Eu acordei deitada ao lado de John. Diferente do dia na minha casa, estávamos na mesma cama, juntos, abraçados, e pelados. Eu dei mais umas piscadas, para ver se era mesmo realidade, e sim, era. Levantei meu tronco devagar, depois virei as pernas para fora da cama e coloquei meus pés no chinelo de John. Levantei, dei uma arrumada no meu cabelo, e olhei o relógio: dez horas da manhã. Só tive 6 horas de sono, mas não me importava. Enrolei o casaco dele em mim, e fui até a porta. A abri devagar, olhando para os lados, mas graças à Deus ou estavam todos dormindo ou todos tinham saído, mas enfim, só eu estava acordada. Andei até a janela, fiquei olhando a paisagem da cidade, só com o casaco dele. Eu estava com frio, e eu não fazia a mínima ideia de onde estava minhas roupas - sem dizer que estava muito calor para eu ficar de pijama, luvas de couro e cachecol. Então, simplesmente abri o armário dele, peguei uma blusa, e dei meu jeito:

Fiquei sentada na cama dele, lendo A Culpa É Das Estrelas, e de repente senti um beijo no meu pescoço.
John: Bom dia, amor.
Eu: Bom dia, querido.
John: Que horas são?
Eu: Umas nove horas.
John: Tá cedo, vem cá, volta a dormir...
Eu: Não, eu preciso voltar para casa, querido! Meus pais nem sabem que eu saí!
John: Mas você não pode ficar mais um pouco?
Eu: Meus pais devem estar chamando a polícia essa hora. - eu ri fraco.
John: Não me deixa. Sério, não foge.
Eu: Eu não vou fugir, só vou pra cas...
John: Eu não tô falando disso - ele me cortou. - Eu quero que você não fuja, não me abandone, esteja aqui comigo quando eu precisar. Eu... - ele suspirou. - Eu tinha uma melhor amiga. Ela era do interior, eu a conhecia desde pequeno, e eu a via pessoalmente duas vezes por ano quando eu ia para a casa de praia da minha família, nos Estados Unidos. Mas conversávamos sempre por SMS e Skype... Enfim, ela me prometeu que nunca ia me abandonar, mas teve um dia que ela não entrou no face, e nem me mandou SMS. Isso durou uma semana. Eu pensei que ela tinha morrido, mas não: ela havia arrumado um namorado e ido fazer intercâmbio em Austrália, com ele! E me esquecido! Me abandonado! Não fala comigo até hoje, e essa história é de 2 anos atrás! E eu gostava dela! - ele parou de falar de repente, limitando-se a voltar a deitar na cama. Ele suspirou e prosseguiu: - Eu te amo mil vezes mais do que eu amava ela, então se você me deixar, eu vou ficar mil vezes pior do que eu fiquei. Então, por favor, demonstre que me ame. Fique comigo até o fim.
Eu não conseguia fazer nada. Eu não sabia fazer nada. Então, eu apenas sorri e dei a mão para ele, deitado. Eu, que já estava sentada na cama olhando para ele, sentei mais por cima dele. Olhei dentro de seus olhos e disse:
Eu: Você não tem noção do quanto eu te amo. Você não tem noção do quanto eu já fiz pra você, e também não tem noção do quanto eu faria e ainda farei por você. Não tenha medo, eu juro que eu não vou te desapontar, eu juro que eu não vou te deixar, eu juro que eu te amo demais.
John: Eu também te amo demais.
Eu: Nunca se esqueça disso, ok?
John: Ok, amor.
Eu: Ótimo. (gif)
John: Mas você não pode ficar mais um pouco?
Eu: Meus pais devem estar chamando a polícia essa hora. - eu ri fraco.
John: Não me deixa. Sério, não foge.
Eu: Eu não vou fugir, só vou pra cas...
John: Eu não tô falando disso - ele me cortou. - Eu quero que você não fuja, não me abandone, esteja aqui comigo quando eu precisar. Eu... - ele suspirou. - Eu tinha uma melhor amiga. Ela era do interior, eu a conhecia desde pequeno, e eu a via pessoalmente duas vezes por ano quando eu ia para a casa de praia da minha família, nos Estados Unidos. Mas conversávamos sempre por SMS e Skype... Enfim, ela me prometeu que nunca ia me abandonar, mas teve um dia que ela não entrou no face, e nem me mandou SMS. Isso durou uma semana. Eu pensei que ela tinha morrido, mas não: ela havia arrumado um namorado e ido fazer intercâmbio em Austrália, com ele! E me esquecido! Me abandonado! Não fala comigo até hoje, e essa história é de 2 anos atrás! E eu gostava dela! - ele parou de falar de repente, limitando-se a voltar a deitar na cama. Ele suspirou e prosseguiu: - Eu te amo mil vezes mais do que eu amava ela, então se você me deixar, eu vou ficar mil vezes pior do que eu fiquei. Então, por favor, demonstre que me ame. Fique comigo até o fim.
Eu não conseguia fazer nada. Eu não sabia fazer nada. Então, eu apenas sorri e dei a mão para ele, deitado. Eu, que já estava sentada na cama olhando para ele, sentei mais por cima dele. Olhei dentro de seus olhos e disse:
Eu: Você não tem noção do quanto eu te amo. Você não tem noção do quanto eu já fiz pra você, e também não tem noção do quanto eu faria e ainda farei por você. Não tenha medo, eu juro que eu não vou te desapontar, eu juro que eu não vou te deixar, eu juro que eu te amo demais.
John: Eu também te amo demais.
Eu: Nunca se esqueça disso, ok?
John: Ok, amor.
Eu: Ótimo. (gif)
Ele deu um sorriso perfeito para mim, e aí, eu desci as escadarias novamente. Com meu vestido-camisa, meu sobretudo, e uma bolsa pequena da mãe dele com minhas luvas, meu cachecol e etc., fui para minha casa correndo novamente.
Cheguei lá exausta, encostando a porta devagar porque era cedo... Mas não adiantou nada.
Johannah: Onde estava, mocinha? - disse, me fazendo dar um pulo
Eu: Meu Deus! Que susto, mãe! O que tá fazendo acordada essa hora?
Joh: Não mude de assunto. Onde estava?
Resolvi que não dava pra enganar. Suspirei, e disse:
Eu: Eu dormi na casa do John, mãe. Eu não conseguia dormir, então de madrugada corri até lá, e nós dormimos juntos, para eu não ter que voltar às 4 da manhã pra casa. Mas só dormimos no mesmo quarto, nem dormimos na mesma cama! - Okay, eu não contei totalmente a verdade, mas foda-se. Ela nunca entenderia se eu dissesse o que realmente aconteceu.
Joh: A mãe dele sabe disso?
Eu: Na verdade, quando eu acordei ninguém estava acordado... Acabei acordando o John, mas só ele tava acordado.
Joh: E que vestido é esse?
Eu: Ah! - eu disse, olhando para ele. - Comprei na H&M voltando pra cá. Lindo, não? Nova moda! É com o estilo de uma camisa masculina! E estava em promoção! Enfim, vou subir porque estou cansada, tomar meu banho, e fazer o final do trabalho da escola que é pra daqui 5 dias. Beijos!
Disse, subindo correndo. Eu não tava nem aí se eu tava mentindo, e também não queria saber se ela estava acreditando. Nada ia estragar minha nova vida!
Ou, pelo menos, era o que eu pensava.
