segunda-feira, 29 de julho de 2013

Cap. 9: Goodbye, Please Be Mine, True Friend

(Ainda Lottie's POV)
Eu acordei deitada ao lado de John. Diferente do dia na minha casa, estávamos na mesma cama, juntos, abraçados, e pelados. Eu dei mais umas piscadas, para ver se era mesmo realidade, e sim, era. Levantei meu tronco devagar, depois virei as pernas para fora da cama e coloquei meus pés no chinelo de John. Levantei, dei uma arrumada no meu cabelo, e olhei o relógio: dez horas da manhã. Só tive 6 horas de sono, mas não me importava. Enrolei o casaco dele em mim, e fui até a porta. A abri devagar, olhando para os lados, mas graças à Deus ou estavam todos dormindo ou todos tinham saído, mas enfim, só eu estava acordada. Andei até a janela, fiquei olhando a paisagem da cidade, só com o casaco dele. Eu estava com frio, e eu não fazia a mínima ideia de onde estava minhas roupas - sem dizer que estava muito calor para eu ficar de pijama, luvas de couro e cachecol. Então, simplesmente abri o armário dele, peguei uma blusa, e dei meu jeito:
Fiquei sentada na cama dele, lendo A Culpa É Das Estrelas, e de repente senti um beijo no meu pescoço.
John: Bom dia, amor.
Eu: Bom dia, querido.
John: Que horas são?
Eu: Umas nove horas.
John: Tá cedo, vem cá, volta a dormir...
Eu: Não, eu preciso voltar para casa, querido! Meus pais nem sabem que eu saí!
John: Mas você não pode ficar mais um pouco?
Eu: Meus pais devem estar chamando a polícia essa hora. - eu ri fraco.
John: Não me deixa. Sério, não foge.
Eu: Eu não vou fugir, só vou pra cas...
John: Eu não tô falando disso - ele me cortou. - Eu quero que você não fuja, não me abandone, esteja aqui comigo quando eu precisar. Eu... - ele suspirou. - Eu tinha uma melhor amiga. Ela era do interior, eu a conhecia desde pequeno, e eu a via pessoalmente duas vezes por ano quando eu ia para a casa de praia da minha família, nos Estados Unidos. Mas conversávamos sempre por SMS e Skype... Enfim, ela me prometeu que nunca ia me abandonar, mas teve um dia que ela não entrou no face, e nem me mandou SMS. Isso durou uma semana. Eu pensei que ela tinha morrido, mas não: ela havia arrumado um namorado e ido fazer intercâmbio em Austrália, com ele! E me esquecido! Me abandonado! Não fala comigo até hoje, e essa história é de 2 anos atrás! E eu gostava dela! - ele parou de falar de repente, limitando-se a voltar a deitar na cama. Ele suspirou e prosseguiu: - Eu te amo mil vezes mais do que eu amava ela, então se você me deixar, eu vou ficar mil vezes pior do que eu fiquei. Então, por favor, demonstre que me ame. Fique comigo até o fim.
 Eu não conseguia fazer nada. Eu não sabia fazer nada. Então, eu apenas sorri e dei a mão para ele, deitado. Eu, que já estava sentada na cama olhando para ele, sentei mais por cima dele. Olhei dentro de seus olhos e disse:
Eu: Você não tem noção do quanto eu te amo. Você não tem noção do quanto eu já fiz pra você, e também não tem noção do quanto eu faria e ainda farei por você. Não tenha medo, eu juro que eu não vou te desapontar, eu juro que eu não vou te deixar, eu juro que eu te amo demais.
John: Eu também te amo demais.
Eu: Nunca se esqueça disso, ok?
John: Ok, amor.
Eu: Ótimo. (gif)
Ele deu um sorriso perfeito para mim, e aí, eu desci as escadarias novamente. Com meu vestido-camisa, meu sobretudo, e uma bolsa pequena da mãe dele com minhas luvas, meu cachecol e etc., fui para minha casa correndo novamente.
 Cheguei lá exausta, encostando a porta devagar porque era cedo... Mas não adiantou nada.
Johannah: Onde estava, mocinha? - disse, me fazendo dar um pulo
Eu: Meu Deus! Que susto, mãe! O que tá fazendo acordada essa hora?
Joh: Não mude de assunto. Onde estava?
 Resolvi que não dava pra enganar. Suspirei, e disse:
Eu: Eu dormi na casa do John, mãe. Eu não conseguia dormir, então de madrugada corri até lá, e nós dormimos juntos, para eu não ter que voltar às 4 da manhã pra casa. Mas só dormimos no mesmo quarto, nem dormimos na mesma cama! - Okay, eu não contei totalmente a verdade, mas foda-se. Ela nunca entenderia se eu dissesse o que realmente aconteceu.
Joh: A mãe dele sabe disso?
Eu: Na verdade, quando eu acordei ninguém estava acordado... Acabei acordando o John, mas só ele tava acordado.
Joh: E que vestido é esse?
Eu: Ah! - eu disse, olhando para ele. - Comprei na H&M voltando pra cá. Lindo, não? Nova moda! É com o estilo de uma camisa masculina! E estava em promoção! Enfim, vou subir porque estou cansada, tomar meu banho, e fazer o final do trabalho da escola que é pra daqui 5 dias. Beijos!
 Disse, subindo correndo. Eu não tava nem aí se eu tava mentindo, e também não queria saber se ela estava acreditando. Nada ia estragar minha nova vida!
 Ou, pelo menos, era o que eu pensava.

Annie's POV
Comemos deliciosos sorvetes no Good Taste, e passamos o resto do dia conversando e rindo.

Passaram-se os dias. A festa de quarta foi ótima, quinta eu fiquei o dia todo fazendo trabalho escolar pra semana que vem, sexta eu fui inscrever Ian na escola... Chegou sábado, e eu estava sem fazer nada, então resolvi fazer o que sempre fazia: chamar Harry pra passar o dia comigo.
 Foi aí que eu lembrei que ele estava bravo comigo - desde aquele dia - e liguei para ele.
Harry: Fala. - disse.
Eu: Oi, seu grosso. - disse, brincando. Ele não se manifestou. Pigarreei e continuei: - tá ocupado?
Harry: Tô.
Eu: Qual é, Haroldo?! O que eu fiz?!
Harry: Eu preciso ir. Tchau.
Eu: Mas...
 Tarde demais, ele havia desligado na minha cara. Cara chato. Mas não ia permitir essa negação toda.
Avisei os meninos que eu não ia almoçar com eles e saí, peguei um táxi e fui até a casa do Harry. Bati na porta, e ele apareceu.
Harry: O que faz aqui?
Eu: Vim saber porque meu gatinho está tão mimadinho e birrento.
Harry: Annie, vai...
Eu: Embora? Não. Sério, Harry. Qual o problema? Não quer mais ter relação alguma comigo, mas não sabe como dizer?
Harry: Eu?? Olha só quem fala! Traidora!
Eu: Quê?! Traidora, eu? Quem eu trai?!
Harry: Eu, você ME traiu! Com aquele bombado!
Eu: Eu nem namoro você, Styles! Meu Deus! E... Espera, que bombado?
Harry: Ah, vai me dizer que não lembra da entrevista que teve que dar para aqueles paparazzis? E vai me dizer que não lembra quem é seu namorado? O bombado do shopping, que te deu um beijo na bochecha, Annie! Aquele bombado! O bombado que estava abraçado contigo no seu quintal, o bombado que o Noah parece amar, o bombado que você "roubou" os óculos dele, o bombado que tá roubando meu lugar! - disse, gritando irritado.
 Eu olhei nos olhos dele, e vi que não estava brincando. Ele estava falando sério. Ele estava com ciúmes do meu irmão. Eu comecei a rir - a rir não, gargalhar! Foi inevitável. Ele me olhou confuso, e parece que minha risada só o deixou mais irritado. Não me deixava entrar mas também não saía, de modo que eu ficasse pra fora, e ele na borda da porta. Ele recuou já pronto para fechar a porta na minha cara, mas eu a segurei com a mão.
Eu: Ei, espera! Ele não é meu namorado, bobo! Era só pra despistar os paparazzis!
Harry: Então quem era ele, Annie?! - disse, ainda pensando se ia ou não fechar a porta. - Quem é esse cara que anda grudado contigo?!
Eu: Meu irmão! - disse, ainda sorrindo tentando não rir. - Ele é filho da minha falecida mãe. - disse, falhando a voz na palavra "falecida". - Ele veio morar conosco, e logo na primeira manhã, Noah o chateou, e eu fui animá-lo no quintal. E aí, fomos almoçar fora. - disse. E foi aí que eu me toquei: - Mas por quê diabos você tava no meu quintal? E como eu não te vi?
 Ele ficou vermelho. Engoliu seco, e disse:
Harry: Era uma surpresa. Levei flores para você, mas parei no muro vivo quando vi você com ele. Aí desisti. Acabei saindo com Zayn, mas como eu sou um azarado, você também tava lá. E com ele.
Eu: Awn, que fofo, Haz! - disse, encantada. - Até seu ciúmes é fofo.
Harry: Eu não... Ah, isso não vem ao caso!
 Eu ri.
Eu: Vem, Harry. Vamos passear juntos, meu gatinho. Me desculpa, eu não queria te deixar bravo.
Harry: Graças à Deus, eu pensei que você tinha mesmo me trocado.
E, então, ele fechou a porta e veio até mim.
Nos beijamos na porta - mil vezes - e fomos andando de mãos dadas por aí.
Harry: Aonde vamos?
Eu: Almoçar, ir no cinema, ir no Starbucks, na livraria, sei lá, qualquer coisa contanto que esteja feliz e esteja comigo.
 Ele sorriu, me beijou na bochecha - porque não tínhamos um namoro e não queríamos chamar a atenção novamente para mim - e saímos de mãos dadas.
Fomos ao cinema, ao parque de diversões, tiramos fotos com meu iPhone e com o iPhone dele, conversamos, tiramos fotos com fãs que nos encontraram na rua... Fomos até obrigados a tweetar "@anniemuler: Não, Harry NÃO é meu namorado. Somos apenas bons amigos." e "@Harry_Styles: Eu não posso ter amigas agora?! Por favor, chega de rumores. Eu não namoro a Annie". Mas não estou nem aí, foi legal do mesmo jeito. Os paparazzis, óbvio, não paravam de nos irritar. Mas tudo bem, eu até gostei de algumas fotos que eles tiraram...

