Jason havia voltado na noite anterior, de modo que hoje almoçamos cercados de agentes parabenizando-o, fazendo perguntas e algumas agentes até davam em cima dele. Mas, agora, os irmãos Sketch voltaram de uma missão de nível 5 sem nenhum arranhão, e a cena era toda deles. Não que isso fosse muito para mim e Jason - somos do nível máximo de experiência e já voltamos intactos de uma missão de nível 8 -, mas eu queria passar despercebida hoje, para colocar as ideias no lugar.
Quando o sinal de encerramento do jantar toca, já me coloco de pé imediatamente. Jason se levanta comigo, tentando me acalmar.
- Calma. Respira. Espera um pouco. Nem pense em sair correndo pra sala dele.
- Mas ele pediu para eu ir quando acabasse aqui!
- Skye! Deixa de criancisse, minha nossa! Você sabe o que ele quis dizer!
Eu puxo meu braço, tirando a mão dele de mim. Ele sabe que odeio quando diz que sou ou pareço uma criança. Dou de costas para ele e vou andando brava até a sala de Major, dando pisadas grossas. Jason me chama algumas vezes, mas ele vê que não vou parar e apenas me segue.
- Não precisa ir comigo. - digo, grossa, sem me virar para ele.
- Vou do mesmo jeito. - diz ele, como se pouco importasse minha opinião.
- Não! (gif) Eu não quero que você vá! - digo, revoltada.

- Escuta - ele chega mais perto de mim -, para ele ter te convocado para a sala dele, a missão é séria. Eu vou ficar sentado no sofá do lado de fora da sala dele, esperando você sair. E você não vai me convencer do contrário.
Eu tento ficar mais irritada, mas ele apenas está sendo gentil. Se oferecendo para me esperar e me ajudar. Como o bom amigo que ele sempre foi. E eu não consigo ficar irritada com essa parte carinhosa de Jason.
- Que seja. - digo, com uma falsa irritação, e dou as costas para ele, continuando a andar.
Chegando lá, me viro para Jason, que já está se dirigindo para o sofá. Ele dá uma piscadinha para mim seguido de um sorriso encorajador. Respiro fundo e bato na porta, pedindo permissão para entrar. A permissão é concedida.
Encontro a mesa de reunião sem lugares sobrando, apenas o meu. Sento-me na minha cadeira e fito o Major, tentando obter explicações. Enquanto ele arruma alguns papéis silenciosamente, consigo reconhecer algumas pessoas: Kelly, uma das agentes de controle de comando técnico; J.C., o cara que é responsável pela maioria das atualizações tecnológicas da ASACA; Rue, uma agente nível 80, realmente muito boa; Rachel, a agente de controle preparativo para nível máximo; e, claro, o Major K.L., comandante geral e chefe do Controle de Missões. Mas ele geralmente só cuidava pessoalmente de agentes de níveis altos e de missões acima do nível 5. Os outros 5 ali presentes eu posso confirmar que nunca vi na vida.
- Bom - começa Major -, agora que todos já estamos em nossos devidos lugares, vamos começar.
Ele aperta um dos botões do teclado presente em seu espaço da mesa e o mapa holográfico sobe, de um modo 360º, na vida de todos. Um pontinho da tela pisca com uma luz vermelha. Mal sinal. Péssimo sinal.
O ponto branco significa missões de nível 1 ou 2; o ponto verde, missões de nível 3 ou 4; o ponto amarelo, missões de nível 5 ou 6; o ponto laranja, missões de nível 7 ou 8; o ponto vermelho, missões de nível 9 ou 10. Os níveis máximos de perigo.
Ele olha para Kelly, faz um sinal com a cabeça e ela se levanta.
- Muito bem. A missão que temos aqui é de nível 10. Ela começa na Inglaterra, mas, literalmente, passará por todo o mundo. - ela gira o globo holográfico com um único toque no ar. Conforme o globo gira, vários lugares começam a ter luzes vermelhas acesas e piscando freneticamente. Ela se vira para mim. - Skye, você sabe o que é One Direction?
- Tem nome de filme. - digo, meio envergonhada por não ter a mínima ideia sobre o que se tratava.
- É uma banda britânica, garota. - diz Rue, olhando para mim de forma rude e falando sem muita empolgação. - Minha irmã adora eles.
Ela tem 22 anos, mas tem um irmão de 15 e uma irmã de 9. O irmão de 15 acabou de entrar para o treinamento da ASACA, mas a menina só pode entrar com 13.
Eu sou realmente a única que veio da rua; geralmente, se tornar um agente da ASACA é tradição de família ou uma grande promoção para um ótimo soldado do exército ou um grande científico.
