Liam: Que bom que tudo está bem.
Niall: Você não tem nenhuma lembrancinha do bebê?
Eu: Da bebê. - eu disse, corrigindo-o. - É uma... era uma menina.
Harry: Era menina?! - disse ele, sorrindo fraco. - Ia ser uma gracinha.
Eu sorri ainda meio chorosa. De repente, ele ficou com uma cara emburrada.
Harry: Louis. - disse, se virando e levantando. - Você sabia disso tudo, né, filho da puta!?
Eu: Hazz... - disse, mas ele não me ouviu. - Hazz...
Louis: Sabia. - disse, sério, mas meio no tom de "que se dane".
Harry: Louis! - disse, batendo o pé até ele. - Vai se fuder, cara! - ele empurrou Louis.
Louis revidou, dizendo alguma outra coisa. E, aí, começaram a brigar. E não foi uma briga bonita.
Eles começaram se xingando e se empurrando, Niall, Liam e Zayn sem dizer nada, quietos do outro lado da sala. Eu estava apenas olhando assustada aquilo, mandando eles pararem.
Zayn: Eles não vão parar, Annie. - disse, com indiferença. - Eles sempre fazem isso.
Mas, assim que ele disse isso, Harry gritou "agora chega!" e deu um puta soco em Louis, que caiu com tudo no chão.

Eu gritei assustada, e fui atrás de Louis, caído no chão. Liam e Niall seguraram Harry, que se encontrava agitado, e Zayn veio comigo levantar Louis.
Zayn: É, isso não é tão normal assim.
Louis não disse nada, apenas pegou a mão de Zayn para ajudar a levantar. Colocou a mão em sua boca, e viu que havia sangue escorrendo nela.
Harry: Você escondeu de mim a gestação de Annie! - ele gritava. - Não me deixou participar dela! - Louis ainda estava virado de costas para ele.
Eu: A culpa não foi dele! - gritei, intervindo. - Ele estava na sala da médica quando ela disse que eu estava grávida e eu pedi que ele não te contasse!
Harry: Não devia ter te dado ouvidos! Você estava explodindo de hormônios e ele ainda te ouve?! Mas é um jegue, mesmo! - ele se virou novamente para as costas de Louis. - Seu idiota!
Louis deu um sorriso cruel e, em menos de dois segundos, se virou e revidou o soco de Harry - até mais forte e bem feito, e eu soltei outro grito, desprevenida. Mas Harry não caiu, apenas se apoiou no chão e colocou uma das mãos em seu olho que tinha sido atingido.
Louis: Esse foi pelo soco... - ele foi e deu um soco na canela de Harry. - E essa foi por me xingar, seu bosta.
Harry levantou e eles começaram tentar socar um ao outro novamente, mas eles se defendiam à tempo. Niall, Zayn e Liam me ajudaram a tentar parar os dois, mas não deu muito certo; Liam acabou levando um soco no ombro e Niall foi empurrado para trás, caindo no sofá.
Eu: Parem os dois! - eu gritava em vão. - Vocês vão acabar morrendo! Parem! Puta que pariu!
Noah: Quem vai morrer? - disse Noah, descendo a escadaria.
Ao ver Noah descendo, Louis impediu um último golpe de Harry e ficou segurando a mão dele fechada, entortando seu braço. Acho que ele havia entendido que Noah não merecia ver aquilo tudo; o garoto de 8 anos não estava entendendo nem o começo da história ainda. Harry desistiu, frouxou a mão, e Louis a soltou, quando Noah já tinha descido toda a escadaria.
Noah: Quem vai morrer? - ele repetiu.
Liam: Ninguém vai morrer. - garantiu Liam.
Noah: Mas eu, Ian e papai estamos ouvindo a gritaria de lá de cima. E eu ouvi barulho de soco, tipo daqueles filmes de ação e...
Niall: Ninguém estava se batendo -, cortou. - Vocês devem ter se confundido.
Noah: Mas enquanto eu estava descendo eu ouvi a Annie dizendo que...
Eu: Foi só uma maneira de dizer. - disse, ainda fitando o chão. - (gif) Me desculpe se te assustamos.
Noah: Tudo bem. Estou acostumado com tantas brigas - disse, indo para a cozinha. - Vou tomar chocolate quente lá fora.
Harry: Está frio. - disse Harry, fitando o chão envergonhadamente. E com razão, eu também não gostaria de assustar um garotinho.
Noah: Não me importo. - ele fechou a porta da cozinha atrás dele.
Eu, sem pensar, fui atrás dele. Não pensei que eles tinham finalmente parado de brigar, nem pensei que eles podiam voltar a brigar. Não pensei neles, nem em mim. Eu precisava falar com Noah.
Abri a porta devagar, e ele estava tomando chocolate quente na mesa, chorando baixinho enquanto tomava. Aquilo me deu um aperto no coração. Fechei a porta atrás de mim, fazendo barulho ao trancá-la para ele notar minha presença. Mas ele nem parou de chorar.
Eu: Noah... - disse, sentando na cadeira ao lado da dele - ... Está chorando por nossa causa?
Noah: Mais ou menos.
Eu: É só por minha causa, então?
Noah: Mais ou menos.
Eu: Tudo é mais ou menos para você? - disse, brincando com seus cabelos.
Noah: Mais ou menos.
Eu suspirei.
Eu: Noah... - ele olhou para mim - Escute, me desculpa por ir embora do nada, me desculpa por te deixar aqui só com dois homens que mal sabem cuidar deles mesmos, me desculpe por te fazer ficar com Lottie, me desculpe por quase não falar contigo esses meses todos, me desculpe por não te contar direito tudo o que aconteceu. Eu sei que aconteceu tudo muito rápido hoje, eu sei que você deve estar confuso, e eu vou te explicar tudo direitinho quando você quiser, não precisa nem ser agora. Só quero que saiba que eu sinto muito por tudo que te fiz e que eu te amo. Eu te amo muito.
Ele apenas assentiu, e aí começou a chorar mais.
Noah: Eu tô confuso... - disse, abaixando a cabeça. - (gif) Eu também te amo muito.
Eu: Ah, meu amor... - disse, abraçando ele na cadeira. - Não chore. Eu já estou aqui. Vai tudo voltar ao normal.
Noah: Eu quero saber pra onde você foi. - disse, ainda sem olhar para mim.
Eu: Para o interior da Inglaterra. Lembra da nossa casa de campo, naquela cidade cheia de mato, toda antiga, que você adorava ir? - ele assentiu. - Então, eu estava lá.
Noah: Se você sabia que eu amava, por que não me deixou ir contigo? Por que me deixou aqui?
Eu: Por vários motivos! O primeiro é que eu mal estava conseguindo cuidar de mim no momento, Joe teve que me ajudar esses meses todos. O segundo motivo é que você está em aulas, você tinha provas, lições, trabalhos, eu não podia te levar comigo. O terceiro é que sua guarda ainda é da mamãe, então eu não tenho direito de te levar à lugar algum.
Noah: É verdade que você tava grávida? - ele disse, olhando pra mim. Eu engoli seco. Ele abaixou a cabeça e deitou-a em seus braços. - Que que aconteceu? Isso me deixou muito confuso.
Eu respirei fundo e comecei a explicar. Expliquei que eu e Harry tínhamos criado uma "sementinha", expliquei que eu tive que ir para não xingarem o Harry, expliquei que quando se está grávida precisa de muita ajuda e não pode ficar fazendo esforço, contei que o bebê "sumiu"... Eu resumi tudo e ainda tive que dar uma amortecida, dar uma ocultada nos fatos mais realísticos, nojentos e dolorosos.
Ele levantou da cadeira, me puxou pelas mãos e me fez levantar também. Ele me olhou de cima a baixo, e, depois, colocou a mão na minha barriga.
Noah: Ele sumiu, mas logo, logo, ele volta, né? - ele disse, sorrindo pra mim.
Eu: Claro, Noah. - eu disse, sorrindo fraco de volta. - Você acha que ele vai ficar sumido pra sempre? Mas ele só volta quando eu e Harry quisermos de novo, e ainda vai demorar uns anos...
Noah: Ah, mas por que?! Quero ser tio logo!
Eu: Você nem vai poder levar ele pra passear se você virar tio agora! - disse, brincando. - Que tal quando você tiver 16 anos? Aí você vai poder sair com o bebê, e tudo mais. Fechado?
Noah: Fechado. - disse, ainda meio sério - Tudo que some, volta?
Eu: A maioria das coisas, sim. - disse, assentindo com a cabeça. - Por quê?
Noah: E quando... - ele parecia meio envergonhado de perguntar. Uma ou duas novas lágrimas caíram de seus olhos. - ... E quando a mamãe vai voltar pra cá? Quando a gente vai voltar a ser uma família?
Eu olhei para ele, desconsolada. Isso era meio que inexplicável. Eu pensei que ele já tinha entendido. Eu fiquei com muita pena dele, que não sabia direito nem onde estava vivendo. Eu o coloquei à minha frente e disse, séria:
Eu: Noah, a mamãe e o papai não vão voltar a ser mais Marido e Mulher. Eles são só Papai e Mamãe para você agora, entende? Eles... Eles não se amam mais tanto assim, a ponto de voltar a morarem juntos. Mas eles ainda são Mamãe e Papai... e Kate, pra mim. Entendeu?
Noah balançou a cabeça negativamente.
Noah: Não, você tá errada. Eu lembro que eles faziam um montão de planos que ainda não colocaram na vida real, e eu lembro deles falando que se amavam depois das brigas loucas deles. Essa é só mais uma briga louca. Eles vão voltar logo, logo.
