terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Capítulo 3: Send It On

Já se passou uma semana, e foi tudo per-fei-to! Novas amizades todos os dias, encontrando o Harry com aquele sorriso devastador... Será que gosto dele? ... nããão, ele não faz meu tipo. Aliás, nenhum garoto faz meu tipo. Eu sou mais "todos os tipos". Hehehe
 Acordei de manhã, como sempre com aquela preguiça terrível. Fui para a cozinha pegar algo para comer. Peguei leite, café, pão... Até que eu ouço um choro fraco vindo da sala e vou lá ver.
Você: Mãe?... Manhêê cadê você?
Mãe: ... Hayley.... - disse sua mãe, com uma voz fraca, seguido de um soluço
Você: Mãe, você tá pálida! Tudo bem?
Mãe: Hayley, seu pai...
Você: OH MEU DEUS! ELE ESTÁ AQUI?! ONDE?!
Mãe: Não, Hayley, ele não está aqui.
 O sorriso do seu rosto se desfez.
Você: O que ele quer?
Mãe: Ele, nada. Mas eu quero que você seja forte.
Você: ... Mãe...?
Mãe: Hayley, seu pai sofreu um acidente de carro na noite passada e não resistiu. Sinto muito, mas ele morreu.
 Seu sangue gelou, você ficou pálida, tonta, sem saber o que fazer
Você: Ah, mãe! Não! Mas ele era jovem! Eu nem lembro do rosto dele! Como?! Não!!
Mãe: Calma, filha.
Você: Não tem essa de calma! Meu pai morreu! Você não o amava, mas eu, apesar de não me lembrar dele, o amava!
Mãe: Não fale assim comigo, Hayley! Você não sabe o que aconteceu!
Você: Me deixa em paz!
Mãe: Hayley!
Tarde demais, você já tinha ido.
Your POVs
Resolvi descer um pouco. Esfriar a cabeça. Não acredito nisso.
Okay, eu não conhecia ele. Ele provavelmente não me amava nem lembrava da minha existência. Mas... Sei lá, ele era meu pai. Meu pai. Eu já sofria na escola com o Dia Dos Pais porque eu não tinha para quem dar os presentinhos que eu fazia, mas eu guardei tudo na esperança de dar pra ele um dia. E agora, é impossível. Não dá mais. Ele se foi. O jeito é se conformar....
A pergunta é: Eu consigo?

Uma Semana Depois
Não consigo parar de pensar nele. Eu lembrei de muitas coisas que fizemos quando eu era pequena. De quando ele me ensinou a andar de bicicleta, de quando ele me ensinou a tocar violão, com só três anos. E no ano seguinte, ele me abandonou.
 Eu e minha mãe quase não nos falamos. Quando voltei de lá do térreo do prédio, nós brigamos novamente e eu fui para o quarto.
 Sabe de uma coisa? Cansei disso. Cansei de ser a fria, a má. Não vai me levar a nada. Foda-se a popularidade, foda-se as baladas. Eu quero ficar em casa, comendo e dormindo. E escrevendo música. Essas músicas, bestas, que nunca sairão do papel, porque eu só cantava para a minha família as músicas que meu pai aprovava. Quando ele me deixou, quando eu tinha 4/5 anos, eu parei de cantar. Eu escrevo, mas não canto.

