YOUR POV'S
Estávamos nos divertindo demaaaaais! Eu estava no sofá, mexendo no celular, enquanto ela estava na poltrona mexendo no PC. Ela virou de repente e perguntou:
Sunny: Amor, desculpa perguntar agora que você já tá superando, mas o que ficou resolvido entre você e o Zayn? - eu a encarei e meu ânimo desceu. - Desculpa, mas é que eu não entendi.
Eu: Nem eu entendi, Sunny... - disse, calma. - Isso que me deixou mais irritada. Ele disse que não sabe quando volta, como posso ter um namorado assim?! Eu acho que terminamos, se não terminamos eu ficarei muito feliz, mas se terminamos... - Eu dei uma fungada, segurando o choro. - ... Se terminamos, não há mais nada há fazer.
Eu suspirei, com calma. Desliguei o celular, levantei e disse à Sunny que ia dar uma volta por Londres - fazia quase 2 dias que eu não saía de casa pelo ocorrido, tava na hora de ver a luz do dia né...
Me vesti assim e saí. Deixei Sunny em casa, e fui sentir um vento no rosto, pegar um sol nas pernas, ver gente, ouvir barulho, e tudo mais.
Saí de casa com um sorriso no rosto, com cabelos ao vento, maquiagem básica - rímel, lápis de olho e gloss básico - e fui andando pelas ruas frescas de Londres. Ninguém parecia me notar, o que era um bom sinal - as revistas não devem ter publicado nada sobre a ida do 1D, ou pelo menos, nada sobre mim. Mas aí eu pensei "o que eu vim fazer aqui?!".
E então, enquanto eu estava andando, cheguei ao centro comercial. E aí eu me toquei: eu sou rica. Ah, meu Deus, eu sou rica. Eu posso comprar o que eu quiser! Tem jeito melhor de melhorar de uma recaída do que fazendo compras?! Quer dizer, pra mim ficar chorando ou lendo um livro já era o suficiente, mas eu já tinha mudado tanto esses dias, então por que não viro logo uma fresca?? Por que preciso me conservar se todos os adolescentes estão aqui vivendo a vida deles? Dane-se o prejuízo, dane-se o que meus pais vão pensar de mim, dane-se dane-se DANE-SE, eu vou viver do jeito que EU quiser, com quem EU quiser, e onde EU quiser! E ninguém vai me segurar agora! Abri minha bolsinha e lá estava meu cartão de crédito.
Eu: Amorzinho... - disse "para o celular" -... Hoje você vai passear por muitas maquininhas.
Saí por aí parecendo aquelas vadiazinhas da minha antiga classe, mas nem me importei. O que eu tinha a perder? Dinheiro? Bobagem. Estava mais do que na hora do que me aventurar por aí, atrás de coisas legais.
Comprei de tudo: blusas, shorts, calças, saias, vestidos, sapatilhas, tênis, cases para meu iPhone, tiaras, bolsas, alguns cupcakes para dividir com Sunny quando chegasse em casa, alguns móveis fofos, roupas de cama com desenhos de coraçõezinhos, revistas de moda, revistas de fofoca, adesivos para parede - aquele apartamento precisava de um Up, ele tava muito simples -, e mais várias coisas... Deixei os endereços nas lojas e eles prometeram entregar tudo até amanhã de noite. Só trouxe na minha mão as revistas. Até que passei por um Pet Shop, e parei.
Na vitrine tinham alguns gatos, alguns hamsters, alguns cãezinhos... E decidi entrar, só pra ver o lugar e tal.
Eu entrei, disse meu nome e a atendente me mostrou vários animais fofinhos. O lugar era enorme: na parte da frente da loja ficavam todos os animais, e aí tinham dois corredores que davam no PetShop e numa sala só com acessórios para os cães, e nem eram tão caras as coisas. De repente, meu coração acelerou e parou - foi estranho, uma conexão bizarra -: um Yorkshire bem fofinho, andando de um lado pro outro na jaulinha, até que me viu e começou a latir. Foi tipo amor a primeira vista, muito perfeito. Eu me virei para a moça.