Eu: Não, Noah... Dessa vez não é "briga louca", é briga de verdade. A mamãe descobriu... - eu tentei achar uma maneira de sensibilizar as coisas -... A sua mãe descobriu que o papai gostava de outra mulher ao mesmo tempo que amava sua mãe. Essa outra mulher era a minha mãe, e mãe do Ian também. Ele amava mais a sua mãe do que a minha mãe, mas quando ele disse isso pra sua mãe, ela não acreditou. Você tá acompanhando a história? - ele assentiu, prestando atenção, com os olhos cheios d'agua. - Ótimo. Minha mãe morreu, e o Ian veio morar na nossa casa. E aí a sua mãe ficou brava e triste, e agora ela não quer mais amar o meu pai. Ela não quer nunca mais ser a Mulher dele, mesmo que ele um dia queira ser Marido dela de novo. Entendeu?
Noah: Entendi... (gif) Mas só que... Eu pensei que ela sempre estaria aqui.
Eu: Ela não estará aqui, mas estará sempre contigo. Igual minha mãe: eu nem a conheci, ela não está aqui, mas sei que estará comigo para o que eu precisar. Todos nós sempre estaremos aqui para o que você precisar, sempre, sempre, sempre! Com ou sem casamento, com ou sem bebê, com ou sem dinheiro. Sempre estaremos contigo, sempre que precisar.
Noah: Eu preciso de uma família feliz, o que vocês vão fazer sobre isso?
Eu apenas fiquei fitando-o, com dó. Ele estava muito mal. Eu o puxei para perto de mim, o peguei no colo e o abracei forte.
Eu: Você sempre será da minha família, Noah. Eu nunca vou te abandonar.
Harry's POV
Assim que Noah entrou na cozinha, eu já ia voltar a brigar com Louis e dizer que a culpa de tudo isso era dele, mas aí vi que Annie tinha corrido para a cozinha, Louis já estava sentado no sofá com Niall, Liam e Zayn me seguravam nos braços e Lottie e John haviam sumido. Eu boiei legal, porque eu não vi nada disso acontecer.
Fiz um gesto bruto para que me soltassem, e sentei na poltrona, do outro lado da sala. Lottie e John chegaram com caixinhas de primeiros-socorros: gase, remédio básico, band-aid, etc. Lottie veio cuidar de mim e John foi cuidar de Louis.
Lottie: O que você tem na cabeça, Harry? Merda? - disse, baixinho, limpando meus machucados.
Harry: Ele teve o que merecia. - respondi também em voz baixa. - Aquele canalha...
Lottie: Aquele canalha salvou seu relacionamento, sua namorada, sua carreira e sua pele contra a Modest e o Simon. - disse, séria, sem nem olhar pra mim. - Você ia ser pai, Harry. Você ia ter responsabilidades mais do que triplicadas. Era assim que ia resolver as coisas? Batendo em seu filho? Batendo nos paparazzis? Gritando com Annie?
Harry: Óbvio que não! Eu ia...
Lottie: Você tem que crescer, Styles. - disse, cortando o que eu ia dizer. - Não só pelo fato de quase ter sido pai, mas no geral. Você já tem 19 anos, já é maior de idade faz tempo, e ainda transa sem camisinha e briga por causa de mentiras? Não importa a gravidade da situação, nada se resolve assim, Harry. - ela levantou, assim que terminou os curativos. - Cresce.
Ela saiu andando em direção ao banheiro, para devolver seu kit. Eu olhei para Louis e ainda estavam terminando de cuidar dos machucados dele, que haviam ficado feios. Eu me senti culpado. Levantei, mancando pelo chute na canela, e fui até ele. John se levantou para devolver o kit dele, Zayn disse que ia ao banheiro, e Liam levantou, ficando do lado de Louis.
Eu: Pode dar licença, parça?
Liam: Não vão voltar a se socar, vão, criancinhas?
Louis: Não, Liam. Pode ir. - disse, sem nem olhar para mim. Liam se foi, e ele olhou para mim. - E aí?
Eu me sentei ao lado dele.
Harry: Aí cara, mals aê por ter te socado.
Louis: E me derrubado no chão. E me chutado. E me machucado pra caralho.
Harry: É, o "mals aê" já tinha tudo isso nas entrelinhas, dããr. - ele riu, e eu ri junto. - Agora sério, eu acho que eu não posso ficar me estressando por nada, eu sempre faço isso e...
Louis: Faz mesmo. Toda hora.
Harry ... eeeee - disse, retomando - eu sei que estou errado. Me desculpa mais uma vez, não vai rolar de novo.
Louis: Tudo bem, cara. Desculpa também por ter revidado. Mas a culpa foi mais sua, mesmo. - disse, me dando um tapinha nas costas.
Lottie e John foram para um quarto, e Liam, Louis, Zayn e Niall foram jogar videogame com Ian. O pai de Annie estava dormindo, e ela ainda estava na cozinha com Noah, então resolvi ir lá ver a situação.
Quando abri a porta, encontrei os dois no meio da cozinha, em pé, abraçados, com Annie apoiando seu queixo na cabeça de Noah. Ela estava com os olhos cheios d'agua.
Quando ela me viu, apenas deu um sorriso fraco, mas não o soltou. Eu cheguei de fininho, beijei a testa dele e disse:
Harry: Tudo bem, campeão?
Ele saiu do abraço, mas sem sair dos braços de Annie, e apenas fez que sim com a cabeça, sem olhar pra mim. Annie aproveitou que ele estava olhando pro chão e disse, sem voz: "Peça desculpas à ele". Graças a Deus minha leitura labial estava bem treinada. Eu sentei numa das cadeiras da bancada, e dei umas batidinhas em outra, pedindo para ele se sentar. Assim que ele sentou, peguei a cabeça dele e trouxe até mim, brincando com ele. Ele riu. Annie se sentou do outro lado. Ainda com metade dele no meu colo, comecei a falar:
Eu: Aí, nanico, você sabe que sou todo moleque e tal, então desculpa se te assustei lá, é que eu tô meio nervosão esses dias, mas não liga pro tio Harry, eu já to bem e brincalhão de novo! Foi a falta da sua irmã que me deixou assim. - disse, olhando para ela e sorrindo. Ela sorriu de volta, e percebi que até Noah tinha sorrido. - Cê perdoa o tio?
Noah: Eu até perdôo, mas... - ele saiu do meu colo, ficando reto na cadeira de novo - ... desde quando você é meu tio, Harry?! Se toca! Só tenho 10 anos a menos que você! - ele disse, dando uns soquinhos na minha barriga.
Eu: Tem razão, tem razão. E aí, vamos jogar bola lá fora?!
Annie: Opa! Eu topo!
Noah: Eu também! Eu e o Harry contra você! - disse, apontando pra Annie.
Annie: Ah, aí não é justo! São dois craques contra uma café-com-leite! - ela se levantou. - Por que não chamamos os outros meninos e a Lottie?
Noah: Até o Ian?
Eu: Todo mundo! - disse, carregando-o pra fora.
Annie's POV
É impressionante a facilidade que Harry tem de fazer as coisas voltarem a ficar bem. Mesmo sendo infantil, ele consegue me deixar feliz, me faz sentir amada.
Chamamos o resto do pessoal e fomos lá pra fora, e foi até bom, já que meu pai já tinha acordado reclamando da barulheira - depois que eu contei que ele estava grávida, só faltou ele ter um ataque cardíaco! Noah foi se trocar enquanto fomos lá pra fora, no quintal. Eu senti tanta falta daquele quintal bem cuidado, verdinho, com meu irmãozinho brincando nele e meus garotos brincando entre si... Ah, que saudades!
Noah chegou à porta, todo feliz. Quando ele ia sair de casa, gritei do outro lado do quintal:
Eu: Noah! Você está descalça? - disse, indo até ele.
Noah: Tô, ué! E daí?
Eu: Nem pense em colocar os pés na grama! Hoje tá frio de verdade!
Ian: Pode vir comigo, a gente fica juntos até a Annie pegar seu tênis.
Noah: Mas eu queria ficar descalça!
Harry: E se... - disse, vindo até Noah -... Nós brincássemos de Aventureiros, e a Annie é a nossa ajudante, e se você encostar na lava - ele apontou para o chão -, você se afoga nela!
Noah: Me afogo nela?! - disse, interessado.
Harry: Se afoga na lava! Corra, ajudante Annie, ou nosso companheiro Noah vai cair na lava!
Eu: Sim, Senhor! - disse, rindo e entrando em casa. Saí depois de um minuto, correndo. - Aqui estão os tênis anti-lava!
Harry: Venha até mim, Comandante Noah, para eu colocar seus sapatos!
Noah: Estou indo, companheiro! Vou dar um super pulo interespacial! - ele disse, se jogando nos braços de Harry.
Ficamos brincando assim por um bom tempo. Futebol, vôlei, queimada, pega-pega, esconde-esconde, ficamos contando histórias de terror para ele... Foi uma festa, só pela minha chegada. E não tinha nada que eu mais queria naquele momento do que ficar com a minha família.
Lottie's POV
Quando deu umas quatro horas da tarde, um amiguinho de Noah ligou na casa dos Müller perguntando se ele não queria ir dormir na casa dele - o que Noah aceitou mais do que depressa, embora quisesse ficar com Annie. Annie disse que tudo bem, que depois ele aproveitava a volta da irmã, e às cinco da tarde Noah e John já iam embora da casa dos Müller. Eu ia dormir lá, no quarto de visitas, já que Harry dormiria com Annie.
Eu fui para a cozinha preparar um café da tarde, enquanto Harry e Annie conversavam algo na sala, sérios, quando alguém chegou por trás e me abraçou. Eu, pensando que era John que já havia voltado, nem me liguei, mas quando recebi um beijo no pescoço, percebi que não era a minha boquinha linda, não era a boca do meu amor.
Eu: Sai daqui, Ian! - disse, me desvencilhando dele e o empurrando.
Ian: Ei, calma! - disse, com aquele sorriso safado dele. - Eu não ia fazer nada!
Eu: Você quase me beijou, seu idiota.