Annie's POV
Comemos deliciosos sorvetes no Good Taste, e passamos o resto do dia conversando e rindo.
Passaram-se os dias. A festa de quarta foi ótima, quinta eu fiquei o dia todo fazendo trabalho escolar pra semana que vem, sexta eu fui inscrever Ian na escola... Chegou sábado, e eu estava sem fazer nada, então resolvi fazer o que sempre fazia: chamar Harry pra passar o dia comigo.
Foi aí que eu lembrei que ele estava bravo comigo - desde aquele dia - e liguei para ele.
Harry: Fala. - disse.
Eu: Oi, seu grosso. - disse, brincando. Ele não se manifestou. Pigarreei e continuei: - tá ocupado?
Harry: Tô.
Eu: Qual é, Haroldo?! O que eu fiz?!
Harry: Eu preciso ir. Tchau.
Eu: Mas...
Tarde demais, ele havia desligado na minha cara. Cara chato. Mas não ia permitir essa negação toda.
Avisei os meninos que eu não ia almoçar com eles e saí, peguei um táxi e fui até a casa do Harry. Bati na porta, e ele apareceu.
Harry: O que faz aqui?
Eu: Vim saber porque meu gatinho está tão mimadinho e birrento.
Harry: Annie, vai...
Eu: Embora? Não. Sério, Harry. Qual o problema? Não quer mais ter relação alguma comigo, mas não sabe como dizer?
Harry: Eu?? Olha só quem fala! Traidora!
Eu: Quê?! Traidora, eu? Quem eu trai?!
Harry: Eu, você ME traiu! Com aquele bombado!
Eu: Eu nem namoro você, Styles! Meu Deus! E... Espera, que bombado?
Harry: Ah, vai me dizer que não lembra da entrevista que teve que dar para aqueles paparazzis? E vai me dizer que não lembra quem é seu namorado? O bombado do shopping, que te deu um beijo na bochecha, Annie! Aquele bombado! O bombado que estava abraçado contigo no seu quintal, o bombado que o Noah parece amar, o bombado que você "roubou" os óculos dele, o bombado que tá roubando meu lugar! - disse, gritando irritado.
Eu olhei nos olhos dele, e vi que não estava brincando. Ele estava falando sério. Ele estava com ciúmes do meu irmão. Eu comecei a rir - a rir não, gargalhar! Foi inevitável. Ele me olhou confuso, e parece que minha risada só o deixou mais irritado. Não me deixava entrar mas também não saía, de modo que eu ficasse pra fora, e ele na borda da porta. Ele recuou já pronto para fechar a porta na minha cara, mas eu a segurei com a mão.
Eu: Ei, espera! Ele não é meu namorado, bobo! Era só pra despistar os paparazzis!
Harry: Então quem era ele, Annie?! - disse, ainda pensando se ia ou não fechar a porta. - Quem é esse cara que anda grudado contigo?!
Eu: Meu irmão! - disse, ainda sorrindo tentando não rir. - Ele é filho da minha falecida mãe. - disse, falhando a voz na palavra "falecida". - Ele veio morar conosco, e logo na primeira manhã, Noah o chateou, e eu fui animá-lo no quintal. E aí, fomos almoçar fora. - disse. E foi aí que eu me toquei: - Mas por quê diabos você tava no meu quintal? E como eu não te vi?
Ele ficou vermelho. Engoliu seco, e disse:
Harry: Era uma surpresa. Levei flores para você, mas parei no muro vivo quando vi você com ele. Aí desisti. Acabei saindo com Zayn, mas como eu sou um azarado, você também tava lá. E com ele.
Eu: Awn, que fofo, Haz! - disse, encantada. - Até seu ciúmes é fofo.
Harry: Eu não... Ah, isso não vem ao caso!
Eu ri.
Eu: Vem, Harry. Vamos passear juntos, meu gatinho. Me desculpa, eu não queria te deixar bravo.
Harry: Graças à Deus, eu pensei que você tinha mesmo me trocado.
E, então, ele fechou a porta e veio até mim.


Cheguei lá exausta, encostando a porta devagar porque era cedo... Mas não adiantou nada.
Johannah: Onde estava, mocinha? - disse, me fazendo dar um pulo
Eu: Meu Deus! Que susto, mãe! O que tá fazendo acordada essa hora?
Joh: Não mude de assunto. Onde estava?
Resolvi que não dava pra enganar. Suspirei, e disse:
Eu: Eu dormi na casa do John, mãe. Eu não conseguia dormir, então de madrugada corri até lá, e nós dormimos juntos, para eu não ter que voltar às 4 da manhã pra casa. Mas só dormimos no mesmo quarto, nem dormimos na mesma cama! - Okay, eu não contei totalmente a verdade, mas foda-se. Ela nunca entenderia se eu dissesse o que realmente aconteceu.
Joh: A mãe dele sabe disso?
Eu: Na verdade, quando eu acordei ninguém estava acordado... Acabei acordando o John, mas só ele tava acordado.
Joh: E que vestido é esse?
Eu: Ah! - eu disse, olhando para ele. - Comprei na H&M voltando pra cá. Lindo, não? Nova moda! É com o estilo de uma camisa masculina! E estava em promoção! Enfim, vou subir porque estou cansada, tomar meu banho, e fazer o final do trabalho da escola que é pra daqui 5 dias. Beijos!
Disse, subindo correndo. Eu não tava nem aí se eu tava mentindo, e também não queria saber se ela estava acreditando. Nada ia estragar minha nova vida!
Ou, pelo menos, era o que eu pensava.
Annie's POV
Comemos deliciosos sorvetes no Good Taste, e passamos o resto do dia conversando e rindo.
Passaram-se os dias. A festa de quarta foi ótima, quinta eu fiquei o dia todo fazendo trabalho escolar pra semana que vem, sexta eu fui inscrever Ian na escola... Chegou sábado, e eu estava sem fazer nada, então resolvi fazer o que sempre fazia: chamar Harry pra passar o dia comigo.
Foi aí que eu lembrei que ele estava bravo comigo - desde aquele dia - e liguei para ele.
Harry: Fala. - disse.
Eu: Oi, seu grosso. - disse, brincando. Ele não se manifestou. Pigarreei e continuei: - tá ocupado?
Harry: Tô.
Eu: Qual é, Haroldo?! O que eu fiz?!
Harry: Eu preciso ir. Tchau.
Eu: Mas...
Tarde demais, ele havia desligado na minha cara. Cara chato. Mas não ia permitir essa negação toda.
Avisei os meninos que eu não ia almoçar com eles e saí, peguei um táxi e fui até a casa do Harry. Bati na porta, e ele apareceu.
Harry: O que faz aqui?
Eu: Vim saber porque meu gatinho está tão mimadinho e birrento.
Harry: Annie, vai...
Eu: Embora? Não. Sério, Harry. Qual o problema? Não quer mais ter relação alguma comigo, mas não sabe como dizer?
Harry: Eu?? Olha só quem fala! Traidora!
Eu: Quê?! Traidora, eu? Quem eu trai?!
Harry: Eu, você ME traiu! Com aquele bombado!
Eu: Eu nem namoro você, Styles! Meu Deus! E... Espera, que bombado?