Eu: Com licença, posso ver ele no meu colo?
Moça: Qual? Esse yorkshire aqui?
Eu: Sim... Pode me dizer sobre ele?
Moça: Claro, já pego ele, vou só pegar minhas luvas. Me siga. - eu a segui, e ela foi contando sobre o york. - Bom, ele é um Yorkshire de 4 meses, de família conhecida por nós. Meio agitado mais bem competente e responsável, e obediente também. Essa raça é boa para quem tem apartamento e tempo para passear pelo menos uma vez por dia com ele.
Chegamos novamente da cestinha dele, ela abriu a porta e pegou-o com as luvas. Eu, que tinha ganhado luvas também, pude segurá-o: ele era uma perfeita bola de pêlos marrons, se chacoalhando na minha mão e querendo lamber meu rosto.
Moça: parece que ele gostou de você, ele nunca fez isso com as outras pessoas que pediram para pegá-lo, e olha que foram muitas.
Eu gostei de ouvir aquilo. Foi o impulso que eu precisava, era o companheiro que eu procurava.
Eu: Eu vou levar. Pode me levar por favor a sessão de acessórios?
E assim, passei o resto da minha tarde cuidando do meu novo amor, chamado Demetria.
Cheguei em casa com um sorriso de orelha a orelha. Eu havia comprado milhares de coisas para ele - deixei de novo meu endereço e disseram que entregariam tudo em mais ou menos uma hora -, e ele estava escondidinho numa daquelas bolsas para cães. Sunny estava assistindo TV quando eu cheguei. Ela olhou para mim com um ar preocupado, mas assim que me viu sorrindo, suspirou aliviada.
Eu: Viu? Não me matei! - brinquei. Ela riu.
Sunny: Fiquei assustada de verdade! Você saiu igual um furacão! - Ela se ajeitou no sofá, tentando achar uma posição confortável, e abaixou o volume da TV. - E aí, o que fez?
Eu: Compras. - disse, indo pra cozinha. Tudo ficou em silêncio. Eu virei para trás e ela estava com a boca aberta, sem expressão no rosto. - Que foi?
Sunny: Você? Fazendo... Fazendo compras? - ela se levantou e foi até mim, na cozinha. - O que deu em você? Tá doente?
Eu ri, dei um soquinho no braço dela, e disse, sentando no chão da cozinha mesmo:
Eu: Foi MUITO legal! Como eu podia não gostar de compras?! Gastei demais, comprei o necessário e o desnecessário, abusei demais, e comprei isto... - disse, tirando meu amor da bolsa:
Comprei de tudo: blusas, shorts, calças, saias, vestidos, sapatilhas, tênis, cases para meu iPhone, tiaras, bolsas, alguns cupcakes para dividir com Sunny quando chegasse em casa, alguns móveis fofos, roupas de cama com desenhos de coraçõezinhos, revistas de moda, revistas de fofoca, adesivos para parede - aquele apartamento precisava de um Up, ele tava muito simples -, e mais várias coisas... Deixei os endereços nas lojas e eles prometeram entregar tudo até amanhã de noite. Só trouxe na minha mão as revistas. Até que passei por um Pet Shop, e parei.
Na vitrine tinham alguns gatos, alguns hamsters, alguns cãezinhos... E decidi entrar, só pra ver o lugar e tal.
Eu entrei, disse meu nome e a atendente me mostrou vários animais fofinhos. O lugar era enorme: na parte da frente da loja ficavam todos os animais, e aí tinham dois corredores que davam no PetShop e numa sala só com acessórios para os cães, e nem eram tão caras as coisas. De repente, meu coração acelerou e parou - foi estranho, uma conexão bizarra -: um Yorkshire bem fofinho, andando de um lado pro outro na jaulinha, até que me viu e começou a latir. Foi tipo amor a primeira vista, muito perfeito. Eu me virei para a moça.