Ian: "Quase" nada! Só tava brincando contigo! - disse, pegando um pouco do café que eu tinha preparado na cafeteira. - Que loirinha mais irritada... -, zombou.
Eu: Eu "acho" que tenho motivos para isso, né, Ian? - disse, séria.
Ian: Olha, eu queria pedir desculpas pelo jeito ridículo que eu te tratei, tanto quando nos separamos quanto na rodoviária, tá legal? Eu sei que fui idiota, eu sei que com 17 anos era pra eu estar melhor do que isso, mas eu não era tão maduro, ok? Aliás - disse, dando de ombros - , ainda não sou maduro do mesmo jeito, mas já tenho 18 anos e pela lei sou um adulto, e eu, agora como adulto, vim me desculpar por ter te tratado tão mal. Você aceita minhas desculpas?
Eu olhei em volta, pensei um pouco e, sem olhar pra ele, respondi que perdoava com a cabeça. Eu vi ele sorrindo. Ele vinha até mim novamente, começando a falar algo, mas logo levantei a cabeça e o empurrei novamente.
Eu: Escuta, Ian. - disse, ainda o segurando com uma das mãos em seu tanquinho coberto pela camisa. - Eu perdoei sua infantilidade. Não quer dizer que eu te queira de volta, e não quer dizer que eu vá te perdoar mais uma vez, tá entendendo? Eu amo o John, eu sempre amei o John, e eu fiz um grande erro me envolvendo em algo contigo. Eu só quero que me deixe em paz. Cai fora daqui.
Ian: Na verdade, eu só ia deixar minha xícara na pia. - disse, apontando a pia na qual eu estava apoiada. Eu corei. - Sinto muito que não confie mais em mim. Mas é verdade: eu ainda te amo. Pra valer. Tipo, você, além de gostosa e linda, é inteligente, carismática, paciente, amiga, fofa, gentil... Eu não sei como você consegue ser tudo isso e eu só... - ele colocou a xícara na pia e ficou apoiado nela, de cabeça baixa, como se estivesse sem forças -... Eu só fico te olhando, contemplando essa perfeição toda, me perguntando se um dia vou achar alguém tão legal quanto você. Mas eu queria sua amizade, sabe? Queria ser seu amigo, seu companheiro, talvez seu conselheiro. Queria que me ajudasse a me tornar um "bom homem" para eu achar uma "boa mulher" como essa que eu encontrei. - disse, sorrindo para mim.
Pela primeira vez em muito tempo, vi um sorriso sincero no rosto dele. Desde que eu havia terminado com ele, há 6 meses atrás, eu não via um sorriso bonito e sincero vindo dele. Annie havia chegado, e ele vinha estando sério e com sorrisos falsos desde sempre. Mas quando ele sorria pra mim, eu via que ele realmente exalava amor. Ele exalava compaixão e admiração por mim, e até mesmo respeito. Ele havia se tornado cuidadoso com as palavras que dirigia à mim desde aquele dia na rodoviária. Ele havia entendido que havia me magoado. E ele pediu perdão, perdão sincero. Mas eu não o queria de volta, claro que não. Mas e como amigo? Eu nunca nem sequer havia pensado naquela possibilidade - tudo que pensei era que ia querer muita distância dele. Mas agora com essa oferta...
Eu: Eu adoraria ser sua amiga, Ian. - disse, sorrindo, feliz. - Eu estou disposta a achar alguém bem legal pra você.
Ian: Então... Amigos? - disse, estendendo a mão.
Eu: É... - disse, sorrindo. Empurrei a mão dele e fui abraçá-lo - ... Amigos!
Nos desabraçamos, e logo ouvi a porta se abrindo. Ele pegou uns cookies que estavam na mesa e comeu, enquanto eu peguei novamente minha xícara de café, que havia deixado na mesa. John entrou na cozinha.
John: Oi amor! - disse, me beijando. Depois, olhou para Ian, sério. - Esse cara tá te incomodando?
Eu: Não, não, amor. - disse, olhando para Ian. - Ele... Ele é só meu amigo.

Lottie's POV
Quando deu umas quatro horas da tarde, um amiguinho de Noah ligou na casa dos Müller perguntando se ele não queria ir dormir na casa dele - o que Noah aceitou mais do que depressa, embora quisesse ficar com Annie. Annie disse que tudo bem, que depois ele aproveitava a volta da irmã, e às cinco da tarde Noah e John já iam embora da casa dos Müller. Eu ia dormir lá, no quarto de visitas, já que Harry dormiria com Annie.
Eu fui para a cozinha preparar um café da tarde, enquanto Harry e Annie conversavam algo na sala, sérios, quando alguém chegou por trás e me abraçou. Eu, pensando que era John que já havia voltado, nem me liguei, mas quando recebi um beijo no pescoço, percebi que não era a minha boquinha linda, não era a boca do meu amor.
Eu: Sai daqui, Ian! - disse, me desvencilhando dele e o empurrando.
Ian: Ei, calma! - disse, com aquele sorriso safado dele. - Eu não ia fazer nada!
Eu: Você quase me beijou, seu idiota.
Ian: "Quase" nada! Só tava brincando contigo! - disse, pegando um pouco do café que eu tinha preparado na cafeteira. - Que loirinha mais irritada... -, zombou.
Eu: Eu "acho" que tenho motivos para isso, né, Ian? - disse, séria.
Ian: Olha, eu queria pedir desculpas pelo jeito ridículo que eu te tratei, tanto quando nos separamos quanto na rodoviária, tá legal? Eu sei que fui idiota, eu sei que com 17 anos era pra eu estar melhor do que isso, mas eu não era tão maduro, ok? Aliás - disse, dando de ombros - , ainda não sou maduro do mesmo jeito, mas já tenho 18 anos e pela lei sou um adulto, e eu, agora como adulto, vim me desculpar por ter te tratado tão mal. Você aceita minhas desculpas?
Eu olhei em volta, pensei um pouco e, sem olhar pra ele, respondi que perdoava com a cabeça. Eu vi ele sorrindo. Ele vinha até mim novamente, começando a falar algo, mas logo levantei a cabeça e o empurrei novamente.
Eu: Escuta, Ian. - disse, ainda o segurando com uma das mãos em seu tanquinho coberto pela camisa. - Eu perdoei sua infantilidade. Não quer dizer que eu te queira de volta, e não quer dizer que eu vá te perdoar mais uma vez, tá entendendo? Eu amo o John, eu sempre amei o John, e eu fiz um grande erro me envolvendo em algo contigo. Eu só quero que me deixe em paz. Cai fora daqui.
Ian: Na verdade, eu só ia deixar minha xícara na pia. - disse, apontando a pia na qual eu estava apoiada. Eu corei. - Sinto muito que não confie mais em mim. Mas é verdade: eu ainda te amo. Pra valer. Tipo, você, além de gostosa e linda, é inteligente, carismática, paciente, amiga, fofa, gentil... Eu não sei como você consegue ser tudo isso e eu só... - ele colocou a xícara na pia e ficou apoiado nela, de cabeça baixa, como se estivesse sem forças -... Eu só fico te olhando, contemplando essa perfeição toda, me perguntando se um dia vou achar alguém tão legal quanto você. Mas eu queria sua amizade, sabe? Queria ser seu amigo, seu companheiro, talvez seu conselheiro. Queria que me ajudasse a me tornar um "bom homem" para eu achar uma "boa mulher" como essa que eu encontrei. - disse, sorrindo para mim.
Pela primeira vez em muito tempo, vi um sorriso sincero no rosto dele. Desde que eu havia terminado com ele, há 6 meses atrás, eu não via um sorriso bonito e sincero vindo dele. Annie havia chegado, e ele vinha estando sério e com sorrisos falsos desde sempre. Mas quando ele sorria pra mim, eu via que ele realmente exalava amor. Ele exalava compaixão e admiração por mim, e até mesmo respeito. Ele havia se tornado cuidadoso com as palavras que dirigia à mim desde aquele dia na rodoviária. Ele havia entendido que havia me magoado. E ele pediu perdão, perdão sincero. Mas eu não o queria de volta, claro que não. Mas e como amigo? Eu nunca nem sequer havia pensado naquela possibilidade - tudo que pensei era que ia querer muita distância dele. Mas agora com essa oferta...
Eu: Eu adoraria ser sua amiga, Ian. - disse, sorrindo, feliz. - Eu estou disposta a achar alguém bem legal pra você.
Ian: Então... Amigos? - disse, estendendo a mão.
Eu: É... - disse, sorrindo. Empurrei a mão dele e fui abraçá-lo - ... Amigos!
Nos desabraçamos, e logo ouvi a porta se abrindo. Ele pegou uns cookies que estavam na mesa e comeu, enquanto eu peguei novamente minha xícara de café, que havia deixado na mesa. John entrou na cozinha.
John: Oi amor! - disse, me beijando. Depois, olhou para Ian, sério. - Esse cara tá te incomodando?
Eu: Não, não, amor. - disse, olhando para Ian. - Ele... Ele é só meu amigo.
Harry's POV
Eu sentei com Annie no sofá e ficamos conversando sobre tudo o que tinha acontecido durante esse tempo. Ela me contou que Joe havia cuidado dela por todo esse tempo, não a forçou a absolutamente nada, só "meio que ficaram algumas vezes", mas logo depois ela terminou tudo porque não conseguia me esquecer, e sentia que estava usando ele - mesmo assim, tenho que me lembrar de dar um soco na cara desse moleque um dia. Ela me contou que foi apenas uma noite, que ela praticamente o obrigou a sair porque ele estava sem vida social por causa dela, e fazia tempo que ela não recebia mensagens malucas da Serial Killer que tava fazendo gracinha com ela... Mas, do nada, tudo aconteceu. Quando ela ia começar a falar alguns detalhes a mais, ela começou a ficar com os olhos mareados, e antes mesmo da primeira lágrima eu a mandei parar e a abracei no sofá.