Harry: Ah, vai me dizer que não lembra da entrevista que teve que dar para aqueles paparazzis? E vai me dizer que não lembra quem é seu namorado? O bombado do shopping, que te deu um beijo na bochecha, Annie! Aquele bombado! O bombado que estava abraçado contigo no seu quintal, o bombado que o Noah parece amar, o bombado que você "roubou" os óculos dele, o bombado que tá roubando meu lugar! - disse, gritando irritado.
Eu olhei nos olhos dele, e vi que não estava brincando. Ele estava falando sério. Ele estava com ciúmes do meu irmão. Eu comecei a rir - a rir não, gargalhar! Foi inevitável. Ele me olhou confuso, e parece que minha risada só o deixou mais irritado. Não me deixava entrar mas também não saía, de modo que eu ficasse pra fora, e ele na borda da porta. Ele recuou já pronto para fechar a porta na minha cara, mas eu a segurei com a mão.
Eu: Ei, espera! Ele não é meu namorado, bobo! Era só pra despistar os paparazzis!
Harry: Então quem era ele, Annie?! - disse, ainda pensando se ia ou não fechar a porta. - Quem é esse cara que anda grudado contigo?!
Eu: Meu irmão! - disse, ainda sorrindo tentando não rir. - Ele é filho da minha falecida mãe. - disse, falhando a voz na palavra "falecida". - Ele veio morar conosco, e logo na primeira manhã, Noah o chateou, e eu fui animá-lo no quintal. E aí, fomos almoçar fora. - disse. E foi aí que eu me toquei: - Mas por quê diabos você tava no meu quintal? E como eu não te vi?
Ele ficou vermelho. Engoliu seco, e disse:
Harry: Era uma surpresa. Levei flores para você, mas parei no muro vivo quando vi você com ele. Aí desisti. Acabei saindo com Zayn, mas como eu sou um azarado, você também tava lá. E com ele.
Eu: Awn, que fofo, Haz! - disse, encantada. - Até seu ciúmes é fofo.
Harry: Eu não... Ah, isso não vem ao caso!
Eu ri.
Eu: Vem, Harry. Vamos passear juntos, meu gatinho. Me desculpa, eu não queria te deixar bravo.
Harry: Graças à Deus, eu pensei que você tinha mesmo me trocado.
E, então, ele fechou a porta e veio até mim.
Nos beijamos na porta - mil vezes - e fomos andando de mãos dadas por aí.
Harry: Aonde vamos?
Eu: Almoçar, ir no cinema, ir no Starbucks, na livraria, sei lá, qualquer coisa contanto que esteja feliz e esteja comigo.
Ele sorriu, me beijou na bochecha - porque não tínhamos um namoro e não queríamos chamar a atenção novamente para mim - e saímos de mãos dadas.
Fomos ao cinema, ao parque de diversões, tiramos fotos com meu iPhone e com o iPhone dele, conversamos, tiramos fotos com fãs que nos encontraram na rua... Fomos até obrigados a tweetar "@anniemuler: Não, Harry NÃO é meu namorado. Somos apenas bons amigos." e "@Harry_Styles: Eu não posso ter amigas agora?! Por favor, chega de rumores. Eu não namoro a Annie". Mas não estou nem aí, foi legal do mesmo jeito. Os paparazzis, óbvio, não paravam de nos irritar. Mas tudo bem, eu até gostei de algumas fotos que eles tiraram...
Estava ficando escuro - por volta de umas 18hrs já - e nenhum paparazzi estava por perto - e eu sabia exatamente onde eles se esconderiam se estivessem lá. Aproveitei que a esquina da minha casa estava com pouca gente, e prensei Harry na parede.
Eu: Ei, amor, por que não vamos para casa?
Harry: Fazer o quê? - disse, se fingindo de inocente.
Eu: Ver um filme... - disse, mordendo os lábios. - ... Um filme que começa com "S" e termina com "O"...
Harry: Tem "X" no meio?
Eu: Talvez.
Harry: Hmm.... - disse, fingindo pensar. Me olhou da cabeça aos pés, e mordendo os lábios disse - vamos nessa.
Ele me agarrou e começou a me beijar, no meio da rua. Me agarrou forte, e eu logo soltei sua boca da minha, mas manti nossos corpos colados.
Eu: Haz, vão me matar se nos verem assim. Por favor espera até chegar em casa, fogoso! - disse, rindo.
Harry: Tá legal... Mas então vamos rápido, porque se a StylesC. acordar, vai ser difícil colocar ela pra dormir... (gif) Ouviu bem, mocinha?
Eu: Ouvi, Styles. Então vamos. - disse, apertando sua mão forte. Chegamos em casa correndo, passamos pelo quintal e subimos as escadinhas bem rápido. Quando peguei a chave pra abrir a porta, Harry colocou sua "cintura" na minha bunda. Eu ri fraco - para evitar um gemido - e, assim que eu abri a porta, ele me pegou no colo e já me prensou na parede. Começamos beijos calorosos, e comecei a sentir um volume bem pequeno entre minhas pernas. Mal deu tempo de fechar a porta e já estávamos na parede nos amassando um contra o outro.

Ouvi um pigarreado que fez nossos corpos se separarem num pulo. Eu sabia exatamente de quem era aquela voz - mesmo que tivesse sido só um pigarro.
Harry: Hã... Desculpem.
Harry: Hã... Desculpem.
Eu: Não peça desculpar, amor. - olhei para meu pai e perguntei: O que ela está fazendo aqui? - disse, fuzilando minha "mãe".
Karen: Eu é que pergunto: o que ele está fazendo aqui?
Eu: Minha vida não te interessa mais, ouviu? É minha casa, minha boca, minha vida. O que você está fazendo aqui?
Pai: Ela veio levar o Noah. - disse papai, com voz triste e fitando o chão.
Eu olhei para ele, e depois olhei para ela, desesperada.
Eu: Isso é sério? - ninguém respondeu. Eu já não estava mais grudada com o Harry, e tinha dado um passo à frente involuntariamente. - Não! Você não pode fazer isso, você não tem esse direito, porra!
Karen: Claro que tenho! Diferente de você, ele não é bastardo. - disse, me encarando.
Eu: Você é uma vadia! - gritei. - Como pode fazer isso?! Não pensa no Noah?! - olhei em volta, e percebi que o mesmo não estava ali. - Cadê ele?
Mãe: Não te interessa, garota.
Eu: EU cuidei dele por 1 semana! Aliás, EU cuidei dele a vida toda enquanto vocês dois brigavam! E EU QUERO SABER ONDE ELE ESTÁ!
Noah: Annie? - ele disse, do alto da escada, encostado na porta do seu quarto
Eu: Noah! - disse, passando pela vadia e pelo meu pai, e correndo até ele.
Subi as escadarias o mais rápido que eu consegui e abracei ele forte. Nós acabamos cambaleando e caímos na cama. Nós dois chorávamos muito. Ele me abraçava forte, e eu o agarrava como se nunca mais fosse soltá-lo.
Noah: Eu não quero ir! Eu te amo! Eu quero ficar com você, Annie! Por favor, me deixa ficar!
Eu: É óbvio que eu deixaria você ficar, Noah! - disse, entre soluços. - Mas a mam... A sua mãe quer te levar embora. E eu não posso fazer nada, nem o papai.
Noah: Mas eu quero ficar com você e com o Ian! E com o Harry! Eu amo vocês três! - dizia ele, gritando, soluçando, chorando... Tudo de uma vez. Eu fiquei preocupada.
Eu: Para de chorar, Noah. - disse, me levantando da cama. Ele se sentou.