Eu: Com licença, posso ver ele no meu colo?
Moça: Qual? Esse yorkshire aqui?
Eu: Sim... Pode me dizer sobre ele?
Moça: Claro, já pego ele, vou só pegar minhas luvas. Me siga. - eu a segui, e ela foi contando sobre o york. - Bom, ele é um Yorkshire de 4 meses, de família conhecida por nós. Meio agitado mais bem competente e responsável, e obediente também. Essa raça é boa para quem tem apartamento e tempo para passear pelo menos uma vez por dia com ele.
Chegamos novamente da cestinha dele, ela abriu a porta e pegou-o com as luvas. Eu, que tinha ganhado luvas também, pude segurá-o: ele era uma perfeita bola de pêlos marrons, se chacoalhando na minha mão e querendo lamber meu rosto.
Moça: parece que ele gostou de você, ele nunca fez isso com as outras pessoas que pediram para pegá-lo, e olha que foram muitas.
Eu gostei de ouvir aquilo. Foi o impulso que eu precisava, era o companheiro que eu procurava.
Eu: Eu vou levar. Pode me levar por favor a sessão de acessórios?
E assim, passei o resto da minha tarde cuidando do meu novo amor, chamado Demetria.
Cheguei em casa com um sorriso de orelha a orelha. Eu havia comprado milhares de coisas para ele - deixei de novo meu endereço e disseram que entregariam tudo em mais ou menos uma hora -, e ele estava escondidinho numa daquelas bolsas para cães. Sunny estava assistindo TV quando eu cheguei. Ela olhou para mim com um ar preocupado, mas assim que me viu sorrindo, suspirou aliviada.
Eu: Viu? Não me matei! - brinquei. Ela riu.
Sunny: Fiquei assustada de verdade! Você saiu igual um furacão! - Ela se ajeitou no sofá, tentando achar uma posição confortável, e abaixou o volume da TV. - E aí, o que fez?
Eu: Compras. - disse, indo pra cozinha. Tudo ficou em silêncio. Eu virei para trás e ela estava com a boca aberta, sem expressão no rosto. - Que foi?
Sunny: Você? Fazendo... Fazendo compras? - ela se levantou e foi até mim, na cozinha. - O que deu em você? Tá doente?
Eu ri, dei um soquinho no braço dela, e disse, sentando no chão da cozinha mesmo:
Eu: Foi MUITO legal! Como eu podia não gostar de compras?! Gastei demais, comprei o necessário e o desnecessário, abusei demais, e comprei isto... - disse, tirando meu amor da bolsa:
Sunny deu um gritinho que eu não consegui decifrar se era de espanto, de alegria, de felicidade... Só soube que era um bom sinal quando ela começou a pular pela cozinha toda com um sorriso no rosto, gritando:
Sunny: TEMOS UM CACHORRO! TEMOS UM CACHORRO! LALALA TEMOS UM CACHORRO LALALA....
Eu: Fala baixo, imbecil! Vai assustar ele!
Sunny: Qual o nome?? Já escolheu um nome??
Eu: Já sim: Demetria.
Sunny: Que nome lindo!
Contei sobre todo o meu dia, sobre todas as compras, sobre como ia funcionar a chegada delas, e que nós íamos precisar ficar aqui para quando elas chegassem. Disse também que íamos dividir as tarefas sobre Demetria entre nós duas, e ela aceitou de boa. Ela ainda não parecia acreditar que tínhamos uma cadelinha no nosso grupo agora. Ela deu a ideia de criarmos um blog com fotos dela, e eu disse que pensávamos nisso mais tarde, que primeiro tínhamos que treiná-la - embora a moça tivesse dito que ela é obediente, não sabia como se comportar na nossa casa, com nossas regras. Quando virei para pegá-la de novo, vi que ela não estava mais atrás de mim. Nem atrás de Sunny. Nem em nenhum lugar da cozinha.
Eu: Puta merda, perdemos a cachorra.
