domingo, 25 de outubro de 2015

Iris - Cap. 4 War is Love

Cherry's POV
- Valeu, meninos! - disse, saindo do carro com as minhas malas. Eles acenaram de volta e foram embora.
 Entro em casa, toda feliz, faço um café, dou oi para meus bebês - Hiro, Annie e Pearl foram alimentados pela empregada esses dois dias, mas mesmo assim estava preocupada e cheia de saudades deles! Tweeto muito feliz que estou aqui novamente, e vou verificar minha agenda para a semana... e, puxa, quanta coisa!
 Essa semana saio numa pequena turnê pelos EUA, e, quando voltar, daqui dois meses, tenho outra premiação em que os meninos do One Direction também vão estar! E, o melhor: eles têm alguns compromissos na Califórnia bem quando eu vou estar lá, e já planejamos algumas bagunças para fazermos...
 Ligo para Selena e digo para ela ir jantar em casa, que tínhamos que botar o papo em dia. Obviamente, só não contaria o fato de Larry ser fucking real, mas, de resto, queria contar tudo!
Ela chegou em menos de uma hora, pedimos pizza e passamos a noite conversando, eu contando sobre os meninos, sobre os planos que fizemos e tudo mais.
- Puxa, parece que você ficou a best friend da banda, hein, espertinha? - disse, num tom malicioso.
- Deus, você não presta! - digo, rindo. - Você sabe, eu os amo desde, tipo, sempre, e eu acho que eles gostaram do meu jeito louca-mas-equilibrada, e sei lá... Eu gosto muito deles. Tipo, eu já gostava deles, mas agora, eu os conheço, sabe? É tão estranho isso... E, diferente do que muitos me falaram que aconteceria, eu não me decepcionei. São generosos e simpáticos e fofos como eu imaginei que fossem, e se irritam com as coisas que eu imaginei que se irritavam, e se amam do jeito que eu imaginei que se amavam. Isso é incrível!
- Incrível mesmo! De verdade! Queria eu ter tido a sorte de ter vindo ao sucesso com foco em quem queria conhecer, de quem eu queria me tornar amiga... É tudo tão de repente, né?
- Eu que a diga. Ai, Sel, como vou durar sem você por dois meses longe?!
- A gente aguenta, amore, a gente aguenta! - ela disse, me abraçando e rindo. A campainha tocou. - PIZZA! VAI, VAI ATENDER!


No meio da semana, peguei o avião e comecei a turnê, Muitos shows, muitas entrevistas, muitos meetings, muitas caretas para fotos, muitos papparazzis, muitos fãs desesperados, muitas cartinhas fofas, muita comida boa. Era sempre assim em solo estado-unidense. Todos os shows deram muito certo, a galera é bem receptiva. E, claro, não deixei de falar com os meninos pelo celular. Cheguei a ser gravada pelos fãs conversando com o Harry pelo Facetime! Eu e ele estávamos bem próximos, a gente se identificava bastante.
 No dia da premiação, nos encontramos novamente. Abracei os meninos super forte e ficamos grudados a premiação toda, já que nos colocaram bem perto uns dos outros - eu na fileira da frente, e os cinco atrás. E, claro, levei muitos cascudos deles ao longo da noite.
 Ganhamos vários prêmios e condecorações - todos comentando sobre o meu modelito, que ganhou, novamente, como melhor look da noite -, posamos no tapete vermelho e tudo mais, e a noite acabou. Dessa vez, nenhum de nós foi para alguma after party, e acabamos nos reunindo e jantando em um restaurante conhecido. E, como sempre, não pudemos prolongar demais, porque o lugar começou a ficar muito rodeado de fãs e papparazzis. Antes de irmos, eu no meu carro e eles no carro da banda, Liam virou e disse:
- Ei, amanhã faremos um show aqui, não quer vir conosco? No backstage, claro.
- Claro! - disse. - Apenas me passe as informações e estarei lá.

 

  Cinco meses se passaram, e fomos ficando cada vez mais próximos. Até que os meninos começaram uma nova turnê, e eu fui convidada para abrí-la, primeiramente só na Europa, mas quem sabe...
 Liguei para Selena e a avisei, e depois liguei para os meus pais, já que ficaria muito tempo sem vê-los. Peguei um avião e fui até minha cidade natal, e passei três dias com eles, para matar a saudade, cuidando dos preparativos para a turnê à longa distância. Depois, voltamos os três para minha casa, e eu ia trabalhar enquanto eles aproveitavam a cidade. Eu corria atrás de figurino, setlist, passagem de som, horários na agenda, e tudo mais. E, claro, ainda haviam todas aquelas entrevistas do tipo "ai meu deus, você vai abrir o show do One Direction".

