Chegamos no quarto correndo, já que estávamos ansiosos, e assim que eu abri a porta ele já me jogou na parede, me beijando.
Ele ia tirando a camisa, quando eu o parei. O beijei mais umas vezes e sussurrei:
Eu: Seu pai tá aí do lado, não vai dar certo.
Ele assentiu com a cabeça, colocou a cabeça para fora da janela, olhou para os dois lados, e me pegou pela mão, me levando pelo corredor novamente.
Descemos as escadas de novo, e fomos para o banheiro. Chegamos lá, ele fechou a porta, trancou-a, me encostou na pia dela e disse, sussurrando sensualmente em meu ouvido:
Ian: Longe o suficiente pra você?
Eu assenti. Ele, então, deu um chupão em meu pescoço, apertando minha bunda. Eu levantei da pia e fui levando ele até o banco de metal que tinha no canto do banheiro.
Não era o lugar mais romântico para transar, mas como não era a primeira - nem a segunda, nem a terceira, nem a quarta (...) - que eu transava, não liguei. Eu já estava ciente que ele ia me fuder forte, mas eu também não estava dando a mínima. Eu só queria aproveitar meu momento de rebeldia e indecência. Ele, que já estava sem blusa, foi tirando a minha blusa, me deixando apenas de sutiã. Eu fui descendo, meio que fazendo um pole dance no ar, até chegar ao shorts dele, que desci com tudo. Como a cueca não saiu junto, eu ia arrancá-la naquele instante, mas ele me puxou - delicadamente, óbvio - pelos cabelos, me fazendo levantar.
Ele estava à todo vapor. Eu o beijei mais algumas vezes, e desci novamente. Eu estava louca para fazer "aquilo", que John nunca me deixou fazer, e Ian dessa vez me deixou descer. Enquanto descia, já abaixei a cueca, o que levantou o "amigo" dele, que, como eu pensava, era enorme - não que eu pensasse nisso, eu só... hã... ah, talvez eu pensasse um pouquinho sim. Ele colocou a mão na minha cabeça e foi me conduzindo, embora eu não tivesse falado que nunca tinha feito aquilo - e eu levantei as mãos pro céu, porquê assim eu não faria nada errado. Ele parecia estar gostando, já que gemia "mais, mais, caralho, que bom", com a cara mais safada - e satisfeita - que eu já tinha visto.
E não é que é bom?! O boquete durou mais ou menos uns 5 minutos, apenas ouvindo o gemido abafado dele, e eu, de olhos fechados, sentindo seu volume dentro de minha boca. Foi quando eu percebi que ele ia gozar que tirei minha cabeça, derramando aquilo sobre meu ombro. Eu levantei, ele passou seus dedos sobre meus lábios, e voltamos a nos beijar, encostados à parede.
Nós estávamos num ritmo bom, mas eu queria mais, óbvio. Eu queria sexo. Ele pareceu ter captado meus pensamentos, pois me beijou mais algumas vezes, enquanto já tirava meu sutiã.
Ian: Tira a calcinha. - ele disse, me virando de costas para ele. Enquanto eu virava, ele pegou uma camisinha e colocou nele mesmo.
Eu fiquei com medo de ele querer meter atrás, porquê eu nunca tinha feito aquilo, mas tirei a calcinha de costas para ele, sensualizando. Eu só vi ele passando a língua pelos lábios, e seu amigo pareceu ficar mais reto ainda. Ele me pegou pela cintura, grudou perto dele - sem deixar o amigo dele entrar em mim -, e deu uns tapas na minha bunda.
Ian: Que gostosa. - disse, ofegante.
Eu: Olha quem fala. - Consegui dizer, quase sem fôlego também.
Ele me virou de frente, me beijou mais umas vezes, e olhou para mim como que pedindo permissão. E eu assenti, óbvio. E, então, ele entrou.
O dele era maior do que o do John, com certeza. E, com isso, o prazer veio em dobro. Eu gemi de prazer, tentando não fazer sons altos. Ele começou dando estocadas leves, depois mais fortes, gemendo junto comigo.
Já estávamos num ritmo bom quando ele gozou pela primeira vez. Ele pegou minhas mãos, colocou para trás como se estivessem algemadas, e me levou para a outra parte do banheiro. Sentamos na mesa da pia, que era grande - por sorte - e ele ficou me metendo pela frente, mas logo depois já trocamos de posições e ele me meteu por trás, e eu devo dizer que não foi tão doloroso quanto eu pensei que seria. Foi, aliás, bem prazeroso.

Ficamos mais um pouco naquela posição, até que gozamos de novo.
Nós, então, voltamos para o banco de metal - sim, cada vez que gozávamos mudávamos de lugar, por causa dele. Como estávamos indo rápido a noite toda, assim que ele sentou, eu ia sentar junto, mas ele me segurou pela cintura e me parou.
Ian: Tá cansada?
Eu: Um pouco, mas tô chegando lá, vamos logo! - disse, ofegante.
Ian: Eu quero que desça devagarzinho. - disse, com um sorriso safado no rosto.
Eu: Ah, é? - eu cheguei meu tronco para perto dele, deixando meus peitos bem na cara dele, e sussurrei: - só se gemer meu nome.
Ian: Só quando você sentar.
Eu cedi, senão ia acabar tendo um orgasmo sozinha! Fui descendo devagar, me encaixando quase que em slow motion, e ele ia gemendo e dando suspiros abafados. Quando finalmente sentei, comecei a rebolar, devagar, fazendo ele "saborear"
Ian: Ahhh - gemeu. - Agora sssiiimmm...
Eu: Diga meu nome, Ian. Rápido! - dizia quase gemendo, com uma voz hiper sensual, o que o deixava masi excitado ainda.
Ian: Vai, Lottie, vai. Sua gostosa! - dizia, apertando meus peitos e me fazendo rebolar.
Ficamos fazendo aquilo até quase chegarmos ao ápice, quando ele começou a sentir que ele também ia ficar, comecei a galopar em cima dele, rápida, e ele gemia alto. Eu tentava pará-lo com beijos, mas ele não conseguia. Estava excitado demais, o que fazia com que eu gemesse alto também. Seu amigo quase tremia dentro de mim de tanto tesão que ele sentia. Eu não sabia se Ian era fraco assim com todas as garotas, mas me senti especial. Algo me dizia que ele não era assim com as outras, o que me fez ter ainda mais vontade de transar com ele.
Chegamos ao orgasmo juntos, mas, quando eu ia parar, ele fez que não com a cabeça, e eu continuei rebolando e pulando em cima dele, até não aguentar mesmo.