Sunny: Hey, Rebecca... - disse ela, com a voz uma voz nervosa e baixa. - ... Nossa sacada tem grade?
Eu me desesperei quando ela disse aquilo. Levantei num único pulo do chão e saí correndo em direção a sacada. Olhei para baixo e nada, só tinha grama e o porteiro chato tomando seu café de sempre - aquele café parecia infinito. Nossa sacada até tinha um murinho, mas era um muro vazado, que podia muito bem caber Demetria. A casa tava uma bagunça - parte do plano "curar deprê pós-término" da Sunny era não se preocupar com nada -, então ela podia estar em qualquer lugar. Procurei no nosso quarto, no banheiro, na lavanderia e Sunny procurou na sala, na cozinha de novo e no outro banheiro. A bicha tinha sumido.
Eu cheguei cansada na sala, depois de meia hora procurando, e disse:
Eu: Meu Deus, não aguento mais, a gente perdeu o bicho. - e, quando sentei no sofá, olhei para o chão e achei uma coisa inusitada:
Eu: Sunny... - disse, com uma calma irônica. - ... Tem certeza de que procurou Demetria na sala?
Sunny: Ah, eu procurei tipo "Demetriaaa, fiufiuuu, vem cá, cadê você?" Eu não ia procurar debaixo de todas as embalagens de besteiras daqui né? Ia demorar séculos.
Eu: Meu Deus! O bicho não pode comer essas porcarias!
Sunny: Mas ali só tem leite!
Eu: Mas você sabe se ela comeu alguma coisa antes de ir pra caneca? - eu a fuzilei com os olhos e ela deu de ombro. Olhei de novo para Demetria. - E POR QUÊ AINDA NÃO TIROU ELA DE LÁ?!
Sunny: PORQUE NÃO ME PEDIU, CACETE!
Sunny tirou ela de lá e ela estava toda suja de chocolate e de marshmallows no pêlo - pelo menos, pareciam marshmallows.
Eu: Sunny... Precisamos dar um banho nessa coisa. - disse, meio amedrontada.
Nunca tinha dado banho num cachorro, então eu estava com medo de matá-la ou sei lá o quê. Sunny tinha um labrador e tinha um grande histórico de Pets na família, então deixei ela comandar a maior parte da operação e fiquei só olhando e dando o que ela precisava. Providenciei uma toalha e não ficou tão ruim assim - na verdade ficou até bem fofinha, com lacinhos nas orelhas e tudo mais! Sunny tinha mesmo jeito com isso, danada.
Secamos Demetria e ficamos conversando no quarto enquanto ela brincava em cima da cama. As coisas que eu tinha comprado chegaram ao longo da noite e as coisas dela chegaram um pouco antes do jantar, por sorte. Colocamos a comida pra ela e ela foi, com toalha e tudo, comer a ração pra bebês enquanto eu saboreava uma macarronada com a Sunny
Sunny: Acha que vai ser difícil cuidar da Demetria?
Eu: Sei lá, só sei que vai ser bem divertido ver você correndo atrás dela quando a coleira soltar no meio da rua. - eu ri, mas ela fez uma careta para mim.
Sunny: Lembrando que a cachorra é sua, então se eu quiser deixar ela correndo pelas ruas gigantes de Londres eu deixo, e você que vai ter que ir atrás.
Eu: Okay, somos uma dupla, temos que cooperar. Além do mais, precisávamos de uma distração.
Sunny: Pois é.
Eu olhei para ela, e dei um sorriso fraco.
Sunny: Que foi?
Eu: Nada, só estava vendo o quanto você é linda e legal, e o quanto eu tenho sorte de ter você.
Sunny: (gif) Voxê txá bem?
Eu ri, a abracei, a beijei na bochecha e a imitei, rindo:
Eu: Xim, txô ótxima!
São coisas da vida, né? Você pede alguém pra te acompanhar ao show do One Direction, e Ele te dá uma irmã para passar o resto da vida contigo. Ah, e dá uma cadela também. Aliás, coitada dela...

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