 Depois de dois meses, a turnê começou. E eu iria, pela primeira vez, abrir um show dos meninos. Eu estava tão feliz, tão animada, que não conseguia parar quieta. Cheguei no estádio, fui para o camarim, começaram a me arrumar, e depois de uma hora os meninos chegaram. Nos comprimentamos, conversamos por alguns minutos, e eles foram se arrumar, e eu fui para trás do palco. Todos me desejaram boa sorte.
- Você é a nossa sorte, então acho difícil você não ter sorte para si mesma - brincou Louis.
- Você vai se sair muito bem, Chloe. Relaxe - disse Nial, sorrindo carinhosamente.
 Os abracei, e me preparei para entrar.

- Vocês estão aí?
 Gritos histéricos me responderam.
- E vocês estão prontos?
 Mais gritos. E, então, eu entrei. E os gritos aumentaram ainda mais. O show era deles, mas gritavam o meu nome. Gostavam de mim.
 Eu fiquei com receio de que, por andar muito com os meninos, me odiassem. Mas nã
o. Elas gostavam de mim. Entrei, desfilando ao som da batida, e comecei meu show. Comecei com as músicas mais conhecidas, e as garotas cantavam comigo.
 Parei uma hora para "conversar". Perguntei como eles estavam, se estavam cansados, e se queriam ver o One Direction - e, nessa hora, quase fiquei surda. Voltei a cantar, e, quando olhei pro lado, os meninos estavam ao lado do palco, pulando, gritando, cantando e batendo palmas. Eu sorri para eles.
No fim do show, todos gritaram e aplaudiram por mais de um minuto. Eu esperei as coisas se acalmarem para falar.
- Muito, muito obrigada por terem me recebido tão bem, eu me sinto muito acolhida por vocês. Que seja um show inesquecível. Amo vocês!
 Voltaram a gritar mais e mais, e eu saí do palco. Os cinco já estavam me esperando logo na saída, e me abraçaram, me beijaram, me pegaram no colo, fizeram uma bagunça. Me agradeceram por estar lá, e eu agradeci de volta. Agora, era a vez deles. Eles tinham vinte minutos antes de entrar. Aproveitamos para tirar fotos, fazer vídeos, rir, conversar, fazer bagunça.
 Quando eles entraram no palco, muitos gritos. Cantaram duas músicas e depois fizeram uma pausa não programada.
- Vocês estão bem? Estão gostando? - Gritos. - E vocês gostaram do show de abertura? - Os gritos, por incrível que pareça, ficaram mais altos. - Que ótimo! Porque ela estará por aqui por muito tempo! Vem cá, Cherry, venha rever seus amiguinhos da plateia!
 Eu fiquei pasma e entrei de novo no palco, rindo.
- Palmas para Cherry, pessoal! Nosso trevinho!
 Muitas palmas e gritos surgiram. Eu os abracei, feliz.
- Você quer cantar uma música com a gente? - perguntou Zayn.
- Claro!
 E, então, cantamos Infinity juntos. Me deixaram nas partes agudas, com Zayn. Nos divertimos muito, zoando pelo palco e recebendo a aceitação do público como resposta. Quando a música acabou, mandei um beijo generalizado no ar e saí novamente.
- Essa menina é incrível - disse Harry para os meninos, mas no microfone. O público gritou. E eu corei.



