição toda, me perguntando se um dia vou achar alguém tão legal quanto você. Mas eu queria sua amizade, sabe? Queria ser seu amigo, seu companheiro, talvez seu conselheiro. Queria que me ajudasse a me tornar um "bom homem" para eu achar uma "boa mulher" como essa que eu encontrei. - disse, sorrindo para mim.
Pela primeira vez em muito tempo, vi um sorriso sincero no rosto dele. Desde que eu havia terminado com ele, há 6 meses atrás, eu não via um sorriso bonito e sincero vindo dele. Annie havia chegado, e ele vinha estando sério e com sorrisos falsos desde sempre. Mas quando ele sorria pra mim, eu via que ele realmente exalava amor. Ele exalava compaixão e admiração por mim, e até mesmo respeito. Ele havia se tornado cuidadoso com as palavras que dirigia à mim desde aquele dia na rodoviária. Ele havia entendido que havia me magoado. E ele pediu perdão, perdão sincero. Mas eu não o queria de volta, claro que não. Mas e como amigo? Eu nunca nem sequer havia pensado naquela possibilidade - tudo que pensei era que ia querer muita distância dele. Mas agora com essa oferta...
Eu: Eu adoraria ser sua amiga, Ian. - disse, sorrindo, feliz. - Eu estou disposta a achar alguém bem legal pra você.
Ian: Então... Amigos? - disse, estendendo a mão.
Eu: É... - disse, sorrindo. Empurrei a mão dele e fui abraçá-lo - ... Amigos!
Nos desabraçamos, e logo ouvi a porta se abrindo. Ele pegou uns cookies que estavam na mesa e comeu, enquanto eu peguei novamente minha xícara de café, que havia deixado na mesa. John entrou na cozinha.
John: Oi amor! - disse, me beijando. Depois, olhou para Ian, sério. - Esse cara tá te incomodando?
Eu: Não, não, amor. - disse, olhando para Ian. - Ele... Ele é só meu amigo.

Lottie's POV
Quando deu umas quatro horas da tarde, um amiguinho de Noah ligou na casa dos Müller perguntando se ele não queria ir dormir na casa dele - o que Noah aceitou mais do que depressa, embora quisesse ficar com Annie. Annie disse que tudo bem, que depois ele aproveitava a volta da irmã, e às cinco da tarde Noah e John já iam embora da casa dos Müller. Eu ia dormir lá, no quarto de visitas, já que Harry dormiria com Annie.
Eu fui para a cozinha preparar um café da tarde, enquanto Harry e Annie conversavam algo na sala, sérios, quando alguém chegou por trás e me abraçou. Eu, pensando que era John que já havia voltado, nem me liguei, mas quando recebi um beijo no pescoço, percebi que não era a minha boquinha linda, não era a boca do meu amor.
Eu: Sai daqui, Ian! - disse, me desvencilhando dele e o empurrando.
Ian: Ei, calma! - disse, com aquele sorriso safado dele. - Eu não ia fazer nada!
Eu: Você quase me beijou, seu idiota.
Ian: "Quase" nada! Só tava brincando contigo! - disse, pegando um pouco do café que eu tinha preparado na cafeteira. - Que loirinha mais irritada... -, zombou.
Eu: Eu "acho" que tenho motivos para isso, né, Ian? - disse, séria.
Ian: Olha, eu queria pedir desculpas pelo jeito ridículo que eu te tratei, tanto quando nos separamos quanto na rodoviária, tá legal? Eu sei que fui idiota, eu sei que com 17 anos era pra eu estar melhor do que isso, mas eu não era tão maduro, ok? Aliás - disse, dando de ombros - , ainda não sou maduro do mesmo jeito, mas já tenho 18 anos e pela lei sou um adulto, e eu, agora como adulto, vim me desculpar por ter te tratado tão mal. Você aceita minhas desculpas?
Eu olhei em volta, pensei um pouco e, sem olhar pra ele, respondi que perdoava com a cabeça. Eu vi ele sorrindo. Ele vinha até mim novamente, começando a falar algo, mas logo levantei a cabeça e o empurrei novamente.
Eu: Escuta, Ian. - disse, ainda o segurando com uma das mãos em seu tanquinho coberto pela camisa. - Eu perdoei sua infantilidade. Não quer dizer que eu te queira de volta, e não quer dizer que eu vá te perdoar mais uma vez, tá entendendo? Eu amo o John, eu sempre amei o John, e eu fiz um grande erro me envolvendo em algo contigo. Eu só quero que me deixe em paz. Cai fora daqui.
Ian: Na verdade, eu só ia deixar minha xícara na pia. - disse, apontando a pia na qual eu estava apoiada. Eu corei. - Sinto muito que não confie mais em mim. Mas é verdade: eu ainda te amo. Pra valer. Tipo, você, além de gostosa e linda, é inteligente, carismática, paciente, amiga, fofa, gentil... Eu não sei como você consegue ser tudo isso e eu só... - ele colocou a xícara na pia e ficou apoiado nela, de cabeça baixa, como se estivesse sem forças -... Eu só fico te olhando, contemplando essa perfeição toda, me perguntando se um dia vou achar alguém tão legal quanto você. Mas eu queria sua amizade, sabe? Queria ser seu amigo, seu companheiro, talvez seu conselheiro. Queria que me ajudasse a me tornar um "bom homem" para eu achar uma "boa mulher" como essa que eu encontrei. - disse, sorrindo para mim.
Pela primeira vez em muito tempo, vi um sorriso sincero no rosto dele. Desde que eu havia terminado com ele, há 6 meses atrás, eu não via um sorriso bonito e sincero vindo dele. Annie havia chegado, e ele vinha estando sério e com sorrisos falsos desde sempre. Mas quando ele sorria pra mim, eu via que ele realmente exalava amor. Ele exalava compaixão e admiração por mim, e até mesmo respeito. Ele havia se tornado cuidadoso com as palavras que dirigia à mim desde aquele dia na rodoviária. Ele havia entendido que havia me magoado. E ele pediu perdão, perdão sincero. Mas eu não o queria de volta, claro que não. Mas e como amigo? Eu nunca nem sequer havia pensado naquela possibilidade - tudo que pensei era que ia querer muita distância dele. Mas agora com essa oferta...
Eu: Eu adoraria ser sua amiga, Ian. - disse, sorrindo, feliz. - Eu estou disposta a achar alguém bem legal pra você.
Ian: Então... Amigos? - disse, estendendo a mão.
Eu: É... - disse, sorrindo. Empurrei a mão dele e fui abraçá-lo - ... Amigos!
Nos desabraçamos, e logo ouvi a porta se abrindo. Ele pegou uns cookies que estavam na mesa e comeu, enquanto eu peguei novamente minha xícara de café, que havia deixado na mesa. John entrou na cozinha.
John: Oi amor! - disse, me beijando. Depois, olhou para Ian, sério. - Esse cara tá te incomodando?
Eu: Não, não, amor. - disse, olhando para Ian. - Ele... Ele é só meu amigo.