Deitei no banco gelado, com as pernas em cima das pernas dele pela falta de espaço no banco. Ele tinha um sorriso estampado no rosto, o que me fazia sorrir também. Eu estava de olhos fechados, mas os abri quando senti ele colocar a mão em minha coxa. Ele apenas a apertou uma vez, e ficou fazendo carinho nela, sem malícia - embora estivéssemos pelados.
Ian: Você tem certeza que era virgem há 5 meses atrás? - disse, rindo. Dava pra ver em sua voz que ainda estava um pouco ofegante.
Eu: Quem te disse que eu era virgem 5 meses atrás? - fiz uma cara de indiferença.
Ian: Eu sei que você não teve outro namorado sem ser o John, e eu sei perceber quando a menina é "dadinha" ou simplesmente gosta de transar. E você, com certeza, é a segunda opção. Mas, puta que pariu, você é boa. Muito boa.
Eu: Eu posso dizer o mesmo de você. - disse, olhando para ele. Ele me encarou, sorrindo. - Bem, tirando a parte sobre ser virgem há 5 meses atrás, porquê obviamente você não é.
Ele riu, me fazendo rir também. A risada dele é super gostosa de ouvir. Levantamos, finalmente, e fomos andando devagar e silenciosamente até o andar de cima. Fui para o meu quarto e, quando fui ver, ele estava lá também, já deitando na minha cama.
Eu: O que está fazendo aqui?! - sussurrei, pois estávamos já perto do quarto do pai dele novamente. - Se seu pai te pega aqui, nos mata!
Ian: Ele nem iria se importar - disse, já levantando -, mas se você acha isso, deixa comigo.
Ele pegou uma caneta, roubou duas notas adesivas limpas minha, e começou a escrever:
"Não sei se ouviu ou viu algo ontem, mas eu trouxe uma 'amiga' aqui em casa, saí cedo pra levá-la para casa, volto na hora do almoço. Caso você perca o senso do ridículo, não abra a porta do quarto de Lottie como fazia com Annie, ou vai levar um soco na cara."
"Ah, eu também já vou fazer a compra da feira.
Seu parceiro"
Ele foi até o quarto dele, colocou isso na porta, e voltou para o meu quarto, fechando a porta delicadamente.
Ian: Feliz?
Eu: Aham. - disse, beijando-o.
E, assim, deitamos lado a lado, de conchinha, e dormimos.
Eu estava dormindo com um cara que não era meu namorado, após transar com ele, sem me dar conta do absurdo que eu estava fazendo.
Harry's POV
Acordei nessa manhã do dia 20 de janeiro com uma puta dor de cabeça, e, pra melhorar, acordei com o telefone tocando sem parar.. Eu ainda não tinha parado de pensar para onde a Annie tinha ido, se estava bem, se isso tudo era culpa minha... Eu apenas havia aberto os olhos, e todos aqueles pensamentos invadiram minha mente. E já fazia uma semana que ela tinha ido! Tentei me levantar, mas caí na cama de novo, cansado.
Eu tinha estado de férias o último mês, e esse mês havia começado a dar entrevistas sobre o novo disco que havia sido lançado dia 5 ou 6 - nem me lembro mais -, a fazer aquelas seções de fotos ridículas e a rever meus companheiros de banda, que era a única parte positiva. Olhei pro relógio, e já eram onze da manhã!
O telefone, que já estava começando a tocar pela 3ª ligação em 5 minutos, foi interrompido pela minha mão. Peguei o telefone e falei, com a voz mais rouca e sonolenta do mundo:
Eu: Que é?
Louis: Harry? Oi! Que voz rouca!
Eu: Óbvio, eu tava dormindo, porra! Acordei com o telefone tocando! Foi você que me ligou TRÊS vezes?? - perguntei, irritado.
Louis: Claro que foi! Em dez minutos temos uma entrevista na HotTunes TV, aquele programa de comidas! Sério que você AINDA tava dormindo!?
Eu nem ouvi mais as reclamações dele. Fiquei tentando lembrar que raio de programa era aquele. HotTunes TV? HotTunes Tv... Eu não tinha aquilo marcado na minha agenda, com certeza. Aí, me dei conta do porquê: Annie cuidava da minha agenda.
Eu: Eu não sei onde a Annie tá, cara. - disse, interrompendo qualquer papagaiada que ele estava falando.
Louis: Quê? Como assim? Ela tá... Ah, deixa pra lá! Pega uma roupa qualquer aí e desce em cinco minutos, a gente tá parando no Starbucks pra comprar um café pra você e você se troca no carro. Fechado?
Harry: Falô então, vou desligar. Té mais.
Louis: Até!
Eu desliguei, pulei da cama e fui correndo pro closet. A droga de ter um closet gigante é que fica super difícil de achar uma roupa qualquer rápido. Eu peguei uma blusa de manga curta, um moletom moderno, uma jeans e meu famoso sapato surrado, com umas meias que já estavam enterradas dentro deles. Provavelmente eram usadas, mas quem liga?! Ninguém vai ficar cheirando meu pé!
Desci a escadaria pro segundo apartamento, tentando achar um perfume e minha escova de dentes, tirando meu shorts de pijama, procurando meu iPhone nº 3 que era para coisas de trabalho, desligando o rádio que estava ligado desde a noite anterior, procurando uma água pra beber... A droga de morar num duplex é que, se você está atrasado como eu, se fode pra caramba, porquê até você achar 1 das 10 coisas que tá procurando, você perde já uns cinco minutos. Louis ligou de novo no iPhone que estava no andar de cima.
Eu: Ah, vai se foder! - disse, subindo correndo novamente. - Por que justo nesse celular?!
Tropecei em algo nas escadas, que quando fui ver era meu secador e minha escova de cabelo, e eu lembrei que ainda tinha que tomar banho! Subi correndo com a escova e o secador na mão.
Eu: O QUE É AGORA, CARALHO?! - gritei no telefone.
Louis: Primeiro: não grite comigo porquê estou sendo legal em vez de deixar o Simon ligar e matar você via Telefone. Segundo: o Starbucks tá com fila, dá pra esperar um pouco aí? O programa é meio-dia, a gente chega aí mais ou menos vinte pra meio dia e corre pra chegar lá a tempo.
Eu: Ótimo! Perfeito! Assim tenho uma meia hora pra me arrumar! Ótimo! Magnífico! Valeu! Beijo na bunda! Tô indo!
Louis: Beijo onde?!?!?!
Tarde demais, já tinha desligado. Achei meu perfume jogado num canto do quarto, e aproveitei e levei pro banheiro também.
