- Como se sente entrando novamente em missões idiotas, Lion? - pergunto, entediada.
- Tanto faz para mim. - Jason me olha e sorri. - Estou me importando mesmo é com o fato de estarmos juntos novamente!
Faziam dois anos que eu não o via. Jason Lion, meu melhor amigo - quase irmão -, passou esse tempo guerreando em uma missão no Iraque enquanto eu ensinava os novos recrutas e me atualizava da tecnologia nova da agência. Já faziam onze anos que eu trabalhava na Agência Secreta de Apoio a Celebridades e Autoridades, e praticamente todo mês haviam novidades tecnológicas.
Meu nome é Skye Jones. Eu tenho 19 anos e nasci no Canadá, mas agora moro em NYC, no prédio subterrâneo de apartamentos da ASACA, junto com Jason. Sim, eu literalmentemoro com ele; nós dividimos o apartamento. E, não, nós nunca tivemos nada: nem sexo, nem amassos, nem um selinho sequer. Como eu disse antes, somos quase irmãos. Ele salvou minha vida. Ele conseguiu colocar um sorriso no meu rosto mesmo quando tudo estava caindo. Okay, deixe-me contar essa história direito:
Uma vez, uma menininha de cinco dias foi deixada na porta da igreja local. Seu nome eraSophie. Ela não tinha um sobrenome, porque não tinha uma família; tinha apenas um bilhete impresso que dizia: "Sophie. 5 dias. Obrigada", que ela supunha ser de sua mãe.
O padre gentilmente recebeu Sophie e a colocou no orfanato da igreja. Ela passou os primeiros seis anos da vida dela com freiras chatas e crianças briguentas e indisciplinadas. Ela passou esses seis anos indo de casa em casa, sorrindo para todas as pessoas, fingindo ser feliz, quando na verdade ela queria morrer. Mas, no seu 7º aniversário, em sua mini-festinha no orfanato, ela fez coisa melhor do que morrer: ela fugiu. Passou dois dias correndo, fugindo, sem comer e bebendo só água da chuva, ou que lhe davam na rua, com dó. Ela começou a roubar moedas de fontes do desejo e pedir comida em comércios, ou procurar na lixeira, nos piores casos. Matava pássaros com seu estilingue que pegou do orfanato e os assava na fogueira de outros moradores de rua. Dormia no chão, às vezes tinha sorte de achar alguma caixa de papelão. Ela fez isso durante um ano e meio, até que achou um beco pouco movimentado e também pouco sujo, que ela passou a considerar sua casa. Saía de dia para achar dinheiro, água e comida, e de noite voltava para seu beco, e dormia em sua caixa de papelão, que foi estrategicamente colocada num buraco enorme que havia em uma das paredes.
Até que, um dia, uma gangue poderosa, odiada e temida na sua pequena cidade foi parar em seu beco. Ela subiu a parede acabada e se escondeu no telhado de uma das casas, vendo aqueles seis homens armados e meio feridos. E ela então decidiu que não perderia sua casa para eles.
O ódio foi subindo pelo seu corpo. Seu sangue começou a ferver e ela cerrou os olhos, acima do seu nível normal de irritação. Ela estava decidida a não deixá-los sair de lá sem aprenderem que aquele era seu lugar. Pegou seu estilingue, seu estoque de várias pedras, e começou a correr pelos telhados em volta do beco, atirando as pedras. As mais afiadas ela direcionava para as partes íntimas e as cabeças. Ela deixou dois desacordados, e 2 gravemente feridos, que mal pareciam respirar. Um deles fugiu e o outro ficou para tentar matá-la, apesar de também estar machucado. Ele sacou sua arma e atirou no telhado onde a garota estava, fazendo-a ter uma terrível queda. Depois, atirou em seu pé, fazendo-a despencar no chão, sangrando. Mas, antes dele dar seu terceiro tiro, ela lhe deu uma rasteira, deu um soco em seu rosto - quebrando inconscientemente seu nariz - e chutou sua barriga, derrubando-o completamente no chão, sem conseguir levantar.