Harry's POV
Eu sentei com Annie no sofá e ficamos conversando sobre tudo o que tinha acontecido durante esse tempo. Ela me contou que Joe havia cuidado dela por todo esse tempo, não a forçou a absolutamente nada, só "meio que ficaram algumas vezes", mas logo depois ela terminou tudo porque não conseguia me esquecer, e sentia que estava usando ele - mesmo assim, tenho que me lembrar de dar um soco na cara desse moleque um dia. Ela me contou que foi apenas uma noite, que ela praticamente o obrigou a sair porque ele estava sem vida social por causa dela, e fazia tempo que ela não recebia mensagens malucas da Serial Killer que tava fazendo gracinha com ela... Mas, do nada, tudo aconteceu. Quando ela ia começar a falar alguns detalhes a mais, ela começou a ficar com os olhos mareados, e antes mesmo da primeira lágrima eu a mandei parar e a abracei no sofá.
Eu: Ei, ei... Calma... Não precisa contar isso agora. Podemos esperar, ok? Ou nem precisa contar os detalhes. Nós não precisamos ficar relembrando isso.
Annie: Eu só... Eu queria ter te trazido uma foto dela na maternidade, dela no meu colo... Para, quem sabe um dia, te mostrar... Ou só ficar mesmo de recordação pra mim... Queria que tivesse acompanhado o processo...
Eu: E pode ter certeza que, quando rolar de novo, e dessa vez nós vamos estar preparados, eu não vou desgrudar de você nem um minutinho e vou acompanhar cada batimento cardíaco que você e o bebê tiverem. Nem que o Slender tente vir até você, eu mato ele só com um soco de super-pai-protetor!
Ela riu, o que me fez sorrir. Sua felicidade era tudo que eu mais queria no momento. Na verdade, sua felicidade era sempre tudo o que eu queria.
Lottie chegou um pouco depois, enquanto eu ainda abraçava a Annie.
Lottie: Mas, Annie... Você não tinha feito tipo um vlog? Salvo tudo num DVD?
Annie levantou do meu colo - e do sofá - quase que voando, lembrando daquilo. Ela saiu correndo para o andar de cima, onde estavam as malas e caixotes dela, dizendo que não sabia se tinha jogado pela janela na adrenalina do momento em que estava encaixotando tudo ou se tinha mesmo trazido para Londres, e foi aí que eu percebi que deve ter sido uma barra pro Joe pra aturar Annie com hormônios hiper alterados, e cuidar de duas vidas. Se eu mal aguentava Annie fora da TPM, imagina ela com uma barriga gigante reclamando de dor e de fome e de tudo mais com o triplo de hormônios?!?! Por isso que só teremos filhos agora quando estivermos mais velhos, bem mais velhos.
Ela voltou com um CD na mão e já cheia de lágrimas escorrendo pelos olhos, mas com um sorriso no rosto. Ela deu para Lottie, que colocou no leitor de DVD, e ela se sentou novamente ao meu lado, ficando abraçadinha comigo. Começou a filmagem.
A filmagem começava no trem, dava pra ver que era filmada por ela mesma, pelo iPhone.
"Oi, pessoal!" - dizia, feliz. "Aqui estou eu, com os olhos inchados de tanto chorar... Já fazem... ", ela olhou no relógio, "... 3 horas que eu saí. Ainda faltam duas horas de viagem, e eu tô aqui com uma cabine só pra mim, então eu posso fazer o vídeo, falar alto, cantar e dançar sem ninguém mandando eu parar!", ela dizia tudo sorrindo, mas eu percebia que ela ainda estava um pouco triste. "Essa, então, é a primeira semana de longos 6 meses... Um semestre inteiro longe de vocês... Mas vai valer a pena. Logo, logo, eu volto pra vocês, igualzinha a Annie de 4 meses atrás! Eu prometo!"
Então, mudou para mais uma imagem. Era ela, já na casa de campo, com uma cara mais redondinha.
"Oi, meus amores! Que saudades de vocês!" - dizia, sorrindo. "Já faz um mês que eu estou aqui, ou seja, meu baby já está com 4 meses, e eu to com muita saudades de todos vocês..." - ela colocou a mão na barriga, sorriu e voltou a olhar para a câmera: "Harry, nosso bebê já está com saudades, também!" Ela começou a olhar para o chão e sorrir, sem graça. "Eu sinto... Eu sinto muita falta do meu Hazz. Eu não posso ligar para ele. Eu não posso nem falar um 'oi' pra ele, e ninguém da minha família tem notícias pessoais sobre ele... Só me restaram as revistas teens, como se eu fosse uma fan alucinada, procurando notícias sobre seu príncipe encantado... Você é meu príncipe encantado, Hazz. Se já não é o rei do meu mundo, da minha vida. E amanhã, eu vou descobrir se nossa sementinha é uma princesinha ou um bravo cavalheiro. O que você queria? Aposto que queria um menino. Eu também queria um menino, mas sonho muito com uma menininha, então...", ela respirou fundo, e uma lágrima caiu pelo seu rosto. "... Então é isso, meus amores. Eu sinto falta de todos vocês. Eu não me importo com o sexo do bebê, eu só quero que ele nasça e seja feliz e saudável e eu vou saber que ele será nosso, Hazz. Nosso. Ele... Ele é nosso.", ela sorriu e, mais uma vez, enxugou suas lágrimas, terminando o vídeo.

Eu queria virar para Annie, dizer à ela que aquilo era muito lindo, queria consolá-la, eu sabia que ela estava chorando em silêncio ao meu lado, mas eu não conseguia tirar os olhos da TV. Eu estava preso, tentando pegar cada detalhe. Cada detalhe da casa, cada detalhe de seu rosto gordinho, cada detalhe de sua barriga dilatada que às vezes aparecia na tela, cada lágrima que escorria, seus hormônios exalando e sendo reparado até mesmo através da tela. Eu estava magicamente paralisado. Ela, então, pausou o DVD. Eu olhei para ela, e ela tinha quase que o Rio Amazonas rolando pelo seu rosto. Eu a abracei, com meus braços muito maiores do que ela, e ela ficou com seu rosto encostado em meu peito, chorando e me abraçando forte por volta do meu corpo. Lottie sentou no sofá junto com nós dois e a abraçou também, e John logo veio. Ela tentava sorrir, se desvencilhava do meu abraço, tentando parecer forte, mas ela chorava mais e mais e mais. Eu sorri, tentando passar confiança, mas ela só chorava, muito.
Eu: Vamos dar logo o play e acabar logo com isso?
Annie: Eu não posso.
Eu: Tudo bem, assistimos outro dia então... - disse, me levantando.
Annie: Não, Harry... - disse, segurando meu braço para que eu me sentasse de novo. - Eu não posso deixar você assistir o resto.
Lottie: Ah... - disse, erguendo a sombrancelha. - É... Aquela parte?
Annie: É. - disse, tossindo e assoando o nariz nos lencinhos que John tinha trazido, já preparado.
Eu: Que parte? - disse, curioso. Elas se entreolharam, mas ninguém respondeu. - Que parte?
Eu já estava pensando em ver ela me traindo com John, ela beijando, abraçando, transando. Pensei que ela tinha mentido para mim quando disse que não tinha rolado nada. Pensei ver ela fumando e bebendo, ela pirando numas festas, mas então... Então, ela deu play. E a imagem ressurgiu.