Estava ficando escuro - por volta de umas 18hrs já - e nenhum paparazzi estava por perto - e eu sabia exatamente onde eles se esconderiam se estivessem lá. Aproveitei que a esquina da minha casa estava com pouca gente, e prensei Harry na parede.
Eu: Ei, amor, por que não vamos para casa?
Harry: Fazer o quê? - disse, se fingindo de inocente.
Eu: Ver um filme... - disse, mordendo os lábios. - ... Um filme que começa com "S" e termina com "O"...
Harry: Tem "X" no meio?
Eu: Talvez.
Harry: Hmm.... - disse, fingindo pensar. Me olhou da cabeça aos pés, e mordendo os lábios disse - vamos nessa.
 Ele me agarrou e começou a me beijar, no meio da rua. Me agarrou forte, e eu logo soltei sua boca da minha, mas manti nossos corpos colados.
Eu: Haz, vão me matar se nos verem assim. Por favor espera até chegar em casa, fogoso! - disse, rindo.
Harry: Tá legal... Mas então vamos rápido, porque se a StylesC. acordar, vai ser difícil colocar ela pra dormir... (gif) Ouviu bem, mocinha?
Eu: Ouvi, Styles. Então vamos. - disse, apertando sua mão forte. Chegamos em casa correndo, passamos pelo quintal e subimos as escadinhas bem rápido. Quando peguei a chave pra abrir a porta, Harry colocou sua "cintura" na minha bunda. Eu ri fraco - para evitar um gemido - e, assim que eu abri a porta, ele me pegou no colo e já me prensou na parede. Começamos beijos calorosos, e comecei a sentir um volume bem pequeno entre minhas pernas. Mal deu tempo de fechar a porta e já estávamos na parede nos amassando um contra o outro.
Ouvi um pigarreado que fez nossos corpos se separarem num pulo. Eu sabia exatamente de quem era aquela voz - mesmo que tivesse sido só um pigarro.
Harry: Hã... Desculpem.
Eu: Não peça desculpar, amor. - olhei para meu pai e perguntei: O que ela está fazendo aqui? - disse, fuzilando minha "mãe".
Karen: Eu é que pergunto: o que ele está fazendo aqui?
Eu: Minha vida não te interessa mais, ouviu? É minha casa, minha boca, minha vida. O que você está fazendo aqui?
Pai: Ela veio levar o Noah. - disse papai, com voz triste e fitando o chão.
 Eu olhei para ele, e depois olhei para ela, desesperada.
Eu: Isso é sério? - ninguém respondeu. Eu já não estava mais grudada com o Harry, e tinha dado um passo à frente involuntariamente. - Não! Você não pode fazer isso, você não tem esse direito, porra!
Karen: Claro que tenho! Diferente de você, ele não é bastardo. - disse, me encarando.
Eu: Você é uma vadia! - gritei. - Como pode fazer isso?! Não pensa no Noah?! - olhei em volta, e percebi que o mesmo não estava ali. - Cadê ele? 
Mãe: Não te interessa, garota.
Eu: EU cuidei dele por 1 semana! Aliás, EU cuidei dele a vida toda enquanto vocês dois brigavam! E EU QUERO SABER ONDE ELE ESTÁ!
Noah: Annie? - ele disse, do alto da escada, encostado na porta do seu quarto
Eu: Noah! - disse, passando pela vadia e pelo meu pai, e correndo até ele.
Subi as escadarias o mais rápido que eu consegui e abracei ele forte. Nós acabamos cambaleando e caímos na cama. Nós dois chorávamos muito. Ele me abraçava forte, e eu o agarrava como se nunca mais fosse soltá-lo.
Noah: Eu não quero ir! Eu te amo! Eu quero ficar com você, Annie! Por favor, me deixa ficar!
Eu: É óbvio que eu deixaria você ficar, Noah! - disse, entre soluços. - Mas a mam... A sua mãe quer te levar embora. E eu não posso fazer nada, nem o papai.
Noah: Mas eu quero ficar com você e com o Ian! E com o Harry! Eu amo vocês três! - dizia ele, gritando, soluçando, chorando... Tudo de uma vez. Eu fiquei preocupada.
Eu: Para de chorar, Noah. - disse, me levantando da cama. Ele se sentou.
Noah: Eu não gosto dela. Eu também não gosto do meu pai, mas aqui tem você, e você vai cuidar bem de mim.
Eu: Eu sempre cuidei de você. Certo?
Noah: Certo.
Eu: Então pode ter certeza que vou continuar cuidando.
Noah: Então posso ficar? - disse, sorrindo.
Eu: Não, Noah... Eu já disse que não... Mas vou tentar localizar onde ela está morando, para poder visitar vocês.
Noah: Ela não vai deixar você entrar.
Eu: Eu sei, mas eu dou um jeito.
Noah: Vai junto, Annie!
Eu: Não! Tá louco? Não! Eu... Eu sinto muito, Noah, mas ela não vai me querer lá.... E eu também não quero...
Noah: Por que você pode escolher e eu não?! É de novo por causa dessa merda de idade?!
Eu: Ei! Olha o palavreado! Eu não posso ir porque eu não sou filha dela. Você, é. Aceite, Noah. Nós não podemos mudar isso. Você tem que ir.
Noah: Eu não vou! NÃO VOU!  - gritou. Ele voltou a chorar e a soluçar descontroladamente. - Vocês não vão me tirar daqui! Eu não vou! Eu não quero ir! Não vão me levar, eu vou ficar aqui com vocês!
Eu: Não vai não, Noah. Respeite.
Noah: (gif) EU NÃO VOU EMBORA! - disse, começando mais um ataque de choro.

Eu, irritada com a pirraça, gritei:
Eu: Pare de chorar, Noah! - Mas logo depois, percebi que devia mesmo estar tudo um inferno para ele. Ele só tinha 7 anos, e já tinha vivido tanta desgraça, ouvido tanta coisa desnecessária... Ele tinha trauma dos nossos pais, era esse o ponto. Me senti culpada, porque ele apenas havia engolido o choro por 5 segundos depois de eu gritar, tentando me obedecer, mas depois voltou a chorar. Abaixei o tom, tentando ser delicada e ao mesmo tempo tentando não chorar. - Por favor, não chora Noah. É inevitável. Eu sinto muito. Eu sinto muito mesmo. Pare de chorar, por favor.
 Karen chegou na porta, e disse com toda a frieza do mundo:
Karen: Pare, Noah. Vamos embora.
 Papai entrou no quarto e pegou as malas. Eu olhei aquilo tudo, e algumas lágrimas caíram sobre meu rosto. Enquanto Noah via o papai carregar suas malas, ele tentava gritar "Não!", mas os soluços e o choro não o permitiam. Ian assistia tudo do lado de fora, com Harry. Ian chorava junto, sabia a dor que era isso tudo. Ele também havia vivido coisas assim. Harry apenas observava tudo, com um pouco de pânico estampado em seu rosto.
Eu: Pai, impeça, por favor.
Papai: Eu não posso! - gritou, largando as malas de Noah no chão. - Acha que eu deixaria isso tudo se eu pudesse impedir?! Parem de dizer isso! Acordem pra realidade! Noah está indo embora! E nós não podemos mudar isso porque É A PORRA DA LEI! Entendam! - ele suspirou irritado, pegou as malas novamente e terminou de descer as escadarias. Eu chorava demais para dizer qualquer coisa mais. Ou, era o que eu achava. Eu saí do quarto e abracei Ian, quieta. Mesmo ele estando do lado de Harry, preferia abraçar Ian. Ian me abraçou sem dizer nada.
 