Ela não queria matá-lo - não queria nem ter machucado os outros tão feio -, mas quando ela parara de lutar, quando ela se acalmou, só aí ela pôde perceber o que havia feito. O ódio e a raiva haviam subido à sua cabeça, e ela não pensou antes de defender o que acreditava. Ela, então, deixou o cara ali no chão, se lamentando, e sentou-se no chão ao lado dele, exausta.
Menos de um minuto depois, vários outros homens chegaram lá no começo do enorme beco, fazendo-na se esconder na sua caixa de papelão, na esquina da rua abandonada, com o estilingue na mão. Mas estes não eram maus: eram policiais. Policiais salvadores, que se vestiam de modo diferente e não gostavam de serem avistados. Eram agentes.
Começaram a recolher os corpos, prendendo os que ainda respiravam. Um dos salvadores gritou "varredura", e todos começaram a se espalhar, revistando o beco, buraquinho por buraquinho. Mas só um correu até o fim do beco diretamente, achando a pequena esquina a parede quebrada, onde havia uma caixa fechada. Assim que ele abriu a caixa, levou um soco na barriga e uma pedra no braço.
- Ei! - gritou o garoto, meio bravo. - Eu... Mas o que... - E foi aí que ele viu que não era um ladrão Não era nem sequer um moleque. E foi aí que a garota também percebeu que havia atacado um dos salvadores, e não um ladrão. Um garotinho, que ela considerava pequeno demais para estar salvando o mundo no meio daqueles adultos assustadores. Ele abaixou a arma, jogou-a no chão, levantou as mãos vazias e disse, calma e suavemente: - Olá... Não se preocupe. Não vou te machucar. Viemos só pegar os caras maus. Você é má? - a garota nega com a cabeça, brava pela pergunta óbvia. - Então não se preocupe.
O garotinho olha para o pé sangrento de Sophie, e seu sorriso se desfaz. Um ar preocupado aparece em seu rosto. Ela encolhe seu pé para dentro da caixa novamente, não querendo que ele se metesse. Mas ele se intromete do mesmo jeito:
- Foram eles que te machucaram? - ela assente, sem olhá-lo nos olhos. - Vem comigo.
Quando ele ia pegá-la, ela deu outro tapa nele. E interagiu verbalmente com ele pela primeira vez:
- Não acredito em você. Não vou com você. - ela usa sua voz mais forte e brava possível, mas ainda sim sai extremamente suave e aguda em relação à voz do garoto.
- Tudo bem -, disse ele, sentando no chão. - Sou confiável. Pode ir andando sozinha, se quiser. Só vamos até o carro dos meus amigos e eles cuidarão de você.
Ele estende a mão novamente, e ela a pega, mas logo tem que se apoiar totalmente nele, pelo seu pé machucado. Chegaram onde estavam os outros agentes. Ao verem Sophie, ferida e com lágrimas de dor escorrendo pelas suas bochechas, foram logo ajudá-la. O garoto a colocou no helicóptero e avisou que fariam ela dormir para amenizar a dor, já colocando a anestesia nela. Eles levantaram vôo, e ela ficou maravilhada pela facilidade e agilidade daquele treco gigante e pesado. Mesmo com a visão já turva, ela via pela janela o céu azul limpo, com um sol radiante e pássaros voando.
- Meu nome é Jason Lion -, disse o garoto à Sophie. - Qual o seu nome?
Sophie estava tão tonta pela anestesia que não conseguia responder. Ela tentou mudar de assunto, apontando para o céu, tentando sorrir, mostrando a beleza. Ele pareceu meio confuso, mas depois sorriu de volta.
- O céu? - ela assente, lentamente. - Seu... Seu nome é Sky? - Ela tentou negar, mas já era impossível. Sua cabeça tombou para o lado, pesada. Só conseguiu ouvir mais uma frase antes de dormir: - Eu cuidarei de você, Sky.
Quando ela acordou, estava em um lugar todo branco, deitada numa cama e com um cano injetado em seu braço. Ela começou a gritar assustada, e logo duas mulheres apareceram.