Eu: Ei, ei... Calma... Não precisa contar isso agora. Podemos esperar, ok? Ou nem precisa contar os detalhes. Nós não precisamos ficar relembrando isso.
Annie: Eu só... Eu queria ter te trazido uma foto dela na maternidade, dela no meu colo... Para, quem sabe um dia, te mostrar... Ou só ficar mesmo de recordação pra mim... Queria que tivesse acompanhado o processo...
Eu: E pode ter certeza que, quando rolar de novo, e dessa vez nós vamos estar preparados, eu não vou desgrudar de você nem um minutinho e vou acompanhar cada batimento cardíaco que você e o bebê tiverem. Nem que o Slender tente vir até você, eu mato ele só com um soco de super-pai-protetor!
Ela riu, o que me fez sorrir. Sua felicidade era tudo que eu mais queria no momento. Na verdade, sua felicidade era sempre tudo o que eu queria.
Lottie chegou um pouco depois, enquanto eu ainda abraçava a Annie.
Lottie: Mas, Annie... Você não tinha feito tipo um vlog? Salvo tudo num DVD?
Annie levantou do meu colo - e do sofá - quase que voando, lembrando daquilo. Ela saiu correndo para o andar de cima, onde estavam as malas e caixotes dela, dizendo que não sabia se tinha jogado pela janela na adrenalina do momento em que estava encaixotando tudo ou se tinha mesmo trazido para Londres, e foi aí que eu percebi que deve ter sido uma barra pro Joe pra aturar Annie com hormônios hiper alterados, e cuidar de duas vidas. Se eu mal aguentava Annie fora da TPM, imagina ela com uma barriga gigante reclamando de dor e de fome e de tudo mais com o triplo de hormônios?!?! Por isso que só teremos filhos agora quando estivermos mais velhos, bem mais velhos.
Ela voltou com um CD na mão e já cheia de lágrimas escorrendo pelos olhos, mas com um sorriso no rosto. Ela deu para Lottie, que colocou no leitor de DVD, e ela se sentou novamente ao meu lado, ficando abraçadinha comigo. Começou a filmagem.
A filmagem começava no trem, dava pra ver que era filmada por ela mesma, pelo iPhone.
"Oi, pessoal!" - dizia, feliz. "Aqui estou eu, com os olhos inchados de tanto chorar... Já fazem... ", ela olhou no relógio, "... 3 horas que eu saí. Ainda faltam duas horas de viagem, e eu tô aqui com uma cabine só pra mim, então eu posso fazer o vídeo, falar alto, cantar e dançar sem ninguém mandando eu parar!", ela dizia tudo sorrindo, mas eu percebia que ela ainda estava um pouco triste. "Essa, então, é a primeira semana de longos 6 meses... Um semestre inteiro longe de vocês... Mas vai valer a pena. Logo, logo, eu volto pra vocês, igualzinha a Annie de 4 meses atrás! Eu prometo!"
Então, mudou para mais uma imagem. Era ela, já na casa de campo, com uma cara mais redondinha.
"Oi, meus amores! Que saudades de vocês!" - dizia, sorrindo. "Já faz um mês que eu estou aqui, ou seja, meu baby já está com 4 meses, e eu to com muita saudades de todos vocês..." - ela colocou a mão na barriga, sorriu e voltou a olhar para a câmera: "Harry, nosso bebê já está com saudades, também!" Ela começou a olhar para o chão e sorrir, sem graça. "Eu sinto... Eu sinto muita falta do meu Hazz. Eu não posso ligar para ele. Eu não posso nem falar um 'oi' pra ele, e ninguém da minha família tem notícias pessoais sobre ele... Só me restaram as revistas teens, como se eu fosse uma fan alucinada, procurando notícias sobre seu príncipe encantado... Você é meu príncipe encantado, Hazz. Se já não é o rei do meu mundo, da minha vida. E amanhã, eu vou descobrir se nossa sementinha é uma princesinha ou um bravo cavalheiro. O que você queria? Aposto que queria um menino. Eu também queria um menino, mas sonho muito com uma menininha, então...", ela respirou fundo, e uma lágrima caiu pelo seu rosto. "... Então é isso, meus amores. Eu sinto falta de todos vocês. Eu não me importo com o sexo do bebê, eu só quero que ele nasça e seja feliz e saudável e eu vou saber que ele será nosso, Hazz. Nosso. Ele... Ele é nosso.", ela sorriu e, mais uma vez, enxugou suas lágrimas, terminando o vídeo.

Eu queria virar para Annie, dizer à ela que aquilo era muito lindo, queria consolá-la, eu sabia que ela estava chorando em silêncio ao meu lado, mas eu não conseguia tirar os olhos da TV. Eu estava preso, tentando pegar cada detalhe. Cada detalhe da casa, cada detalhe de seu rosto gordinho, cada detalhe de sua barriga dilatada que às vezes aparecia na tela, cada lágrima que escorria, seus hormônios exalando e sendo reparado até mesmo através da tela. Eu estava magicamente paralisado. Ela, então, pausou o DVD. Eu olhei para ela, e ela tinha quase que o Rio Amazonas rolando pelo seu rosto. Eu a abracei, com meus braços muito maiores do que ela, e ela ficou com seu rosto encostado em meu peito, chorando e me abraçando forte por volta do meu corpo. Lottie sentou no sofá junto com nós dois e a abraçou também, e John logo veio. Ela tentava sorrir, se desvencilhava do meu abraço, tentando parecer forte, mas ela chorava mais e mais e mais. Eu sorri, tentando passar confiança, mas ela só chorava, muito.
Eu: Vamos dar logo o play e acabar logo com isso?
Annie: Eu não posso.
Eu: Tudo bem, assistimos outro dia então... - disse, me levantando.
Annie: Não, Harry... - disse, segurando meu braço para que eu me sentasse de novo. - Eu não posso deixar você assistir o resto.
Lottie: Ah... - disse, erguendo a sombrancelha. - É... Aquela parte?
Annie: É. - disse, tossindo e assoando o nariz nos lencinhos que John tinha trazido, já preparado.
Eu: Que parte? - disse, curioso. Elas se entreolharam, mas ninguém respondeu. - Que parte?
Eu já estava pensando em ver ela me traindo com John, ela beijando, abraçando, transando. Pensei que ela tinha mentido para mim quando disse que não tinha rolado nada. Pensei ver ela fumando e bebendo, ela pirando numas festas, mas então... Então, ela deu play. E a imagem ressurgiu.
Ela estava com aqueles "vestidos de paciente médico", eu sei lá o nome daquilo. Ela estava deitada numa maca, com um negócio no nariz para ajudá-la a respirar. Ela tinha os olhos mareados, mas seu sorriso ia de orelha a orelha, ela parecia ser a mulher mais feliz do mundo. Do lado dela, tinha um cara mais ou menos do meu tamanho, porém mais magro, também sorrindo muito, e eu supus que aquele era o Joe. O médico já estava sentado na cadeira, com gel e aquele monitorzinho, indo para cima dela. Foi aí que eu entendi o porquê daquela choradeira da Annie. Deve ter sido o dia mais especial da vida dela. E eu não estava lá.
Annie's POV
Tentei enxugar as lágrimas, mas elas simplesmente caíam como "chuveiros britânicos", como eles cantam em Over Again.
"Muito bem, mocinha linda...", disse o médico na gravação. "... Vamos, finalmente, descobrir se teremos uma princesinha ou um príncipe! O que você queria?" disse, enquanto arrumava mais alguns fios e botões da máquina.
"Uma menininha", respondi, sorrindo. "E você, Joe?"
"Um menino seria legal..." ele virou para a minha barriga e a acariciou. "... Mas sinto que vai sair uma princesinha, dessa vez."
Eu sorri. Olhei para a câmera, que tinha o Joe como cameraman, e perguntei à câmera: "E você, meu Hazz? Ia querer uma menininha, ou um menininho? Queria uma garotinha brincando de boneca pela casa, ou um molequinho correndo por aí e quebrando nossas coisas?" dizia, rindo.
Harry: Eu queria uma menina. - disse, sorrindo entre lágrimas, que já caiam de seu rosto. - Eu ia adorar uma menininha. - o Harry do presente parecia não se importar em não estar sendo ouvido pela Annie do passado, e nem parecia se lembrar que aquilo tudo eram só passado, que não tinha nem sequer uma bebê viva hoje em dia, o que me fez chorar mais.
O médico colocou aquilo na minha barriga.
"É gelado!" - disse, rindo. Joe sorriu, e o médico riu comigo, mas logo voltou o foco para a tela. "E aí, doutor?" perguntei ansiosa.
"Olha..." disse, com um ar desanimado. Logo depois, ele mostrou a tela para mim, sorrindo: "Você ganhou sua tão desejada princesinha!"
Eu dei um gemido/grito de alegria, e minhas lágrimas começaram a cair - no vídeo e na vida real. Joe apertava forte minha mão, e eu vi que o Harry do presente chorava e apertava minha mão assim como Joe havia feito. Eu gritei para Joe filmar a tela, e ele assim fez. Foi quando Harry ficou ainda mais impressionado.
Harry: (gif) Essa é minha filha. - disse, apontando para a TV, meio perdido no tempo.
Eu: Sim, Hazz... - disse, apertando a mão dele de volta. - Era nossa filha. Nossa filha que deu um puta trabalhão pra mim! - disse, sorrindo, embora eu ainda chorasse.
Voltando para a filmagem, mostrava mais alguns papéis sobre o ultrassom saindo da impressora do médico, ele dizendo quando os resultados estariam prontos e tudo mais. Eu saía de lá saltitando, quase voando, de tão leve que eu estava.
"Como você se sente sobre tudo isso, minha rainha?", perguntava Joe no vídeo.