Noah: Eu não gosto dela. Eu também não gosto do meu pai, mas aqui tem você, e você vai cuidar bem de mim.
Eu: Eu sempre cuidei de você. Certo?
Noah: Certo.
Eu: Então pode ter certeza que vou continuar cuidando.
Noah: Então posso ficar? - disse, sorrindo.
Eu: Não, Noah... Eu já disse que não... Mas vou tentar localizar onde ela está morando, para poder visitar vocês.
Noah: Ela não vai deixar você entrar.
Eu: Eu sei, mas eu dou um jeito.
Noah: Vai junto, Annie!
Noah: Vai junto, Annie!
Eu: Não! Tá louco? Não! Eu... Eu sinto muito, Noah, mas ela não vai me querer lá.... E eu também não quero...
Noah: Por que você pode escolher e eu não?! É de novo por causa dessa merda de idade?!
Eu: Ei! Olha o palavreado! Eu não posso ir porque eu não sou filha dela. Você, é. Aceite, Noah. Nós não podemos mudar isso. Você tem que ir.
Noah: Eu não vou! NÃO VOU! - gritou. Ele voltou a chorar e a soluçar descontroladamente. - Vocês não vão me tirar daqui! Eu não vou! Eu não quero ir! Não vão me levar, eu vou ficar aqui com vocês!
Eu: Não vai não, Noah. Respeite.
Noah: (gif) EU NÃO VOU EMBORA! - disse, começando mais um ataque de choro.
Eu, irritada com a pirraça, gritei:
Eu: Pare de chorar, Noah! - Mas logo depois, percebi que devia mesmo estar tudo um inferno para ele. Ele só tinha 7 anos, e já tinha vivido tanta desgraça, ouvido tanta coisa desnecessária... Ele tinha trauma dos nossos pais, era esse o ponto. Me senti culpada, porque ele apenas havia engolido o choro por 5 segundos depois de eu gritar, tentando me obedecer, mas depois voltou a chorar. Abaixei o tom, tentando ser delicada e ao mesmo tempo tentando não chorar. - Por favor, não chora Noah. É inevitável. Eu sinto muito. Eu sinto muito mesmo. Pare de chorar, por favor.
Karen chegou na porta, e disse com toda a frieza do mundo:
Karen: Pare, Noah. Vamos embora.
Papai entrou no quarto e pegou as malas. Eu olhei aquilo tudo, e algumas lágrimas caíram sobre meu rosto. Enquanto Noah via o papai carregar suas malas, ele tentava gritar "Não!", mas os soluços e o choro não o permitiam. Ian assistia tudo do lado de fora, com Harry. Ian chorava junto, sabia a dor que era isso tudo. Ele também havia vivido coisas assim. Harry apenas observava tudo, com um pouco de pânico estampado em seu rosto.
Eu: Pai, impeça, por favor.
Papai: Eu não posso! - gritou, largando as malas de Noah no chão. - Acha que eu deixaria isso tudo se eu pudesse impedir?! Parem de dizer isso! Acordem pra realidade! Noah está indo embora! E nós não podemos mudar isso porque É A PORRA DA LEI! Entendam! - ele suspirou irritado, pegou as malas novamente e terminou de descer as escadarias. Eu chorava demais para dizer qualquer coisa mais. Ou, era o que eu achava. Eu saí do quarto e abracei Ian, quieta. Mesmo ele estando do lado de Harry, preferia abraçar Ian. Ian me abraçou sem dizer nada.
Noah continuava no quarto. Karen entrou no quarto, irritadíssima.
Karen: Noah, levante-se e venha. - ele não fez nada. - Noah. - disse, com voz repreensiva.
Ela cansou, foi até ele e o levantou segurando forte o braço dele. Ele disse "ai" em meio ao choro, mas ela nem ligou, foi arrastando ele pelo corredor e descendo as escadarias.
Noah: Está doendo! Pare!
Karen: Então ande direito! Mas que inferno!
Eu: Pare! - disse, soltando do Ian e descendo a escadaria até a metade. Ian e Harry foram atrás. - Não está vendo que está machucando ele?!
Karen: Fique fora disso, bastarda! E pode parar de botar ideia na cabeça do meu filho porque ele não é seu irmão e eu não quero que interfira mais na nossa vida. Seu pai, você e esse moleque aí - disse, apontando com nojo para mim e Ian - vão receber um papel judiciário que diz que vocês têm que ficar há 3 metros de distância de mim e de Noah também. - disse, agarrando mais forte o braço de Noah e tentando fazer ele passar pela porta. Meu pai pegou ele e o levou, forçadamente, até o carro de Karen.
Eu não sabia o que falar. Eu não ia MESMO permitir o Noah longe de mim! Desci o resto da escadaria correndo, e agarrei Karen pelo braço.
Eu: Escuta aqui, mulher: você pode não ser minha mãe biológica, mas me criou por 17 anos. Eu posso não ser irmã biológica do Noah, mas cuidei dele muito melhor do que você e meu pai jamais cuidaram. Você não sabe cozinhar, não sabe lavar roupa, não sabe como divertir e educar uma criança. Noah já sofreu demais. Não acha que ele deveria ficar aqui?! Você fica sem obrigações, pode curtir sua vida no spa e eu fico cuidando dele como sempre fiz! Pra quê tudo isso?! Só pra tirar mais um bem precioso do meu pai?! É isso?! Quer fazer o Noah de troféu?!
Ela olhou pela porta - provavelmente se certificando se Noah estava longe o suficiente -, olhou seu braço segurado por mim, deu um puxão - o que fez com que eu o soltasse - e agarrou o meu braço.
Karen: Escuta aqui você, bastardinha: ele é meu filho, a lei diz que EU tenho direito de ficar com ele. E SIM, eu só quero ele pra tirar mais coisas do seu pai e de você, porque eu sei o quanto você adora esse moleque, e eu quero mais é que você morra. Me arrependo de cada euro gasto com você e com o idiota do seu pai, que infelizmente também posso chamar de Ex. Agora entenda que você não pode fazer nada e eu não vou ficar ouvindo desaforos de uma pirralha inútil. - ela largou meu braço, e foi andando por fora da porta. Viu que o Noah estava jogado no gramado, sem que meu pai conseguisse levantá-lo, e gritou: - SE QUANDO EU CHEGAR AÍ VOCÊ NÃO ESTIVER EM PÉ, EU TE DOU UM SOCO!
Eu não aguentei. Saí correndo e derrubei ela no chão. Comecei a estapeá-la com toda a vontade do mundo.
Eu: Vadia! Retardada! Bruxa! - disse, batendo e socando ela com vontade. Ela tentava revidar, mas não dava tempo: chutes e tapas vinham de todos os lados que eu conseguia alcançar. Ian e Harry me tiraram de cima dela, e ela se levantou, limpando a blusa - agora suja - dela, como se não se importasse.
Harry: Pare! Você vai ser presa assim!
E, assim, eu vi ela entrando com Noah no carro, ele batendo no vidro e chorando, e ela levando ele para longe.
Eu: Noah! Não! Ele não!! - disse, chorando descontroladamente. Minha raiva era tanta, que eu queria matá-la, mas Ian e Harry não me soltavam.

Ian: Annie... Annie... Annie! - dizia, tentando me fazer parar de me debater. - Ela se foi! Não tem volta! Pare com isso! Ela não vai voltar, esqueça! Annie, pare!