- Olá, Sky! Bom Dia! - disse uma delas. - Sou a sua enfermeira. Eu cuido para você ficar bem. Entendeu?
- Onde estou? O que é isso? - disse, apontando para o cano.
- Isso é soro, Sky. Serve para te deixar saudável.
- Meu nome não é Sky! Eu quero ver o Jason.
Jason lhe explicou que estavam em um prédio debaixo da terra, que era sua casa. Explicou que tinha 11 anos e explicou seu trabalho como agente. Explicou também que um dos ladrões detalhou todos os seus golpes, e que um dos chefes de lá queria falar com ela sobre isso.
Quando ela se encontrou com esse tal chefe, ela lhe explicou que seu nome não era Sky, e sim Sophie; ele ofereceu a ela um emprego de agente, com treinamento, comida e bebida para ela ficar saudável novamente, casa e segurança; ela aceitou sem nem pensar, mais pela comida do que pelo treinamento; e, por fim, ele disse:
- Tudo bem, você dividirá o apartamento com Jason. E, se quiser mudar seu nome, a hora é agora.
Ela quase diz que ele só pode estar brincando, mas então para e pensa no nome que sem querer haviam lhe dado, Sky. Ele não era ruim. Mas não queria abandonar a sua personalidade de Sophie. Então, decidiu misturar um pouco os dois.
- Tudo bem. De agora em diante, meu nome será Skye.
E foi assim que meu "eu" de hoje surgiu. Por eu gostar de aventuras perigosas e ter usado um dia o cinto de Jason como chicote, ele me apelidou de "Indiana Jones" ou "Indy", o cara de uma série de filmes que ele amava. Só ele me chamava de Indy, mas todos que não sabiam de minha história achavam que meu sobrenome realmente era Jones, e assim me tornei Skye Jones, a agente mais jovem e com o nível mais alto da ASACA.
- Tudo bem - diz Jason, me tirando do transe -, eu pego a dianteira no duto e você me dá cobertura para sairmos. Ao sairmos, pegamos os 5 da porta e corremos até o morro que nos mostraram no mapa do avião.
- E o que faremos com os 10 atrás de nós e os outros que montam guarda? - pergunto. - Mesmo escondidos, uma hora nos encontram.
- Só mete bala se precisar.
- Sedativo vale -, informo sem querer saber a opinião dele. Ele dá de ombros e escala os caixotes até chegar na porta do duto de ventilação.
Eu vou atrás dele e, assim que eu subo, vejo que os inimigos nos avistaram. De lá de cima, dou um chute na pilha de caixotes e eles caem em cima do guarda mais próximo, e bloqueia a passagem para eles, que agora não têm mais como subir. Um deles mira em Jason, e eu atiro sedativo na mão dele e no peito. Jason fecha a porta do duto atrás de mim e a prende com uma pistola de fogo especial. Engatinhamos rapidamente pelo duto, e quando vamos virar a esquina, eles arrombam a porta a alguns metros de nós. Eles atiram, mas erram, e eu mato todos com tiros únicos e certeiros. Chegamos no final, e nós pulamos para o chão, já correndo. Ele vai em direção à porta enquanto eu atiro em todos, matando-os rapidamente. Assim que ele abre a porta, grito:
- Eu assumo agora!
Sem implicar, ele me deixa passar e fico na dianteira enquanto subimos o morro, com ele de cobertura. A bomba nuclear que estamos procurando está no centro do morro, no esconderijo subterrâneo de 1km de comprimento com apenas alguns guardas, porém muitas armas automáticas.
- Para abrir esse portão podemos levar horas -, comenta Jason sobre a porta que leva ao buraco. Ele parece um pouco preocupado com a possibilidade de ficarmos expostos por horas para abrir aquilo. - Precisamos descobrir a senha para abrir a primeira parte, usar o clic-eletro para estourar a 2ª senha, e em alguma parte haverá uma fechadura que...
Interrompo sua linha de pensamento com o som da minha desert eagle. Três segundos atirando e já quebrei tudo.
- A suíça nunca foi boa com fechaduras fortes -, digo, sem dar importância ao ocorrido.