"Minha nossa... Eu... Eu me sinto tão... Minha nossa!" eu dizia pelos corredores do hospital, cada vez mais animada e emocionada. "Eu só queria que todos pudessem ver isso... Mas isso não importa agora! Eu terei minha princesinha! Ouviu? Prin-ce-SA! Uma me-ni-NA!" gritava para a câmera, dando pulinhos. Algumas pessoas me olhavam bravas, pedindo silêncio, mas eu simplesmente não conseguia parar.
"E onde quer ir para comemorar essa descoberta fantástica, amor?", Joe perguntou.
"Eu, de primeira, queria ir ao Mc Donalds... Maaaaaas, pela segurança e saúde da MINHA princeSA, eu vou querer ir no Haj's, nosso restaurante de sempre!"
Haj's era um restaurante que servia de tudo, absolutamente tudo! Ficava na cidade vizinha da casa de campo, que era também onde eu ia fazer minhas compras e tudo mais. Eles tinham até um cardápio para gestantes - que eu sinceramente achei que nunca fosse usar pelo motivo certo, mas que sempre gostei de comer desse cardápio especial simplesmente por ser preparado com mais carinho e dedicação, tudo perfeitinho.
"Ei, Joe", eu disse no vídeo, pegando a câmera das mãos dele. "Você nem apareceu em nenhum vídeo! Já tá na hora!"
"Não!" ele disse, tampando a lente da câmera. "Me devolve, Annie!"
"Nananinanão, do mesmo jeito que a gente lutou pelo pirulito, a gente vai ter que lutar por essa câmera... A diferença é que aqui tem muito mais espectadores", disse, sorrindo com falsa crueldade.
Ele revirou os olhos, se rendeu, e tirou as mãos da lente. "Oi", disse ele.
"Diga alguma coisa pro pessoal de casa! Diga alguma coisa pra nossa princesinha ver, quando crescer!" eu dizia, por trás da câmera.
Harry: "nossa" princesinha, Annie? - disse ele, bravo, ao meu lado. - Princesinha "de vocês"?
Eu: Ele me acolheu, ele me ajudou a cuidar, ele foi meu namorado, Harry. Ela era minha princesinha vinda de você, mas, naquele momento, ela também era de Joe. Ele passou os momentos com ela.
Harry: PORQUE EU NEM SABIA QUE VOCÊ TAVA GRÁVIDA! - gritou, alterado pelo ciúmes.
Lottie: Sem discussão, pessoal! Vamos continuar assistindo!
"Bom...", disse Joe. "Eu queria dizer um oi pro pessoal de Londres, tio Müller, embora não saiba da existência desse mini-ser dentro da sua filha, queria te assegurar que nós todos estamos bem, e eu estou com saudades de você e de Londres. Vou visitar vocês assim que der! Sra. Müller, que não é mais Müller, embora esteja pouco se fudendo pra sua filha, eu também te adoro, mas não to com saudades, então vai se fuder." Dava para ouvir minha risada vinda de trás da câmera. "Pra Lottie... Eu não vejo a Lottie faz um booooom tempo, deve estar super gatinha... Brincadeira, brincadeira, eu sei que você já tem namorado", disse, rindo. "Eu só queria dizer que as portas aqui também estão sempre abertas pra você, você podia convencer Annie de vir mais uma vez para cá, você vinha com ela, trazia seu namoradinho...", ele parou por aí, apenas dando um sorriso safado, e me fazendo soltar uma gargalhada. "Ian e Noah, eu não conheço vocês. Só vi o Noah uma vez, e o Ian brotou na família. Então, só posso mandar um abração pros dois, muita paz e saúde, cuidem bem desse tesouro aqui quando ela voltar!" disse, apontando para mim, que estava atrás da câmera. Lembro de ter ficado vermelha.
"Ótimo, lindinho. Obrigada, eles vão adorar!" disse, já abaixando a câmera para desligar.
"Espera!" - ele puxou a câmera novamente para ele. "Já desligou? Não, ok... Styles. Harry Styles", disse, sério. Eu lembro de ter ficado séria nessa hora também. "Você terá em suas mãos o presente mais precioso do mundo, que é uma mulher que te ama acima de tudo, faz absolutamente tudo por você, ela ignora seus próprios sonhos só para ver um simples sorriso em seu rosto. Enquanto ela tá aqui, não tem um dia que eu não ouço a frase 'Eu amo o Harry' saindo da boca dela, não importa se está formulada exatamente desse jeito ou não. Mas ela nem precisaria falar: dá pra ver nos olhos dela que, só de lembrar de você, ela já fica com os olhos brilhando e se enche de saudades. Ela, antes de dormir, pega uma foto sua e reza para você estar bem, diz para sua foto que vai voltar logo. Ela nem sabe que eu sei disso, agora ela sabe e tá fazendo cara de surpresa e brava ao mesmo tempo pra mim", disse, sorrindo. Ele prosseguiu: "Eu só peço que cuide extremamente bem desse diamante raro que temos aqui perto de nós todos. Porque, se você não cuidar... (gif) Tem quem cuide", disse, zoando com a cara de Harry.
A imagem sumiu logo depois disso. Apareceu uma imagem de mim, já muito mais gordinha no rosto e nos seios. Eu sorria, emocionada, como em todos os outros vídeos.
"... Ooi..." disse, posicionando a câmera em mim. "Aqui estou eu, de novo. Hoje faz exatamente 7 meses que eu estou grávida, e exatamente 121 dias que eu estou aqui. E, para comemorar essa data 'importante', parece que nosso Papai do Céu mandou um presentinho para nós, Hazz... Nosso bebê está extremamente bem, super saudável. Eu fui hoje na médica conferir tudo. Ela está super fortinha, uma princesa guerreira! Agora, a novidade..." eu enxuguei algumas lágrimas do meu rosto, e continuei: "... (gif) Eu senti o bebê chutando pela primeira vez.", disse, com um rosto feliz.
"Foi super legal!" disse Joe, chegando por trás de mim.
"Pois é!" disse, sorrindo para ele e depois para a câmera. "Nós estávamos voltando para casa de táxi, já que o carro de Joe está no concerto, e nós estávamos conversando e, de repente, senti ele mexer. Quando eu fui dizer 'ela se mexeu', ele quase explodiu minha barriga de tão forte que ele me chutou!" disse, rindo.
"Que exagero!" disse Joe, rindo comigo. "Mas ela começou a gritar no carro e a chorar, o taxista parou e eu pensei que ela estava tendo um filho prematuro, eu quase tive um ataque cardíaco até ela dizer, no meio da choradeira, que ela 'só' tinha chutado pela primeira vez!"
"Mas foi muito lindo! Muito dolorido, porque eu nem sabia que era tão forte assim, mas também foi emocionante saber que ela já tem as perninhas formadas e fortinhas pra dar um chute em mim. Eu acho que ela vai gostar muito de correr e de jogar bola, Hazz... Se prepare!"
E, então, a imagem escureceu. Quando ia passar para o próximo vídeo, apareceu uma mensagem: "o último vídeo foi apagado pelo dono do CD"
Harry olhou para mim, e eu dei de ombros, enxugando as lágrimas, como se não quisesse dar explicações. Mas ele as pediu mesmo assim.
Harry: Por que apagou o último? O que tinha no último?
Eu: Eu tinha acabado de perder o bebê. - disse, séria, tentando parar de chorar de verdade agora. - Eu estava feia, pálida, chorona, fora de mim. Achei melhor deletar. Nem eu mesma queria ver o meu estado novamente.
Ele apenas assentiu com a cabeça, e se levantou. Estendeu as mãos para eu me levantar, e assim fiz. Ele me abraçou forte, e ficamos assim, parados, quietos, por alguns longos minutos. Lottie e John nos deixaram sozinhos na sala, indo para o quarto deles. Eu primeiramente fiquei só parada, segurando nos braços dele, sentindo a respiração dele no meu pescoço e ele me abraçando forte pela cintura, mas logo depois, comecei a ficar emocionada novamente e me abracei nele.
Harry: Me desculpe por toda essa confusão que causamos, e me desculpe por não ter estado contigo. Eu devia ter sido mais cuidadoso.
Eu: A culpa... - eu tentava segurar as lágrimas que queriam cair. - ... A culpa não foi sua. Por favor, não se culpe.
Harry: Vamos só esquecer que tudo isso aconteceu, okay? - ele perguntou, afastando nossos corpos e olhando em meus olhos.
Eu: Okay. Qualquer coisa.
Harry: Eu só quero te ver sorrindo, feliz novamente.
Eu: Eu estou feliz agora, Hazz. Afinal... - eu disse, abraçando-o novamente. - ... eu estou com você.
Lottie's POV
Eu fui para o quarto com John, e ficamos jogando videogame em silêncio, até que eu resolvi dizer algo, só para tirar aquela tensão estranha do ar:
Eu: Já fez a lição para amanhã?
Ok, não foi o melhor jeito de começar uma conversa.
John: O que você quer perguntar, exatamente? - disse ele, sacando a tentativa (#fail) de puxar conversa.
Eu: Queria saber porque você tá tão quietinho. Você quer dizer alguma coisa?
John: Ah, não... Sei lá... Tipo... É tudo tão estranho... Imaginar a Annie... grávida. É óbvio que todo mundo imagina e sabe que eles transam, só pela cara de safados dos dois já dá pra notar de cara, mas pensar nos dois sendo irresponsáveis a ponto de terem uma filha?! Isso é uma loucura.
Eu: Não é irresponsabilidade! - disse, defendendo Annie.
John: Ah, não? É o quê, então? - ele pausou o jogo, para olhar para mim. - Isso é normal pra você? É certo? Quer ter uma filha com 17 anos?
Eu: Dezoito. Ela tem dezoito. E claro que eu não quero, mas eu também não acho que tenha sido irresponsabilidade... Foi só... Ah, sei lá! Vamos mudar de assunto, vamos? - disse, dando um selinho nele. - Você lembra o que temos amanhã?