Noah continuava no quarto. Karen entrou no quarto, irritadíssima.
Karen: Noah, levante-se e venha. - ele não fez nada. - Noah. - disse, com voz repreensiva.
 Ela cansou, foi até ele e o levantou segurando forte o braço dele. Ele disse "ai" em meio ao choro, mas ela nem ligou, foi arrastando ele pelo corredor e descendo as escadarias.
Noah: Está doendo! Pare!
Karen: Então ande direito! Mas que inferno!
Eu: Pare! - disse, soltando do Ian e descendo a escadaria até a metade. Ian e Harry foram atrás. - Não está vendo que está machucando ele?!
Karen: Fique fora disso, bastarda! E pode parar de botar ideia na cabeça do meu filho porque ele não é seu irmão e eu não quero que interfira mais na nossa vida. Seu pai, você e esse moleque aí - disse, apontando com nojo para mim e Ian - vão receber um papel judiciário que diz que vocês têm que ficar há 3 metros de distância de mim e de Noah também. - disse, agarrando mais forte o braço de Noah e tentando fazer ele passar pela porta. Meu pai pegou ele e o levou, forçadamente, até o carro de Karen.
 Eu não sabia o que falar. Eu não ia MESMO permitir o Noah longe de mim! Desci o resto da escadaria correndo, e agarrei Karen pelo braço.
Eu: Escuta aqui, mulher: você pode não ser minha mãe biológica, mas me criou por 17 anos. Eu posso não ser irmã biológica do Noah, mas cuidei dele muito melhor do que você e meu pai jamais cuidaram. Você não sabe cozinhar, não sabe lavar roupa, não sabe como divertir e educar uma criança. Noah já sofreu demais. Não acha que ele deveria ficar aqui?! Você fica sem obrigações, pode curtir sua vida no spa e eu fico cuidando dele como sempre fiz! Pra quê tudo isso?! Só pra tirar mais um bem precioso do meu pai?! É isso?! Quer fazer o Noah de troféu?!
 Ela olhou pela porta - provavelmente se certificando se Noah estava longe o suficiente -, olhou seu braço segurado por mim, deu um puxão - o que fez com que eu o soltasse - e agarrou o meu braço.
Karen: Escuta aqui você, bastardinha: ele é meu filho, a lei diz que EU tenho direito de ficar com ele. E SIM, eu só quero ele pra tirar mais coisas do seu pai e de você, porque eu sei o quanto você adora esse moleque, e eu quero mais é que você morra. Me arrependo de cada euro gasto com você e com o idiota do seu pai, que infelizmente também posso chamar de Ex. Agora entenda que você não pode fazer nada e eu não vou ficar ouvindo desaforos de uma pirralha inútil. - ela largou meu braço, e foi andando por fora da porta. Viu que o Noah estava jogado no gramado, sem que meu pai conseguisse levantá-lo, e gritou: - SE QUANDO EU CHEGAR AÍ VOCÊ NÃO ESTIVER EM PÉ, EU TE DOU UM SOCO!
 Eu não aguentei. Saí correndo e derrubei ela no chão. Comecei a estapeá-la com toda a vontade do mundo.
Eu: Vadia! Retardada! Bruxa! - disse, batendo e socando ela com vontade. Ela tentava revidar, mas não dava tempo: chutes e tapas vinham de todos os lados que eu conseguia alcançar. Ian e Harry me tiraram de cima dela, e ela se levantou, limpando a blusa - agora suja - dela, como se não se importasse.
Harry: Pare! Você vai ser presa assim!
 E, assim, eu vi ela entrando com Noah no carro, ele batendo no vidro e chorando, e ela levando ele para longe.
Eu: Noah! Não! Ele não!! - disse, chorando descontroladamente. Minha raiva era tanta, que eu queria matá-la, mas Ian e Harry não me soltavam.
Ian: Annie... Annie... Annie! - dizia, tentando me fazer parar de me debater. - Ela se foi! Não tem volta! Pare com isso! Ela não vai voltar, esqueça! Annie, pare!
 Quando ele disse essa última frase, eu parei de me debater. Parecia que finalmente tinha caído a ficha.
Eu: Ele se foi. - disse, quase sem voz. Ian assentiu.
Eu comecei a chorar. Eu sei lá, eu via ele indo embora pela estrada, mas não conseguia acreditar. Meu coração estava se despedaçando, meu "mini-eu" estava se afastando de mim. Da única pessoa que fazia bem à ele. Harry afastou os braços de Ian de mim, me segurou pelos ombros e disse calmo:
Harry: Tudo vai ficar bem. Vamos dar um jeito. Eu te prometo. Eu vou estar sempre com você. Eu vou sempre te ajudar. E eu quero você bem, faça isso pelo Noah. Fique calma, vamos dar um jeito. Fique calma, vamos. dar. um. jeito. - disse, olhando bem no fundo dos meus olhos.
 Parecia que ele tinha ficado aquele tempo todo bolando isso. E parece que tinha funcionado. Eu chorei mais e o abracei forte.
Eu: Eu te amo, Harry. Não me deixe.
Harry: Não vou. Eu não vou te deixar, eu prometo te amar até meu último suspiro. Eu juro, eu te amo, Annie. Fique calma.
Eu: Eu te amo demais.
Harry: Eu também. Agora recobre sua consciência, fique calma, respire... - ele me tirou do abraço mas continuou me segurando pela cintura. - Inspire... Expire... Inspire... Expire... - dizia, me fazendo acompanhar os movimentos com ele. - Muito bem. Está mais calma? - assenti. - Quer que eu durma aqui hoje?
Eu: Não precisa, Harry. Eu... Prefiro dormir sozinha. Pra poder ficar quieta, pôr meus pensamentos em ordem.
Harry: Tudo bem.
Eu: Acho que nossos planos ficam para outro dia, né? - disse, sorrindo, ainda sentindo as lágrimas nas bochechas. Ele sorriu e enxugou algumas delas.
Harry: É, mas vai ficar me devendo. -  fez cócegas na minha barriga. - A hora que quiser, é só ligar, e eu apareço em cinco minutos.
Eu: Promete?
Harry: Prometo.
Eu: Mesmo?
Harry: Mesmo.
Eu: Tudo bem... - abracei-o e o soltei, tentando dar um sorriso confiante. - Durma bem, amor.
Harry: Você também, querida.
Após dar um sorriso lindo e confiante para mim, ele olhou para Ian, que engoliu seco. Harry passou por mim e foi até ele, com cara de bravo.
Ian: Quer algo, Styles? - disse, tentando esconder o nervosismo. Harry tinha realmente bíceps enormes.
Harry: Quero. Escuta aqui, cara. - disse, segurando Ian pela blusa. - Você vai cuidar muito bem da sua irmã, ou eu vou te dar um murro. Ela merece tudo que você conseguir oferecer, tá me entendendo? Tudo. Cuida muito bem dela enquanto eu não estiver por perto. Cuide dela em todos os momentos. Pergunte se ela está bem mesmo ela sorrindo de orelha a orelha, porque ela é uma ótima atriz. - disse, desviando um rápido olhar à mim, e depois voltando o foco para ele. - Ela é mais preciosa do que tudo, e você deve saber disso nesses dias que passou com ela. Mas eu tô falando sério, proteja-a.
Ian: Pode deixar que eu vou cuidar dela como se fosse só minha. - disse, encarando Harry. - Mas lembre-se também, Styles, que eu não tô nem aí se é namorado dela há 1 semana ou 1 ano, eu vou te destruir se ousar fazer qualquer coisa à ela que a desaponte. Esse jogo eu também posso jogar.
 Harry assentiu, dando um sorriso fraco. Parecia que os dois disputavam quem me amava mais, mas eu não me importava: era muito bom ver os dois querendo me proteger. Era legal agora ter um irmão para pressionar Harry. Era legal ter um namorado que conversasse com meu irmão. Eu tinha Noah, mas era diferente: Harry tratava ele como um filho, não como alguém que tivesse que impressionar. E Noah o tratava como melhor amigo, não como alguém que precisasse vigiar 24hrs. E eu gostava disso.
 Harry recuou, se afastando, e deu uma corrida até os portões. Antes de entrar no carro, jogou um "beijo aéreo" para mim, e foi embora com seu carro. Eu o amava demais.
Ian: Vamos entrar, Annie? - disse, segurando no meu ombro. Assenti, e entramos abraçados.
Eu: Acho que vou tomar um banho.
Ian: Então vai, eu vou depois de você. Eu vou falar com seu, hã, nosso pai. - ele ainda não havia se acostumado a chamar ele de pai, assim como eu não estava acostumada a chamar Karen de Karen até hoje.
Eu: O que tem para falar com ele?
Ian: Acha que é só você que ficou mal com a ida de Noah? - disse, me fitando. - Poxa, eu sei que ele não é presente, mas é filho dele também, ele amava o Noah também. - disse, se afastando pelos corredores.
 Eu não tinha pensado nisso ainda. Estava ocupada demais me desesperando em abandonar meu irmão, e não percebi que meu pai estava abandonando seu filho. Do mesmo jeito que o "pai" de Ian deve ter ficado mal em deixá-lo vir para cá, meu pai ficou mal de deixar Noah ir embora - ainda mais de ver a bruxa que estava levando ele.
Eu: Ian! - falei alto. Ele se virou. - Vá primeiro. Eu vou falar com meu pai.
 Ele assentiu, sorrindo, e subiu as escadas. Lá fui eu, pelo corredor, até a cozinha, onde meu pai estava.
Eu: Papai? - disse, entrando.
Pai: Ah, oi, filha. - disse, esfregando as mãos no rosto. - Tudo bem?
Eu: Eu... Hã...
Pai: Desculpe, foi uma pergunta estúpida. - eu dei um sorriso fraco.
Eu: O que está fazendo aqui?
Pai: Pensando na janta.
Eu: Quer que eu faça alguma coisa?
Pai: Você sabe cozinhar?
Eu: Posso tentar, né.
 Ele me fitou, sério. Eu me senti desconfortável, mas tentei sorrir. Ele mudou de posição na cadeira, e apalpou a cadeira ao lado, indicando para eu me sentar. Eu fui andando até lá, e enquanto eu me sentava, ele disse:
Pai: O que aconteceu? Foi abduzida por ETs culinários? Você odeia cozinhar.
Eu: Eu acho que a vida já está completamente louca e anormal, então vou fazer minha contribuição para o mundo mais louco e vou tentar cozinhar algo. O Ian me ajuda.
Pai: Você está se dando bem com ele?
Eu: Sim, ele é bem legal. Ele arruma a mesa, arruma as camas, me ajuda nos deveres, e até joga videogame com o N... - me impedi, mas já era tarde. O sorriso no rosto do meu pai se desmanchou, e ele fitou o chão.  - Me desculpe.
Pai: Não foi culpa sua, não tínhamos como impedir.
Eu: Eu o amava.
Pai: Ele não morreu, Annie. Você ainda o ama, no presente, não no passado.
Eu: Certo, que seja. Ela vai judiar dele, pai. Ela só fez isso...
Pai: ... Para nos atormentar. - completou ele. - Sim, eu sei. Não há nada que possamos fazer.
Eu: Eu não acredito nisso.
Pai: Daqui uns meses, talvez possamos entrar com uma ação e pedir a guarda dele, mas eu não acho que isso irá resolver. Ela ficou com metade dos meus bens, além do dinheiro. Ela pode contratar um advogado tão bom quanto o meu. Noah só ficará mais atormentado.
Eu: Por que tudo isso tem que acontecer comigo? Com ele? Com nós todos?! Eu amo ele, eu sinto a falta dele! - disse, já começando a chorar.
Pai: Eu também, filha... Mas vamos dar um jeito... Fique calma...
Eu: Eu te amo, pai.
Pai: Eu também te amo, filha. Sempre.

"Como você encontra as palavras para dizer quando seu coração não tem nada?"