Tomei um banho de dez minutos, saí do banho, percebi que tinha esquecido a toalha, saí correndo pelo quarto pelado pra poder pegar a toalha na cadeira, quase escorreguei, voltei correndo já enrolado na toalha pro banheiro, sequei meu cabelo, coloquei uma cueca, passei meu perfume, passei meu creme pra espinhas - que ao mesmo tempo que prevenia as futuras escondia as presentes -, coloquei minha calça, coloquei minha blusa, estava terminando de escovar os dentes quando tocaram a campainha. Cuspi a pasta correndo, coloquei água na boca e fui correndo pro andar de baixo. Cuspi na pia da cozinha mesmo e atendi a porta, e lá estavam Louis, Liam, Zayn e Niall, já entrando no meu apartamento.
Zayn: E aí, cara? - disse, dando uns tapas nas minhas costas. - Firmeza?
Eu: Hã... O que...
Niall: Ei! - chamou, já na cozinha. - Não tem comida nessa casa?!
Eu: Eu sempre...
Liam: Minha nossa! Que desordem! - ele pegou uma cueca que estava jogada no chão da escadaria e jogou longe, com nojo.
Eu: Você parece...
Louis: E eu não gostei do "beijo na bunda" que você me mandou! - disse, chegando do banheiro com uma cerveja. - Não foi legal.
Eu: Onde...
Zayn: Tem certeza que isso tá na validade, Louis? - Louis olhou para a garrafa com nojo e a colocou na mesa, desistindo de tomar.
Eu: ESCUTEM! - gritei. Todos ficaram imóveis, olhando para mim. Arrumei a blusa. - Obrigada. O que caralhos vocês tão fazendo aqui?!
Niall: Eu tava morrendo de fome e avisei o motorista que ia subir pra comer alguma coisa.
Louis: Eu aproveitei e disse que vinha usar o banheiro, porquê eu tava apertado.
Zayn: Eu vim acompanhar o Niall e perguntar se você queria ir naquela loja de CDs comigo hoje à tarde, pra vermos umas coisas e fazermos hora, até chegar à noite, que temos um show...
Puts, eu nem lembrava que a gente tinha show!
Eu: Pode ser. - disse, dando um HiFive com ele.
Liam: E eu só vim para não ficar sozinho no carro.
Niall: Que gay. - falou, baixinho. Mas nós escutamos. Zayn e Louis deram risada, eu tentei esconder o riso e Liam olhou feio pra ele.
Liam: Pelo menos não sou eu que tinjo meu cabelo com cor de patricinha.
Niall: Isso se chama loiro fino e é para homens, seu imbecil!
Zayn: Ei! Não chama meu Liam de imbecil! - disse, abraçando a cabeça dele.
Enquanto eles discutiam, eu e Louis olhamos o relógio ao mesmo tempo, e também tomamos um susto ao mesmo tempo.
Eu/Louis: PUTA QUE PARIU SÃO DEZ PRA MEIO DIA!!!!
Todos olharam o relógio, desesperados, e ficamos correndo de um lado para o outro do quarto, procurando meu perfume, um chiclete, meu iPhone...
Niall: Porra! Derrubei o refri na camisa!
Eu: Pega uma no meu armário! - disse, ainda jogando meus travesseiros pelos ares em busca do iPhone.
Foi aí que eu achei a carta de Annie, e sentei na cama, triste. Louis veio até mim, provavelmente para brigar comigo, mas quando viu a carta na minha mão, sentou do meu lado.
Louis: Que que é isso aí? - disse, arrancando a carta da minha mão e lendo.
Eu: A Annie. Foi embora.
Ele terminou de ler em menos de um minuto e olhou para mim, triste. Ele guardou a carta no bolso, levantou e me puxou junto.
Louis: Não vamos desanimar, não agora! Vamos rápido pra lá e depois conversamos sobre isso!
Liam: Achei o iPhone! - gritou de lá de baixo. - Corram!
E, assim, fomos descendo a escadaria, se arrumando.
Zayn: Eu vim acompanhar o Niall e perguntar se você queria ir naquela loja de CDs comigo hoje à tarde, pra vermos umas coisas e fazermos hora, até chegar à noite, que temos um show...
Puts, eu nem lembrava que a gente tinha show!
Eu: Pode ser. - disse, dando um HiFive com ele.
Liam: E eu só vim para não ficar sozinho no carro.
Niall: Que gay. - falou, baixinho. Mas nós escutamos. Zayn e Louis deram risada, eu tentei esconder o riso e Liam olhou feio pra ele.
Liam: Pelo menos não sou eu que tinjo meu cabelo com cor de patricinha.
Niall: Isso se chama loiro fino e é para homens, seu imbecil!
Zayn: Ei! Não chama meu Liam de imbecil! - disse, abraçando a cabeça dele.
Enquanto eles discutiam, eu e Louis olhamos o relógio ao mesmo tempo, e também tomamos um susto ao mesmo tempo.
Eu/Louis: PUTA QUE PARIU SÃO DEZ PRA MEIO DIA!!!!
Todos olharam o relógio, desesperados, e ficamos correndo de um lado para o outro do quarto, procurando meu perfume, um chiclete, meu iPhone...
Niall: Porra! Derrubei o refri na camisa!
Eu: Pega uma no meu armário! - disse, ainda jogando meus travesseiros pelos ares em busca do iPhone.
Foi aí que eu achei a carta de Annie, e sentei na cama, triste. Louis veio até mim, provavelmente para brigar comigo, mas quando viu a carta na minha mão, sentou do meu lado.
Louis: Que que é isso aí? - disse, arrancando a carta da minha mão e lendo.
Eu: A Annie. Foi embora.
Ele terminou de ler em menos de um minuto e olhou para mim, triste. Ele guardou a carta no bolso, levantou e me puxou junto.
Louis: Não vamos desanimar, não agora! Vamos rápido pra lá e depois conversamos sobre isso!
Liam: Achei o iPhone! - gritou de lá de baixo. - Corram!
E, assim, fomos descendo a escadaria, se arrumando.
Annie's POV
Depois daquele beijo, eu fiquei realmente sem graça. Levantamos, demos uma risada meio "então, né..." e fomos para o restaurante. Lá conversamos sobre assuntos variados - e fiz uma baita força para não falar sobre o bebê ou sobre o pai dele -, bebemos bem pouco, e voltamos para casa conversando. Ninguém tocou no assunto do beijo também. E, por sorte, eu não custei a dormir.