John: Um ano! Como eu poderia esquecer?! - disse, feliz, me beijando de volta.
Eu: E... Que tal começarmos a comemorar um pouquinho antes?
Ele me olhou, com uma cara confusa, e depois fez uma cara de assustado, se levantando da cama. Por impulso, fiz uma cara assustada também, mas permaneci na cama. Até que ele se virou, e foi até a porta.
Eu: Ei! Espera! O que houve?
Ele parou em frente a porta, com a mão na maçaneta. A virou. A porta se abriu. Ele colocou a cabeça para fora, olhou para os dois lados e, então... a fechou novamente. Sim, com ele dentro, mesmo. Pegou a chave que estava na estante e trancou a porta, se virando para mim, com um sorriso safado no rosto.
Eu: Quase me matou de susto, babaca! - disse, rindo, e mordendo meus lábios. Eu levantei e o beijei.
John: Só queria nos deixar com mais privacidade, amor... - disse, me beijando de volta, mas com um beijo um pouco mais quente.
Eu pulei no seu colo, ele apertou minha bunda, e ficamos nos beijando em pé, encostados na parede. Ele me afastou um pouco da parede para que eu pudesse tirar minha blusa, e eu assim fiz. Ele me largou apenas para tirar a blusa dele, que eu ajudei, e depois me atirei em seus braços novamente. Quando comecei a sentir que seu amiguinho estava ficando mais ereto, tirei uma das minhas mãos de seu pescoço e abaixei até sua calça, acariciando seu brinquedo ainda por cima da calça, o que o fez gemer baixinho. Quando começou a dilatar, eu parei, dando um sorriso malicioso para ele. Nós continuamos nos beijando, e só quando não tínhamos mais fôlego é que fomos para a cama.
Ele foi violentamente tirando meu shorts, enquanto eu mesma tirava meu sutiã. Logo depois, tirei sua calça e sua cueca, e ele, pra finalizar, tirou minha calcinha.
Sabe, desde a primeira vez que havíamos transado, muita coisa havia mudado. O amor cresceu, a confiança também, o ciúmes diminuiu, passamos a nos entender mais, deixamos a vergonha de lado - já que, agora que já havíamos nos visto por completo, não precisávamos ter vergonha de, por exemplo, colocar a mão na coxa um do outro -, e tudo isso deixou nosso namoro ainda melhor do que já era. E o sexo também melhorou. Afinal, desculpem os românticos, mas sexo precisa ser sexo. "Fazer amor" não vale. Desde que eu fiz sexo com Ian, eu disse ao John que nós podíamos ir "evoluindo" aos poucos nessa área, e ele ficou muito feliz, disse que também queria que tivéssemos algo mais... real.
Ele começou a me lamber e a me chupar, desde a minha parte íntima até minha boca.
E, logo depois dessa e de mais algumas preliminares, ele me penetrou. Ficamos transando por algumas horas. Eu não sei ao certo quantas foram. Quando estávamos juntos, quando estávamos transando, eu não tinha ideia de como passava o tempo. Às vezes parecia se passar rápido demais, mas em outras vezes parecia que o tempo estava congelado. E, também, quem se importa? Eu estava com ele. Ele é tudo que importa para mim.
"Você é tudo o que importa para mim, não se preocupe com mais ninguém, se não é você, não sou eu mesmo. Para me completar, você é tudo o que importa para mim.
O que é a cama de um rei sem a rainha? Não existe "eu" no time! Para me completar, você é tudo o que importa para mim"
... 8 meses depois ...
Annie's POV
Oito meses se passaram? Eu nem podia acreditar! E passou tão rápido! E tanta coisa aconteceu!
Bom, no dia seguinte daquela maldita "Sessão DVD" na minha casa, teve a comemoração de um ano de namoro de Lottie e John, e nós comemoramos o dia todo: os acordamos com um café da manhã na cama, e a música de namoro deles - "All That Matters", do Jus Bieber - tocando no último volume. Tiramos muitas fotos e tudo mais, e almoçamos juntos em casa - eu, Harry, papai e Noah fizemos um almoço especial para os dois, enquanto eles tomavam um banho e se arrumavam. Depois, eles saíram - sozinhos, dessa vez - para sabe lá onde, e só voltaram onze da noite. Lottie já estava morando em casa faz tempo, e é óbvio que John praticamente também, então os dois chegaram e já se trancaram no quarto. Pelos beijos que foram dando no meio do caminho, já pudemos imaginar como foi o final da noite. Eu achei engraçado que eu era assim aos meus 16 anos. Eu só pensava em sexo e em festas. Em festas e em sexo. Foda-se a escola, foda-se os parentes, foda-se a boa reputação. Eu era rica. Eu podia fazer o que eu quisesse. E com quem eu quisesse. Ninguém podia falar mal de mim, ou eu difamava na frente de todos. Não era o certo, é óbvio que não era, mas quem havia me ensinado aquilo tudo era Aria, minha antiga melhor amiga e minha "ídola", que me ensinava de tudo para sobreviver no meio selvagem chamado "Vida Real".
Agora, quase quatro anos depois daquela época de "Haters Gonna Hate", eu penso completamente diferente. Eu tenho vinte anos agora. Eu sou completamente diferente daquela menininha que eu era há tanto tempo atrás. É óbvio que eu ainda era rica, ainda amava festas e amava sexo. Mas agora, sexo e amor eram a mesma coisa, e se resumiam à uma só pessoa. Festas eram mais raras na minha agenda, e, quando elas rolavam, eram menos "putaria solta", mas trocamos a pegação por muita bebida, o que também foi uma ótima troca.
Mesmo tendo economias suficientes para me sustentar até, sei lá, quarenta anos, eu trabalho agora. Não é um trabalho super-hiper complicado, mas é um trabalho. Eu sou responsável (pelo menos um pouquinho), eu aprendi a cozinhar, aprendi a me virar com o que eu queria, eu estava na faculdade, eu estava tomando um rumo na minha vida.
Harry havia ido para turnê por sete meses, ele havia voltado à pouco tempo, e fiquei feliz de ele ter vindo para estar comigo no meu aniversário. Eu ia para a faculdade de manhã - Faculdade de Música, aliás -, e voltava meio dia. Mas, assim que saí da facul, vi Harry esperando por mim em frente à escola. Eu sorri e fui correndo até o carro. Assim que ele viu que eu o havia encontrado, saiu do carro, me esperando. Faziam sete meses que eu não o via. Ele disse "Feliz aniversário!", gritando, enquanto eu me aproximava, com um sorriso no rosto.
Todas as meninas sabiam que eu o namorava, mas ele praticamente nunca vinha me buscar na faculdade, então todos ficaram boquiabertos. Ele não vinha me buscar há, sei lá, um ano? Ele só havia me buscado umas duas ou três vezes, já que tinha começado a faculdade menos de dois anos atrás.
Cheguei correndo até ele, gritando escandalosa como sempre, e pulei no colo dele, sorrindo.

Eu já estava tão acostumada com ele indo e voltando todo mês, com ele correndo riscos e eu rezando todos os dias para que ele voltasse - inteiro, de preferência -, que eu nem chorava mais. Mas é óbvio que, por dentro, eu me sentia muito emocionada. Eu me sentia completa quando ele chegava, era como se nada mais importasse.
Harry: Pronta para curtir o melhor aniversário da sua vida?
Eu: Ih, só porque você voltou, é? Que convencido! - disse, dando um soquinho falso no ombro dele.
Harry: Ah, também... - disse, sorrindo, metido - ... mas não só por isso. Eu preparei umas coisinhas especiais para nós... Digo, pra nós e pra todos os nossos amigos! - ele abriu a porta do carro pra mim, e eu sorri, entrando.
Eu: Hm... Preparou, é? E que amigos são esses? Não venha me dizer que preparou algo como uma super festa ou qualquer coisa do tipo, por favor! Já passamos dessa fase, né?! - disse, rindo.
Harry: Claro que não! É só uma festinha íntima... Os meninos, Lottie, John, Ian, Justin, Selena, e mais uns colegas...
Eu: Justin e Selena?! Ah, meu Deus... E eles estão juntos de novo?!
Harry: Eu sei lá! Mas quando eu convidei Jus, ele perguntou se podia chamar a Selena, e eu disse que tudo bem, né?! Fazer o quê! Vamos para a nossa casa de praia, e lá começamos a festança!
Eu: Wow! Vamos até pra longe? Isso tem cara de estar muito bom! Vamos ficar quantos dias lá?
Harry: Aproveitando que suas aulas terminaram hoje, vamos ficar cinco dias, ou seis. Noah e seu pai vão para lá no terceiro dia, se não me engano, e aí ficaremos todos juntos. Tudo bem, amor?
Eu: Aham! Vou deixar minha mala aqui no banco de trás, beleza? - eu me virei para jogar a mala, quando vi uns negócios enormes nos bancos de trás (que eram duas fileiras, já que o carro era personalizado para o Harry, que era hiper festeiro), cobertas por panos. - O que é isso, Styles?
Eu: Aham! Vou deixar minha mala aqui no banco de trás, beleza? - eu me virei para jogar a mala, quando vi uns negócios enormes nos bancos de trás (que eram duas fileiras, já que o carro era personalizado para o Harry, que era hiper festeiro), cobertas por panos. - O que é isso, Styles?
Harry: Ah, só alguns preparativos pra festa.
Eu: Nossa... Mas tanto preparativo assim? - disse, olhando para ele, curiosa.
Xx: Tem preparativo mais importante do que os convidados?
Eu gritei e olhei para trás, assustada. Quando vi de onde isso tinha vindo, abri o maior sorriso do mundo!
Liam, Louis, John, Lottie, Zayn, Niall e Ian estavam nos bancos de trás! Eles estavam cobertos por aqueles panos - pois é, não tinha preparativo nenhum, eu tinha achado até estranho já que o Harry é do tipo que faz tudo de última hora.