Usamos cordas para descer, mas os últimos 10 metros vamos à queda livre sem problemas, já que a corda acaba antes do chão. Atiro sedativo nos primeiros 10 caras e apenas corremos dos outros 5, despistando-os. Chego onde está a bomba, mas duas mulheres estão amarradas à bomba e com armas automáticas apontadas para elas.
- Não faça nada -, diz Jason para mim, vendo que eu já estava levantando a arma para as duas mulheres. Eu continuo apontando, mas sem puxar o gatilho.
- Por favor, não nos mate! - grita uma das mulheres, chorando.
Outro cara chega por trás de nós, com uma arma na mão direita e uma caixinha com um botão na mão esquerda.
- Se vocês se mexerem, eu ativo a bomba nuclear e aí todos vão para o ar! - grita ele, irritado, com um inglês meio difícil de entender pelo seu sotaque suíço.
Mais uma vez, eu entro em um dos meus transes, que parecem ter horas, mas, na vida real, duram segundos.
Olhos para as mulheres. Uma delas não está chorando. Na verdade, nem assustada ela parece estar. Ela parece prestar mais atenção no rosto de Jason do que no fato de todos estarmos armados contra as duas. Ela fica apenas respirando fundo, com uma lágrima no seu queixo, que aparenta estar lá há um bom tempo.
O homem está com um acionador de bomba na mão. Mas seria o acionadordessa bomba? Suíços não são terroristas. O homem parece meio apreensivo, na defensiva, como se tivesse medo de mim e de Jason.
As armas. Se são automáticas, deviam fazer um zumbido, um barulho para mostrar que estão ativas. Mas elas estão silenciosas. E o local onde fica a munição? Ele está ali, no fim da arma. E está vazio. Vazio.
Sim, aquilo era uma armadilha. Mas não uma armadilha para as mulheres.
A armadilha era para nós.
Fora do transe, murmuro baixinho para Jason, que ainda está parado ao meu lado, indeciso:
- S,M, "en".
E isso, para nós, significava "Sem munições. Encene nossa rendição".
- Abaixe a arma, senhor -, diz ele, jogando a arma que estava em sua mão no chão, e chutando-a para longe de si. - Nos rendemos. - Ele olha para mim, fingindo me apreender, e eu jogo a arma no chão, fingindo irritação.
O cara olha para nós, meio incerto, mas depois dá um grande sorriso de deboche para nós, abaixando a arma. Mas, meio segundo depois, Jason saca dua segunda arma que estava em sua calça e atira no homem. Eu atiro sedativo nas duas mulheres e atiro também nas duas armas automáticas nos tetos. Coloco minhas luvas de proteção, desativo a bomba e pego a munição dela, guardando-a na bolsa especial para ela que trouxemos.
Em dois minutos, já escalamos novamente para fora do buraco e já subimos no helicóptero da agência.
- Você melhorou sua agilidade e sua observação, Leãozinho -, comento para Jason, agora que já estamos devidamente seguros. Encosto meu rosto em seu ombro.
- Você também não é mais a mesma, pirralha.
- É. Eu fiquei gostosa -, brinco. Tento falar séria, mas depois um sorriso escapa e acaba estampado em meu rosto.
Aquele seu típico sorriso debochado lhe puxa pelos lados... Eu estava com saudades daquele sorriso.
- Agora, sério: você atirou em uns 30 caras numa única missão, de 10 minutos -, diz ele, com uma voz realmente de admiração e surpresa.
- Você sabe... Nunca me importei - respondo, dando de ombros.
E era verdade: quando cheguei à ASACA, perguntaram se eu fiquei chocada ao ver aqueles homens mortos, e como eu me senti por ter matado eles. Eles esperavam que eu respondesse que estava aterrorizada, que queria esquecer aquilo para sempre, ou qualquer coisa do tipo. Mas apenas respondi: "Normal". E era como eu me sentia naquele momento. E era como eu me sentia agora. Não que eu gostasse de matar, mas se fosse necessário, por quê não?