Ela estava com aqueles "vestidos de paciente médico", eu sei lá o nome daquilo. Ela estava deitada numa maca, com um negócio no nariz para ajudá-la a respirar. Ela tinha os olhos mareados, mas seu sorriso ia de orelha a orelha, ela parecia ser a mulher mais feliz do mundo. Do lado dela, tinha um cara mais ou menos do meu tamanho, porém mais magro, também sorrindo muito, e eu supus que aquele era o Joe. O médico já estava sentado na cadeira, com gel e aquele monitorzinho, indo para cima dela. Foi aí que eu entendi o porquê daquela choradeira da Annie. Deve ter sido o dia mais especial da vida dela. E eu não estava lá.
Annie's POV
Tentei enxugar as lágrimas, mas elas simplesmente caíam como "chuveiros britânicos", como eles cantam em Over Again.
"Muito bem, mocinha linda...", disse o médico na gravação. "... Vamos, finalmente, descobrir se teremos uma princesinha ou um príncipe! O que você queria?" disse, enquanto arrumava mais alguns fios e botões da máquina.
"Uma menininha", respondi, sorrindo. "E você, Joe?"
"Um menino seria legal..." ele virou para a minha barriga e a acariciou. "... Mas sinto que vai sair uma princesinha, dessa vez."
Eu sorri. Olhei para a câmera, que tinha o Joe como cameraman, e perguntei à câmera: "E você, meu Hazz? Ia querer uma menininha, ou um menininho? Queria uma garotinha brincando de boneca pela casa, ou um molequinho correndo por aí e quebrando nossas coisas?" dizia, rindo.
Harry: Eu queria uma menina. - disse, sorrindo entre lágrimas, que já caiam de seu rosto. - Eu ia adorar uma menininha. - o Harry do presente parecia não se importar em não estar sendo ouvido pela Annie do passado, e nem parecia se lembrar que aquilo tudo eram só passado, que não tinha nem sequer uma bebê viva hoje em dia, o que me fez chorar mais.
O médico colocou aquilo na minha barriga.
"É gelado!" - disse, rindo. Joe sorriu, e o médico riu comigo, mas logo voltou o foco para a tela. "E aí, doutor?" perguntei ansiosa.
"Olha..." disse, com um ar desanimado. Logo depois, ele mostrou a tela para mim, sorrindo: "Você ganhou sua tão desejada princesinha!"
Eu dei um gemido/grito de alegria, e minhas lágrimas começaram a cair - no vídeo e na vida real. Joe apertava forte minha mão, e eu vi que o Harry do presente chorava e apertava minha mão assim como Joe havia feito. Eu gritei para Joe filmar a tela, e ele assim fez. Foi quando Harry ficou ainda mais impressionado.
Harry: (gif) Essa é minha filha. - disse, apontando para a TV, meio perdido no tempo.
Eu: Sim, Hazz... - disse, apertando a mão dele de volta. - Era nossa filha. Nossa filha que deu um puta trabalhão pra mim! - disse, sorrindo, embora eu ainda chorasse.
Voltando para a filmagem, mostrava mais alguns papéis sobre o ultrassom saindo da impressora do médico, ele dizendo quando os resultados estariam prontos e tudo mais. Eu saía de lá saltitando, quase voando, de tão leve que eu estava.
"Como você se sente sobre tudo isso, minha rainha?", perguntava Joe no vídeo.
"Minha nossa... Eu... Eu me sinto tão... Minha nossa!" eu dizia pelos corredores do hospital, cada vez mais animada e emocionada. "Eu só queria que todos pudessem ver isso... Mas isso não importa agora! Eu terei minha princesinha! Ouviu? Prin-ce-SA! Uma me-ni-NA!" gritava para a câmera, dando pulinhos. Algumas pessoas me olhavam bravas, pedindo silêncio, mas eu simplesmente não conseguia parar.
"E onde quer ir para comemorar essa descoberta fantástica, amor?", Joe perguntou.
"Eu, de primeira, queria ir ao Mc Donalds... Maaaaaas, pela segurança e saúde da MINHA princeSA, eu vou querer ir no Haj's, nosso restaurante de sempre!"
Haj's era um restaurante que servia de tudo, absolutamente tudo! Ficava na cidade vizinha da casa de campo, que era também onde eu ia fazer minhas compras e tudo mais. Eles tinham até um cardápio para gestantes - que eu sinceramente achei que nunca fosse usar pelo motivo certo, mas que sempre gostei de comer desse cardápio especial simplesmente por ser preparado com mais carinho e dedicação, tudo perfeitinho.
"Ei, Joe", eu disse no vídeo, pegando a câmera das mãos dele. "Você nem apareceu em nenhum vídeo! Já tá na hora!"
"Não!" ele disse, tampando a lente da câmera. "Me devolve, Annie!"
"Nananinanão, do mesmo jeito que a gente lutou pelo pirulito, a gente vai ter que lutar por essa câmera... A diferença é que aqui tem muito mais espectadores", disse, sorrindo com falsa crueldade.
Ele revirou os olhos, se rendeu, e tirou as mãos da lente. "Oi", disse ele.
"Diga alguma coisa pro pessoal de casa! Diga alguma coisa pra nossa princesinha ver, quando crescer!" eu dizia, por trás da câmera.
Harry: "nossa" princesinha, Annie? - disse ele, bravo, ao meu lado. - Princesinha "de vocês"?
Eu: Ele me acolheu, ele me ajudou a cuidar, ele foi meu namorado, Harry. Ela era minha princesinha vinda de você, mas, naquele momento, ela também era de Joe. Ele passou os momentos com ela.
Harry: PORQUE EU NEM SABIA QUE VOCÊ TAVA GRÁVIDA! - gritou, alterado pelo ciúmes.
Lottie: Sem discussão, pessoal! Vamos continuar assistindo!
"Bom...", disse Joe. "Eu queria dizer um oi pro pessoal de Londres, tio Müller, embora não saiba da existência desse mini-ser dentro da sua filha, queria te assegurar que nós todos estamos bem, e eu estou com saudades de você e de Londres. Vou visitar vocês assim que der! Sra. Müller, que não é mais Müller, embora esteja pouco se fudendo pra sua filha, eu também te adoro, mas não to com saudades, então vai se fuder." Dava para ouvir minha risada vinda de trás da câmera. "Pra Lottie... Eu não vejo a Lottie faz um booooom tempo, deve estar super gatinha... Brincadeira, brincadeira, eu sei que você já tem namorado", disse, rindo. "Eu só queria dizer que as portas aqui também estão sempre abertas pra você, você podia convencer Annie de vir mais uma vez para cá, você vinha com ela, trazia seu namoradinho...", ele parou por aí, apenas dando um sorriso safado, e me fazendo soltar uma gargalhada. "Ian e Noah, eu não conheço vocês. Só vi o Noah uma vez, e o Ian brotou na família. Então, só posso mandar um abração pros dois, muita paz e saúde, cuidem bem desse tesouro aqui quando ela voltar!" disse, apontando para mim, que estava atrás da câmera. Lembro de ter ficado vermelha.
"Ótimo, lindinho. Obrigada, eles vão adorar!" disse, já abaixando a câmera para desligar.