No dia seguinte, eram nove da manhã e eu já estava em pé. Havia preparado um chá de camomila para mim, e estava lendo mais um livro sobre gestação segura, e comecei a ficar entendiada. Sabe quando você realmente não quer ler aquele livro, e aí sua imaginação começa a voar, sua mente vai pra longe, e não importa quantas vezes você leia aquela linha, você não presta atenção no que está lendo? Pois é, estava acontecendo isso comigo. Então, eu resolvi pegar um livro que eu amava: The Last Song. Eu amava aquele livro. Harry que havia me dado, ainda com autógrafo do próprio autor, Nicholas Sparks! Eu abri no capítulo que eu mais gostava, quando tudo começa a dar certo depois de ela ter perdido a esperança - que, aliás, eram os dois últimos capítulos - e comecei a reler, embora eu já soubesse todo aquele livro de cor.
Depois de meia hora, cheguei às páginas finais.
"Ele já estava perto o suficiente para pegar na calça dela. Quando ele a puxou para perto, ela sentiu tudo ao seu redor desmoronar. Will ia estudar lá. Em Nova York. Com ela.
E, com isso, ela o abraçou, sentindo o corpo dele encaixar-se perfeitamente ao seu, sabendo que não havia nada para fazer para tonar aquele momento melhor do que estava.
- Por mim, tudo bem. Mas não vai ser nada fácil para você. Não há pesca nem lama aqui.
Os braços dele deslizavam por sua cintura.
- Já imaginava.
- E nem muito vôlei de praia. Principalmente em janeiro.
- Acho que vou ter que fazer alguns sacrifícios.
- Talvez, se tiver sorte, podemos pensar em outras maneiras de ocupar seu tempo livre.
Inclinando-se, ele a beijou delicadamente, primeiro no rosto, depois nos lábios. Quando seus olhares se encontraram, ela viu o jovem que tinha amado no verão passado e que ainda amava.
- Eu nunca deixei de te amar, Ronnie. E nunca deixei de pensar em você. Mesmo que o verão tenha acabado.
- Eu também te amo, Will Blakelee - ela sussurrou, inclinando-se para beijá-lo novamente.
.........."
E era assim que acabava o livro. Eu era completamente apaixonada por aquele livro, e aquele autor, e tudo que envolvia esse clima romântico de sacrifícios amorosos. Quando eu estava para fechar o livro, a página virou, indo para aquela última página que todos os livros têm, antes da contracapa, que indica o lugar onde houve a impressão e acabamento do livro e etc. E, lá, havia algo que eu não me lembrava que existia. Havia uma mensagem de Harry, escrita à mão, com uma caneta que tinha a tintura igual àquelas canetas-pena, de antigamente.
"Querida Annie Müller", dizia. "Me desculpe por ter ficado tanto tempo fora, em turnê. Me desculpe por ainda estar fora, mesmo no seu aniversário, mas Simon não me permitiu ir, já que esta noite tenho show. Quer dizer, eu te mandei isso três dias atrás, espero que chegue exatamente no dia de seu aniversário... Caso não tenha visto, na primeira página eu consegui um autógrafo do próprio autor do livro, Nicholas Parks!! Eu sei o quanto você ama ele, e eu sei que eu te amo muito mais do que você ama ele - e rezo pra que você me ame mais do que o ame, também. Feliz seis meses de namoro escondido, que completaremos amanhã. Eu te amo muito. Muito muito muito muito muito. Não sou bom em escrever coisas melosas como esse Nick aí, mas este é meu cartãozinho de amor para você :) eu te amo muito mesmo, mesmo estando longe, mesmo tendo que namorar escondido, mesmo que não seja para sempre, eu te amo.
Com amor, do seu Curly Boy."
Eu o chamei de Curly Boy logo no primeiro dia que o conheci, no parque. Eu havia começado aquele apelido, apelido esse que agora a maioria das Directioners usavam. Isso havia sido há, mais ou menos, 3 anos atrás. Estávamos em 2014, e o livro havia sido lançado em 2009, mas a primeira turnê dele foi em 2011. Depois disso, namoramos mais ou menos mais um ano e meio, e depois ele começou a namorar uma modelo. Depois voltamos, escondidos de novo, e ele namorou outra modelo. Aí voltamos de novo, e nós terminamos de novo, para ele namorar Taylor Swift. E agora, que tínhamos finalmente assumido um namoro ao vivo para o mundo, eu tive que terminar com Harry Styles por causa de uma estúpida barriga, culpa de nós dois. Eu sentia falta daquele tempo, em que eu tinha 15 anos e, ele, 16/17 anos. Sentia falta do tempo que éramos inocentes, e quando nós perdemos a virgindade juntos, voltando do The X Factor. Eu sentia falta daquilo tudo. Dei um suspiro triste, pensando em tudo que eu tinha deixado para trás, e tudo que eu deixaria para trás daqui mais alguns meses.
Mas Joe apareceu lá na sala, sorrindo, com um pedaço de bolo na mão, e isso me tirou dos meus pensamentos.
Por incrível que pareça, só de olhar para Joe eu já me sentia bem. Com Harry, eu sempre tinha que ter esse cuidado de "não olhe apaixonada enquanto estiver na rua" "não tweete nada romântico para ele" "sempre minta sobre nosso relacionamento" "se alguém perguntar, você está solteira", e com o Joe obviamente eu não precisava disso. Eu podia beijá-lo na noite anterior, eu podia beijá-lo no parque hoje também, e amanhã poderíamos dizer que somos só amigos, que todos acreditariam, não me taxariam de chupa-fama, aproveitadora nem nada do tipo. Ele sentou do meu lado e me deu um beijo na bochecha, me desejando um Bom Dia.
Eu: Que horas são?
Joe: Umas dez horas. - disse, com a boca cheia de bolo. - Quer fazer alguma coisa hoje?
Eu: Podíamos ir ao parque, depois à livraria, e voltaríamos por volta da uma da tarde, e eu prepararia um almoço bem gostoso para nós dois. - disse, passando minha cabeça por seu braço que não estava segurando o prato do bolo, deixando nós dois entrelaçados. - Que tal?
Joe: Eu... - ele terminou de mastigar. - ... Eu adorei essa ideia, querida. - disse, me dando um beijinho na testa.
Joe: Eu... - ele terminou de mastigar. - ... Eu adorei essa ideia, querida. - disse, me dando um beijinho na testa.
Esse "querida" dele parecia como os homens chamavam as esposas antigamente. Eu não sei se ainda chamam assim, faz séculos que eu não vejo um casal junto há muito tempo, mas eu sempre achei isso fofo. Um jeito de carinho, atenção, proteção, afeto. Enfim, nós terminamos o bolinho, e pegamos um ônibus para a cidade grande, que ficava uns minutos daqui, mas queríamos ir até o centro dela.
Eu estava lá, de boa, quando Joe pegou alguma coisa no bolso. Ele tirou um pirulito do bolso, abriu e começou a chupar.