Lottie's POV
 Acabei não indo na festa na quarta, mas fiquei uma boa parte da semana com o John. Eu conheci a família dele e até jantei lá, num dia desses. A família dele é realmente adorável.
 Eu estava sobrevivendo numa boa sem a droga daquela popularidade. Eu ia na casa de John, íamos juntos ao parque de diversões e ao cinema e à todos os outros lugares que eu ia com as meninas, mas sem ter que me importar com postura ou fotos ou maquiagem. Eu estava me sentindo linda ao natural, e eu amava esse sentimentos de liberdade de expressão.
 Na sexta, passei o dia com John porque meus pais tiveram que viajar. Acabei indo para a casa dele de noite novamente, para jantar lá.
John: Oi gente, chegamos!
Eu: Oii!
 O Sr. e a Sra. Chawdrick me deram oi como sempre. Nós comemos, ficamos conversando na mesa, e então Nick, o irmão mais novo de John finalmente se manifestou:
Nick: Lottie...
Eu: Oi, Nick.
Nick: Você já terminou de jantar?
Eu: Já, por quê?
Nick: Quer ir brincar comigo?
 Eu olhei para todos na mesa, como que pedindo permissão, e todos assentiram sorrindo.
Eu: Claro! Vamos lá!
 Nos levantamos e ele foi me levando pela mão até o quarto dele. Pude ouvir, enquanto nos afastávamos, a Sra. Chawdrick dizer "Essa menina é perfeita!" e John respondendo "Eu sei disso, mamãe".

Depois de uma meia hora, John entrou no quarto, e se assustou. O quarto estava uma bagunça: carrinhos e outros brinquedos espalhados pelo chão, a cama desarrumada, bichos de pelúcia por toda parte, e eu e Nick sentados no chão, com chapéus de pirata feitos de jornal, folheando um livro.
Nick: Oi, John! - disse, bocejando. Eu dei uma risada fraca.
John: Oi... Meu Deus! O que houve aqui?!
Nick: A terceira guerra mundial! Certo, Lottie?
Eu: Certo, Capitão Nickolas!
 John ficou me fitando por um tempo, e depois olhous o resto do quarto. Ele se sentou ao meu lado.
John: Suspeitávamos que Nick é autista. Ele nunca quer chamar os amigos da escola para vir pra cá, não gosta de jogar videogame, e são raras as vezes que eu consigo convencer ele de jogar futebol comigo. Não conversa muito, e recebemos reclamações de falta de atenção dele nas aulas. 
Eu: Jura? Meu Deus, eu nunca ia imaginar isso dele! Desde o primeiro momento que pisei no quarto, ele começou a mostrar as coisas dele. Aí, eu dei ideias de algumas brincadeiras, e brincamos de tudo um pouco. Ele não tem a mínima cara de autista, John!
John: Percebi, agora.
Nick: Lottie! Continua lendo!
Eu: Ah, desculpe Capitão. Então...
E eu continuei lendo para Nick, enquanto John ficava sentado do meu lado apreciando tudo. Era fantástico.

Mais tarde, Nick foi dormir e eu e John saímos para jantar fora. Nós lanchamos numa lanchonete comum, com gente comum, gastando pouco dinheiro com comida comum - sim, isso pra mim é muito importante porque eu estava deixando as etiquetas de lado. Quando já era umas 9hrs, eu e ele estávamos voltando pra casa quando ele parou no meio da calçada e entrou correndo numa loja de instrumentos musicais, gritando "aqui!". Eu saí correndo atrás dele.
Eu: John! Que diabos é isso?! A loja já tá fechando, não vê?!
John: EI! GEORGE! APARECE! - gritou no meio da loja. 
 Ouvimos uns barulhos, uns ruídos, e de repente uma corda caiu do teto do 3º andar. De lá de cima, chegou um cara descendo por ela até o térreo do lugar. Ele era negro - tipo bem negro - e tinha um sorriso branco, lindo, alegre. Estava bem vestido e parecia ser bem humilde.
John: E aí, cara?!
Eu: Hã... Você deve ser o George... - disse, ainda meio aérea pelo que tinha visto.
George: Sim! Oi! Prazer em conhecê-la, mocinha - disse ele, apertando minha mão. - O John fala muuito de você.
 John deu u soco no ombro de George, e ficou vermelho. Eu dei uma risada fraca. George o cumprimentou também.
John: Bom... George tem 30 anos, é dono disso aqui desde antes de nascermos, e eu sempre venho pra cá quando estou irritado... ou triste...
George: ... ou apaixonado sem ter ninguém pra desabafar... - disse George, que imediatamente recebeu outro soco no ombro. John pigarreou e prosseguiu:
John: Enfim. Eu achei que seria legal te mostrar o lugar. George já está de saída, eu queria te mostrar minha 2ª casa.
 Olhei em volta. O lugar era enorme, com instrumentos até o segundo andar, e mais ainda 2 andares que pareciam vazios. Os andares eram furados no meio, como num shopping, então ficava fácil de ver as coisas. Era realmente grande. Bem silencioso para ser uma loja de instrumentos musicais. Era tudo limpo e organizado nos mínimos detalhes. Não consigo acreditar que ele, o garoto mais popular da classe, pode ser tão quieto, tímido e culto. George jogou uma chave e John a pegou no ar. Ele abaixou o boné como "adeus" e foi embora, deixando só eu e John naquele lugar enorme.
John: Gosta de cantar?
Eu: Só no quarto. - rimos. - Sério, eu não sou boa nisso.
John: Por favor, vamos lá.
Eu: Talvez mais tarde. Okay?
John: Okay, né... - disse, se fingindo de triste. - Quer saber mais sobre os instrumentos daqui, então?
Eu: Ah, isso eu aceito! - disse, pegando na mão dele.
 John me mostrou praticamente todos os instrumentos que tinham lá, me contou as histórias de onde vinham e como eram feitos, me ensinou a tocar alguns instrumentos... Foi realmente fascinante.
 Já era quase 23hrs, então resolvemos que era hora de guardar os "brinquedos" e irmos embora.
Eu estava colocando meu casaco quando ele me parou.
John: Espere! Eu tenho uma surpresa pra você antes de irmos!
Eu: Ah, Meu Deus...
John: Coloque essa venda e me dá a mão.
 Obedeci. Subimos várias escadas, e comecei a sentir cheiro de velas. Ele me fez sentar em uma cadeira, sem ainda tirar a venda. Ele arrumou algumas coisas e disse "pode abrir". Quando abri os olhos, não acreditava no que via.
Duas poltronas para nós, uma mesa com queijo e vinho, luzes apagadas somente deixando as velas para iluminar, um coração de pelúcia ao lado da minha poltrona, e o John na outra poltrona com um violão na mão.
John: Eu ganhei esse violão do meu avô. Isso tudo era dele, e George era tipo o neto dele, antes de eu nascer. Eu resolvi fazer tudo isso porque te amo e, bem, acho que você merece. - ele sorriu. - Sirva-se, eu juro que não cozinho tão mal.
Eu: isso é só queijo faitiado, você não teve que cozinhar nada! - eu ri. Foi a única coisa que conseguiu sair da minha boca. Depois prossegui: - Isso tudo tá lindo, John. Tá perfeito. Está tão simples e ao mesmo tempo tão carinhoso... Era por isso que me deixava cedo em casa todos esses dias?!
John: É... eu ficava até umas 3hrs da manhã aqui, e depois dormia e acordava às 7 horas. Mas valeu a pena, não?
Eu: Claro que sim! Eu te amo! - disse, agarrando o coração do meu lado e abraçando-o.
John: Quer ouvir uma música? A aprendi especialmente pra você.
Eu: Claro!
 E, então, ele começou a tocar. O ritmo não era desconhecido. E, então, ele começou a cantar "they come and go, but they don't know that you're my beautiful" , e logo identifiquei a música dos Jonas Brothers. Eu sorri, feliz por ele saber que eu gosto dessa música e envergonhada por um menino saber tanto de mim. Ele me fazia feliz. Ele me fazia me sentir bem.
Ele fez um sinal com a cabeça, pedindo para eu cantar também. Eu sorri, e começamos a cantar juntos. Era mais de meia noite, estava tudo escuro, só eu e ele à luz de velas que logo acabariam, mas eu não ligava - eu me sentia infinitamente bem com ele.
"Eu não posso impedir a chuva de cair assim como não posso parar meu coração de chamá-la, ele está chamando você... Mas eu vou estar lá para sempre, (...) todas as nossas esperanças e nossos sonhos se realizarão. Não vou desapontá-la, eu estarei lá para você, até o fim dos tempos. Por favor, seja minha."