"Espera!" - ele puxou a câmera novamente para ele. "Já desligou? Não, ok... Styles. Harry Styles", disse, sério. Eu lembro de ter ficado séria nessa hora também. "Você terá em suas mãos o presente mais precioso do mundo, que é uma mulher que te ama acima de tudo, faz absolutamente tudo por você, ela ignora seus próprios sonhos só para ver um simples sorriso em seu rosto. Enquanto ela tá aqui, não tem um dia que eu não ouço a frase 'Eu amo o Harry' saindo da boca dela, não importa se está formulada exatamente desse jeito ou não. Mas ela nem precisaria falar: dá pra ver nos olhos dela que, só de lembrar de você, ela já fica com os olhos brilhando e se enche de saudades. Ela, antes de dormir, pega uma foto sua e reza para você estar bem, diz para sua foto que vai voltar logo. Ela nem sabe que eu sei disso, agora ela sabe e tá fazendo cara de surpresa e brava ao mesmo tempo pra mim", disse, sorrindo. Ele prosseguiu: "Eu só peço que cuide extremamente bem desse diamante raro que temos aqui perto de nós todos. Porque, se você não cuidar... (gif) Tem quem cuide", disse, zoando com a cara de Harry.
A imagem sumiu logo depois disso. Apareceu uma imagem de mim, já muito mais gordinha no rosto e nos seios. Eu sorria, emocionada, como em todos os outros vídeos.
"... Ooi..." disse, posicionando a câmera em mim. "Aqui estou eu, de novo. Hoje faz exatamente 7 meses que eu estou grávida, e exatamente 121 dias que eu estou aqui. E, para comemorar essa data 'importante', parece que nosso Papai do Céu mandou um presentinho para nós, Hazz... Nosso bebê está extremamente bem, super saudável. Eu fui hoje na médica conferir tudo. Ela está super fortinha, uma princesa guerreira! Agora, a novidade..." eu enxuguei algumas lágrimas do meu rosto, e continuei: "... (gif) Eu senti o bebê chutando pela primeira vez.", disse, com um rosto feliz.
"Foi super legal!" disse Joe, chegando por trás de mim.
"Pois é!" disse, sorrindo para ele e depois para a câmera. "Nós estávamos voltando para casa de táxi, já que o carro de Joe está no concerto, e nós estávamos conversando e, de repente, senti ele mexer. Quando eu fui dizer 'ela se mexeu', ele quase explodiu minha barriga de tão forte que ele me chutou!" disse, rindo.
"Que exagero!" disse Joe, rindo comigo. "Mas ela começou a gritar no carro e a chorar, o taxista parou e eu pensei que ela estava tendo um filho prematuro, eu quase tive um ataque cardíaco até ela dizer, no meio da choradeira, que ela 'só' tinha chutado pela primeira vez!"
"Mas foi muito lindo! Muito dolorido, porque eu nem sabia que era tão forte assim, mas também foi emocionante saber que ela já tem as perninhas formadas e fortinhas pra dar um chute em mim. Eu acho que ela vai gostar muito de correr e de jogar bola, Hazz... Se prepare!"
E, então, a imagem escureceu. Quando ia passar para o próximo vídeo, apareceu uma mensagem: "o último vídeo foi apagado pelo dono do CD"
Harry olhou para mim, e eu dei de ombros, enxugando as lágrimas, como se não quisesse dar explicações. Mas ele as pediu mesmo assim.
Harry: Por que apagou o último? O que tinha no último?
Eu: Eu tinha acabado de perder o bebê. - disse, séria, tentando parar de chorar de verdade agora. - Eu estava feia, pálida, chorona, fora de mim. Achei melhor deletar. Nem eu mesma queria ver o meu estado novamente.
Ele apenas assentiu com a cabeça, e se levantou. Estendeu as mãos para eu me levantar, e assim fiz. Ele me abraçou forte, e ficamos assim, parados, quietos, por alguns longos minutos. Lottie e John nos deixaram sozinhos na sala, indo para o quarto deles. Eu primeiramente fiquei só parada, segurando nos braços dele, sentindo a respiração dele no meu pescoço e ele me abraçando forte pela cintura, mas logo depois, comecei a ficar emocionada novamente e me abracei nele.
Harry: Me desculpe por toda essa confusão que causamos, e me desculpe por não ter estado contigo. Eu devia ter sido mais cuidadoso.
Eu: A culpa... - eu tentava segurar as lágrimas que queriam cair. - ... A culpa não foi sua. Por favor, não se culpe.
Harry: Vamos só esquecer que tudo isso aconteceu, okay? - ele perguntou, afastando nossos corpos e olhando em meus olhos.
Eu: Okay. Qualquer coisa.
Harry: Eu só quero te ver sorrindo, feliz novamente.
Eu: Eu estou feliz agora, Hazz. Afinal... - eu disse, abraçando-o novamente. - ... eu estou com você.
Lottie's POV
Eu fui para o quarto com John, e ficamos jogando videogame em silêncio, até que eu resolvi dizer algo, só para tirar aquela tensão estranha do ar:
Eu: Já fez a lição para amanhã?
Ok, não foi o melhor jeito de começar uma conversa.
John: O que você quer perguntar, exatamente? - disse ele, sacando a tentativa (#fail) de puxar conversa.
Eu: Queria saber porque você tá tão quietinho. Você quer dizer alguma coisa?
John: Ah, não... Sei lá... Tipo... É tudo tão estranho... Imaginar a Annie... grávida. É óbvio que todo mundo imagina e sabe que eles transam, só pela cara de safados dos dois já dá pra notar de cara, mas pensar nos dois sendo irresponsáveis a ponto de terem uma filha?! Isso é uma loucura.
Eu: Não é irresponsabilidade! - disse, defendendo Annie.
John: Ah, não? É o quê, então? - ele pausou o jogo, para olhar para mim. - Isso é normal pra você? É certo? Quer ter uma filha com 17 anos?
Eu: Dezoito. Ela tem dezoito. E claro que eu não quero, mas eu também não acho que tenha sido irresponsabilidade... Foi só... Ah, sei lá! Vamos mudar de assunto, vamos? - disse, dando um selinho nele. - Você lembra o que temos amanhã?
John: Um ano! Como eu poderia esquecer?! - disse, feliz, me beijando de volta.
Eu: E... Que tal começarmos a comemorar um pouquinho antes?
Ele me olhou, com uma cara confusa, e depois fez uma cara de assustado, se levantando da cama. Por impulso, fiz uma cara assustada também, mas permaneci na cama. Até que ele se virou, e foi até a porta.
Eu: Ei! Espera! O que houve?
Ele parou em frente a porta, com a mão na maçaneta. A virou. A porta se abriu. Ele colocou a cabeça para fora, olhou para os dois lados e, então... a fechou novamente. Sim, com ele dentro, mesmo. Pegou a chave que estava na estante e trancou a porta, se virando para mim, com um sorriso safado no rosto.
Eu: Quase me matou de susto, babaca! - disse, rindo, e mordendo meus lábios. Eu levantei e o beijei.
John: Só queria nos deixar com mais privacidade, amor... - disse, me beijando de volta, mas com um beijo um pouco mais quente.