- Enfim - diz Rachel. - Um grupo de malucos anônimos que perseguimos há anos está de olho neles agora. Um deles, M., tentou matá-los no MSG, mas foi detido. Se matou na prisão 1 mês após ser capturado.
- Eles não são apenas malucos. São psicopatas guiados por uma mente maior - diz um dos caras que eu não sei o nome. - Meio terroristas, mas principalmente psicopatas. O objetivo deles é matar o máximo de famosos possível. Dizem que foi um do grupo deles que matou John Lennon. Parece que eles são contra seres maiores e mais poderosos que seu próprio mestre.
- Eles matam não só famosos, mas qualquer um que tenta "mudar o mundo", não importa como -, diz uma outra. - Dois cientistas maravilhosos sumiram e um deles foi morto por esse grupo de psicopatas. Ele estava quase descobrindo a cura para uma doença grave.
- E agora eles estão atrás da One Direction. - diz Rachel. - Não sabemos exatamente o motivo de eles serem um alvo, mas sabemos que querem matá-los ou, pelo menos, torturá-los muito.
- E a sua missão, Srta. Jones - diz K.L. seriamente -, é salvá-los. Mas, por ser uma missão longa e perigosa, daremos a você o direito da escolha. Caso negue, a agente Rue continuará a missão e você voltará ao trabalho normal. Se você aceitar, temos algumas coisas em troca. Ganhará um alto salário mensal, agentes às sombras zelando por sua proteção e te ajudando caso haja algum imprevisto, tecnologia de ponta que podem te ajudar em toda e qualquer situação e permissão para interagir com o quartel sempre que estiver sozinha.
- E, amorzinho, temos duas outras coisas também - disse Rachel, com um sorriso meio falso. - Você quer liberdade, não quer? Sair por aí? Conhecer o mundo? Você terá isso. Sairá com os 5 caras mais desejados do mundo por todo o globo terrestre. Com muito dinheiro. E podendo ir para onde quiser, sem ser reconhecida, sem estar em risco. Terá dois dias por semana para poder sair e ficar 100% desconectada da vida de agente.
- Isso... É sério? - pergunto, incrédula. - É... demais.
- Eu sei que é - diz ela, ao perceber que essa tinha sido a única proposta que realmente havia me interessado. - E deixamos o melhor para o final! Quer dizer à ela, Major?
- Claro - diz ele, agora meio preocupado. - Temos uma pequena pista sobre seus pais. Se aceitar, vamos tentar procurá-los enquanto você está na missão, e na volta daremos à você um relatório com tudo que temos sobre eles. Pode fazer o que quiser com aquilo. Pode só guardar para você, ou ir em busca deles.
Meu sangue gela. Sinto minhas mãos suando. Mordo meu lábio inferior. Meus pais? Meus... Isso não é possível. Já peço essa pesquisa há anos! Será possível que agora eles conseguiram a tecnologia correta para descobrir isso?
Major se volta para mim.
- Você aceita a missão?
Há algo de preocupante em sua voz. Ela não está forte, imposta, quase como um rugido, como sempre fora; ela está alarmante. Sua pupila treme e seus dedos tamborilam na mesa. Como se nem ele estivesse preparado para enfrentar tudo aquilo. Como se implorasse para eu ficar aqui e a salvo e também soubesse que eu era a única capaz de fazer aquilo com perfeição. Afinal, ele poderia ter escolhido logo Rue, ele poderia ter recrutado Jason, já que nós 3 somos os melhores agentes que ele tem; mas ele me escolheu. Ele escolheu a fria e a traidora profissional. A melhor atiradora e a que se vira até com um estilingue; escolheu sua melhor arma. E ainda me colocou sobre uma proposta irrecusável. Nem é pelos meus pais; já esperei anos por essa informação, eu poderia morrer sem sabê-la. Mas... dinheiro? liberdade, mesmo que por um certo período de tempo? Uma vida de verdade? Eu quero isso. Eu mereço isso.
- Quanto tempo isso durará? - pergunto, ainda avaliando a missão.
- Não sabemos - diz J.C. - No mínimo 1 ano. No máximo, três ou quatro. Mas esperamos prender a maioria nos primeiros dois anos.
- Lembrando você, Skye - diz Major, repreensivo -, que você pode sair de lá sem vida.
Um ano. Dois. Quem sabe, até três. Três anos fora de casa. Praticamente 5 anos longe de Jason, já que não fiquei nem três dias com ele. Três anos em perigo constante. Podendo até não sair de lá com vida.
Em compensação, teria três anos de ar puro, três anos viajando sem ser para matar pessoas, três anos com amigos verdadeiros e pessoas maravilhosas ao meu redor. Três anos com dinheiro e uma vida, mesmo que seja uma falsa vida. Será que tudo isso vale mesmo a pena?