Quando ele disse essa última frase, eu parei de me debater. Parecia que finalmente tinha caído a ficha.
Eu: Ele se foi. - disse, quase sem voz. Ian assentiu.
Eu comecei a chorar. Eu sei lá, eu via ele indo embora pela estrada, mas não conseguia acreditar. Meu coração estava se despedaçando, meu "mini-eu" estava se afastando de mim. Da única pessoa que fazia bem à ele. Harry afastou os braços de Ian de mim, me segurou pelos ombros e disse calmo:
Harry: Tudo vai ficar bem. Vamos dar um jeito. Eu te prometo. Eu vou estar sempre com você. Eu vou sempre te ajudar. E eu quero você bem, faça isso pelo Noah. Fique calma, vamos dar um jeito. Fique calma, vamos. dar. um. jeito. - disse, olhando bem no fundo dos meus olhos.
Parecia que ele tinha ficado aquele tempo todo bolando isso. E parece que tinha funcionado. Eu chorei mais e o abracei forte.
Eu: Eu te amo, Harry. Não me deixe.
Harry: Não vou. Eu não vou te deixar, eu prometo te amar até meu último suspiro. Eu juro, eu te amo, Annie. Fique calma.
Eu: Eu te amo demais.
Harry: Eu também. Agora recobre sua consciência, fique calma, respire... - ele me tirou do abraço mas continuou me segurando pela cintura. - Inspire... Expire... Inspire... Expire... - dizia, me fazendo acompanhar os movimentos com ele. - Muito bem. Está mais calma? - assenti. - Quer que eu durma aqui hoje?
Eu: Não precisa, Harry. Eu... Prefiro dormir sozinha. Pra poder ficar quieta, pôr meus pensamentos em ordem.
Harry: Tudo bem.
Eu: Acho que nossos planos ficam para outro dia, né? - disse, sorrindo, ainda sentindo as lágrimas nas bochechas. Ele sorriu e enxugou algumas delas.
Harry: É, mas vai ficar me devendo. - fez cócegas na minha barriga. - A hora que quiser, é só ligar, e eu apareço em cinco minutos.
Eu: Promete?
Harry: Prometo.
Eu: Mesmo?
Harry: Mesmo.
Eu: Tudo bem... - abracei-o e o soltei, tentando dar um sorriso confiante. - Durma bem, amor.
Harry: Você também, querida.
Após dar um sorriso lindo e confiante para mim, ele olhou para Ian, que engoliu seco. Harry passou por mim e foi até ele, com cara de bravo.
Ian: Quer algo, Styles? - disse, tentando esconder o nervosismo. Harry tinha realmente bíceps enormes.
Harry: Quero. Escuta aqui, cara. - disse, segurando Ian pela blusa. - Você vai cuidar muito bem da sua irmã, ou eu vou te dar um murro. Ela merece tudo que você conseguir oferecer, tá me entendendo? Tudo. Cuida muito bem dela enquanto eu não estiver por perto. Cuide dela em todos os momentos. Pergunte se ela está bem mesmo ela sorrindo de orelha a orelha, porque ela é uma ótima atriz. - disse, desviando um rápido olhar à mim, e depois voltando o foco para ele. - Ela é mais preciosa do que tudo, e você deve saber disso nesses dias que passou com ela. Mas eu tô falando sério, proteja-a.
Ian: Pode deixar que eu vou cuidar dela como se fosse só minha. - disse, encarando Harry. - Mas lembre-se também, Styles, que eu não tô nem aí se é namorado dela há 1 semana ou 1 ano, eu vou te destruir se ousar fazer qualquer coisa à ela que a desaponte. Esse jogo eu também posso jogar.
Harry assentiu, dando um sorriso fraco. Parecia que os dois disputavam quem me amava mais, mas eu não me importava: era muito bom ver os dois querendo me proteger. Era legal agora ter um irmão para pressionar Harry. Era legal ter um namorado que conversasse com meu irmão. Eu tinha Noah, mas era diferente: Harry tratava ele como um filho, não como alguém que tivesse que impressionar. E Noah o tratava como melhor amigo, não como alguém que precisasse vigiar 24hrs. E eu gostava disso.
Harry recuou, se afastando, e deu uma corrida até os portões. Antes de entrar no carro, jogou um "beijo aéreo" para mim, e foi embora com seu carro. Eu o amava demais.
Ian: Vamos entrar, Annie? - disse, segurando no meu ombro. Assenti, e entramos abraçados.
Eu: Acho que vou tomar um banho.
Ian: Então vai, eu vou depois de você. Eu vou falar com seu, hã, nosso pai. - ele ainda não havia se acostumado a chamar ele de pai, assim como eu não estava acostumada a chamar Karen de Karen até hoje.
Eu: O que tem para falar com ele?
Ian: Acha que é só você que ficou mal com a ida de Noah? - disse, me fitando. - Poxa, eu sei que ele não é presente, mas é filho dele também, ele amava o Noah também. - disse, se afastando pelos corredores.
Eu não tinha pensado nisso ainda. Estava ocupada demais me desesperando em abandonar meu irmão, e não percebi que meu pai estava abandonando seu filho. Do mesmo jeito que o "pai" de Ian deve ter ficado mal em deixá-lo vir para cá, meu pai ficou mal de deixar Noah ir embora - ainda mais de ver a bruxa que estava levando ele.
Eu: Ian! - falei alto. Ele se virou. - Vá primeiro. Eu vou falar com meu pai.
Ele assentiu, sorrindo, e subiu as escadas. Lá fui eu, pelo corredor, até a cozinha, onde meu pai estava.
Eu: Papai? - disse, entrando.
Pai: Ah, oi, filha. - disse, esfregando as mãos no rosto. - Tudo bem?
Eu: Eu... Hã...
Pai: Desculpe, foi uma pergunta estúpida. - eu dei um sorriso fraco.
Eu: O que está fazendo aqui?
Pai: Pensando na janta.
Eu: Quer que eu faça alguma coisa?
Pai: Você sabe cozinhar?
Eu: Posso tentar, né.
Ele me fitou, sério. Eu me senti desconfortável, mas tentei sorrir. Ele mudou de posição na cadeira, e apalpou a cadeira ao lado, indicando para eu me sentar. Eu fui andando até lá, e enquanto eu me sentava, ele disse:
Pai: O que aconteceu? Foi abduzida por ETs culinários? Você odeia cozinhar.
Eu: Eu acho que a vida já está completamente louca e anormal, então vou fazer minha contribuição para o mundo mais louco e vou tentar cozinhar algo. O Ian me ajuda.
Pai: Você está se dando bem com ele?
Eu: Sim, ele é bem legal. Ele arruma a mesa, arruma as camas, me ajuda nos deveres, e até joga videogame com o N... - me impedi, mas já era tarde. O sorriso no rosto do meu pai se desmanchou, e ele fitou o chão. - Me desculpe.
Pai: Não foi culpa sua, não tínhamos como impedir.
Eu: Eu o amava.
Pai: Ele não morreu, Annie. Você ainda o ama, no presente, não no passado.
Eu: Certo, que seja. Ela vai judiar dele, pai. Ela só fez isso...
Pai: ... Para nos atormentar. - completou ele. - Sim, eu sei. Não há nada que possamos fazer.
Eu: Eu não acredito nisso.