Eu pulei no seu colo, ele apertou minha bunda, e ficamos nos beijando em pé, encostados na parede. Ele me afastou um pouco da parede para que eu pudesse tirar minha blusa, e eu assim fiz. Ele me largou apenas para tirar a blusa dele, que eu ajudei, e depois me atirei em seus braços novamente. Quando comecei a sentir que seu amiguinho estava ficando mais ereto, tirei uma das minhas mãos de seu pescoço e abaixei até sua calça, acariciando seu brinquedo ainda por cima da calça, o que o fez gemer baixinho. Quando começou a dilatar, eu parei, dando um sorriso malicioso para ele. Nós continuamos nos beijando, e só quando não tínhamos mais fôlego é que fomos para a cama.
Ele foi violentamente tirando meu shorts, enquanto eu mesma tirava meu sutiã. Logo depois, tirei sua calça e sua cueca, e ele, pra finalizar, tirou minha calcinha.
Sabe, desde a primeira vez que havíamos transado, muita coisa havia mudado. O amor cresceu, a confiança também, o ciúmes diminuiu, passamos a nos entender mais, deixamos a vergonha de lado - já que, agora que já havíamos nos visto por completo, não precisávamos ter vergonha de, por exemplo, colocar a mão na coxa um do outro -, e tudo isso deixou nosso namoro ainda melhor do que já era. E o sexo também melhorou. Afinal, desculpem os românticos, mas sexo precisa ser sexo. "Fazer amor" não vale. Desde que eu fiz sexo com Ian, eu disse ao John que nós podíamos ir "evoluindo" aos poucos nessa área, e ele ficou muito feliz, disse que também queria que tivéssemos algo mais... real.
Ele começou a me lamber e a me chupar, desde a minha parte íntima até minha boca.
E, logo depois dessa e de mais algumas preliminares, ele me penetrou. Ficamos transando por algumas horas. Eu não sei ao certo quantas foram. Quando estávamos juntos, quando estávamos transando, eu não tinha ideia de como passava o tempo. Às vezes parecia se passar rápido demais, mas em outras vezes parecia que o tempo estava congelado. E, também, quem se importa? Eu estava com ele. Ele é tudo que importa para mim.
"Você é tudo o que importa para mim, não se preocupe com mais ninguém, se não é você, não sou eu mesmo. Para me completar, você é tudo o que importa para mim.
O que é a cama de um rei sem a rainha? Não existe "eu" no time! Para me completar, você é tudo o que importa para mim"
... 8 meses depois ...
Annie's POV
Oito meses se passaram? Eu nem podia acreditar! E passou tão rápido! E tanta coisa aconteceu!
Bom, no dia seguinte daquela maldita "Sessão DVD" na minha casa, teve a comemoração de um ano de namoro de Lottie e John, e nós comemoramos o dia todo: os acordamos com um café da manhã na cama, e a música de namoro deles - "All That Matters", do Jus Bieber - tocando no último volume. Tiramos muitas fotos e tudo mais, e almoçamos juntos em casa - eu, Harry, papai e Noah fizemos um almoço especial para os dois, enquanto eles tomavam um banho e se arrumavam. Depois, eles saíram - sozinhos, dessa vez - para sabe lá onde, e só voltaram onze da noite. Lottie já estava morando em casa faz tempo, e é óbvio que John praticamente também, então os dois chegaram e já se trancaram no quarto. Pelos beijos que foram dando no meio do caminho, já pudemos imaginar como foi o final da noite. Eu achei engraçado que eu era assim aos meus 16 anos. Eu só pensava em sexo e em festas. Em festas e em sexo. Foda-se a escola, foda-se os parentes, foda-se a boa reputação. Eu era rica. Eu podia fazer o que eu quisesse. E com quem eu quisesse. Ninguém podia falar mal de mim, ou eu difamava na frente de todos. Não era o certo, é óbvio que não era, mas quem havia me ensinado aquilo tudo era Aria, minha antiga melhor amiga e minha "ídola", que me ensinava de tudo para sobreviver no meio selvagem chamado "Vida Real".
Agora, quase quatro anos depois daquela época de "Haters Gonna Hate", eu penso completamente diferente. Eu tenho vinte anos agora. Eu sou completamente diferente daquela menininha que eu era há tanto tempo atrás. É óbvio que eu ainda era rica, ainda amava festas e amava sexo. Mas agora, sexo e amor eram a mesma coisa, e se resumiam à uma só pessoa. Festas eram mais raras na minha agenda, e, quando elas rolavam, eram menos "putaria solta", mas trocamos a pegação por muita bebida, o que também foi uma ótima troca.
Mesmo tendo economias suficientes para me sustentar até, sei lá, quarenta anos, eu trabalho agora. Não é um trabalho super-hiper complicado, mas é um trabalho. Eu sou responsável (pelo menos um pouquinho), eu aprendi a cozinhar, aprendi a me virar com o que eu queria, eu estava na faculdade, eu estava tomando um rumo na minha vida.
Harry havia ido para turnê por sete meses, ele havia voltado à pouco tempo, e fiquei feliz de ele ter vindo para estar comigo no meu aniversário. Eu ia para a faculdade de manhã - Faculdade de Música, aliás -, e voltava meio dia. Mas, assim que saí da facul, vi Harry esperando por mim em frente à escola. Eu sorri e fui correndo até o carro. Assim que ele viu que eu o havia encontrado, saiu do carro, me esperando. Faziam sete meses que eu não o via. Ele disse "Feliz aniversário!", gritando, enquanto eu me aproximava, com um sorriso no rosto.
Todas as meninas sabiam que eu o namorava, mas ele praticamente nunca vinha me buscar na faculdade, então todos ficaram boquiabertos. Ele não vinha me buscar há, sei lá, um ano? Ele só havia me buscado umas duas ou três vezes, já que tinha começado a faculdade menos de dois anos atrás.
Cheguei correndo até ele, gritando escandalosa como sempre, e pulei no colo dele, sorrindo.

Eu já estava tão acostumada com ele indo e voltando todo mês, com ele correndo riscos e eu rezando todos os dias para que ele voltasse - inteiro, de preferência -, que eu nem chorava mais. Mas é óbvio que, por dentro, eu me sentia muito emocionada. Eu me sentia completa quando ele chegava, era como se nada mais importasse.
Harry: Pronta para curtir o melhor aniversário da sua vida?
Eu: Ih, só porque você voltou, é? Que convencido! - disse, dando um soquinho falso no ombro dele.
Harry: Ah, também... - disse, sorrindo, metido - ... mas não só por isso. Eu preparei umas coisinhas especiais para nós... Digo, pra nós e pra todos os nossos amigos! - ele abriu a porta do carro pra mim, e eu sorri, entrando.
Eu: Hm... Preparou, é? E que amigos são esses? Não venha me dizer que preparou algo como uma super festa ou qualquer coisa do tipo, por favor! Já passamos dessa fase, né?! - disse, rindo.
Harry: Claro que não! É só uma festinha íntima... Os meninos, Lottie, John, Ian, Justin, Selena, e mais uns colegas...
Eu: Justin e Selena?! Ah, meu Deus... E eles estão juntos de novo?!
Harry: Eu sei lá! Mas quando eu convidei Jus, ele perguntou se podia chamar a Selena, e eu disse que tudo bem, né?! Fazer o quê! Vamos para a nossa casa de praia, e lá começamos a festança!