Mas... além da vida, o que tenho a perder, afinal? Nada.
Nada.
- Senhores... - eu me levanto, decidida. - Eu, Skye Jones, agente 3448 de nível 9, aceito a missão.
Eles me fazem assinar uma papelada - que eu leio atentamente antes - para comprovar que concordo com tudo que me falaram antes, e explicam tudo: quem estaria comigo 90% do tempo, os agentes-sombra que seriam escalados, quem eu protegeria mais - Harry Styles, um dos cantores, era o que mais perturbava os agressores, pelas pesquisas -, minha falsa identidade - que eu tinha que de-co-rar -, como eu reagiria à ataques surpresas, as desculpas que eu provavelmente terei que dar, e as minhas localizações.
- Eles estarão em turnê mundial. - diz Rachel. - Sendo assim, você, como estilista deles, vai acompanhá-los por todo o mundo. Paul é o nosso agente-sombra mais próximo de você e dos garotos. Simon, o ex-mentor do grupo e atual chefe deles, sabe quem você é realmente, pois ele que contratou nossa agência. Entendeu?Encontro a mesa de reunião sem lugares sobrando, apenas o meu. Sento-me na minha cadeira e fito o Major, tentando obter explicações. Enquanto ele arruma alguns papéis silenciosamente, consigo reconhecer algumas pessoas: Kelly, uma das agentes de controle de comando técnico; J.C., o cara que é responsável pela maioria das atualizações tecnológicas da ASACA; Rue, uma agente nível 80, realmente muito boa; Rachel, a agente de controle preparativo para nível máximo; e, claro, o Major K.L., comandante geral e chefe do Controle de Missões. Mas ele geralmente só cuidava pessoalmente de agentes de níveis altos e de missões acima do nível 5. Os outros 5 ali presentes eu posso confirmar que nunca vi na vida.
- Bom - começa Major -, agora que todos já estamos em nossos devidos lugares, vamos começar.
Ele aperta um dos botões do teclado presente em seu espaço da mesa e o mapa holográfico sobe, de um modo 360º, na vida de todos. Um pontinho da tela pisca com uma luz vermelha. Mal sinal. Péssimo sinal.
O ponto branco significa missões de nível 1 ou 2; o ponto verde, missões de nível 3 ou 4; o ponto amarelo, missões de nível 5 ou 6; o ponto laranja, missões de nível 7 ou 8; o ponto vermelho, missões de nível 9 ou 10. Os níveis máximos de perigo.
Ele olha para Kelly, faz um sinal com a cabeça e ela se levanta.
- Muito bem. A missão que temos aqui é de nível 10. Ela começa na Inglaterra, mas, literalmente, passará por todo o mundo. - ela gira o globo holográfico com um único toque no ar. Conforme o globo gira, vários lugares começam a ter luzes vermelhas acesas e piscando freneticamente. Ela se vira para mim. - Skye, você sabe o que é One Direction?
- Tem nome de filme. - digo, meio envergonhada por não ter a mínima ideia sobre o que se tratava.
- É uma banda britânica, garota. - diz Rue, olhando para mim de forma rude e falando sem muita empolgação. - Minha irmã adora eles.
Ela tem 22 anos, mas tem um irmão de 15 e uma irmã de 9. O irmão de 15 acabou de entrar para o treinamento da ASACA, mas a menina só pode entrar com 13.
Eu sou realmente a única que veio da rua; geralmente, se tornar um agente da ASACA é tradição de família ou uma grande promoção para um ótimo soldado do exército ou um grande científico.
- Enfim - diz Rachel. - Um grupo de malucos anônimos que perseguimos há anos está de olho neles agora. Um deles, M., tentou matá-los no MSG, mas foi detido. Se matou na prisão 1 mês após ser capturado.
- Eles não são apenas malucos. São psicopatas guiados por uma mente maior - diz um dos caras que eu não sei o nome. - Meio terroristas, mas principalmente psicopatas. O objetivo deles é matar o máximo de famosos possível. Dizem que foi um do grupo deles que matou John Lennon. Parece que eles são contra seres maiores e mais poderosos que seu próprio mestre.
- Eles matam não só famosos, mas qualquer um que tenta "mudar o mundo", não importa como -, diz uma outra. - Dois cientistas maravilhosos sumiram e um deles foi morto por esse grupo de psicopatas. Ele estava quase descobrindo a cura para uma doença grave.
- E agora eles estão atrás da One Direction. - diz Rachel. - Não sabemos exatamente o motivo de eles serem um alvo, mas sabemos que querem matá-los ou, pelo menos, torturá-los muito.