Aria's POV
Foi apenas uma semana normal.
Na terça fui com Annie no salão, na quarta teve a festa, na quinta fiquei de ressaca, na sexta peguei o meu trabalho que eu tinha pedido para um nerd fazer pra mim, no sábado Annie até me chamou para sair, mas eu preferi ficar em casa e sair de noite para ir na balada, o que achei bem melhor - peguei vários gatos e sambei na cara daquelas recalcadas de 5ª categoria. Nem sei como deixam entrar aquelas mendiguinhas na balada.
 No domingo, acordei umas 10 horas da manhã, o que eu considero tarde. Fiz o de sempre: minha máscara facial, enquanto faziam massagem em mim, e logo depois fui tomar banho de banheira. Depois de 10 minutos exatos de banho, Carla já estava no quarto com o café da manhã pronto na mesa da cozinha. Minha mãe e meu pai já comiam. Cheguei de roupão e toalha na cabeça.
Eu: Mas que raridade ter os dois à mesa comigo. Bom Dia.
Mãe: Só é raro você ver essa cena porque geralmente já saiu de casa ou já tá no computador, no domingo. Nós sempre estamos aqui no domingo.
Eu: Jura? Uau.
Pai: Para você ver como está viciada nessa tecnologia. - disse. Ele não era um bom exemplo, já que estava com um iPad ao seu lado na mesa, e um iPhone no bolso do paletó que vibrava de 5 em 5 minutos, mas resolvi ignorar.
 Comemos juntos, enquanto meus pais conversavam sobre o preço do dólar e outras coisas que eles, presidentes de empresas e homens de negócios, precisavam se atualizar. Eu só prestava atenção no que me interessava, como o quanto eles estavam ganhando por mês e para onde íamos viajar - eles à negócios, e eu por diversão.
 Liguei para Annie, animada.
*Ligação On*
... Alô?
Que voz de sono! Acabou de acordar?
Nem dormi...
Por que, meu doce?
A Karen veio pegar o Noah
ontem à noite... Foi horrível...
Ah Meu Deus, eu imagino! Por que não
me ligou?! Eu ia CORRENDO prai!
Minha cabeça tava tão cheia que eu
nem pensei nisso... O Haz e o Ian estavam
aqui, eles me apoiaram... Desculpa... 
Magina! Não precisa se desculpar, amore! Quer
que eu vá prai? Eu posso fazer algumas coisinhas
maras pra você ficar perfect amanhã.
Eu adoraria! Por favor, Aria.
Claro! Beijinhos!
*Ligação Off*
Eu peguei minhas coisas, dei um toque pros meus pais, e saí. Fui andando até a casa dela, o que não era tão difícil assim - mas só fazia isso quando era realmente importante, porque eu odeio caminhar.
Cheguei na casa dela, bati na porta e quem abriu foi um garoto alto e gato - Ian.
Eu: Oi Ian, vim visitar sua irmã. - disse, jogando um charme.
Ian: Lá em cima. - disse, apenas virando as costas.
Grosso. Vivia no fim do mundo, por isso é assim. Não sabe valorizar uma gostosa como eu, tsc tsc. Enfim, subi as escadas e achei minha amiga lá em cima, jogada num canto do quarto, ouvindo música triste.
Eu: Ei, lindona, levanta, temos muito à fazer pra amanhã estarmos divas!
Annie: Eu disse que aceitava mas acho que vou deixar passar, querida. Ah, meu Deus, eu tô muito mal...
Eu: Calma, amore... - disse, sentando do lado dela. - Sabe o que ajuda? Um kit de beleza! Vamos, se anime... (gif) Tudo vai ficar bem no final.
Nos abraçamos, e ela logo caiu no choro. Chorou por cerca de 10 minutos, e eu apenas a abraçando. Fiz ela levantar, retoquei umas coisinhas nela, e disse:
Eu: Ok, chega de choradeira, vamos logo fazer o que devemos!
 Saímos, de salto alto e vestidinhos, para comprar várias coisas e nos arrumarmos. Levei ela ao salão de beleza, onde fizeram cabelo, mãos e pés dela. Depois, passamos na farmácia e compramos alguns produtos de spa. Ficamos o resto da tarde andando - e comprando - por todas as lojas, o que deixou ela bem animada.
 Resolvemos jantar fora também. Avisamos Ian, o pai dela e meus pais, e ficamos comendo uma deliciosa comida japonesa de um dos restaurantes japoneses mais caros da cidade. Ela ama comida japonesa, então achei que foi uma boa escolha.
Voltamos para a casa dela, felizes, por volta das 23hrs.
Eu: Bom, acho que está na hora de eu ir, querida.
Annie: Já?!
Eu: Pois é querida, já é quase meia noite, eu preciso voltar para casa, e andando!
Annie: Magina! O Ian te leva! - ela disse.
 Chamamos o Ian, e graças à Deus o gato disse que levava sem problemas. Conversamos mais uns minutinhos no quarto dela, e então nos despedimos.
Annie: Foi ótimo tudo isso!
Eu: Eu sei, foi di-vi-no! Temos que fazer mais vezes! Amanhã não esquece que tem que acordar cedo, ok, mocinha??
Annie: Claro, Aria! - disse, rindo. - Obrigada por tudo isso, mais uma vez.
Eu: Não foi nada! Você merece! (gif)
E, então, entrei no carro com o gatinho e lá fomos nós para minha casa. Trabalho feito.

"Nós assinamos nossos cartões com as letras BFF, você tem um milhão de maneiras de me fazer rir, você olha por mim, você me protege, é muito bom ter você por perto. (...) Uma a verdadeira amiga"

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Oioi, pessoas!! Eu queria pedir umas desculpinhas por ficar tanto tempo sem postar, mas é que como sempre eu tive um bloqueio de escritor, + alguns probleminhas na família, + aniversário do 1D pra comemorar, + final de curso... Ufa! Mas agora tô livre - tirando o fato de que as aulas vão começar - e posso ir mais rápido. Peço perdão desde já caso eu atrase algum capítulo, mas Agosto é fim de trimestre na minha escola e eu  tenho provas! Enfim, espero que tenham gostado do capítulo, o final ficou meio chato, mas no próximo capítulo eu tento dar um suspense, ok??

DÁ PRA VCS FAZEREM O FAVOR DE MANDAR OPNIÕES/COMENTÁRIOS AQUI POR FAVOR?? É IMPORTANTE!

xoxo 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

REPAGINADA + AVISINHOS (por favor, leiam)

Oioi, amorecos!

Bom, acho que vocês perceberam que teve uma "pequena" mudança na página, como a cor azul, letras diferentes e folhas no novo Design. Eu espero que tenham gostado, porque eu achei que ficou bem fofinho :3
Eu também voltei ao jeito antigo de selecionar os capítulos, à esquerda, porque eu acho que fica mais fácil de você se localizar quando vê o nome do capítulo em vez de ver o dia em que foi postado, certo?
 Se vocês acharem que não ficou bom, que preferem o jeito antigo, podem comentar que eu volto! Afinal, meu trabalho é escrever e deixar vocês felizes, quem vê a página são vocês.

Agora, alguns avisinhos:

1º Eu peço por favor que leiam SEMPRE os meus comentários no final do capítulo (aquela parte depois do pontilhado) porque são anúncios que eu considero importante, como o motivo da demora dos capítulos e etc. 

OPINEM no ask.fm/CaahBarreto o que acham dos capítulos, o que acham da maneira como eu escrevo, o que acham dos gifs que eu coloco, o que acham das emoções dos capítulos, o que acham que deve mudar. É importantíssimo porque eu quero que vocês se identifiquem nas cenas e na escrita, e que amem, não só "curtam".

Aceito elogios. É sério, eu amo elogios, e amo quando recebo no meu email ou no meu ask mensagens de vocês dizendo "amei o último capítulo!" "você me incentivou a ler!" "leio com as minhas amigas" porque é prazeroso para um escritor - tanto um escritor amador como eu como um escritor profissional - receber esse tipo de mensagens, mensagens de incentivo. 

CHAMEM OS AMIGOS. Eu quero saber que tem 100 pessoas vendo minha fic, não só meia dúzia. É muito mais legal você comentar com suas amigas sobre a fic do que ficar lendo sozinha, não é? É tipo ver novela! 

Obrigada às 50 pessoas que estão me lendo e me mandando mensagens, e eu fui ver as estatísticas esses dias e vi que tinha 140 visualizações num capítulo. Vocês sabem o quanto eu amo isso??? Yaaay!! Obrigada!!

Só vou postar o próximo capítulo quando tiver 5 asks aqui . Até agora tem 2.

Entrem em contato se quiserem:
Twitter: @ddlfeat1d ou @IThinkItsCarol
e-mail: carolinabarreto2008@hotmail.com (sim, 2008)


obrigada pela paciência!! novos caminhos à vista!!

xoxo

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Cap. 8: Troublemaker, Freedom, I Love You

Annie's POV
"Ian ficou apenas me olhando, ele parecia me compreender. Eu sentia isso."