Sim, eu atirei. Atirei aquele dia e atirei hoje. E não há qualquer sinal de remorso. Eu não olho para trás. Eu não amo. Eu não sinto.
Chegamos ao quartel de braços dados, agora despreocupados.
- Sabia que fiquei com saudades da sua companhia, pirralha? - diz ele, sorrindo.
- Ah, é? Eu senti falta do seu cheiro. Seu cheiro de suor masculino, exalando testosterona no apartamento -, digo, brincando, e ele dá uma risadinha. - Senti falta do seu perfume. O quarto ficou sem vida sem o seu perfume forte.
- Que fofinha, pirralha! - disse ele, me abraçando e bagunçando meu cabelo.
- Vai se fuder, seu idiota! - eu o afasto, rindo. - Só porque é 3 anos mais velho não significa que pode me chamar de "pirralha"! Não tenho mais 12 anos!
- Me desculpa então, estressadinha. Força do hábito! Fofinha, então? - ele cutuca meu ombro, rindo, já que é óbvio que eu sou tudo menos fofa.
- Tudo bem... - digo. Mudo de assunto, fazendo bico e fingindo estar triste: - Eu pensei que você ia ficar lá pra sempre. Me abandonar.
- Ei, ei, ei, ei, ei! - diz ele, repreensivo. Paramos no meio do corredor, ele segura nos meus ombros e olha nos meus olhos, dizendo: - Você é minha melhor amiga, minha irmã, minha parceira de guerra, minha única família, meu bebê. Quantas vezes tenho que te dizer que, não importa em qual missão estejamos, eu nunca vou te abandonar?
- Você sabe que meu único medo é te perder, não sabe? - digo, quase sem voz. Esse tipo de assunto me deixa fraca. - Você também é minha única família. Todos me abandonaram.
- Eu não sou como eles -, rebate ele, meio irritado e meio preocupado, ainda me fitando. - Eu não sou como os outros. Não importa o que aconteça, eu não vou te abandonar.
Eu o abraço, meio que encerrando o assunto, e permito que uma lágrima role pelo meu rosto, mesmo que estejamos no meio de um corredor público. A limpo assim que terminamos o abraço, tentando disfarçar. Mas ele percebe e fica ainda mais preocupado - afinal, eu nunca choro. Ele agarra meu pulso e me leva ao banheiro, na esquina do corredor. Ele nos tranca lá.
- O que foi, Jason?
- Prometa que não vai me abandonar.
- Mas que porra é essa?! - pergunta, confusa. - Eu sempre lhe digo que também pode contar comigo, Leãozinho! Não importa o que aconteça, eu também não vou te abandonar. Estamos juntos nessa, cara.
Ele assente, me dá um beijo na bochecha, destranca o banheiro e saímos correndo para o refeitório, já que descobrimos que o jantar foi anunciado enquanto estávamos trancados.
Na correria, acabamos trombando com Major K.L, nosso chefe.
- Opa! - eu me solto de Jason e me endireito. Limpo a garganta. - Perdão, senhor.
- Tudo bem, Skye. Não precisa ficar em posto, não estamos em serviço -, diz ele, sorrindo gentilmente.
Ele era durão, mandava rudemente nas pessoas, era extremamente perfeccionista em relação à tudo e sempre mostrava ódio e desprezo quando algum trabalho aparentava estar mal feito. Mas ele parecia gostar de mim. Se bem que nunca dei motivo de ódio: foi ele que me recrutou para a agência, nunca faltei aos treinos, sempre executei as missões com precisão, nunca dei trabalho para ele. Ele parecia respeitar meu trabalho, porém não mais do que eu o admirava e respeitava.
Ele se vira, indo embora, mas logo para, se voltando para mim e Jason, agora sério.
- Skye - ele me chama -, após o jantar, por favor me procure em minha sala de reuniões. Você sabe onde é, não sabe?
- Sim, senhor -, confirmo, nervosa. - Algum problema? - Não é normal um agente ser chamado na sala do Major.
- Nenhum problema com você, Skye, não se preocupe. É apenas uma missão para você. Porém, uma missão importantíssima. - Ele chega mais perto, como se não quisesse que mais ninguém ouvisse, e fala, bem baixo: - Cinco vidas preciosas estão em jogo.