 Duas semanas depois, acabamos a maior parte da Europa. Fui chamada para abrir os shows dos Estados Unidos, também. Me arrumei no camarim, dessa vez com roupas mais confortáveis porque estava calor. Chegando lá, estavam todos muito feliz, Louis e Harry agarradinhos no camarim, se arrumando, Zayn afinando a voz, Niall sorrindo todo feliz por me ver.
- Algum motivo especial para os dois ali estarem tão grudados? - pergunto, apontando para eles.
- Hoje eles fazem aniversário de namoro, ou aniversário de quando se beijaram, ou sei lá o que eles comemoram... ninguém entende o relacionamento deles - diz Liam, dando de ombros e sorrindo.
 Sorrio e concordo, e vejo alguns produtores do show olhando feio para eles. Isso é tão ridículo, não deixarem os dois se exporem.
 Eu fiz o meu show, tudo deu certo, e depois eles fizeram o show deles, eu fiquei nos bastidores, gritando, rindo, ajudando eles na pausa, gravando tudo e postando no Twitter, no Snapchat, no Instagram. Eu estava tão feliz, me sentia tão agradecida... Poder estar no backstage da sua banda preferida, ser convidada deles, cara, é inestimável. Louis e Harry inclusive se abraçaram, só os dois, no meio do show, uma hora. E Harry cantou "I'm in love with Lou", de novo. E Louis sorriu, todo orgulhoso. E os produtores atrás de mim ficavam inquietos.
 Quando eles saíram, os abracei, feliz. Embora estivessem suados e aquilo fosse nojento - pra quê pular tanto no palco, Deus? Estávamos todos conversando sobre o show, logo na saidinha do palco, quando um dos produtores "maiorais" chegou perto e falou, sério:
- Louis. Harry. Simon. Agora.
 E foi embora, sem mais. Todos nós nos entreolhamos, e os meninos se dispersaram. Harry pegou Louis pela mão e os dois foram em direção ao camarim do Simon, soltando as mãos antes de entrar. Fui beber água, ir ao banheiro, ver minhas notificações no celular, tirar umas fotos naquele espelho de camarim super legal com os meninos. Quando passei em frente a porta do camarim de Simon, ouvi choro. E berros irritados de Harry. Não aguentei e parei para escutar.
- Vocês estão passando dos limites! - gritou Simon.
- Não, vocês estão tirando nossos limites! Não podemos mais fazer nada, e você sabe disso! - gritava Harry, com uma voz mais furiosa do que a daquela briga com Louis.
- Simon, nos deixe em paz... - disse Louis, em meio o choro. Harry bufou.
- Louis, cale a boca. Pare de chorar. - disse Simon, sério. - Harry, eu estou falando sério. Vocês foram longe demais hoje.
- É nosso aniversário! - Harry gritou, deseperado. - Você já arrumou show para não nos deixar comemorar, e nós não podemos mais nem nos sentirmos felizes?
- Já está decidido, Harry. Você vai ter outra namorada. E essa vai durar.
- Simon, eu não vou me submeter à uma "Eleanor" na minha vida, também. Não quero nenhuma garota como minha sombra. Isso é ridículo.
- Eu vou arranjar uma amiga sua.
- NÃO IMPORTA SE É CONHECIDA OU NÃO, EU NÃO VOU FAZER ISSO!
- OU É ISSO, OU É RUA - berrou Simon, fazendo Louis parar de chorar e Harry se calar. - E vários meses separados, também. Você sabe que é esse o castigo. E eu posso deixá-lo cada vez pior. Eu separo os dois por um bom tempo, arranjo uma briga, os dois saem da banda. Eu faço o que quiser. Você vai fazer isso.
 Ouço passos, que suponho ser Harry indo até Simon.
- Me obrigue, seu merda.
 Eu sei que Simon não resistirá provocações por muito mais, então entro na sala, sem pensar mais sobre o que devo fazer.
- Eu serei a garota.
Os três param e olham para mim. Suspiro e continuo:
- Eu estava ouvindo a conversa. - Olho para Simon. - Sinto muito. Foi sem querer. - Olho para Harry. - Eu sei que você não quer isso, mas você ouviu Simon. E eu não quero que nem 1% daquilo aconteça. Chega de castigos, Harry. Eu serei a garota.
- Ótimo. Menos trabalho - diz Simon.
- Não faça isso - diz Harry, olhando para mim com uma cara de incerteza.
- Harry, eu estou falando sério.
- Eu também. Bem mais sério que você. Esse cara - diz ele, apontando para Simon - é um manipulador, um mal caráter, ele vai dizer que é por uns meses, e vai aumentando tudo, e vai nos enrolar nisso para sempre. Eu não quero mais gente nisso.
- Você ainda não percebeu que eu não ligo pro que você quer ou deixa de querer, Harry? - diz Simon, passando por Harry para falar comigo. -  Escuta, eu teria que fazer um contrato, tudo dentro das regras, para um ano, com pagamento, sincronismo nas agendas, e tudo mais. Não é só uma brincadeirinha, é trabalho.
- Eu faço até de graça, Simon.
- Não faz, não - diz Louis, rindo sarcasticamente, como se dissesse "Se soubesse o que vem por aí..."
- Cale a boca, Louis - disse Simon, novamente. - Eu te levo o contrato no máximo amanhã, no seu hotel, e você tem que assiná-lo e trazê-lo de volta para mim. É para ser namorada do Harry, não amiguinha fofa, entendeu, amorzinho?
- Entendi - disse, e, quando ele ia se virar, segurei seu ombro. - Mas você tem que entender também, que eu vou ter minhas condições. Você vai tratá-los melhor de agora em diante, com ou sem a minha presença, porque isso pode ser considerado homofobia sim, sua e de toda a equipe que fica de complô com você. E eu não vou doar todos os meus finais de semana para ele. E nós não somos Barbies, nós agimos como quisermos, contanto que estejamos dentro do quesito "namorados". Entendeu, amorzinho? - digo, imitando ele. Vejo Harry e Louis darem um pequeno sorriso atrás de Simon.
 Simon assente, com uma cara meio desconfiada e preocupada.
- Entendi. - Ele olha para trás. - Vocês três, caiam fora daqui.
 Harry e Louis saem na minha frente, e eu vou depois, fechando a porta com força.
Quando me viro novamente, vejo Louis e Harry abraçados. Harry consola Louis, que começa a chorar de novo. Os deixo a sós por um minuto, mas logo depois Harry vem atrás de mim.
- Cherry...
- Pode me chamar de Chloe, sabia? - digo, sorrindo fraco. Ele sorri de volta.
- Chloe... Você tem certeza de que quer fazer isso? Quer dizer, ele vai virar tudo de alguma forma.
- Não, ele não vai.
- Você não está entendendo... Você acha que está no controle, mas não está, entende? Ele já fez isso antes.
 Eu o olho, com calma.
- Foi o que ele fez com vocês dois, não foi? - pergunto, com delicadeza. Harry assente, abaixando a cabeça e diminuindo o tom de voz.
- Eu achei que seria melhor para nós dois. Que isso nos salvaria, e que logo poderíamos voltar a nos aproximar. Mas foi ficando cada vez pior. - Ele olha para mim. - Eu só não quero envolver mais gente que eu gosto nisso.
- Harry, preste atenção... - eu chego mais perto dele e coloco minha mão em sua bochecha, acariciando-o - ... Nós vamos reverter tudo isso, ok? Eu juro. Agora vai dar certo.
- Eu só quero que você nos traga mais sorte do que já trouxe, Cherry - diz ele, me abraçando.
 Nós temos um longo caminho para percorrer.