Pai: Daqui uns meses, talvez possamos entrar com uma ação e pedir a guarda dele, mas eu não acho que isso irá resolver. Ela ficou com metade dos meus bens, além do dinheiro. Ela pode contratar um advogado tão bom quanto o meu. Noah só ficará mais atormentado.
Eu: Por que tudo isso tem que acontecer comigo? Com ele? Com nós todos?! Eu amo ele, eu sinto a falta dele! - disse, já começando a chorar.
Pai: Eu também, filha... Mas vamos dar um jeito... Fique calma...
Eu: Eu te amo, pai.
Pai: Eu também te amo, filha. Sempre.


Harry: Não vou. Eu não vou te deixar, eu prometo te amar até meu último suspiro. Eu juro, eu te amo, Annie. Fique calma.
Eu: Eu te amo demais.
Harry: Eu também. Agora recobre sua consciência, fique calma, respire... - ele me tirou do abraço mas continuou me segurando pela cintura. - Inspire... Expire... Inspire... Expire... - dizia, me fazendo acompanhar os movimentos com ele. - Muito bem. Está mais calma? - assenti. - Quer que eu durma aqui hoje?
Eu: Não precisa, Harry. Eu... Prefiro dormir sozinha. Pra poder ficar quieta, pôr meus pensamentos em ordem.
Harry: Tudo bem.
Eu: Acho que nossos planos ficam para outro dia, né? - disse, sorrindo, ainda sentindo as lágrimas nas bochechas. Ele sorriu e enxugou algumas delas.
Harry: É, mas vai ficar me devendo. - fez cócegas na minha barriga. - A hora que quiser, é só ligar, e eu apareço em cinco minutos.
Eu: Promete?
Harry: Prometo.
Eu: Mesmo?
Harry: Mesmo.
Eu: Tudo bem... - abracei-o e o soltei, tentando dar um sorriso confiante. - Durma bem, amor.
Harry: Você também, querida.
Após dar um sorriso lindo e confiante para mim, ele olhou para Ian, que engoliu seco. Harry passou por mim e foi até ele, com cara de bravo.
Ian: Quer algo, Styles? - disse, tentando esconder o nervosismo. Harry tinha realmente bíceps enormes.
Harry: Quero. Escuta aqui, cara. - disse, segurando Ian pela blusa. - Você vai cuidar muito bem da sua irmã, ou eu vou te dar um murro. Ela merece tudo que você conseguir oferecer, tá me entendendo? Tudo. Cuida muito bem dela enquanto eu não estiver por perto. Cuide dela em todos os momentos. Pergunte se ela está bem mesmo ela sorrindo de orelha a orelha, porque ela é uma ótima atriz. - disse, desviando um rápido olhar à mim, e depois voltando o foco para ele. - Ela é mais preciosa do que tudo, e você deve saber disso nesses dias que passou com ela. Mas eu tô falando sério, proteja-a.
Ian: Pode deixar que eu vou cuidar dela como se fosse só minha. - disse, encarando Harry. - Mas lembre-se também, Styles, que eu não tô nem aí se é namorado dela há 1 semana ou 1 ano, eu vou te destruir se ousar fazer qualquer coisa à ela que a desaponte. Esse jogo eu também posso jogar.
Harry assentiu, dando um sorriso fraco. Parecia que os dois disputavam quem me amava mais, mas eu não me importava: era muito bom ver os dois querendo me proteger. Era legal agora ter um irmão para pressionar Harry. Era legal ter um namorado que conversasse com meu irmão. Eu tinha Noah, mas era diferente: Harry tratava ele como um filho, não como alguém que tivesse que impressionar. E Noah o tratava como melhor amigo, não como alguém que precisasse vigiar 24hrs. E eu gostava disso.
Harry recuou, se afastando, e deu uma corrida até os portões. Antes de entrar no carro, jogou um "beijo aéreo" para mim, e foi embora com seu carro. Eu o amava demais.
Ian: Vamos entrar, Annie? - disse, segurando no meu ombro. Assenti, e entramos abraçados.
Eu: Acho que vou tomar um banho.
Ian: Então vai, eu vou depois de você. Eu vou falar com seu, hã, nosso pai. - ele ainda não havia se acostumado a chamar ele de pai, assim como eu não estava acostumada a chamar Karen de Karen até hoje.
Eu: O que tem para falar com ele?
Ian: Acha que é só você que ficou mal com a ida de Noah? - disse, me fitando. - Poxa, eu sei que ele não é presente, mas é filho dele também, ele amava o Noah também. - disse, se afastando pelos corredores.
Eu não tinha pensado nisso ainda. Estava ocupada demais me desesperando em abandonar meu irmão, e não percebi que meu pai estava abandonando seu filho. Do mesmo jeito que o "pai" de Ian deve ter ficado mal em deixá-lo vir para cá, meu pai ficou mal de deixar Noah ir embora - ainda mais de ver a bruxa que estava levando ele.
Eu: Ian! - falei alto. Ele se virou. - Vá primeiro. Eu vou falar com meu pai.
Ele assentiu, sorrindo, e subiu as escadas. Lá fui eu, pelo corredor, até a cozinha, onde meu pai estava.
Eu: Papai? - disse, entrando.
Pai: Ah, oi, filha. - disse, esfregando as mãos no rosto. - Tudo bem?
Eu: Eu... Hã...
Pai: Desculpe, foi uma pergunta estúpida. - eu dei um sorriso fraco.
Eu: O que está fazendo aqui?
Pai: Pensando na janta.
Eu: Quer que eu faça alguma coisa?
Pai: Você sabe cozinhar?
Eu: Posso tentar, né.
Ele me fitou, sério. Eu me senti desconfortável, mas tentei sorrir. Ele mudou de posição na cadeira, e apalpou a cadeira ao lado, indicando para eu me sentar. Eu fui andando até lá, e enquanto eu me sentava, ele disse:
Pai: O que aconteceu? Foi abduzida por ETs culinários? Você odeia cozinhar.
Eu: Eu acho que a vida já está completamente louca e anormal, então vou fazer minha contribuição para o mundo mais louco e vou tentar cozinhar algo. O Ian me ajuda.
Pai: Você está se dando bem com ele?
Eu: Sim, ele é bem legal. Ele arruma a mesa, arruma as camas, me ajuda nos deveres, e até joga videogame com o N... - me impedi, mas já era tarde. O sorriso no rosto do meu pai se desmanchou, e ele fitou o chão. - Me desculpe.
Pai: Não foi culpa sua, não tínhamos como impedir.
Eu: Eu o amava.
Pai: Ele não morreu, Annie. Você ainda o ama, no presente, não no passado.
Eu: Certo, que seja. Ela vai judiar dele, pai. Ela só fez isso...
Pai: ... Para nos atormentar. - completou ele. - Sim, eu sei. Não há nada que possamos fazer.
Eu: Eu não acredito nisso.
Pai: Daqui uns meses, talvez possamos entrar com uma ação e pedir a guarda dele, mas eu não acho que isso irá resolver. Ela ficou com metade dos meus bens, além do dinheiro. Ela pode contratar um advogado tão bom quanto o meu. Noah só ficará mais atormentado.
Eu: Por que tudo isso tem que acontecer comigo? Com ele? Com nós todos?! Eu amo ele, eu sinto a falta dele! - disse, já começando a chorar.
Pai: Eu também, filha... Mas vamos dar um jeito... Fique calma...
Eu: Eu te amo, pai.
Pai: Eu também te amo, filha. Sempre.