Eu: Wow! Vamos até pra longe? Isso tem cara de estar muito bom! Vamos ficar quantos dias lá?
Harry: Aproveitando que suas aulas terminaram hoje, vamos ficar cinco dias, ou seis. Noah e seu pai vão para lá no terceiro dia, se não me engano, e aí ficaremos todos juntos. Tudo bem, amor?
Eu: Aham! Vou deixar minha mala aqui no banco de trás, beleza? - eu me virei para jogar a mala, quando vi uns negócios enormes nos bancos de trás (que eram duas fileiras, já que o carro era personalizado para o Harry, que era hiper festeiro), cobertas por panos. - O que é isso, Styles?
Eu: Aham! Vou deixar minha mala aqui no banco de trás, beleza? - eu me virei para jogar a mala, quando vi uns negócios enormes nos bancos de trás (que eram duas fileiras, já que o carro era personalizado para o Harry, que era hiper festeiro), cobertas por panos. - O que é isso, Styles?
Harry: Ah, só alguns preparativos pra festa.
Eu: Nossa... Mas tanto preparativo assim? - disse, olhando para ele, curiosa.
Xx: Tem preparativo mais importante do que os convidados?
Eu gritei e olhei para trás, assustada. Quando vi de onde isso tinha vindo, abri o maior sorriso do mundo!
Liam, Louis, John, Lottie, Zayn, Niall e Ian estavam nos bancos de trás! Eles estavam cobertos por aqueles panos - pois é, não tinha preparativo nenhum, eu tinha achado até estranho já que o Harry é do tipo que faz tudo de última hora.
Eu: O que estão fazendo aqui?!
Liam: O que você acha?!
Zayn: Viemos pra festa, claro!
Louis: Aliás, PARABÉÉÉÉNS! - disse, tocando uma corneta no meu ouvido.
Eu gritei, assutada, mas todos acabaram rindo.
Niall: E é quanto tempo de viagem, Harry?
Harry: Pelas minhas contas, dá umas duas ou três horas de viagem. Se a gente for parar pra comer, o que com certeza vamos fazer, dá umas três horas e meia.
John: Ah, nem é tanto tempo assim!
Lottie: Com essa companhia toda, vão parecer trinta minutinhos!
Fomos conversando sobre isso no começo da viagem, mas logo colocamos um som e começamos a viagem de verdade. "Love, Money, Party" foi a música que surgiu no rádio. E eu acho que não tinha música melhor para o momento.
Chegamos, comemos, dançamos, brindamos, jogamos videogame, nadamos no mar e na piscina, jogamos ping-pong, brincamos de verdade ou desafio - coisa de adolescentes, eu sei, mas quem liga?! -, fizemos marshmallows na fogueira, assistimos vários filmes, conversamos sobre várias coisas "inadequadas para menores", bebemos mais, dançamos mais, nadamos de roupa e tudo no mar, fomos tomar banho e aí, só quando já eram quatro da manhã, é que fomos dormir.
No segundo dia não foi diferente. O primeiro a acordar foi Harry, ao meio dia e meia, já que tinha bebido menos, e me acordou - o que não foi boa ideia, já que eu tinha sido a que tinha bebido mais -, mas eu virei para o outro lado e dormi de novo, e só acordei três da tarde. Parece tarde, mas acordei antes de Louis e Zayn! E, óbvio, fomos cantar "It's Time To Get Up" para os dois.
Isso já era tradição: quando íamos todos viajar - "todos" inclui pelo menos Zayn, Louis, Liam, Niall, Harry e eu -, os dois últimos a acordar eram acordados por nossa canção meio country/lento meio rock/desajeitado. Eles acordaram já tacando travesseiros em todos nós e mandando todos nós se fuderem, mas ninguém ligava.
O café da manhã foram Waffles e Vodka. Mas eu resolvi tomar café mesmo, tirar um pouco daquela ressaca. Fui para a banheira de hidro, fiquei lá até umas quatro ou quatro e meia, e fui tomar um banho. Saí e vi todos se arrumando.
Eu: Ei, o que é isso?
Harry: Bom, isso aqui é uma viagem de aniversário, então acho que devemos aproveitar a viagem e "re-conhecer" os lugares, comer fora, dançar fora e tudo mais. A nossa party só foi aqui dentro ontem, porque estávamos cansados demais pra procurar um pub legal.
Lottie: Eu já separei um modelito pra você, agora vai lá, se troca, faz seu cabelo que saímos em meia hora!
A Lottie tinha até separado um vestido maneiro, mas eu acabei escolhendo minha própria roupa, cabelo e maquiagem, e devo dizer que não ficou tão ruim. Como o porta malas do carro de Harry é enorme e fizeram minha mala sem eu saber, acabaram colocando duas malas minhas só de roupas, então eu tive muitas opções! Eu escolhi um estilo mais despojado e soltinho, já que estávamos na praia mesmo... De noite fazia um pouco de frio, mas a previsão do tempo já havia confirmado um calorzão nessa noite... Sorte minha!
Finalmente saímos, lá pelas nove da noite. Passamos a noite toda comendo aperitivos em bares, bebendo (mas sem exagerar), conversando... Até que deu meia-noite.
Louis: Ei! Já são meia noite e cinco no meu relógio! Que tal já irmos pegar uma baladinha?
Eu: Eu topo! - disse, bebendo todo o resto de cerveja que tinha no meu copo.
Liam: Vamo nessa!
Zayn: Eu vou ligar para algumas amigas minhas que moram por aqui para comemorarmos juntos, beleza? - ele disse, com um olhar safado, já pegando o telefone. Ele havia "dado um tempo" com Perrie e agora estava aproveitando novamente a vida de solteiro.
Harry: É melhor a gente ligar pra uns seguranças...
Niall: Que seguranças, o quê! Vamos logo!
Mas Harry mesmo assim mandou um SMS avisando, e eles disseram que estavam a caminho.
Lottie: Um brinde à noite perfeita que será essa noite!
Nós brindamos, e fomos festejar. E, olha... Festejamos mesmo.
Finalmente saímos, lá pelas nove da noite. Passamos a noite toda comendo aperitivos em bares, bebendo (mas sem exagerar), conversando... Até que deu meia-noite.
Louis: Ei! Já são meia noite e cinco no meu relógio! Que tal já irmos pegar uma baladinha?
Eu: Eu topo! - disse, bebendo todo o resto de cerveja que tinha no meu copo.
Liam: Vamo nessa!
Zayn: Eu vou ligar para algumas amigas minhas que moram por aqui para comemorarmos juntos, beleza? - ele disse, com um olhar safado, já pegando o telefone. Ele havia "dado um tempo" com Perrie e agora estava aproveitando novamente a vida de solteiro.
Harry: É melhor a gente ligar pra uns seguranças...
Niall: Que seguranças, o quê! Vamos logo!
Mas Harry mesmo assim mandou um SMS avisando, e eles disseram que estavam a caminho.
Lottie: Um brinde à noite perfeita que será essa noite!
Nós brindamos, e fomos festejar. E, olha... Festejamos mesmo.