- Me desculpa então, estressadinha. Força do hábito! Fofinha, então? - ele cutuca meu ombro, rindo, já que é óbvio que eu sou tudo menos fofa.
- Tudo bem... - digo. Mudo de assunto, fazendo bico e fingindo estar triste: - Eu pensei que você ia ficar lá pra sempre. Me abandonar.
- Ei, ei, ei, ei, ei! - diz ele, repreensivo. Paramos no meio do corredor, ele segura nos meus ombros e olha nos meus olhos, dizendo: - Você é minha melhor amiga, minha irmã, minha parceira de guerra, minha única família, meu bebê. Quantas vezes tenho que te dizer que, não importa em qual missão estejamos, eu nunca vou te abandonar?
- Você sabe que meu único medo é te perder, não sabe? - digo, quase sem voz. Esse tipo de assunto me deixa fraca. - Você também é minha única família. Todos me abandonaram.
- Eu não sou como eles -, rebate ele, meio irritado e meio preocupado, ainda me fitando. - Eu não sou como os outros. Não importa o que aconteça, eu não vou te abandonar.
Eu o abraço, meio que encerrando o assunto, e permito que uma lágrima role pelo meu rosto, mesmo que estejamos no meio de um corredor público. A limpo assim que terminamos o abraço, tentando disfarçar. Mas ele percebe e fica ainda mais preocupado - afinal, eu nunca choro. Ele agarra meu pulso e me leva ao banheiro, na esquina do corredor. Ele nos tranca lá.
- O que foi, Jason?
- Prometa que não vai me abandonar.
- Mas que porra é essa?! - pergunta, confusa. - Eu sempre lhe digo que também pode contar comigo, Leãozinho! Não importa o que aconteça, eu também não vou te abandonar. Estamos juntos nessa, cara.
Ele assente, me dá um beijo na bochecha, destranca o banheiro e saímos correndo para o refeitório, já que descobrimos que o jantar foi anunciado enquanto estávamos trancados.
Na correria, acabamos trombando com Major K.L, nosso chefe.
- Opa! - eu me solto de Jason e me endireito. Limpo a garganta. - Perdão, senhor.
- Tudo bem, Skye. Não precisa ficar em posto, não estamos em serviço -, diz ele, sorrindo gentilmente.
Ele era durão, mandava rudemente nas pessoas, era extremamente perfeccionista em relação à tudo e sempre mostrava ódio e desprezo quando algum trabalho aparentava estar mal feito. Mas ele parecia gostar de mim. Se bem que nunca dei motivo de ódio: foi ele que me recrutou para a agência, nunca faltei aos treinos, sempre executei as missões com precisão, nunca dei trabalho para ele. Ele parecia respeitar meu trabalho, porém não mais do que eu o admirava e respeitava.
Ele se vira, indo embora, mas logo para, se voltando para mim e Jason, agora sério.
- Skye - ele me chama -, após o jantar, por favor me procure em minha sala de reuniões. Você sabe onde é, não sabe?
- Sim, senhor -, confirmo, nervosa. - Algum problema? - Não é normal um agente ser chamado na sala do Major.
- Nenhum problema com você, Skye, não se preocupe. É apenas uma missão para você. Porém, uma missão importantíssima. - Ele chega mais perto, como se não quisesse que mais ninguém ouvisse, e fala, bem baixo: - Cinco vidas preciosas estão em jogo.
oi,quanto tempo,queria perguntar se vc prescisa de uma jundante pro blog?
ResponderExcluiroii :3 então amor, eu só tava precisando de um help com a fic interativa, e agora acabou deixando de ser interativa porque a menina que me ajudava precisou fazer outras coisas, então, acho que seria o tipo de ajuda que eu preciso!! Mas em relação à escrever fanfics, acho que por enquanto não... mas obrigada pelo comentário :)
Excluirps: sobre a fic de jogos vorazes (ou derivados kkk), essa fic vai ser mais ação exatamente porque cansei das fics paradonas ;)