Eu: Que feio.
Joe: O quê? - disse, confuso.
Eu: Não oferecer seu doce pra sua amiguinha. - fiz cara de santinha, só de brincadeira.
Joe: Não vou mesmo!! Você sempre acaba ficando com tudo!
Eu: Você, por acaso, já ouviu dizer que se você não dá a comida que a mulher grávida quer, o neném dela nasce defeituoso OU pior, com a cara da comida que você não deu?? - sim, eu estava apelando para uma chantagem emocional barata.
Joe: Ah, não vem com essa.
Eu: Mas eu estou com vontade de comer pirulito.
Joe: Chegando no centro eu te compro um, esse daqui é de morango especial.
Eu: Mas eu quero esse pirulito, que era da doceria que fechou há anos! Eu nunca mais vou achar um pirulito igual! Meu filho vai nascer com cara de Pirulito De Morango Especial da NhamNham!!
Ele olhou feio pra mim, tirou o pirulito da boca e estendeu para mim, ainda na mão dele. Eu dei uma lambida rápida, pedindo permissão para ele parar dar mais uma. Ele fez que sim com a cabeça, então eu coloquei na boca. Fiquei um tempinho com ele na boca.
Joe: Tudo bem, pode me devolver.
Eu: Só mais um pouquinho.
Joe: Já saciou sua vontade, Annie, seu filho não vai nascer com cara de Pirulito.
Eu: Mas espera mais um pouco
Joe: Annie...
Eu: Espera
Joe: Annie.
Eu: Só mais um pouco
Joe: ANNIE DEVOLVE MEU PIRULITO! - ele gritou no meio do ônibus, completamente sem paciência.
Era exatamente isso que eu queria, que ele passasse mico. Ele sempre gostava de passar despercebido, e é óbvio que eu nunca deixava. Eu precisava fazer isso. Desde pequenos, sempre discutíamos por causa de pirulito, eu só deixei o negócio mais emocionante. Eu finalmente soltei o pirulito, sorrindo. Ele levou o pirulito até a boca dele, e não pude deixar de notar que ele também sorria.
Eu: Que pena que tinha pouca gente no ônibus. - disse, rindo.
Joe: Você é tão ridícula, Annie Müller. Tão infantil. - disse, dando um leve sorriso.
Eu: Mas você gosta.
Joe: Eu amo. - disse, me dando um selinho.
Eu: Nós podíamos ter uma amizade colorida. - soltei rápida.
Eu nem faço ideia de onde saiu aquilo! Eu ainda amava o Harry! Não amava? Ah, sei lá, meus hormônios estavam malucos por causa da gravidez. Mas eu não amava o Joe também, não é? É. É, né? Ah, sei lá também. Mas eu nunca nem sequer tinha cogitado uma amizade colorida! Ah, vai ver, uma vez ou outra, lá no fundo... Ah, não. Não, ou sim, ou talvez. Mas que droga de hormônios! Eu olhei para Joe e ele olhava para mim, meio assustado pela aquela ideia. Eu olhei para baixo, para os lados, para trás, tentando achar uma saída. Graças a Deus, só haviam alguns idosos que prestavam mais atenção no jornal do que no ponto em que precisariam descer. Quando olhei novamente para ele, ele encarava o chão com uma cara meio assustada, ainda.
Eu: Me desculpe. - falei, baixo e rápido. - Eu não... Eu só...
Joe: Tudo bem. - ele disse, sem me deixar terminar. - Nós podemos deixar isso pra lá... ou... - ele olhou para mim, para dentro dos meus olhos como sempre fazia -... Ou podemos levar isso adiante.
Meu queixo caiu. Ele... Tava falando sério?
Eu: Como é que é?! - disse, alto, o que o deixou assustado.
Joe: E-Eu pensei qu-que estava falando-o s-sério... Han... - ele tomou fôlego, olhou sério para mim e disse: - escuta, eu tô há anos tentando receber seu amor, seu carinho, e mesmo que sejamos só uma amizade colorida, já tá bom pra mim. Eu só preciso sentir que me ama.
Eu suspirei, feliz e triste ao mesmo tempo. Eu não sabia o que fazer, então, fiz o que me veio à cabeça.
Eu: Então teremos uma amizade colorida. - disse, séria, de olhos fechados. Quando os abri, ele sorria feliz ao meu lado.
Joe: Mas você quer isso? - disse, pegando na minha mão.
Um arrepio me veio à espinha, e eu lembrei que isso significava que eu gostava dele. E isso era um bom sinal, eu acho. Eu sorri e fiz que sim com a cabeça, e ele então apenas largou minha mão e voltou a olhar pela janela.
Eu: Só não força a barra, garotão. - disse, rindo. - Tudo ao seu tempo.
Joe: Fechado, mamãe. - disse, rindo também. E saímos do ônibus no nosso ponto, felizes, conversando como pessoas normais.
Eu: Me desculpe. - falei, baixo e rápido. - Eu não... Eu só...
Joe: Tudo bem. - ele disse, sem me deixar terminar. - Nós podemos deixar isso pra lá... ou... - ele olhou para mim, para dentro dos meus olhos como sempre fazia -... Ou podemos levar isso adiante.
Meu queixo caiu. Ele... Tava falando sério?
Eu: Como é que é?! - disse, alto, o que o deixou assustado.
Joe: E-Eu pensei qu-que estava falando-o s-sério... Han... - ele tomou fôlego, olhou sério para mim e disse: - escuta, eu tô há anos tentando receber seu amor, seu carinho, e mesmo que sejamos só uma amizade colorida, já tá bom pra mim. Eu só preciso sentir que me ama.
Eu suspirei, feliz e triste ao mesmo tempo. Eu não sabia o que fazer, então, fiz o que me veio à cabeça.
Eu: Então teremos uma amizade colorida. - disse, séria, de olhos fechados. Quando os abri, ele sorria feliz ao meu lado.
Joe: Mas você quer isso? - disse, pegando na minha mão.
Um arrepio me veio à espinha, e eu lembrei que isso significava que eu gostava dele. E isso era um bom sinal, eu acho. Eu sorri e fiz que sim com a cabeça, e ele então apenas largou minha mão e voltou a olhar pela janela.
Eu: Só não força a barra, garotão. - disse, rindo. - Tudo ao seu tempo.
Joe: Fechado, mamãe. - disse, rindo também. E saímos do ônibus no nosso ponto, felizes, conversando como pessoas normais.