Ian: Seus pais provavelmente são iguais meu pai. Ele também nunca deu muita atenção para como estava me educando. Quando ficava irritado, tanto com minha mãe quanto com qualquer outra pessoa, ele começava a xingar e a bater em tudo. Eu ficava apavorado. Minha mãe que sempre me deu educação.
Eu: Pois é. Meus pais sempre brigam, ou brigavam, que seja. Minha mãe geralmente se exaltava mais, jogando coisas no chão e gritando alguns palavrões de vez em quando. Eu não queria que Ian crescesse ouvindo o que eu ouvi deles por pelo menos cinco anos. Meninos têm tendência de serem mais rebeldes do que meninas. Minha mãe às vezes pegava pesado, não parecia bem uma mãe.
Ian: Você, sem dúvidas, é mil vezes melhor do que ela. Olha só pra você! É magnífica!
Annie: Ah, que é isso! É meu dever cuidar de quem eu amo... Tipo você. Tipo o Noah.
Ian: Ele te ama de verdade. E tem um porquê muito óbvio! - disse, me olhando.- Você é perfeita.
Annie: Que nada, você que é! Forte, educado, brincalhão, charmoso, sensível, bonitão... - disse, dando um soquinho no ombro dele.
Ian: Ah, tá! Bonitão! Vem com essa!
Annie: Vai dizer que as meninas não caíam aos seus pés na sua cidade antiga?
Ian: Pra falar a verdade, você é a primeira menina que cai aos meus pés.
Annie: Eu não estou caída aos seus pés, eu estou deitada neles, é diferente! - disse, baixo.
 Nós rimos. Eu abracei ele mais forte. Noah apareceu na porta de casa, nos viu na grama e saiu correndo para nos abraçar. Nós três caíram na grama, rolando e se divertindo.
Annie: E aí, vamos entrar? O café vai gelar!
Ian: Ah, temos que comer? Eu já estou cheio só das nossas brincadeiras!
Annie: Fiz o café com todo amor e carinho pra você, assim como os Waffles! - disse, fazendo biquinho e tirando sarro dele.
Ian: Nesse caso.... Ok. Ok, vamos lá Noah!
Noah: Yeaaah!! Waffles com manos! - disse, saindo correndo.
Annie: Yeaah... Vamos lá, "mano"! (gif)
Levantamos e fomos seguindo Noah, de volta pra casa.
 Ian era um amor: educado, tímido, sincero mas do jeito certo, engraçado, e parecia gostar do Noah - o que era muito importante para mim.
 Comemos nosso café da manhã, felizes. Ajudei o Ian a tirar as coisas dele da mala e colocar no quarto de hóspedes, que era onde eu achava que ele ia ficar - já que eu definitivamente não ia dividir meu quarto com ele. Nem com o Noah eu dividia, imagine com ele! Ian disse que ia fazer uma caminhada pelo quarteirão, e eu fui ajudar Noah a separar as coisas pra tomar seu banho.
Todos oscupados, só eu sem fazer nada, aproveitei pra ver quanto dinheiro tinha na Caixa Das Emergências, para nós almoçarmos, e mais uma surpresa: nada. Só um bilhete da minha mãe dizendo "peguei tudo que era meu por DIREITO". Beleza né? Fui obrigada a pegar minhas economias mesmo - ou seja, meu cartão de crédito querido.
 Peguei meu carro e lá fomos nós para o Leisure. Eu e Noah mostramos todo o Shopping para o Ian, e Noah ficou me enchendo o saco dizendo que queria - e queria muito - ir ao Good Taste depois do almoço. Eu nem pensei em contrariá-lo, já que eu amo esse lugar.
Paramos na praça de alimentação do Shopping, e deixei Ian ir buscar a comida com o Noah primeiro, enquanto eu guardava a mesa. Olhei para o lado, e quem estava logo umas 5 mesas atrás de mim?
 Zayn e Harry. Digo, Zayn, Harry e mil paparazzis. Revirei os olhos, com raiva dos paparazzis. Os dois tentavam sentar mas mal viam a mesa com tantos flashes na cara deles. Harry sussurou algo no ouvido de Zayn, que assentiu com a cabeça. Os dois saíram correndo por uma fresta entre a parede de paparazzis, correndo em direção às lojas. Eles se separaram, entrando cada um em uma loja - as duas maiores lojas do shopping. Eu já sabia o que eles iam fazer porque eu convivia com eles antigamente: comprar algumas coisas para se despistarem, irem no banheiro da loja, colocarem a barbicha ou o bigode falso que traziam na bolsa, e virariam outras pessoas, completamente diferentes. Vocês ficariam abismados em quanto eles são bons nisso.
Um dos paparazzis olhou para mim, sentada sozinha na mesa, olhando o celular, e chegou gritando:
Paparazzi 1: Ei! Você não é Lannie, a namorada secreta do Harry Styles?!
Paparazzi 2: Sim! É ela mesma! A suposta namorada do Harry! Veio encontrar ele aqui?
Paparazzi 1: Está falando com ele por mensagem?
Paparazzi 3: Para onde seu namorado foi, garota??
Eu: Ei! Saiam daqui! - disse, balançando os braços. - Eu não namoro o Harry Styles, quantas vezes eu já disse isso?! E meu nome é ANNIE!
Paparazzi 1: Ele que mandou você dizer isso?
Paparazzi 3: Vamos, não seja tímida!
Eu: Vá se fuder. - disse, baixinho. O cara fez uma careta, o que provou que só ele tinha ouvido. Aumentei minha voz novamente. - Olhem, enquanto têm... 7 paparazzis em volta de mim - disse, contando -, Harry e Zayn podem ter saído das lojas e vocês nem viram! Eu só estou vendo as fotos que tirei do meu irmão! Eu não estou sozinha!
Paparazzi 2: Claro que não, não é mesmo? Harry está a sua espera!
Ian: Hã, quem são eles, Annie?
 Todos os paparazzis se viraram para ele e Noah, que chegavam com suas bandejas.
Eu: Irritantes quebradores de privacidade de gente inocente! - virei-me novamente para eles. - SAIAM DAQUI, MAS QUE SACO!
Noah: Ah, eles são piradazos, né??
Eu: Paparazzis, cabeção.
Paparazzi 3: Quem são eles, Annie?? Qual deles é seu irmão??
Paparazzi 1: Harry sabe que anda saindo com um garanhão??
Ian: Quem? Eu?!
 Foi aí que ei tive a ideia.
Eu: Ah, sim! Esse é meu verdadeiro namorado! Harry Styles não é meu namorado! Eu só conheci ele e conversamos por um tempo! Ele estar aqui foi uma coincidência e eu nunca namorei Harry Styles.
Ian: Hã? Harry Styles?
Paparazzi 1: Anda escondendo coisas de seu namoradinho Annie?
Paparazzi 2: Harry é seu amante?
Eu: Babacas, se nem meu namorado sabe nada sobre Harry Styles, é porque eu não estive com Harry Styles pelo menos nos últimos 5 meses, que é o tempo que estou com meu namorado, né amor? - disse, me virando pra Ian. Graças à Deus ele entendeu a deixa.
Ian: Ah, sim, querida. Sente-se Noah. E caiam fora daqui, por favor. Queremos almoçar - disse, empurrando alguns paparazzis com o ombro e colocando finalmente sua bandeja na mesa. Ele se sentou ao meu lado e deu um beijo na minha bochecha, e eu, por parte da encenação, sorri.
 Noah parecia não entender nada, mas, por um milagre, ele ficou quieto comendo. Começamos a bater papo enquanto os jornalistas se afastavam, e eu sussurrei um "Obrigada" perto do ouvido de Ian, que sorriu e respondeu baixinho "Está me devendo uma", e eu ri. Depois de pegar minha comida, enquanto explicava ao Noah que eu e Ian não éramos namorados de verdade, eu olhei um pouco acima da cabeça dele e vi algo: um homem com cara de ladrão, olhando para nós. Estreitei os olhos e vi quem realmente era: Harry. Um Harry bravo, encapuzado, de jeans rasgadas e uma barba rala. Ele tinha lágrimas escorrendo pelo rosto. Zayn assobiou para ele do outro lado do shopping, indicando a escada rolante. Harry deu uma última olhada para nós, e desceu.
Noah: Annie? - disse Noah, me tirando do desvaneio.
Eu: O quê?
Noah: Você parou sua frase na metade.
Eu: Ah, você já entendeu, né?
Noah: Na verdade n...
Eu: Ótimo - cortei. - Ian, por que não pede para Noah te levar até Good Taste? Eu já vou.
Ian: Aonde vai?
Eu: Encontrar uma pessoa. É rápido, juro. - disse, me levantando e pegando minha bolsa.
Ian: Mas você nem terminou de comer!
Eu: Embala pra viagem! - gritei, já correndo até a escada rolante.
 Não havia se passado nem 2 minutos de que os dois tinham descido, e a saída do shopping era longe dali. Eles não podiam ter ido embora, ainda.
Desci correndo as escadas rolantes, atropelando quem estava na minha frente e ouvindo alguns xingamentos vindo de trás. Olhei para todos os lados e ouvi uma menina dizendo "Eu juro que o cara tinha a feição do Harry Styles". Segui pela direita, de onde a menina havia vindo. De repente, olhei para fora do shopping, nos bancos da rua, e lá estavam os dois, disfarçados, conversando. Harry tinha as mãos no rosto, apoiando os cotovelos nas pernas; Zayn passava a mão nas costas de Harry e dizia algumas palavras.
Assim que saí do shopping, parei de correr. Andei até a linha de pedestres mais próxima e atravessei a avenida. Fiquei a poucos metros de distância dos dois, e fui chegando mais devagar, para eles não me verem tão cedo. Quando estava há menos de meio metro do banco deles, resolvi parar. Parei ao lado do banco deles, mas como os dois estavam de cabeça baixa, não me viram. Tomei coragem - porque nunca fui forte vendo o Harry chorar - e disse:
Eu: Oi - sorri fraco. Os dois olharam para mim.
Zayn: Oi. - disse Zayn, sorrindo. Ele olhou de volta para Harry e deu um cutuque. Harry apenas esfregou mais as mãos no rosto.
Eu: O que houve, Harry? - sem resposta. Zayn apenas olhou para mim, e voltou a fitar o chão. - Harry. - o cutuquei. - Harry, me responde!
Harry: Sai. - disse, com uma voz rouca e grossa. Digo, mais rouca e grossa do que o normal.
Eu: Se você não falar direito comigo, eu vou chamar os babacas daqueles paparazzis e dizer que achei os One Direction. 1... 2...
Zayn: Annie - disse Zayn, com um tom de voz triste, mas calmo. - Ele só não tá bem. Não força a barra. Deixa ele.
Eu: Mas eu gosto del... de vocês - corrigi o mais rápido possível. - Eu quero ajudar.
Zayn: Se quer ajudar... Saia. Mais tarde vocês conversam. Por favor.
 Aquilo soou estranho - e doloroso - para mim. Mas eu não tinha mais nada a fazer - eu não ia mesmo chamar os paparazzis, nem o surrar até ele falar algo. Olhei mais uma vez para Harry, que nem sequer tinha tirado as mãos do rosto.
Eu: Eu te amo. - disse, baixo em seu ouvido.
 E, então, me virei indo em direção ao Good Taste.
Mas eu não ia esquecer isso.
"Por que isso é tão bom, porém tão mal? Minha mente continua dizendo "corra o mais rápido que puder". Eu digo que chega, mas você me puxa de volta! Eu juro que você está me dando um ataque cardíaco"
Aria's POV
A festa de sexta foi remarcada para quarta, sem motivo aparente. Decidi sair para comprar meu modelito, e marcar minha ida ao salão na terça. Como já era segunda, eu tinha que me apressar, não é mesmo?! Mesmo com semana de feriado, eu não posso ficar parada.
Comprei vestidos, t-shirts, calças e shorts jeans. Comprei também várias sandálias e saltos. Comprei umas bolsas para combinarem com os vestidos, e aproveitei e comprei também perfumes e maquiagens. Eu tinha que arrasar naquela festa. Mostrar que sou poderosa com ou sem Brad. Eu podia suportar essa dorzinha por uma noite, certo? Eu podia fingir por só mais uma noite, certo? Certo, eu podia.
Recebi uma mensagem: Lottie. "Preciso da sua ajuda", dizia a mensagem. "Claro que precisa! Já já tô passando aí p/ te pegar e irmos fazer suas compras!", respondi. "Não", ela respondeu. "Eu preciso da sua ajuda pra me livrar disso. Dessas coisas materiais estúpidas.". Eu parei no meio da calçada, fazendo um velho trombar em mim. Ele disse alguma coisa, mas nem me liguei. Eu estava em transe. COMO ASSIM "coisas materiais estúpidas"?!?! Ela quer sair andando pelada por aí?! Quer sair andando careca por aí?! Acho que não, né?! Espero que não! "WTF?!", respondi. "Estúpida é essa sua doidice! Coisas materiais sao importantes!". "Nao qdo nao se importam com oq tem", ela respondeu. Ela parecia estar falando sério, e isso estava me desesperando. "Oq quer dizer?"
"Falei com o John. Ele disse qe ficou impressionado com a minha atitude e nao me quer mais, poq oq eu fiz foi horrível!! Sim, ele está exagerando, mas ele acha que eu só ligo pras coisas materiais!"
"MINTA!", repondi. "Finja que nao se importa, mas continue comprando! Continue usando! Continue se apoderando! Continue se maquiando, mesmo que seja uma coisa neutra, pra ver ele! Ele nao precisa te ver de vdd"
"Pse, mas eu tive um sonho. Eu quase morria. Mas ele, já morto e em forma de anjo, dizia que me amava de qualquer jeito. Aquilo mexeu comigo. Eu nao quero mais fazer isso!"
"Nao quer fazer mais isso O QUÊ? Nao quer mais poder? Nao quer mais ser popular? Nao quer mais todo mundo caindo aos seus pes? Nao quer mais festas? Quer voltar a ser aquela bicha feia e nerd?"
"Se ele voltar a me amar, sim."
 Eu não acreditava no que estava lendo. Ela é tão imprevisível! Tão incontrolável! Arg! Eu sempre suportei ela, pela Annie, mas agora não dava mais: ela mesma estava se tirando do grupo. Ela mesma assumia que queria voltar a ser aquela zero à esquerda que era dois anos atrás.
"Entao eu nao tenho nada a fazer a nao ser te dizer tchau. Tchaaau"
"Espera, quê?? Ta me tirando do grupo??"
"Voce mesma ta se tirando do grupo, Charlotte. Voce mesma disse que quer voltar a sua época de 8º ano"
"Pensei que ia me ajudar a ficar bonita ao natural! pensei que ia me apoiar, nao me jogar fora!"
"Querida, entenda: as duas unicas pessoas no Mundo que conseguem ficar bonitas sem maquiagem somos Eu e a Megan Fox. Voce nao sou eu. Voce tambem nao é a Megan Fox. Entao eu nao posso fazer milagre. Se voce quer viver sem as coisas materiais e boas da vida, viva. Mas nao me mete nessa furada. E a Annie fica comigo."
 Ela demorou cerca de 5 minutos pra responder. Aproveitei e sentei num banco da calçada, e mandei SMS pedindo para nosso táxi vir me pegar e me levar de volta pra casa. Enfim, ela disse:
"Seja uma boa melhor amiga e diga que está brincando comigo!!"
"Entao acho que nao sou - ou nunca fui - sua melhor amiga. Sinto muito. Adeus, Charlotte."
E foi assim que a excluí de meus contatos do Whatsapp, do próprio celular, do Skype, do Facebook, dei unf nela no Twitter e no Instagram, e assim vai. Eu, na verdade, só sentia muito pelo dinheiro que gastei com aquela guria, porque eu sabia que ela não aguentaria a pressão desde o primeiro momento, mas a Annie disse "ela é como uma irmã pra mim, deixe-a ficar, dê uma chance e blá blá blá". Droga. Annie com certeza ficaria um pouco brava/chateada comigo, mas nada que chocolate e um filme não resolvam. Eu taco vodka na garganta dela e ela logo esquece que me odeia. Simples assim - esse é o poder do dinheiro, o poder das coisas materiais que ela considera "estúpidas". É só saber usar.
 O táxi chegou, eu entrei nele, e liguei para Annie.
*Ligação On*
Alô?
Annie, meu amor, sua amiga-irmã surtou.
Espera 1 minuto que tô entrando em casa.
Ok, então se arruma aí e daqui 10mins eu
 chego em casa e a gente liga o FaceTime.
Ok, beijos.
*Ligação Off*
Assim que cheguei em casa, larguei as compras na porta de entrada e mandei nossa arrumadeira levar tudo lá pra cima. Subi as escadas correndo e me joguei na cama. Liguei o FaceTime com a Annie.
Eu: Oie!
Annie: Oi! Como assim, minha amiga-irmã surtou? Lottie?
Eu: É! Ela é uma traidora! E eu te avisei isso desde o começo!
Annie: Como assim traidora? O que ela fez? Começo de quê?! Vai com calma!
Eu: Ela disse que coisas materiais são estúpidas e quis trocar eu, você e toda a mordomia que ela tinha pra voltar a ser uma nada, só pelo moleque que ela gosta. Mas não vai adiantar, porque ele também se importa com a beleza superficial, mesmo sem demonstrar tanto. Isso não vai funcionar, e eu disse isso pra ela! Mas ela não ouviu, ela me xingou, ela desistiu de nós com uma facilidade que é típica de fracotes!
Annie: Ela... Disse com a própria boca que não nos queria mais?
Eu: Disse! Disse que estava saindo do nosso grupo, e que éramos escrotas!
Annie: Eu... Não acredito nisso.
Eu: Pois acredito, Annita. Pois bem, exclua ela de todas as redes sociais, tira ela dos seus contatos e da sua mente. Esquece. Ela não volta mais, nem que a gente arraste.
Annie: Eu vou ter que perder todo o meu contato com ela? Toda a minha amizade?
Eu: Prefere perder a amizade de uma menina que desistiu de você em 5 minutos, ou de quem está aqui por você e aturou ela por você e te oferece esse mundo perfeito?
Annie: Eu... Ela... Hã...
Eu: Sabe que Harry Styles só vai poder te namorar se for conhecida, certo?
Annie: Harry Styles?! Q-Quem aqui tá falando dele?! Sai!
Eu: Ahã, sei, até parece que você não é caidinha por ele!
Annie: Não vem ao caso agora! - ela disse, e eu ri. - Tá. Tá legal. Você tá certa. Nosso mundo precisa de nós, pena que ela não entende isso.
Eu: Exatamente! - eu disse, confiante e feliz por ela estar do meu lado. Mas pude ver uma tristeza no rosto dela, assim que ela o abaixou. - Ei, Princesa Gostosa, levanta a cabeça. Não fique triste. Ela não nos merece. Ela não merece tudo isso. A culpa é toda dela, não sua. Não se sinta mal pelo que fez e pelo que vai fazer. Ok?
Annie: Ok. - disse, levantando o rosto e dando um sorriso, meio falso. - E gostei do "Princesa Gostosa".
Eu: Gostou? Essa é nova! - nós rimos. - Ok, vou desligar que vou fazer minha agenda no salão de beleza pra amanhã. Vai na festa quarta, né?
Annie: Claro que sim!
Eu: Ótimo! Quer que eu faça reserva pra você também?
Annie: Eu adoraria, minha gata!
Eu: Tudo bem, eu farei.
Annie: Obrigada!! Beijos!
Eu: Beijos!