Eu: O que estão fazendo aqui?!
Liam: O que você acha?!
Zayn: Viemos pra festa, claro!
Louis: Aliás, PARABÉÉÉÉNS! - disse, tocando uma corneta no meu ouvido.
Eu gritei, assutada, mas todos acabaram rindo.
Niall: E é quanto tempo de viagem, Harry?
Harry: Pelas minhas contas, dá umas duas ou três horas de viagem. Se a gente for parar pra comer, o que com certeza vamos fazer, dá umas três horas e meia.
John: Ah, nem é tanto tempo assim!
Lottie: Com essa companhia toda, vão parecer trinta minutinhos!
Fomos conversando sobre isso no começo da viagem, mas logo colocamos um som e começamos a viagem de verdade. "Love, Money, Party" foi a música que surgiu no rádio. E eu acho que não tinha música melhor para o momento.
Chegamos, comemos, dançamos, brindamos, jogamos videogame, nadamos no mar e na piscina, jogamos ping-pong, brincamos de verdade ou desafio - coisa de adolescentes, eu sei, mas quem liga?! -, fizemos marshmallows na fogueira, assistimos vários filmes, conversamos sobre várias coisas "inadequadas para menores", bebemos mais, dançamos mais, nadamos de roupa e tudo no mar, fomos tomar banho e aí, só quando já eram quatro da manhã, é que fomos dormir.
No segundo dia não foi diferente. O primeiro a acordar foi Harry, ao meio dia e meia, já que tinha bebido menos, e me acordou - o que não foi boa ideia, já que eu tinha sido a que tinha bebido mais -, mas eu virei para o outro lado e dormi de novo, e só acordei três da tarde. Parece tarde, mas acordei antes de Louis e Zayn! E, óbvio, fomos cantar "It's Time To Get Up" para os dois.
Isso já era tradição: quando íamos todos viajar - "todos" inclui pelo menos Zayn, Louis, Liam, Niall, Harry e eu -, os dois últimos a acordar eram acordados por nossa canção meio country/lento meio rock/desajeitado. Eles acordaram já tacando travesseiros em todos nós e mandando todos nós se fuderem, mas ninguém ligava.
O café da manhã foram Waffles e Vodka. Mas eu resolvi tomar café mesmo, tirar um pouco daquela ressaca. Fui para a banheira de hidro, fiquei lá até umas quatro ou quatro e meia, e fui tomar um banho. Saí e vi todos se arrumando.
Eu: Ei, o que é isso?
Harry: Bom, isso aqui é uma viagem de aniversário, então acho que devemos aproveitar a viagem e "re-conhecer" os lugares, comer fora, dançar fora e tudo mais. A nossa party só foi aqui dentro ontem, porque estávamos cansados demais pra procurar um pub legal.
Lottie: Eu já separei um modelito pra você, agora vai lá, se troca, faz seu cabelo que saímos em meia hora!
A Lottie tinha até separado um vestido maneiro, mas eu acabei escolhendo minha própria roupa, cabelo e maquiagem, e devo dizer que não ficou tão ruim. Como o porta malas do carro de Harry é enorme e fizeram minha mala sem eu saber, acabaram colocando duas malas minhas só de roupas, então eu tive muitas opções! Eu escolhi um estilo mais despojado e soltinho, já que estávamos na praia mesmo... De noite fazia um pouco de frio, mas a previsão do tempo já havia confirmado um calorzão nessa noite... Sorte minha!
Finalmente saímos, lá pelas nove da noite. Passamos a noite toda comendo aperitivos em bares, bebendo (mas sem exagerar), conversando... Até que deu meia-noite.
Louis: Ei! Já são meia noite e cinco no meu relógio! Que tal já irmos pegar uma baladinha?
Eu: Eu topo! - disse, bebendo todo o resto de cerveja que tinha no meu copo.
Liam: Vamo nessa!
Zayn: Eu vou ligar para algumas amigas minhas que moram por aqui para comemorarmos juntos, beleza? - ele disse, com um olhar safado, já pegando o telefone. Ele havia "dado um tempo" com Perrie e agora estava aproveitando novamente a vida de solteiro.
Harry: É melhor a gente ligar pra uns seguranças...
Niall: Que seguranças, o quê! Vamos logo!
Mas Harry mesmo assim mandou um SMS avisando, e eles disseram que estavam a caminho.
Lottie: Um brinde à noite perfeita que será essa noite!
Nós brindamos, e fomos festejar. E, olha... Festejamos mesmo.
Finalmente saímos, lá pelas nove da noite. Passamos a noite toda comendo aperitivos em bares, bebendo (mas sem exagerar), conversando... Até que deu meia-noite.
Louis: Ei! Já são meia noite e cinco no meu relógio! Que tal já irmos pegar uma baladinha?
Eu: Eu topo! - disse, bebendo todo o resto de cerveja que tinha no meu copo.
Liam: Vamo nessa!
Zayn: Eu vou ligar para algumas amigas minhas que moram por aqui para comemorarmos juntos, beleza? - ele disse, com um olhar safado, já pegando o telefone. Ele havia "dado um tempo" com Perrie e agora estava aproveitando novamente a vida de solteiro.
Harry: É melhor a gente ligar pra uns seguranças...
Niall: Que seguranças, o quê! Vamos logo!
Mas Harry mesmo assim mandou um SMS avisando, e eles disseram que estavam a caminho.
Lottie: Um brinde à noite perfeita que será essa noite!
Nós brindamos, e fomos festejar. E, olha... Festejamos mesmo.
Ficamos baladando até umas 6 horas da manhã. E nem estávamos cansados, mas muito bêbados, tanto que nos impediram de dirigir e tivemos que dar as chaves para os seguranças que o Harry tinha chamado, e cada um deles dirigiu um carro (eram dois carros, pois já que tinha muita gente, resolvemos alugar um carro lá mesmo). Chegamos em casa com o dia já raiando, na verdade já estava quase completamente claro, e nós estávamos quase completamente malucos, de tão bêbados. Ficamos jogando cartas - tipo, literalmente jogando cartas uns nos outros -, quando resolvemos dormir.
Eu fui a primeira a acordar, às 10 horas da manhã. Eu nunca consigo dormir muito, quando estou sem sono. Já havia passado a minha loucura por causa da bebida, então meu corpo já se sentia pronto pra acordar, e assim o fiz. Levantei com calma para não acordar Hazz, que estava deitado no meu lado, coloquei um moletom por cima do pijama - que era muito curtinho para o frio repentino da manhã -, saí do quarto e fui na pontinha dos pés até a cozinha, fiz um café pra mim, e o tomei sentada na varanda, lembrando da noite passada. Bebemos, dançamos, vi os meninos ficando com todas, e eu só tinha olhos para Harry, assim como ele comigo. Quando voltamos, ainda brincamos e "brigamos" todos nós, e eu fui para o quarto com Hazz. Nós transamos. Mas não foi uma transa maluca e bêbada, igual sempre fizemos, bêbados ou não. Foi extremamente romântica. Ele olhava nos meus olhos, me beijava, sussurrava coisas bonitas no meu ouvido. Eu o arranhava, mas sem safadeza. Eram arranhões para mostrar que eu estava gostando, que eu queria mais. Ele passava as mãos por mim, mas não me apertando como sempre fez; ele passava suas mãos por mim, como se estivesse me medindo, como se quisesse reconhecer cada centímetro do meu corpo, como se aquilo não fosse dele, como se ele nunca mais fosse tocar em mim - o que era uma grande mentira.
Eu sorri. Eu sorri de felicidade e de emoção. Ele havia preparado tudo aquilo pra mim, e sozinho. Ele chamou todo mundo, ele preparou a casa, ele pediu permissão para meu pai, ele foi me pegar na escola, ele dirigiu a maior parte do tempo, ele, ele, ele. É por isso que eu o amava tanto. Eu daria a minha vida por ele. Eu daria a minha vida para ele. Eu queria minha vida com ele.
Eu ouvi um barulho vindo do meu quarto, e supus que era Harry, que tinha acordado. Como já tinha terminado meu café, apenas deixei a xícara em cima da mesa e fui andando de volta para o quarto. Eu abri a porta devagar.
Eu: ... Hazz? - perguntei, baixinho, abrindo a porta bem devagar, para caso ele ainda não estivesse acordado.
Ele deu um pulo na cama, começou a arrumar tudo desesperadamente, e depois pegou o livro que ele tinha deixado cair no chão.
Harry: O-Oi, amor! B-Bom Dia!
Eu: Oi.. - disse, rindo. Fechei a porta novamente, comigo dentro. - Tudo bem? Parece assustado... Te acordei?
Harry: Claro que não! - disse, sorrindo super fofo. - É que tô lendo um livro de suspense, meio terror, aí o rangido da porta me assustou e tals...
Eu: Awn, como meu bebê é medroso! - disse, rindo e pulando na cama. - Dormiu bem?
Ele me abraçou forte, tipo muito forte mesmo. Ele cheirou meu cabelo, e depois me deitou em seu peito, e ficou brincando com nossas mãos entrelaçadas, sem responder minha pergunta. Eu sorri, e apenas deixei levar pelo momento. Esses momentos "Cute Hazza" eram raros de acontecer.
Eu: Ei, meu Curly Boy, por quê você tá tão fofinho hoje?
Harry: Sei lá, sonhei com nós dois juntos, e foi muito bom... E a noite de ontem também foi perfeita, assim como a viagem toda tá sendo pra mim... Aí fiquei pensando em o quanto eu te amo. Eu te amo tipo muito mesmo, sabia?
Eu: Claro que sabia, bobinho! - disse, abraçando-o e beijando-o. - E você sabia que eu também te amo muuuuuuito?