Ficamos baladando até umas 6 horas da manhã. E nem estávamos cansados, mas muito bêbados, tanto que nos impediram de dirigir e tivemos que dar as chaves para os seguranças que o Harry tinha chamado, e cada um deles dirigiu um carro (eram dois carros, pois já que tinha muita gente, resolvemos alugar um carro lá mesmo). Chegamos em casa com o dia já raiando, na verdade já estava quase completamente claro, e nós estávamos quase completamente malucos, de tão bêbados. Ficamos jogando cartas - tipo, literalmente jogando cartas uns nos outros -, quando resolvemos dormir.
Eu fui a primeira a acordar, às 10 horas da manhã. Eu nunca consigo dormir muito, quando estou sem sono. Já havia passado a minha loucura por causa da bebida, então meu corpo já se sentia pronto pra acordar, e assim o fiz. Levantei com calma para não acordar Hazz, que estava deitado no meu lado, coloquei um moletom por cima do pijama - que era muito curtinho para o frio repentino da manhã -, saí do quarto e fui na pontinha dos pés até a cozinha, fiz um café pra mim, e o tomei sentada na varanda, lembrando da noite passada. Bebemos, dançamos, vi os meninos ficando com todas, e eu só tinha olhos para Harry, assim como ele comigo. Quando voltamos, ainda brincamos e "brigamos" todos nós, e eu fui para o quarto com Hazz. Nós transamos. Mas não foi uma transa maluca e bêbada, igual sempre fizemos, bêbados ou não. Foi extremamente romântica. Ele olhava nos meus olhos, me beijava, sussurrava coisas bonitas no meu ouvido. Eu o arranhava, mas sem safadeza. Eram arranhões para mostrar que eu estava gostando, que eu queria mais. Ele passava as mãos por mim, mas não me apertando como sempre fez; ele passava suas mãos por mim, como se estivesse me medindo, como se quisesse reconhecer cada centímetro do meu corpo, como se aquilo não fosse dele, como se ele nunca mais fosse tocar em mim - o que era uma grande mentira.
Eu sorri. Eu sorri de felicidade e de emoção. Ele havia preparado tudo aquilo pra mim, e sozinho. Ele chamou todo mundo, ele preparou a casa, ele pediu permissão para meu pai, ele foi me pegar na escola, ele dirigiu a maior parte do tempo, ele, ele, ele. É por isso que eu o amava tanto. Eu daria a minha vida por ele. Eu daria a minha vida para ele. Eu queria minha vida com ele.
Eu ouvi um barulho vindo do meu quarto, e supus que era Harry, que tinha acordado. Como já tinha terminado meu café, apenas deixei a xícara em cima da mesa e fui andando de volta para o quarto. Eu abri a porta devagar.
Eu: ... Hazz? - perguntei, baixinho, abrindo a porta bem devagar, para caso ele ainda não estivesse acordado.
Ele deu um pulo na cama, começou a arrumar tudo desesperadamente, e depois pegou o livro que ele tinha deixado cair no chão.
Harry: O-Oi, amor! B-Bom Dia!
Eu: Oi.. - disse, rindo. Fechei a porta novamente, comigo dentro. - Tudo bem? Parece assustado... Te acordei?
Harry: Claro que não! - disse, sorrindo super fofo. - É que tô lendo um livro de suspense, meio terror, aí o rangido da porta me assustou e tals...
Eu: Awn, como meu bebê é medroso! - disse, rindo e pulando na cama. - Dormiu bem?
Ele me abraçou forte, tipo muito forte mesmo. Ele cheirou meu cabelo, e depois me deitou em seu peito, e ficou brincando com nossas mãos entrelaçadas, sem responder minha pergunta. Eu sorri, e apenas deixei levar pelo momento. Esses momentos "Cute Hazza" eram raros de acontecer.
Eu: Ei, meu Curly Boy, por quê você tá tão fofinho hoje?
Harry: Sei lá, sonhei com nós dois juntos, e foi muito bom... E a noite de ontem também foi perfeita, assim como a viagem toda tá sendo pra mim... Aí fiquei pensando em o quanto eu te amo. Eu te amo tipo muito mesmo, sabia?
Eu: Claro que sabia, bobinho! - disse, abraçando-o e beijando-o. - E você sabia que eu também te amo muuuuuuito?
Harry: Sério? Olha, não sabia, não! - disse, brincando. Ele voltou a atenção para nossas mãos.
A mão dele parecia suar, assim como o rosto dele também suava. Eu, deitada no peito dele, sentia seu coração disparado. Eu olhei para a Stylesconda, mas ela não estava "agitada", então significa que isso tudo não era desejo, e sim desespero, mesmo. Mas decidi não dizer nada. Eu ouvia ele suspirando, respirando pesado, como se tentasse dizer algo, mas não conseguisse. De repente, depois de uns 10 minutos naquele estado louco dele, ele se sentou na cama, fazendo eu me sentar também, mas sem largar minha mão.
Harry: Ei, amor...
Eu: Fala, lindinho. - disse, sorrindo. Eu estava achando muito fofo aquele nervosismo dele, embora eu nem soubesse porquê.
Harry: Sabe o que ficaria muito bonito nessa sua mãozinha super delicadinha? - diz que "não" com a cabeça. - Um anel. O que acha? Não ficaria lindo?
Eu olhei assustada para ele. Era o que eu estava pensando? Eu só assenti com a minha cabeça, afinal, realmente ficaria bonito um anel, fazia muito tempo que eu não comprava um.
Harry: Eu tenho um aqui, quer experimentar? - ele disse, super nervoso. - Quer ver o anel que eu comprei pra você?
Eu: Q-Quero. - disse, trêmula e nervosa, mas ainda sim com um sorriso no rosto.
Ele se levantou, procurando algo debaixo do travesseiro dele. Eu levantei, tremendo, já imaginando o que seria. Quando ele finalmente achou, ele deu um sorriso enorme, o que, de fato, também me acalmou. Ele ficou em pé também, olhou nos meus olhos, sorriu e logo depois se ajoelhou.
Eu: Puta merda, Styles! - gritei, rindo de nervosismo, mas também muito feliz.
Harry: Annie, meu amor, meu raio de sol, meu ar. Você me mostrou o lado bom da vida, e me ajudou no lado ruim também. Cuidou de mim, tanto de perto quanto de longe. Usou grande parte da sua vida pensando em mim, falando de mim, se preocupando comigo. Foi pra quilômetros de distância cuidar de um filho nosso em segredo, para não atrapalhar meu trabalho. Você é completamente louca, quase tão louca pela vida quanto eu sou louco por você. Annie, eu sou louco por você, meu amor. Eu sou louco por esse seu sorriso, esses seus olhos brilhantes, essa sua vontade de ver todos felizes inclusive você mesma! É uma loucura sua felicidade infinita e sua preocupação despreocupada, você exerce um poder sobre mim e sobre todos que ninguém consegue explicar! Você é simplesmente única! Você é única pra mim, Annie. Você é a única que eu consigo ver no mundo todo, eu te juro! Eu te juro, com todo o meu coração, eu te juro de corpo, mente e alma, eu te juro que eu vou te amar para sempre e sempre e sempre e você nunca vai se sentir sozinha ou nem mesmo triste quando estiver do meu lado. Eu juro que te farei a pessoa mais feliz desse mundo! Você é minha única garota, cara. Não tem ninguém nesse mundo que eu ame mais, depois dos meus pais, sem ser você. Annie... Você aceita se casar comigo?