Chegamos ao centro da cidade vizinha - cujo o nome eu não me lembro agora -, e fizemos várias coisas legais. Primeiro almoçamos, aí depois fomos à uma loja de roupas para grávidas - o que infelizmente foi necessário -, aproveitei e me troquei com algumas das roupas que eu tinha comprado. Depois, fomos à sorveteria, e depois à livraria, e depois ao pequeno parque que ficava no mesmo centro, e logo depois fomos ao cinema. Foi bem divertida essa tarde, afinal.
Quando já eram quase cinco e meia da tarde e começou a escurecer, fomos correndo pro ponto de ônibus para pegar o das cinco e meia. Graças a Deus, deu tempo. Ficamos conversando o caminho todo, e chegamos em casa novamente. Mas, como o ponto é longe de casa, ainda tivemos que andar uns 5/10mins a pé, conversando enquanto escurecia.
Eu: Foi super legal, Joe!
Joe: Foi mesmo, meu amor. - disse, me enlaçando com o braço. Eu dei um pequeno arrepio e ele notou. - O que foi?
Eu: Eu só... Eu queria pedir desculpas pelo o que eu falei lá no ônibus de manhã, eu não sei se é exatamente isso o que eu quero... Digo... Ah, você sabe. - eu tirei o braço dele de cima de mim, e paramos no meio da calçada deserta. - Eu ainda amo o Harry, eu só o abandonei porquê eu o amo e eu o quero bem, mesmo que seja longe de mim. Mas eu amo muito você, só que sempre te vi... Como amigo, sabe? Eu não sei se consigo mudar isso. Ele já me deixou ir várias vezes, já me abandonou várias vezes, mas eu não consigo simplesmente abandoná-lo.
Ele ficou olhando para o chão o tempo todo em que eu falava. Depois olhou para as árvores atrás de mim, ficou mudando o peso do corpo de um pé para o outro... Até que ele parou. E olhou para mim, sério, meio triste.
Joe: (gif) Eu só queria que você soubesse que, se eu fosse ele, eu nunca te deixaria ir.
Eu: Porque você é... Você. E eu amo você, como meu melhor amigo, para me apoiar sempre.
Joe: Eu posso te apoiar para sempre como seu namorado. Sem ter que te esconder, te negar na frente dos outros. Você nunca mais precisaria ficar terminando e reatando, tendo que aturar namoros fictícios meus só por mídia. É óbvio que eu nunca vou poder te dar as joias caríssimas que ele te dava, mas eu tô aqui, com todo o meu amor e carinho, tô me oferecendo pra ser até o pai do seu bebê, se você não for embora, se você não voltar pra ele.
Eu respirei fundo. Isso era difícil de ser dito. Eu o amava pra caralho, mas eu queria ele como meu melhor amigo! Será possível que eu nunca vou poder ser amiga de um homem?! Ele é quase 2 anos mais velho que eu e não consegue entender que eu não tô afim?!
Eu: Joe, me escuta... Eu...
Joe: Não, escuta você. - ele disse, chegando mais perto e colocando sua mão em meu pescoço. - Eu não vou suportar te perder mais uma vez.
E, assim, eu fiquei calada. Eu não podia falar mais nada e, dessa vez, eu não queria. Ele, de repente, ficou lindo àquela meia luz, seus olhos castanhos brilhando, seu ar sério que me deixava louca desde menor, aquelas palavras que ele havia dito e que só agora haviam entrado na minha cabeça... Tantos dias, tantos meses, tantos anos ele havia tentado me mostrar isso, ele havia deixado nas entrelinhas, e eu simplesmente fui cega demais. Fui cega a ponto de não conseguir ver que meu melhor amigo é apaixonado por mim há anos. E, sinceramente, me merece mais do que o Harry. Embora eu mereça algo até pior, embora ele até possa ser muita areia no meu caminhão, eu simplesmente o amava daquele jeito, e quando eu disse que eu não sabia se podia mudar os meus sentimentos, eu estava falando sério. Mas, quando ele disse tudo aquilo e isso finalmente entrou na minha cabeça, parecia que o tempo tinha parado e nós finalmente podíamos ter uma chance. E, quem sabe, eu poderia tentar. Assim, simplesmente deixei que ele viesse até mim, e fizesse o que queria. E ele fez.
Nós, finalmente, nos beijamos de verdade. Com calor, com paixão, com saudades e harmonia. Não foi um beijo surpresa, pelo contrário: parecia que ele estava planejando isso desde que eu cheguei aqui, uma semana atrás. Mas, mesmo assim, eu não conseguia me sentir... bem. Não era o beijo do Harry. Não era o beijo do meu amor.
Lottie's POV
Desde o dia em que eu transei com Ian, uma semana atrás mais ou menos, eu tenho evitado um pouco o John. Eu não sei, parece que tudo mudou. Ah, e mudou mesmo.
Eu estava me encontrando às escondidas com o Ian. Bom, não tão às escondidas: eu dizia que ia ajudar na casa de Annie, como fiz todos os últimos meses, mas ao invés disso, eu ia fazer um pique-nique num lugar deserto com o Ian, ou estão saímos para jantar com o Noah, ou assistíamos um filme chato na TV, abraçados, nos beijando.
Isso era extremamente errado, e eu sabia disso, mas era tão... viciante! Era como se eu estivesse num livro, num filme, num jogo, onde eu sabia que uma hora teria fim, mas eu nem me importava com aquilo! Eu queria curtir o presente, e se Annie e Aria sempre puderam aproveitar a puberdade - digo, desde os seus 14 anos -, por quê eu, de 16, não poderia? Eu amo o John. Eu amava ele, digo. Agora, ele mais parece meu amigo, isso tudo não parece mais certo, e eu não quero mais isso pra mim. Eu estava feliz com o Ian. Eu só não terminava com John por dois motivos: medo/dó - porquê nós tínhamos perdido a virgindade juntos e compartilhamos vários segredos, sem dizer que ele sempre me apoiou nos meus momentos mais difíceis - e insegurança - não saber se Ian realmente me queria como namorada ou só como amantezinha dele, se John um dia descobrisse isso ia dar uma surra em Ian e etc... Eu amo como ele me faz sentir. Como se tudo fosse possível, tipo... como se a vida valesse a pena.
Um dia, fui passar na casa de John - aproveitar que às sextas ele sempre vai à academia de tarde e não de noite - para pegar uns livros que eu tinha deixado na casa dele, mas, sem querer, o encontrei lá.
Eu: John! - disse, tomando um susto de verdade. - O que está fazendo aqui?
John: É... a minha casa?
Eu: Han, ah, é verdade. Desculpe. - disse, agarrando os livros mais perto de mim.
John: Vem aqui me dar um beijo, amor! - disse, me chamando com a mão.