 Volto para o hotel com tudo aquilo na cabeça. Passo horas e horas pensando no que dissemos. Nenhum dos meninos me chama para conversar esta noite, e eu não os chamo. Fico só pensando em tudo que eu reivindicaria, e como tudo isso seria. Como nós agiríamos. Como ficaríamos, nossa verdadeira relação. O que eu teria que falar até mesmo para os meus maiores confidentes. Será que eu sei mentir à esse ponto? Será que tudo isso vale a pena?
Deito, mas não durmo. Fico me revirando e pensando, pensando e me revirando. Levanto, vou ao banheiro, deito novamente. Levanto, vou comer algo, deito novamente. Me reviro mais um pouco. Não, eu não vou dormir.
 Lá pelas quatro da manhã, consegui dormir, e às dez eu já estava de pé. Tive uma entrevista, em que tentei relaxar ao máximo. Almocei em um programa local de culinária para o qual fui convidada, fiz um pocket show e voltei ao hotel, só para trocar de roupa e sair novamente. Conversei com Selena sobre coisas aleatórias, para tirar o estresse. Quando tive um momento de paz, de volta ao hotel, já eram seis da tarde. Coloquei moletons e me joguei debaixo das cobertas, me preparando para ligar pra recepção e pedir algo quentinho para beber, mas, então, me interfonaram. Harry Styles estava lá em baixo me esperando.
- ... Pode subir, obrigada - disse, desligando rapidamente. Dei mais umas remexidas na cama antes de tomar coragem e levantar.
 Vou até a porta e abro, sem esperar ninguém bater, mas, por coincidência, Harry já estava com a mão fechada, pronta para bater na porta. Ele sorri.
- Visita surpresa? - pergunto, realmente surpresa.
- Sim! Tipo, é, eu precisava trazer isso - disse ele, mostrando uma pasta na mão dele -, mas ele disse que seu advogado precisa ver, então ele está vindo do quarto ao lado. E, bem, como isso deve demorar, porque são muitas folhas e ele precisa pensar e aí vocês precisam conversar e pensar e só depois assinar, eu pensei de irmos jantar em algum lugar. Eu pago - ele sorriu.
- Claro que não, louco - digo, séria. Seu sorriso murcha. - ... quem paga sou eu! Entra aí, vou botar alguma coisa nos pés.
 Ele olha para baixo, me vê com meias de flanela e ri, assentindo. Ele entra e eu ponho a primeira bota que vejo na frente, prendo meu cabelo e pego meu celular. Não, eu não me importava de estar usando um moletom de dois anos atrás, nem de nada estar combinando, e muito menos do meu cabelo estar uma droga. Afinal, agora eu vou ter um namorado, e ele vai ter que me amar de qualquer jeito.
 Saímos e fomos com o carro dele para o restaurante mais casual e bonitinho que achamos por perto. Claro que muitos nos viram pelo caminho, e isso incomodou Harry, mas eu não ligava. Paramos o carro e logo vários fãs vieram atrás de nós. Mas, em vez de deixar Harry escapar como sempre, o puxei e cumprimentamos todas, tiramos fotos e conversamos um pouco - eram umas 20 pessoas, não ia fazer mal.
- Vocês estão namorando??
- Estão saindo?
- Isso é um encontro??
- Se beijem?!?!
- Sim, se beijem!
- Eles são namorados agora?
 Essas foram algumas das perguntas soltas que ouvimos, mas não respondemos nenhuma, só conversamos casualmente, sorrimos e tiramos fotos. Uma última pessoa perguntou sobre nós antes de entrarmos, e Harry disse:
- Dois amigos não podem mais sair para comer? Se eu sair com um dos meninos, vou estar namorando ele também?
- Só amigos, queridas, só amigos - disse, carinhosamente. Não que Harry tenha tido a intenção de ser grosso, mas do jeito que a mídia é, é melhor sempre darmos uma acalmada nas coisas.
 Jantamos, conversamos, tiramos fotos e rimos a noite toda. Mas chegou a hora de ir pra casa. Embora não tivessem se passado nem três horas, já era tempo o suficiente para o meu advogado terminar de ler a papelada pelo menos umas cinco vezes, então era melhor voltarmos.
Voltamos, e, ao entrarmos no quarto, já vimos meu advogado.
- Ei, olá, Doutor - disse, entrando no quarto e apertando sua mão. Harry a apertou logo atrás. - Esse é...
- ... Harry Styles -, completou ele. - Como não saber, não é mesmo? Sente-se aí, senhorita Chloe, porque temos muito o que conversar.