É, tudo correu bem. Ela estava do lado certo, afinal. Ela estava do meu lado. E eu sei o que faço.
"99% deles são 'ninguéns'. Garotas agindo come se estivessem arrasando, OK. Quando vou conferir, não são de nada! Esses caras são falsos e oportunistas, eles gastam o último centavo para dizer que têm as novidades."

Lottie's POV
Eu não acreditava no que havia acontecido. Aria me ignorou, assim, como se não fosse nada! Me tirou do grupo! Eu fiz isso por amor, mas pensei que ela entenderia e me ajudaria! Arg, mas que raiva! Se eu tivesse uma arma, é certeza de que eu já estaria na casa dela pronta para atirar! Eu não acredito! Como ela pôde fazer isso comigo?! Como?! Tipo, eu sei que ela não me curtia muito, mas me botar pra fora do grupo?!
 Resolvi mandar mensagens para a Annie.
"Annie, preciso falar contigo!"
 Depois de 5 minutos, ela respondeu:
"Desculpa, o nº não tá cadastrado, quem é?"
"Lottie! Como assim, meu nº não tá cadastrado?? Trocou de cll?"
"Ah, oi Lottie! Não, não troquei... Diga, o que quer?"
"Ok né... Aria quer me botar pra fora do grupo!! Dá pra vc flr com ela pfv??"
"Então, Lottie... Tipo... Eu concordo com ela."
 Eu não sabia se ria ou se chorava. Ela tava mesmo falando sério?!
"Vc tá brincando, né? Tá me trocando pela Aria?!"
"Vc não tá trocando agnt pelo John?! Então, eu tenho o direito de escolher um lado tbm!"
"É diferente! Eu o amo!"
"Ah, então vc não me ama?! Prefere ele, que te obriga a mudar, do que eu e a Aria e esse mundo perfeito que te oferecem?!"
"É complicado, Annie! Mas não importa o que eu escolho, o que importa é que eu pensei que estaria do meu lado!"
"Eu estou do lado do que me faz bem, Charlotte."
"NÃO ME CHAMA DE CHARLOTTE, VOCÊ SABE QUE EU ODEIO QUANDO ME CHAMAM ASSIM!"
"Olha, eu não posso sacrificar meu lugar, minha fama, meu poder, meus amigos, minhas festas, minhas homenagens, meu amor só porque você fez uma escolha diferente da minha. Quer seguir esse caminho? O caminho louco e sombrio dos perdedores? Ótimo, siga. Mas siga sozinha."
Eu não sabia o que escrever. Eu estava chorando. Eu estava perdendo minha melhor amiga de infância pra uma vadia que brotou nas nossas vidas depois de uns 3 ou 4 anos que eu a conhecia. Eu estava perdendo tudo. Então, respirei fundo, tentando não deixar minhas lágrimas caírem no celular, e digitei:
"Era para você ser minha melhor amiga, melhores amigas não fazem isso umas com as outras."
E, depois de 5 minutos, ela respondeu:
"Então talvez não sejamos melhores amigas. Talvez nós nunca tivemos sido melhores amigas. Me perdoe, mas você que fez as coisas ficarem assim, Charlotte. Tchauzinho, e diga um 'olá' para o John por mim"
 E ela fez QUESTÃO de colocar o Charlotte em itálico, só para me dar mais raiva. "e diga um 'olá' para o John por mim" ela estava com ciúmes? É isso? Eu não acredito. Realmente não acredito que ela estava com ciúmes.
Eu: Você é inacreditável, vadia. - falei sozinha, olhando para a tela do iPhone.
Essas vadias são inacreditáveis. E eu não consigo entender como eu amei elas por tanto tempo.