Eu fui, toda sem jeito, e dei um selinho nele. Ele me puxou pelo braço, quase me fazendo cair em cima dele, mas eu dei um sorriso desajeitado e fiz que não com a cabeça. No início, ele também estava rindo, mas depois ficou sério.
Eu: O que foi?
John: Eu é que pergunto, Lottie. - disse, ainda sério. - Por que simplesmente não acabamos logo com isso?
Eu: O-O quê?! - disse, com a voz tremida.
John: É! - ele disse, já com os olhos mareados. Ele suspirou. - Sabe, eu tentei fingir que não estava vendo isso, mas dá pra sentir. Você sente, sente quando a pessoa começa a te tratar diferente, com indiferença. Sente quando a pessoa fica fria e começa a dar qualquer desculpa esfarrapada para não falar com você. Sente quando você está incomodando, quando anteriormente, a pessoa pedia para você ficar e conversar o dia todo com ela. Sente quando ela vai se afastando pouco a pouco, enjoando. Você sente, e o pior é que não pode fazer nada... Porque amor, saudade, carinho, afeto, isso não se pede. Você não pode se ajoelhar e pedir para a pessoa ficar quando na verdade a maior vontade dela é ir embora. Temos que aceitar os fatos.
Eu fiquei parada, sem dizer nada, sem mal respirar direito. Se afastando pouco a pouco, enjoando. Acho que era exatamente isso que tinha acontecido. Eu tinha enjoado de tudo aquilo. Como se aquilo não me agradasse mais. E ele havia percebido aquilo. Pelo jeito, eu havia deixado isso bem claro. E eu me senti extremamente mal por isso, pois ele até chorava enquanto dizia aquilo tudo, e é óbvio que eu chorava junto. Eu apenas respirei fundo, tentando achar alguma resposta, alguma saída.
Eu: P-Podemos dizer que o corpo da mulher é como um bebê. - soltei, rápida, sem saber direito o que eu estava falando. - Assim que aprende a falar "mamãe", já quer aprender a falar uma frase inteira. E, quando consegue uma frase inteira, quer fazer várias frases inteiras, quer fazer o que os outros fazem. O corpo da mulher também é assim, eu também sou assim. Vamos... Vamos fingir que a palavra "mamãe" seria o primeiro beijo. - disse, gesticulando com as mãos. - Quando você beija, você começa a querer algo mais. Quer mais beijos. E depois, quando consegue isso, quer algo que todos fazem: sexo. Sexo é normal, embora muitos encarem como tabu. Enfim, você faz sexo. E aí, se acostuma, faz sexo várias vezes, quer ser igual aos outros. Mas, uma hora, você vê que não é exatamente aquilo que quer. É como as palavras: pra que insistir, se você fala, fala, mas não diz nada?
John: ... Você está comparando nosso amor com sexo, ou "primeiras vezes" com bebês? - perguntou, confuso.
Eu: Eu... - suspirei e sentei na cama dele, colocando a mão na testa - ... Eu nem sei o que eu estou falando! Me perdoa por te deixar mal! - disse, já caindo aos prantos.
Ele foi, devagar, e colocou a mão no meu ombro. Só a mão, meio que um consolo frio. Ele ainda estava sério, então eu tentei me recompor. Eu respirei fundo algumas vezes, enquanto via ele abrir e fechar a boca, como se quisesse dizer algo mas não sabia como.
Eu: Posso ser sincera com você?
John: Eu tenho outra escolha? - disse, meio irônico.
Eu: Eu... Eu acho que tô gostando do Ian. - disse, meio com medo.
Eu não ia dizer "ah, estou te traindo com Ian", porquê eu realmente ainda nem sabia se aquilo era amor mesmo. Ele apenas ficou me olhando, esperando que eu dissesse algo mais, mas quando viu que eu ia parar ali, ficou cheio de raiva.
John: Então é isso?! - ele se levantou da cama, bravo. - Estamos terminando porquê você acha que gosta do Ian?! Você se afastou de mim porquê acha que tá gostando daquele babaca?!
Eu: (gif) Eu o amo. - e soltei uma bomba mais uma vez. - Estamos juntos.
Ele ficou me olhando, embasbacado.
John: Me traiu com ele. - ele estava praticamente paralisado, lágrimas rolando pelo seu rosto.
Eu: Eu só... O beijei. Mas ele disse que me ama. E eu o amo também.
John: Mas... Você... Ah, meu Deus. - ele disse, sentando-se na cama novamente, meio que para não desmaiar. - ... Você transou com ele.
Eu: Não! - foi minha vez de levantar, assustada. - Por que está dizendo isso?!
John: Porque eu te apoiei todo o tempo que precisou, eu tirei sua virgindade, eu fui te visitar no hospital quando quase morreu, e era à mim que você amava esses anos todos, e simplesmente mudou de ideia e tá trocando o primeiro amor da sua vida por um cara qualquer?! Faça-me favor, não sou tão idiota!
Eu sentei novamente na cama, boquiaberta, sem saber o que dizer. Eu apenas assenti, meio que afirmando que havia transado com Ian, e ele olhou para o teto, sem saber o que fazer. Eu também não sabia como melhorar a situação, mas sabia que qualquer coisa a mais que eu dissesse podia piorá-la. Então, levantei e peguei minha bolsa novamente, com meus livros, e fui andando até a porta.
John: Onde pensa que vai? - disse, com uma voz firme.
Eu: Embora. - tentei fazer voz firme também, mas falhou.
John: Você vai mesmo ficar com esse idiota?
Eu: Eu não tenho mais escolha, já vim aqui, já te disse que transei com ele, você já está furioso comigo, já terminamos, e eu não tenho mais nada a perder agora.
John: Mas eu disse que terminamos?
Eu olhei para ele, confusa, apavorada, e feliz ao mesmo tempo.
Eu: Disse... Não disse??
John: Não, eu não disse. - ele falou, sério ainda.
Eu apenas fiquei olhando para ele, com a boca aberta, esperando algo. Ele então olhou para o chão e deu um sorriso fraco.
John: ... Você tem ideia do quanto eu te amo, Lottie? - falou, baixinho. Ele levantou, ficando de frente para mim. - Se quiser ir, pode ir. Se quiser ficar... Eu faço tudo o que você quiser para você não querer ir novamente.
Eu comecei a chorar de novo, descontrolada. Eu disse que tinha transado com o Ian, e mesmo assim ele me perdoou! Vocês tem ideia de quantos homens fazem isso hoje em dia?! Praticamente nenhum! Eu comecei a chorar, coloquei a mão no meu rosto, largando todos os meus pertences no chão, e fiquei chorando em pé, de frente a porta dele. Ele veio até mim, e me embalou no abraço mais perfeito do mundo.