 Dei um copo de bebida para Harry e peguei outro para mim. O Dr. me explicou tudo que estava escrito lá: pelo menos oito meses namorando o Harry, com afetos públicos, sincronização das agendas - para nenhum de nós perdermos eventos com isso -, segurança nos observando o tempo todo que estivermos juntos, liberdade do modo de demonstrar o amor - como eu tinha pedido -, respeito das duas partes - também como exigi -, três dias por semana de "folga"... Enfim, muitas coisas. Mas estávamos de acordo. O advogado me deu a caneta para assinar, mas, antes de encostá-la no papel, Harry se pronunciou pela primeira vez desde que havíamos chego. Ele segurou minha mão no ar e disse:
- Você tem certeza de que quer fazer isso? - pergunta ele, com calma, mas apreensivo. - Você entende que não vai ser assim, não é? E que ele não pode mudar isso depois - ele aponta para o advogado.
- Harry, eu disse que iríamos fazer isso. Então nós vamos. Nós vamos mudar esse jogo. Você vai ver. - tiro minha mão da dele e começo a assinar o papel.
- Isso não é jogo - diz ele, baixo. - Jogos tem regras. Isso é guerra declarada.
- Guerra é amor, Harry. E com amor se vence a guerra.
 Terminei de assinar os papéis, o advogado os recolheu e os entregou para Harry. Nos levantamos.
- Parabéns para nós, um minuto de namoro. Cheers! - brindou ele com o copo.
Guerra declarada, pensei comigo mesma. E nós temos que ganhar.


Estávamos melhor não dizendo nada do que um milhão de milhas de distância
É uma tortura aqui neste espaço entre você estar amando-me e deixando-meVocê só ganha se você não desiste; porque guerra é amor, e amor é guerra.

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