Harry: Sério? Olha, não sabia, não! - disse, brincando. Ele voltou a atenção para nossas mãos.
A mão dele parecia suar, assim como o rosto dele também suava. Eu, deitada no peito dele, sentia seu coração disparado. Eu olhei para a Stylesconda, mas ela não estava "agitada", então significa que isso tudo não era desejo, e sim desespero, mesmo. Mas decidi não dizer nada. Eu ouvia ele suspirando, respirando pesado, como se tentasse dizer algo, mas não conseguisse. De repente, depois de uns 10 minutos naquele estado louco dele, ele se sentou na cama, fazendo eu me sentar também, mas sem largar minha mão.
Harry: Ei, amor...
Eu: Fala, lindinho. - disse, sorrindo. Eu estava achando muito fofo aquele nervosismo dele, embora eu nem soubesse porquê.
Harry: Sabe o que ficaria muito bonito nessa sua mãozinha super delicadinha? - diz que "não" com a cabeça. - Um anel. O que acha? Não ficaria lindo?
Eu olhei assustada para ele. Era o que eu estava pensando? Eu só assenti com a minha cabeça, afinal, realmente ficaria bonito um anel, fazia muito tempo que eu não comprava um.
Harry: Eu tenho um aqui, quer experimentar? - ele disse, super nervoso. - Quer ver o anel que eu comprei pra você?
Eu: Q-Quero. - disse, trêmula e nervosa, mas ainda sim com um sorriso no rosto.
Ele se levantou, procurando algo debaixo do travesseiro dele. Eu levantei, tremendo, já imaginando o que seria. Quando ele finalmente achou, ele deu um sorriso enorme, o que, de fato, também me acalmou. Ele ficou em pé também, olhou nos meus olhos, sorriu e logo depois se ajoelhou.
Eu: Puta merda, Styles! - gritei, rindo de nervosismo, mas também muito feliz.
Harry: Annie, meu amor, meu raio de sol, meu ar. Você me mostrou o lado bom da vida, e me ajudou no lado ruim também. Cuidou de mim, tanto de perto quanto de longe. Usou grande parte da sua vida pensando em mim, falando de mim, se preocupando comigo. Foi pra quilômetros de distância cuidar de um filho nosso em segredo, para não atrapalhar meu trabalho. Você é completamente louca, quase tão louca pela vida quanto eu sou louco por você. Annie, eu sou louco por você, meu amor. Eu sou louco por esse seu sorriso, esses seus olhos brilhantes, essa sua vontade de ver todos felizes inclusive você mesma! É uma loucura sua felicidade infinita e sua preocupação despreocupada, você exerce um poder sobre mim e sobre todos que ninguém consegue explicar! Você é simplesmente única! Você é única pra mim, Annie. Você é a única que eu consigo ver no mundo todo, eu te juro! Eu te juro, com todo o meu coração, eu te juro de corpo, mente e alma, eu te juro que eu vou te amar para sempre e sempre e sempre e você nunca vai se sentir sozinha ou nem mesmo triste quando estiver do meu lado. Eu juro que te farei a pessoa mais feliz desse mundo! Você é minha única garota, cara. Não tem ninguém nesse mundo que eu ame mais, depois dos meus pais, sem ser você. Annie... Você aceita se casar comigo?
Eu estava chorando, tremendo, com uma mão sendo segurada por ele. Eu não conseguia acreditar... Meu Harry, meu Curly Boy, aquele que eu conheço desde SEMPRE, aquele que eu desejei desde sempre, me pedindo em casamento?! Nós temos só 20 anos! Mas... e daí? Tem mesmo uma idade certa para tudo? Idade certa para amar? Para crescer? Para casar? Para morrer? Não, não tem. Se eu quisesse me apaixonar por ele com 5 anos, eu me apaixonaria. Se o destino quisesse que eu morresse antes mesmo de conhecê-lo, eu morreria. Nada é certo... bom, quase nada: eu o amava praticamente mais que a minha vida. E isso era certo. Sempre foi. Sempre seria. Eu sempre quis ele perto de mim, comigo, para mim mesma, e agora eu tinha essa oportunidade, a oportunidade de gritar para o mundo que eu era a Mrs. Styles, as fãs querendo ou não. Eu podia sair por aí com meu anel de compromisso, sorrindo, de mãos dadas com Harry Edward Styles, meu marido. Isso não ia acontecer duas vezes. E eu também não negaria nem meia vez.
Eu: É ÓBVIO QUE EU ACEITO, HARRY! HARRY STYLES, EU ACEITO! EU ACEITO! - gritei o mais alto que pude, puxando ele para levantar, e nos beijamos.
Um beijo que colava nossos lábios profundamente, nossos rostos estavam mais colados do que jamais estiveram antes, um beijo forte, e apaixonado. O pessoal abriu a porta, desesperados para saber quem estava morrendo por causa de toda aquela gritaria, mas nos encontraram abraçados, sorrindo e chorando ao mesmo tempo, com as respirações ofegantes e as risadas desesperadas e trêmulas. Eu ouvi alguém perguntando "o que aconteceu?", mas não precisava nem responder. Havia um buquê de flores na cama, e anéis nas nossas mãos. Anéis que todos conseguiam ver. Nossos anéis. E agora ele seria inteiramente meu. E eu, com certeza, faria de tudo para ser 100% dele.
Harry: Ei, amor...
Eu: Fala, lindinho. - disse, sorrindo. Eu estava achando muito fofo aquele nervosismo dele, embora eu nem soubesse porquê.
Harry: Sabe o que ficaria muito bonito nessa sua mãozinha super delicadinha? - diz que "não" com a cabeça. - Um anel. O que acha? Não ficaria lindo?
Eu olhei assustada para ele. Era o que eu estava pensando? Eu só assenti com a minha cabeça, afinal, realmente ficaria bonito um anel, fazia muito tempo que eu não comprava um.
Harry: Eu tenho um aqui, quer experimentar? - ele disse, super nervoso. - Quer ver o anel que eu comprei pra você?
Eu: Q-Quero. - disse, trêmula e nervosa, mas ainda sim com um sorriso no rosto.
Ele se levantou, procurando algo debaixo do travesseiro dele. Eu levantei, tremendo, já imaginando o que seria. Quando ele finalmente achou, ele deu um sorriso enorme, o que, de fato, também me acalmou. Ele ficou em pé também, olhou nos meus olhos, sorriu e logo depois se ajoelhou.
Eu: Puta merda, Styles! - gritei, rindo de nervosismo, mas também muito feliz.
Harry: Annie, meu amor, meu raio de sol, meu ar. Você me mostrou o lado bom da vida, e me ajudou no lado ruim também. Cuidou de mim, tanto de perto quanto de longe. Usou grande parte da sua vida pensando em mim, falando de mim, se preocupando comigo. Foi pra quilômetros de distância cuidar de um filho nosso em segredo, para não atrapalhar meu trabalho. Você é completamente louca, quase tão louca pela vida quanto eu sou louco por você. Annie, eu sou louco por você, meu amor. Eu sou louco por esse seu sorriso, esses seus olhos brilhantes, essa sua vontade de ver todos felizes inclusive você mesma! É uma loucura sua felicidade infinita e sua preocupação despreocupada, você exerce um poder sobre mim e sobre todos que ninguém consegue explicar! Você é simplesmente única! Você é única pra mim, Annie. Você é a única que eu consigo ver no mundo todo, eu te juro! Eu te juro, com todo o meu coração, eu te juro de corpo, mente e alma, eu te juro que eu vou te amar para sempre e sempre e sempre e você nunca vai se sentir sozinha ou nem mesmo triste quando estiver do meu lado. Eu juro que te farei a pessoa mais feliz desse mundo! Você é minha única garota, cara. Não tem ninguém nesse mundo que eu ame mais, depois dos meus pais, sem ser você. Annie... Você aceita se casar comigo?
Eu estava chorando, tremendo, com uma mão sendo segurada por ele. Eu não conseguia acreditar... Meu Harry, meu Curly Boy, aquele que eu conheço desde SEMPRE, aquele que eu desejei desde sempre, me pedindo em casamento?! Nós temos só 20 anos! Mas... e daí? Tem mesmo uma idade certa para tudo? Idade certa para amar? Para crescer? Para casar? Para morrer? Não, não tem. Se eu quisesse me apaixonar por ele com 5 anos, eu me apaixonaria. Se o destino quisesse que eu morresse antes mesmo de conhecê-lo, eu morreria. Nada é certo... bom, quase nada: eu o amava praticamente mais que a minha vida. E isso era certo. Sempre foi. Sempre seria. Eu sempre quis ele perto de mim, comigo, para mim mesma, e agora eu tinha essa oportunidade, a oportunidade de gritar para o mundo que eu era a Mrs. Styles, as fãs querendo ou não. Eu podia sair por aí com meu anel de compromisso, sorrindo, de mãos dadas com Harry Edward Styles, meu marido. Isso não ia acontecer duas vezes. E eu também não negaria nem meia vez.
Eu: É ÓBVIO QUE EU ACEITO, HARRY! HARRY STYLES, EU ACEITO! EU ACEITO! - gritei o mais alto que pude, puxando ele para levantar, e nos beijamos.
Um beijo que colava nossos lábios profundamente, nossos rostos estavam mais colados do que jamais estiveram antes, um beijo forte, e apaixonado. O pessoal abriu a porta, desesperados para saber quem estava morrendo por causa de toda aquela gritaria, mas nos encontraram abraçados, sorrindo e chorando ao mesmo tempo, com as respirações ofegantes e as risadas desesperadas e trêmulas. Eu ouvi alguém perguntando "o que aconteceu?", mas não precisava nem responder. Havia um buquê de flores na cama, e anéis nas nossas mãos. Anéis que todos conseguiam ver. Nossos anéis. E agora ele seria inteiramente meu. E eu, com certeza, faria de tudo para ser 100% dele.
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