John: Eu te amo, Lottie.
Eu: Eu também te amo, John. Me desculpe, vamos dar um jeito em tudo isso.
Harry's POV
Fomos no tal do programa, cantamos, conversamos e blá blá blá, e terminou o programa com todos nós comendo sushi.
Louis: Alguém quer isto aqui? - disse, apontando pra panela perto dele.
Eu: O que é isso? - perguntei, tentando identificar.
Não que eu não gostasse de sushi, eu adoro, é um dos meus pratos preferidos, mas eu sou realmente péssimo pra identificar esses pratos japoneses e chineses. São quase tão iguais quanto as caras de quem preparam!
Mais à noite tivemos um show e tudo mais, e aí, quando cheguei em casa umas dez da noite, um dos meus iPhones estava tocando. Eu corri para atendê-lo, antes que desligassem, mas vi que era número restrito, e resolvi deixar tocando.
Depois de me ligarem umas 5 vezes desse maldito número restrito, resolvi atender.
Eu: Cara, não me interessa se vocês são minhas fãs, vocês não podem ficar me ligando de 5 em 5 minutos! - O telefone ficou mudo do outro lado. - Parem com isso, tá legal? Eu tenho minha vida. - O telefone continuou mudo. Eu suspirei. - Sinto muito se estou sendo grosso, é que já é a quinta vez que me ligam de número restrito, eu não sei se é a mesma pessoa, mas... - eu parei de falar. A linha não estava silenciosa, havia um barulho nela.
Era alguém chorando.
Eu fiquei apenas ouvindo o choro da pessoa - que me parecia uma menina - e cheguei a conclusão de que realmente devia ser uma fã. Resolvi respirar fundo, e dei uma risada da minha própria idiotice.
Eu: Eu sinto muito mesmo por ter sido grosso. Ainda está aí? - Eu ouvi umas fungadas, o que queria dizer um "sim", imagino eu. - Muito bem... Qual seu nome?
"Você sabe meu nome, Harry.", disse uma voz conhecida do outro lado da linha. Eu parei de andar pela casa, ficando imóvel. Não podia ser ela. Mas... Não, não podia. Eu estava esperando tudo, menos isso. Justo quando eu tinha parado com minha maluquice, isso volta! Não era possível.
Apenas respirei fundo, e, com o ar mais sério que eu conseguia, disse:
Eu: Você me deve explicações, Annie Müller.
...
Eu não podia acreditar que ela havia me ligado! Depois de uma semana e meia da partida dela, ela resolve me ligar?! Que diabos é isso?! Eu estava simplesmente morrendo sem ela comigo, e ela só me liga agora?!
Eu fiquei meia hora tentando descobrir onde ela estava, o que tinha acontecido, mas ela só dava umas fungadas e dizia coisas como "eu não posso contar" "é para o seu bem" "eu estou bem" "eu não posso te dizer isso", às vezes com a voz trêmula. A minha voz estava trêmula! Eu estava chorando do outro lado do telefone, embora ela não soubesse. Eu estava sentado na mesa da cozinha, com a mão no rosto, implorando por informações, mas ela não dizia nada.
Eu: Por que não pode me dizer para onde foi?!
Annie: Porque não. Eu sinto muito, Harry.
Eu: Mas você nem me explicou o porquê! Eu fiquei super preocupado quando todos disseram que não sabia, sua localização!
Annie: E eu não posso explicar ainda, Harry. Por favor, só deixe como está. Eu só liguei para... Ah, sei lá. Para dizer que estava bem. Para poder ouvir sua voz de novo. Porquê agora, eu só vou poder te ligar daqui... han, deixa eu ver... - ela ficou quieta por um tempo, e depois voltou. - ... mais ou menos três meses.
Eu: TRÊS MESES?! - gritei. - Impossível! Não! Você disse que voltaria em poucas semanas!
Annie: Eu disse isso ANTES de escrever a carta, Harry. A carta é que dizia a verdade. Apenas ela.
Eu: Isso... Eu... Mas... - eu suspirei. - (gif) Apenas volte pra casa.
Annie: Eu... Eu não posso.
Eu: Por que não?! Pelo amor de Deus, me diga!
Annie: Eu... - de repente, ouvi uns barulhos na linha, com um apito de outra pessoa na linha e um homem perguntando "quem é?" - Só um minuto - ela distanciou a boca do telefone e falou bem baixo (mas deu para entender) "É Cowell". Eu não sei se era exatamente isso, mas fiquei aflito. - Eu preciso desligar, Harry. Tem outra pessoa na linha.
Eu: Cowell?? Você disse Cowell, tipo Simon Cowell??
Annie: Por favor, Harry. Apenas me deixe desligar.
Eu respirei fundo, deixando as lágrimas caírem pelo meu rosto. Fiquei ouvindo a respiração pesada e densa dela, como se ela estivesse em algum lugar frio. Fiquei tentando imaginar para onde minha princesa tinha ido, enquanto ela não se manifestava. Eu apenas esperei mais uns segundos, e então disse, mais calmo, mesmo com as lágrimas descendo como sei lá o quê:
Eu: Apenas... Apenas prometa que um dia voltará para mim.
Eu consegui ouvir ela dar umas risadinhas, que vieram junto com alguns soluços, o que me fez ver que ela também estava chorando, e eu tentava entender como ela estava conseguindo ficar com aquela voz tão fofa mesmo chorando de soluçar.
Annie: Eu prometo, Harry, eu prometo que voltarei para você... Adeus, Curly Boy.
Eu: Eu te amo, minha Princesa. Eu sempre vou te amar, por favor, não esqueça disso. Beleza? Eu te amo e estou te esperando aqui.
Ela ficou mais um tempo no telefone, apenas ouvindo eu me declarando mesmo que em vão. E, então, ela desligou o telefone, e eu conseguia imaginar ela dando aquele sorriso bobo que ficava no rosto dela quando ela desliga o telefone, e quase conseguia ouvir ela respondendo "Eu também te amo, Curly Boy". Eu não sei o que estava acontecendo comigo, de repente fiquei completamente viciado nessa garota, e viver sem ela... Não era viver. Eu, que ainda estava com o telefone no ouvido apitando aquele barulho de "não há ninguém na linha, seu babaca, me desliga logo", resolvi desligá-lo depois de um minuto sozinho. Eu o coloquei no meu colo, chorando incrivelmente como nunca chorei antes, e sussurrei "Eu te amo, Annie. Ah, meu Deus, eu te amo"
continua peli amor de deus to tendoum heart attack continuaaaa sua diwa
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