Eu estava chorando, tremendo, com uma mão sendo segurada por ele. Eu não conseguia acreditar... Meu Harry, meu Curly Boy, aquele que eu conheço desde SEMPRE, aquele que eu desejei desde sempre, me pedindo em casamento?! Nós temos só 20 anos! Mas... e daí? Tem mesmo uma idade certa para tudo? Idade certa para amar? Para crescer? Para casar? Para morrer? Não, não tem. Se eu quisesse me apaixonar por ele com 5 anos, eu me apaixonaria. Se o destino quisesse que eu morresse antes mesmo de conhecê-lo, eu morreria. Nada é certo... bom, quase nada: eu o amava praticamente mais que a minha vida. E isso era certo. Sempre foi. Sempre seria. Eu sempre quis ele perto de mim, comigo, para mim mesma, e agora eu tinha essa oportunidade, a oportunidade de gritar para o mundo que eu era a Mrs. Styles, as fãs querendo ou não. Eu podia sair por aí com meu anel de compromisso, sorrindo, de mãos dadas com Harry Edward Styles, meu marido. Isso não ia acontecer duas vezes. E eu também não negaria nem meia vez.
Eu: É ÓBVIO QUE EU ACEITO, HARRY! HARRY STYLES, EU ACEITO! EU ACEITO! - gritei o mais alto que pude, puxando ele para levantar, e nos beijamos.
Um beijo que colava nossos lábios profundamente, nossos rostos estavam mais colados do que jamais estiveram antes, um beijo forte, e apaixonado. O pessoal abriu a porta, desesperados para saber quem estava morrendo por causa de toda aquela gritaria, mas nos encontraram abraçados, sorrindo e chorando ao mesmo tempo, com as respirações ofegantes e as risadas desesperadas e trêmulas. Eu ouvi alguém perguntando "o que aconteceu?", mas não precisava nem responder. Havia um buquê de flores na cama, e anéis nas nossas mãos. Anéis que todos conseguiam ver. Nossos anéis. E agora ele seria inteiramente meu. E eu, com certeza, faria de tudo para ser 100% dele.
Harry: Ei, amor...
Eu: Fala, lindinho. - disse, sorrindo. Eu estava achando muito fofo aquele nervosismo dele, embora eu nem soubesse porquê.
Harry: Sabe o que ficaria muito bonito nessa sua mãozinha super delicadinha? - diz que "não" com a cabeça. - Um anel. O que acha? Não ficaria lindo?
Eu olhei assustada para ele. Era o que eu estava pensando? Eu só assenti com a minha cabeça, afinal, realmente ficaria bonito um anel, fazia muito tempo que eu não comprava um.
Harry: Eu tenho um aqui, quer experimentar? - ele disse, super nervoso. - Quer ver o anel que eu comprei pra você?
Eu: Q-Quero. - disse, trêmula e nervosa, mas ainda sim com um sorriso no rosto.
Ele se levantou, procurando algo debaixo do travesseiro dele. Eu levantei, tremendo, já imaginando o que seria. Quando ele finalmente achou, ele deu um sorriso enorme, o que, de fato, também me acalmou. Ele ficou em pé também, olhou nos meus olhos, sorriu e logo depois se ajoelhou.
Eu: Puta merda, Styles! - gritei, rindo de nervosismo, mas também muito feliz.
Harry: Annie, meu amor, meu raio de sol, meu ar. Você me mostrou o lado bom da vida, e me ajudou no lado ruim também. Cuidou de mim, tanto de perto quanto de longe. Usou grande parte da sua vida pensando em mim, falando de mim, se preocupando comigo. Foi pra quilômetros de distância cuidar de um filho nosso em segredo, para não atrapalhar meu trabalho. Você é completamente louca, quase tão louca pela vida quanto eu sou louco por você. Annie, eu sou louco por você, meu amor. Eu sou louco por esse seu sorriso, esses seus olhos brilhantes, essa sua vontade de ver todos felizes inclusive você mesma! É uma loucura sua felicidade infinita e sua preocupação despreocupada, você exerce um poder sobre mim e sobre todos que ninguém consegue explicar! Você é simplesmente única! Você é única pra mim, Annie. Você é a única que eu consigo ver no mundo todo, eu te juro! Eu te juro, com todo o meu coração, eu te juro de corpo, mente e alma, eu te juro que eu vou te amar para sempre e sempre e sempre e você nunca vai se sentir sozinha ou nem mesmo triste quando estiver do meu lado. Eu juro que te farei a pessoa mais feliz desse mundo! Você é minha única garota, cara. Não tem ninguém nesse mundo que eu ame mais, depois dos meus pais, sem ser você. Annie... Você aceita se casar comigo?
Eu estava chorando, tremendo, com uma mão sendo segurada por ele. Eu não conseguia acreditar... Meu Harry, meu Curly Boy, aquele que eu conheço desde SEMPRE, aquele que eu desejei desde sempre, me pedindo em casamento?! Nós temos só 20 anos! Mas... e daí? Tem mesmo uma idade certa para tudo? Idade certa para amar? Para crescer? Para casar? Para morrer? Não, não tem. Se eu quisesse me apaixonar por ele com 5 anos, eu me apaixonaria. Se o destino quisesse que eu morresse antes mesmo de conhecê-lo, eu morreria. Nada é certo... bom, quase nada: eu o amava praticamente mais que a minha vida. E isso era certo. Sempre foi. Sempre seria. Eu sempre quis ele perto de mim, comigo, para mim mesma, e agora eu tinha essa oportunidade, a oportunidade de gritar para o mundo que eu era a Mrs. Styles, as fãs querendo ou não. Eu podia sair por aí com meu anel de compromisso, sorrindo, de mãos dadas com Harry Edward Styles, meu marido. Isso não ia acontecer duas vezes. E eu também não negaria nem meia vez.
Eu: É ÓBVIO QUE EU ACEITO, HARRY! HARRY STYLES, EU ACEITO! EU ACEITO! - gritei o mais alto que pude, puxando ele para levantar, e nos beijamos.
Um beijo que colava nossos lábios profundamente, nossos rostos estavam mais colados do que jamais estiveram antes, um beijo forte, e apaixonado. O pessoal abriu a porta, desesperados para saber quem estava morrendo por causa de toda aquela gritaria, mas nos encontraram abraçados, sorrindo e chorando ao mesmo tempo, com as respirações ofegantes e as risadas desesperadas e trêmulas. Eu ouvi alguém perguntando "o que aconteceu?", mas não precisava nem responder. Havia um buquê de flores na cama, e anéis nas nossas mãos. Anéis que todos conseguiam ver. Nossos anéis. E agora ele seria inteiramente meu. E eu, com certeza, faria de tudo para ser 100% dele.
"A noite passada foi louca, e hoje está indo pelo mesmo caminho... Você falou com sinceridade? E poderia dizer isso de novo? (...)
Eu já te disse? Você é a única garota, (Eu sou sua única garota?) sim, você é minha única garota, eu estou te dizendo a verdade, garota, é só você."
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