Lottie's POV
Acabei não indo na festa na quarta, mas fiquei uma boa parte da semana com o John. Eu conheci a família dele e até jantei lá, num dia desses. A família dele é realmente adorável.
Eu estava sobrevivendo numa boa sem a droga daquela popularidade. Eu ia na casa de John, íamos juntos ao parque de diversões e ao cinema e à todos os outros lugares que eu ia com as meninas, mas sem ter que me importar com postura ou fotos ou maquiagem. Eu estava me sentindo linda ao natural, e eu amava esse sentimentos de liberdade de expressão.
Na sexta, passei o dia com John porque meus pais tiveram que viajar. Acabei indo para a casa dele de noite novamente, para jantar lá.
John: Oi gente, chegamos!
Eu: Oii!
O Sr. e a Sra. Chawdrick me deram oi como sempre. Nós comemos, ficamos conversando na mesa, e então Nick, o irmão mais novo de John finalmente se manifestou:
Nick: Lottie...
Eu: Oi, Nick.
Nick: Você já terminou de jantar?
Eu: Já, por quê?
Nick: Quer ir brincar comigo?
Eu olhei para todos na mesa, como que pedindo permissão, e todos assentiram sorrindo.
Eu: Claro! Vamos lá!
Eu: Claro! Vamos lá!
Nos levantamos e ele foi me levando pela mão até o quarto dele. Pude ouvir, enquanto nos afastávamos, a Sra. Chawdrick dizer "Essa menina é perfeita!" e John respondendo "Eu sei disso, mamãe".
Depois de uma meia hora, John entrou no quarto, e se assustou. O quarto estava uma bagunça: carrinhos e outros brinquedos espalhados pelo chão, a cama desarrumada, bichos de pelúcia por toda parte, e eu e Nick sentados no chão, com chapéus de pirata feitos de jornal, folheando um livro.
Nick: Oi, John! - disse, bocejando. Eu dei uma risada fraca.
John: Oi... Meu Deus! O que houve aqui?!
Nick: A terceira guerra mundial! Certo, Lottie?
Eu: Certo, Capitão Nickolas!
John ficou me fitando por um tempo, e depois olhous o resto do quarto. Ele se sentou ao meu lado.
John: Suspeitávamos que Nick é autista. Ele nunca quer chamar os amigos da escola para vir pra cá, não gosta de jogar videogame, e são raras as vezes que eu consigo convencer ele de jogar futebol comigo. Não conversa muito, e recebemos reclamações de falta de atenção dele nas aulas.
Eu: Jura? Meu Deus, eu nunca ia imaginar isso dele! Desde o primeiro momento que pisei no quarto, ele começou a mostrar as coisas dele. Aí, eu dei ideias de algumas brincadeiras, e brincamos de tudo um pouco. Ele não tem a mínima cara de autista, John!
John: Percebi, agora.
Nick: Lottie! Continua lendo!
Eu: Ah, desculpe Capitão. Então...
E eu continuei lendo para Nick, enquanto John ficava sentado do meu lado apreciando tudo. Era fantástico.
Mais tarde, Nick foi dormir e eu e John saímos para jantar fora. Nós lanchamos numa lanchonete comum, com gente comum, gastando pouco dinheiro com comida comum - sim, isso pra mim é muito importante porque eu estava deixando as etiquetas de lado. Quando já era umas 9hrs, eu e ele estávamos voltando pra casa quando ele parou no meio da calçada e entrou correndo numa loja de instrumentos musicais, gritando "aqui!". Eu saí correndo atrás dele.
Eu: John! Que diabos é isso?! A loja já tá fechando, não vê?!
John: EI! GEORGE! APARECE! - gritou no meio da loja.
Ouvimos uns barulhos, uns ruídos, e de repente uma corda caiu do teto do 3º andar. De lá de cima, chegou um cara descendo por ela até o térreo do lugar. Ele era negro - tipo bem negro - e tinha um sorriso branco, lindo, alegre. Estava bem vestido e parecia ser bem humilde.
John: E aí, cara?!
Eu: Hã... Você deve ser o George... - disse, ainda meio aérea pelo que tinha visto.
George: Sim! Oi! Prazer em conhecê-la, mocinha - disse ele, apertando minha mão. - O John fala muuito de você.
John deu u soco no ombro de George, e ficou vermelho. Eu dei uma risada fraca. George o cumprimentou também.
John: Bom... George tem 30 anos, é dono disso aqui desde antes de nascermos, e eu sempre venho pra cá quando estou irritado... ou triste...
George: ... ou apaixonado sem ter ninguém pra desabafar... - disse George, que imediatamente recebeu outro soco no ombro. John pigarreou e prosseguiu:
John: Enfim. Eu achei que seria legal te mostrar o lugar. George já está de saída, eu queria te mostrar minha 2ª casa.
Olhei em volta. O lugar era enorme, com instrumentos até o segundo andar, e mais ainda 2 andares que pareciam vazios. Os andares eram furados no meio, como num shopping, então ficava fácil de ver as coisas. Era realmente grande. Bem silencioso para ser uma loja de instrumentos musicais. Era tudo limpo e organizado nos mínimos detalhes. Não consigo acreditar que ele, o garoto mais popular da classe, pode ser tão quieto, tímido e culto. George jogou uma chave e John a pegou no ar. Ele abaixou o boné como "adeus" e foi embora, deixando só eu e John naquele lugar enorme.
John: Gosta de cantar?
Eu: Só no quarto. - rimos. - Sério, eu não sou boa nisso.
John: Por favor, vamos lá.
Eu: Talvez mais tarde. Okay?
John: Okay, né... - disse, se fingindo de triste. - Quer saber mais sobre os instrumentos daqui, então?
Eu: Ah, isso eu aceito! - disse, pegando na mão dele.
John me mostrou praticamente todos os instrumentos que tinham lá, me contou as histórias de onde vinham e como eram feitos, me ensinou a tocar alguns instrumentos... Foi realmente fascinante.
Já era quase 23hrs, então resolvemos que era hora de guardar os "brinquedos" e irmos embora.
Eu estava colocando meu casaco quando ele me parou.
John: Espere! Eu tenho uma surpresa pra você antes de irmos!
Eu: Ah, Meu Deus...
John: Coloque essa venda e me dá a mão.
Obedeci. Subimos várias escadas, e comecei a sentir cheiro de velas. Ele me fez sentar em uma cadeira, sem ainda tirar a venda. Ele arrumou algumas coisas e disse "pode abrir". Quando abri os olhos, não acreditava no que via.
Duas poltronas para nós, uma mesa com queijo e vinho, luzes apagadas somente deixando as velas para iluminar, um coração de pelúcia ao lado da minha poltrona, e o John na outra poltrona com um violão na mão.
John: Eu ganhei esse violão do meu avô. Isso tudo era dele, e George era tipo o neto dele, antes de eu nascer. Eu resolvi fazer tudo isso porque te amo e, bem, acho que você merece. - ele sorriu. - Sirva-se, eu juro que não cozinho tão mal.
Eu: isso é só queijo faitiado, você não teve que cozinhar nada! - eu ri. Foi a única coisa que conseguiu sair da minha boca. Depois prossegui: - Isso tudo tá lindo, John. Tá perfeito. Está tão simples e ao mesmo tempo tão carinhoso... Era por isso que me deixava cedo em casa todos esses dias?!