Passaram-se horas. Eu não havia me mexido ainda. Eu estava padecendo. Era estranho, pois há pouco tempo, eu conseguia tocar às nuvens. Eu perdi o fôlego e o riso. Minha voz não emitia som. Meus olhos estavam cansados e meu corpo machucado. Eu estava com medo. Eu gritava, mas eu não estava mais ali. Estava sentindo minhas forças indo embora, estava sentindo várias pessoas me abandonando. Sabe o que é pior? Se sentir vazia. E eu não queria me sentir assim. Eu não ia permitir isso à mim mesma. Agora que já fudi com tudo, pelo menos meu amor eu quero de volta!
 Era quase meia noite, mas eu não me importava. Eu não me importava em estar frio lá fora, porque eu já estava congelando por dentro. Eu não me importava se meus pais ficassem bravos comigo, porque eu já estava brava comigo mesma. Eu não me importava do que os outros pensariam de mim agora, porque nem eu sabia o que pensar. Eu só tinha uma certeza: eu o amava.
 Peguei meu casaco, meu cachecol, minhas luvas, botei tudo e saí correndo. Sem medo de me resfriar, sem medo de me machucar, sem medo de me arrepender. Eu estava feliz em gastar minhas últimas forças correndo para ele, por ele.
 Cheguei na casa dele cerca de 10 minutos depois, pois era muito longe. Eu estava exausta. Eu nunca havia corrido tanto em minha vida. Mas não suava, pois estava frio. Também não me sentia cansada por dentro, só no meu físico. Mas minha área mental, só de saber que ele estava assim tão perto, já havia sido posta no lugar. Olhei para cima e sua janela estava acesa. Ele lia em sua cama, dava para ver. Tentei me lembrar o que ele havia me dito que estava lendo. Pensei, pensei, e finalmente lembrei que era A Culpa É Das Estrelas. Eu havia lido esse livro umas 3 vezes. Eu amava esse livro, amava o jeito como ele retratava as coisas.
Eu não podia entrar pela porta da frente, pois iam me barrar. John não queria me ver, então teria que entrar sorrateiramente. Por mais que eu tivesse vivido anos com aquelas frescas, eu ainda sabia ser "molequinha". Observei a árvore que ele sempre reclamava que tinha galhos batendo na sua varanda, e pensei em algo.
Eu: Perigoso demais. - pensei comigo mesma, em voz baixa. - Mas já vim até aqui, não é? Minha vida está lá em cima, então subindo e caindo ou ficando, vou estar perdendo minha vida.
 Cheguei perto da árvore. A sorte é que ela tinha muitos buracos e galhos. E o azar, é que ela tinha muitos buracos e galhos, e eu morria de medo e bichos gosmentos, e estava de noite, e eu não conseguia ver nada. Mas que seja. Fui no tato, encostei no primeiro buraco, agradeci por estar com minhas luvas de couro, e comecei a subir. Continuei subindo e subindo, até chegar mais no topo. Faltavam só uns 2 ou 3 galhos para eu conseguir pular na varanda. Fui encostar em um galho para me firmar, mas ele quebrou e caiu. Por sorte, havia um buraco perto e coloquei minha mão lá. Tentei subir mais, sem buracos mesmo, mas o tronco era liso demais. Eu estava sem onde colocar mãos e pés, até que achei um galho mais alto. Me esforcei o máximo que pude, mas só dois dedos alcançaram o galho. "Não, por favor, não", pensei. "Não posso parar agora."  Então, vi uma luz no meio das folhas do topo da árvore: a lua. A lua cheia, brilhante, parecia bem perto de mim. Eu podia quase tocá-la, eu podia quase ouvi-la brilhando, fazendo *plim* *plim* *plim*. Quando eu olhei diretamente pra ela, eu ouvi algo como "Você consegue.", e, do nada, senti forças me revigorando. E eu dei um pulo enorme, que fez meu tronco inteiro pular para cima daquele galho alto, que por incrível que pareça, era forte o suficiente pra isso. Coloquei meus pés num galho mais abaixo, ficando de pé na árvore, e depois pulei para a varanda. Eu fiz barulho, mas ele estava com o som alto numa música calma, e deve ter pensado ser apenas os galhos novamente, porque a cortina fez a sombra dele levantando a cabeça, olhando para a janela, e abaixando a cabeça novamente.
 A janela estava aberta como se ele estivesse à minha espera - exatamente na minha proporção, coberta pelas cortinas. Eu respirei fundo, e entrei, afastando as cortinas da janela. Mesmo vendo a cara de assustado dele, eu sorri calmamente.
John: C-Como... Entrou aqui? V-Voc... E-Eu... Anjo?
Eu: Não! - eu ri fraco. - Eu subi pela árvore.
John: Como conseguiu fazer isso?! Quebrei uma perna tentando fazer isso uma vez!
Eu: Eu sei lá... - olhei para o céu, com a lua brilhando. - ... Tive uma ajuda.
 Ele se levantou da cama, já indo até mim com uma postura rude, como se fosse me mandar descer pela árvore novamente. Então me apressei em dizer.
Eu: Ainda está lendo A Culpa É Das Estrelas? - disse, e ele se virou olhando pra o livro na cama. - É mesmo um livro impressionante. Em que parte está?
John: Eu já terminei e estou relendo. Mas Lottie...
Eu: Ah! - eu peguei o livro da cama. - Eu também reli o livro! Que perfeito! Eu realmente amo esse livro. - disse, colocando-o onde estava.
John: Lottie, o que...
Eu: Ah, tem uma parte que eu realmente amo. - disse, cortando-o. Eu não queria dar para ele a chance de me expulsar. - É logo numa das primeiras páginas: "Eu estou apaixonado por você e não quero me negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você.". - eu já estava com os olhos mareados à esse ponto, e via que ele também se encontrava desconcertado, mas eu precisava terminar. - É lindo, não? Eu acho que eu realmente amo essa parte, porque eu nunca vi algo que parecesse tão lógico, profundo e verdadeiro relacionado ao amor. Eu sempre acho esses textos amorosos uma babaquice, mas esse livro mostra que o amor não é tão sem-sentido quanto nós imaginamos. Ele pode ter sentido, sim. Você escolhe amar a pessoa, sim. Você escolhe seguir com ela. E eu escolhi você. Mas o livro não ensina desgostar, não é mesmo? Se não, Hayzel não continuaria amando o Gus mesmo depois de morrer. Era só ela dizer "chega", que o amor desaparecia, e ela não sofreria pela morte dele, não é? Mas não, ela continua o amando, porque ela quis amá-lo desde o primeiro momento, e ela ainda quer amá-lo, mesmo depois do último momento deles juntos. E eu acho que eu posso ser a Hayzel. E eu quero que você seja meu Augustus. Digo, sem a parte do câncer. claro. Mas eu te amo, com a mesma intensidade que a Hayzel amou o Gus, e eu só consigo ver a lógica da vida quando estou contigo. (gif) Porque eu amo você.
Eu olhei para ele, e ele também chorava. Só uma lágrima solitária no rosto, mas já bastou para eu sorrir e me sentir bem. Ele veio até mim, andando calmamente. Então, finalmente, me beijou. O beio mais gostoso que eu já dei em toda a minha vida. O beijo mais apaixonado e carinhoso. O beijo mais perfeito que eu já dei em toda a minha vida. Nos beijamos, lá na varanda, e começamos a andar enquanto nos beijávamos. Parávamos para pegar fôlego e eu aproveitava para perguntar:
Eu: Você me perdoa?
John: Claro.
Eu: Você me ama?
John: Demais.
Eu: Você tá chorando ainda?
John: Eu nem chorei!
Eu: Chorou sim que eu vi.
John: Isso é segredo, ok? - *voltamos ao beijo*
 Até que, de repente, eu caí na cama. Ele caiu em cima de mim. Ainda nos beijávamos. Até que ele parou de me beijar, olhou no fundo dos meus olhos e disse:
John: Eu quero perder minha virgindade com você. Esta noite.
 Eu olhei para ele, com os olhos brilhando em cima de mim, e sua boca sexy vermelha de tanta pressão nela nos últimos 5 minutos. Eu não sabia o que responder. Eu também era virgem, e sinceramente não tinha pensado nesse momento até agora. Quando eu vi, já havia soltado com um sorriso:
Eu: Então, perderemos nossa virgindade essa noite.
 Ele sorriu, e começamos.
E, assim, chegamos juntos ao ápice, provavelmente umas 4 horas da manhã. Deitamos juntos em sua cama de casal, e estávamos exaustos. Ele me beijou, e a última coisa que ouvi antes de adormecer foi "Eu te amo também, nunca se esqueça disso."
"Eu gosto do seu sorriso, eu gosto da sua energia, eu gosto do seu estilo, mas não é por isso que eu te amo (...) É você, só você, o motivo pelo qual te amo é tudo isso pelo que passamos. E é por isso que eu te amo"
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Desculpem a demora (como sempre)
Eu voltei de viagem na 4ª de noite, e quando fui começar a escrever na quinta, percebi que estava com bloqueio de escritor!!! Isso é realmente uma merda. Mas esqueçam isso por ora.
Espero que tenham gostado do cap, ele ficou um pouco menor do que os outros, mas achei que tinha bastante conteúdo nas entrelinhas, não é mesmo? E capítulo meu que não tem no mínimo uma insinuação básica não é meu capítulo kkk, eu adoro escrever assim :9
Eu quero que deixem suas opiniões e sugestões aqui para eu poder continuar escrevendo o que agrada vocês! Querem que Lottie continue com John? Aria merece uma vingança? E a -A? E Annie, como fica com Harry? Respondam. Opinem. Desta vez, só vou postar o próx. capítulo quando tiver pelo menos 5 asks no link. Porque quero que vocês participem e me ajudem.
Bom, é isso, espero que tenham gostado, sigam no @ddlfeat1d e/ou @IThinkItsCarol, geralmente eu tô tweetando algum spoiler ou uma notícia sobre a fic (por ex, ontem eu avisei que estava acabando o capítulo no @IThinkItsCarol).
XOXO