Saí do quarto para caçar comida, minha mãe estava no interfone, ela disse "Ok, ele pode subir, obrigada.". Eu pensei ser o Harry, pois ele sabia meu endereço e eu não me comunicava com ele desde o incidente. Mas não, não era.
Mãe: Seja bem vindo, Teddy.
Teddy: Obrigada, Sra. Benson.
Você: Quem é esse pirralho?
Mãe: Filha!
Teddy: Sou Teddy Miller, muito prazer Hayley.
Você: Hey miúdo, como sabe meu nome?! E o que exatamente está fazendo aqui?!
Mãe: Seja gentil com seu meio-irmão, Hayley. Afinal, você terá que conviver com ele agora.
Você: MEU O QUÊ?! EU VOU TER QUE O QUÊ?! QUE MERDA É ESSA?!
Mãe: Olha a boca, Hayley!
Você: Eu não quero ele aqui! Eu não queria nem você aqui, eu também não quero esse pirralho!
 E saí correndo para meu quarto. Ah, chega de mudanças, sua vida de merda!
Your POV's off
Você estava no seu quarto, chorando, quando batem na porta
Você: Sai daqui mãe!
xxxx: Sou eu, Teddy. Por favor me deixe entrar.
 Ele falou com uma voz tão cuti-cuti, que fazer o quê né...
Você: Entra.
 Ele entrou e sentou no chão do seu quarto.
Você: O que quer?
Teddy: Quero te conhecer, e quero que você me conheça também.
Você: Mas eu não quero.
Ted: Por que não?
Você: Escuta pirralho, quantos anos você tem?!
Ted: 7
Você: Pois é, eu tenho 7+10, sabe o que quer dizer? Quer dizer que eu sou mais velha. Quer dizer que você tem que me obedecer, e não o contrário. Eu não quero fazer isso, então não vamos fazer. Entendeu agora ou quer que eu desenhe?
Ted: Mas por que não gostou da minha chegada?
Você: Quer mesmo saber por quê?! Ok: porque eu já tive muitas indas e vindas na vida, porque minha mãe me ignora e meu pai acabou de morrer. Não me interessa se ele era seu pai também, isso não quer dizer que eu tive a escolha de dizer se eu queria ou não um irmão. Eu nem sabia que você existia. Eu nem sabia que ele tinha uma outra mulher sem ser minha mãe. Aliás, por que o senhor não vai lá morar com a Mamãe?
Ted: Não posso.
Você: Por que não? Posso saber? Tem medo dela por acaso?
Ted: Eu teria medo se ela aparecesse pra me dar abrigo, isso sim.
Você: Por quê?!
Ted: Ela morreu no meu parto. Como ela me daria abrigo estando morta? Seria estranho, não?
 Você parou. Morta. Ele... Então... Era órfão de pai e mãe? Oh meu Deus. Que merda. De repente bateu aquela consciência pesada em você... Você olhou para ele e ele estava quase chorando.
Você: Ted, eu...
Ted: Tudo bem, eu vou sair. Não precisa dizer nada.
Você: Não! - Você o puxou. 
Ted: O que é? - disse, enxugando as lágrimas.
Você: Escuta, eu não sabia... Você tem razão, é melhor nos conhecermos antes de tirarmos conclusões precipitadas... Eu fui cruel com você, eu sei, e agora tô com a consciência pesada.
Ted: Tudo bem, Hayley.
Você: Pode... Ahn...
Ted: Posso o quê?
Você: Pode me chamar de Hay. 
Ted: E você pode, por favor, me chamar de Ted em vez de "pirralho", "tampinha" ou qualquer outra coisa do tipo?
 Você riu.
Você: Claro, posso sim. Bom, de onde você é?
Ted: Dallas, Texas. E você?
Você: Nova York, USA. Bem...
Ted: Me conta sobre sua mãe, como ela é?
Você: Bom... Nossa mãe é bem legal. Ela pega muito no pé, vive fazendo a gente pagar mico, mas você vai ver que você vai amar ela. Ela é amável.
Ted: Que legal. A Tia Clara também é assim. Ela é minha tia, irmã da minha mãe, mas não conseguiria cuidar de mim sozinha. Por isso estou aqui.
Você: Entendi...
 Silêncio no quarto por um minuto, que parecia mais uma hora. Você queria muito perguntar uma coisa, mas não tinha certeza se devia. No fim, acabou perguntando:
Você: Ted
Ted: Fala, Hay.
Você: Como é... Assim... Tipo.... - você parou, suspirou e desembuchou- ... Como é ter um pai?
 Ele pareceu assustado com sua pergunta. 
Ted: Mas eu só tenho 7 anos, meus pais se casaram há 9 anos atrás. E você tem 17.
Hayley: É, mas ele nos deixou quando eu tinha 4, 5 anos. Fazem 13 anos que eu não sei o que é um pai. Eu... Não me lembro como é ter um pai....
 E ele contou tudo sobre os dois: Que ele o levava para pescar, que o ajudava com o dever, o protegia das broncas da tia, jogava bola com ele, o ensinou a andar de bicicleta, ia às apresentações da escola, dava a maior força em tudo.
Ted: ... E é isso. É, ele foi um ótimo pai.
Você: (gif) Que bom... Que... Pelo menos... Alguém... Teve... O meu pai.... - disse, entre soluços. Não aguentou, se jogou na cama e começou a chorar.
Ted: Hayley... Me desculpe por ter roubado seu pai... Se eu soubesse que ele já era seu pai, eu não teria sido filho dele. Acho que nem minha mãe sabia, pois nunca tínhamos ouvido falar de vocês. Minha madrinha só achou vocês pela polícia.
 Aí que você desabou. Como assim, ele nunca havia falado de vocês duas para a nova família?! Além de trocá-las, esqueceu vocês?!
Você: Ted... - disse, enxugando as lágrimas - ... A culpa não foi sua, querido. Meu pai quis nos deixar. Meu pai se envolveu com a sua mãe. Meu pai quis ter você. E... Acho que...
 Você engoliu seco, ele ficou esperando ansioso pelo o que você ia dizer. Você deu um sorriso fraco e prosseguiu:
Você: ... E acho que eu também quero você. Eu acho que eu vou amar você, como se eu fosse sua mãe. Você quer uma mãe, eu quero um pai. Você ensinará tudo o que nosso pai te ensinou e eu te ensino tudo o que minha mãe me ensinou, fechado?
Ted: Fechado!
Você: Beleza! 

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Ted: Ah, só mais uma coisa...
Você: Diga
Ted: Promete que vai me proteger e me amar como uma mãe? Na verdade, nem precisa me proteger. Só me ame. Acho que nunca fui amado.
Você: É claro que vou te amar. E te proteger também. Regra nº1 das mães: Sempre amar seu filho. Eu sempre vou amar você, mano.
Ted: Eu também sempre vou amar você, mana.

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