John: É... eu ficava até umas 3hrs da manhã aqui, e depois dormia e acordava às 7 horas. Mas valeu a pena, não?
Eu: Claro que sim! Eu te amo! - disse, agarrando o coração do meu lado e abraçando-o.
John: Quer ouvir uma música? A aprendi especialmente pra você.
Eu: Claro!
E, então, ele começou a tocar. O ritmo não era desconhecido. E, então, ele começou a cantar "they come and go, but they don't know that you're my beautiful" , e logo identifiquei a música dos Jonas Brothers. Eu sorri, feliz por ele saber que eu gosto dessa música e envergonhada por um menino saber tanto de mim. Ele me fazia feliz. Ele me fazia me sentir bem.
Ele fez um sinal com a cabeça, pedindo para eu cantar também. Eu sorri, e começamos a cantar juntos. Era mais de meia noite, estava tudo escuro, só eu e ele à luz de velas que logo acabariam, mas eu não ligava - eu me sentia infinitamente bem com ele.

Aria's POV
Foi apenas uma semana normal.
Na terça fui com Annie no salão, na quarta teve a festa, na quinta fiquei de ressaca, na sexta peguei o meu trabalho que eu tinha pedido para um nerd fazer pra mim, no sábado Annie até me chamou para sair, mas eu preferi ficar em casa e sair de noite para ir na balada, o que achei bem melhor - peguei vários gatos e sambei na cara daquelas recalcadas de 5ª categoria. Nem sei como deixam entrar aquelas mendiguinhas na balada.
No domingo, acordei umas 10 horas da manhã, o que eu considero tarde. Fiz o de sempre: minha máscara facial, enquanto faziam massagem em mim, e logo depois fui tomar banho de banheira. Depois de 10 minutos exatos de banho, Carla já estava no quarto com o café da manhã pronto na mesa da cozinha. Minha mãe e meu pai já comiam. Cheguei de roupão e toalha na cabeça.
Eu: Mas que raridade ter os dois à mesa comigo. Bom Dia.
Mãe: Só é raro você ver essa cena porque geralmente já saiu de casa ou já tá no computador, no domingo. Nós sempre estamos aqui no domingo.
Eu: Jura? Uau.
Pai: Para você ver como está viciada nessa tecnologia. - disse. Ele não era um bom exemplo, já que estava com um iPad ao seu lado na mesa, e um iPhone no bolso do paletó que vibrava de 5 em 5 minutos, mas resolvi ignorar.
Comemos juntos, enquanto meus pais conversavam sobre o preço do dólar e outras coisas que eles, presidentes de empresas e homens de negócios, precisavam se atualizar. Eu só prestava atenção no que me interessava, como o quanto eles estavam ganhando por mês e para onde íamos viajar - eles à negócios, e eu por diversão.
Liguei para Annie, animada.
*Ligação On*
... Alô?
Que voz de sono! Acabou de acordar?
Nem dormi...
Por que, meu doce?
A Karen veio pegar o Noah
ontem à noite... Foi horrível...
Ah Meu Deus, eu imagino! Por que não
me ligou?! Eu ia CORRENDO prai!
Minha cabeça tava tão cheia que eu
nem pensei nisso... O Haz e o Ian estavam
aqui, eles me apoiaram... Desculpa...
Magina! Não precisa se desculpar, amore! Quer
que eu vá prai? Eu posso fazer algumas coisinhas
maras pra você ficar perfect amanhã.
Eu adoraria! Por favor, Aria.
Claro! Beijinhos!
*Ligação Off*
Eu peguei minhas coisas, dei um toque pros meus pais, e saí. Fui andando até a casa dela, o que não era tão difícil assim - mas só fazia isso quando era realmente importante, porque eu odeio caminhar.
Cheguei na casa dela, bati na porta e quem abriu foi um garoto alto e gato - Ian.
Eu: Oi Ian, vim visitar sua irmã. - disse, jogando um charme.
Ian: Lá em cima. - disse, apenas virando as costas.
Grosso. Vivia no fim do mundo, por isso é assim. Não sabe valorizar uma gostosa como eu, tsc tsc. Enfim, subi as escadas e achei minha amiga lá em cima, jogada num canto do quarto, ouvindo música triste.
Eu: Ei, lindona, levanta, temos muito à fazer pra amanhã estarmos divas!
Annie: Eu disse que aceitava mas acho que vou deixar passar, querida. Ah, meu Deus, eu tô muito mal...
Eu: Calma, amore... - disse, sentando do lado dela. - Sabe o que ajuda? Um kit de beleza! Vamos, se anime... (gif) Tudo vai ficar bem no final.
Cheguei na casa dela, bati na porta e quem abriu foi um garoto alto e gato - Ian.
Eu: Oi Ian, vim visitar sua irmã. - disse, jogando um charme.
Ian: Lá em cima. - disse, apenas virando as costas.
Grosso. Vivia no fim do mundo, por isso é assim. Não sabe valorizar uma gostosa como eu, tsc tsc. Enfim, subi as escadas e achei minha amiga lá em cima, jogada num canto do quarto, ouvindo música triste.
Eu: Ei, lindona, levanta, temos muito à fazer pra amanhã estarmos divas!
Annie: Eu disse que aceitava mas acho que vou deixar passar, querida. Ah, meu Deus, eu tô muito mal...
Eu: Calma, amore... - disse, sentando do lado dela. - Sabe o que ajuda? Um kit de beleza! Vamos, se anime... (gif) Tudo vai ficar bem no final.
Nos abraçamos, e ela logo caiu no choro. Chorou por cerca de 10 minutos, e eu apenas a abraçando. Fiz ela levantar, retoquei umas coisinhas nela, e disse:
Eu: Ok, chega de choradeira, vamos logo fazer o que devemos!
Saímos, de salto alto e vestidinhos, para comprar várias coisas e nos arrumarmos. Levei ela ao salão de beleza, onde fizeram cabelo, mãos e pés dela. Depois, passamos na farmácia e compramos alguns produtos de spa. Ficamos o resto da tarde andando - e comprando - por todas as lojas, o que deixou ela bem animada.
Resolvemos jantar fora também. Avisamos Ian, o pai dela e meus pais, e ficamos comendo uma deliciosa comida japonesa de um dos restaurantes japoneses mais caros da cidade. Ela ama comida japonesa, então achei que foi uma boa escolha.
Voltamos para a casa dela, felizes, por volta das 23hrs.
Eu: Bom, acho que está na hora de eu ir, querida.
Annie: Já?!
Eu: Pois é querida, já é quase meia noite, eu preciso voltar para casa, e andando!
Annie: Magina! O Ian te leva! - ela disse.
Chamamos o Ian, e graças à Deus o gato disse que levava sem problemas. Conversamos mais uns minutinhos no quarto dela, e então nos despedimos.
Annie: Foi ótimo tudo isso!
Eu: Eu sei, foi di-vi-no! Temos que fazer mais vezes! Amanhã não esquece que tem que acordar cedo, ok, mocinha??
Annie: Claro, Aria! - disse, rindo. - Obrigada por tudo isso, mais uma vez.
Eu: Não foi nada! Você merece! (gif)
E, então, entrei no carro com o gatinho e lá fomos nós para minha casa. Trabalho feito.
"Nós
assinamos nossos cartões com as letras BFF, você tem um milhão de maneiras de
me fazer rir, você olha por mim, você me protege, é muito bom ter você por
perto. (...) Uma a verdadeira amiga"
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