- E a sua missão, Srta. Jones - diz K.L. seriamente -, é salvá-los. Mas, por ser uma missão longa e perigosa, daremos a você o direito da escolha. Caso negue, a agente Rue continuará a missão e você voltará ao trabalho normal. Se você aceitar, temos algumas coisas em troca. Ganhará um alto salário mensal, agentes às sombras zelando por sua proteção e te ajudando caso haja algum imprevisto, tecnologia de ponta que podem te ajudar em toda e qualquer situação e permissão para interagir com o quartel sempre que estiver sozinha.
- E, amorzinho, temos duas outras coisas também - disse Rachel, com um sorriso meio falso. - Você quer liberdade, não quer? Sair por aí? Conhecer o mundo? Você terá isso. Sairá com os 5 caras mais desejados do mundo por todo o globo terrestre. Com muito dinheiro. E podendo ir para onde quiser, sem ser reconhecida, sem estar em risco. Terá dois dias por semana para poder sair e ficar 100% desconectada da vida de agente.
- Isso... É sério? - pergunto, incrédula. - É... demais.
- Eu sei que é - diz ela, ao perceber que essa tinha sido a única proposta que realmente havia me interessado. - E deixamos o melhor para o final! Quer dizer à ela, Major?
- Claro - diz ele, agora meio preocupado. - Temos uma pequena pista sobre seus pais. Se aceitar, vamos tentar procurá-los enquanto você está na missão, e na volta daremos à você um relatório com tudo que temos sobre eles. Pode fazer o que quiser com aquilo. Pode só guardar para você, ou ir em busca deles.
Meu sangue gela. Sinto minhas mãos suando. Mordo meu lábio inferior. Meus pais? Meus... Isso não é possível. Já peço essa pesquisa há anos! Será possível que agora eles conseguiram a tecnologia correta para descobrir isso?
Major se volta para mim.
- Você aceita a missão?
Há algo de preocupante em sua voz. Ela não está forte, imposta, quase como um rugido, como sempre fora; ela está alarmante. Sua pupila treme e seus dedos tamborilam na mesa. Como se nem ele estivesse preparado para enfrentar tudo aquilo. Como se implorasse para eu ficar aqui e a salvo e também soubesse que eu era a única capaz de fazer aquilo com perfeição. Afinal, ele poderia ter escolhido logo Rue, ele poderia ter recrutado Jason, já que nós 3 somos os melhores agentes que ele tem; mas ele me escolheu. Ele escolheu a fria e a traidora profissional. A melhor atiradora e a que se vira até com um estilingue; escolheu sua melhor arma. E ainda me colocou sobre uma proposta irrecusável. Nem é pelos meus pais; já esperei anos por essa informação, eu poderia morrer sem sabê-la. Mas... dinheiro? liberdade, mesmo que por um certo período de tempo? Uma vida de verdade? Eu quero isso. Eu mereço isso.
- Quanto tempo isso durará? - pergunto, ainda avaliando a missão.
- Não sabemos - diz J.C. - No mínimo 1 ano. No máximo, três ou quatro. Mas esperamos prender a maioria nos primeiros dois anos.
- Lembrando você, Skye - diz Major, repreensivo -, que você pode sair de lá sem vida.
Um ano. Dois. Quem sabe, até três. Três anos fora de casa. Praticamente 5 anos longe de Jason, já que não fiquei nem três dias com ele. Três anos em perigo constante. Podendo até não sair de lá com vida.
Em compensação, teria três anos de ar puro, três anos viajando sem ser para matar pessoas, três anos com amigos verdadeiros e pessoas maravilhosas ao meu redor. Três anos com dinheiro e uma vida, mesmo que seja uma falsa vida. Será que tudo isso vale mesmo a pena?
Mas... além da vida, o que tenho a perder, afinal? Nada.
Nada.
- Senhores... - eu me levanto, decidida. - Eu, Skye Jones, agente 3448 de nível 9, aceito a missão.
Eles me fazem assinar uma papelada - que eu leio atentamente antes - para comprovar que concordo com tudo que me falaram antes, e explicam tudo: quem estaria comigo 90% do tempo, os agentes-sombra que seriam escalados, quem eu protegeria mais - Harry Styles, um dos cantores, era o que mais perturbava os agressores, pelas pesquisas -, minha falsa identidade - que eu tinha que de-co-rar -, como eu reagiria à ataques surpresas, as desculpas que eu provavelmente terei que dar, e as minhas localizações.
- Sim, entendi. Serei uma boa estilista.
- Ah, mas ser só a estilista não será o suficiente -, diz Major. - Terá que se tornar amiga deles.
- Melhor amiga. - corrige um dos caras que eu não sei o nome. - Ficante, amante, namorada, esposa, se for preciso. Nos primeiros meses ou até mesmo no primeiro ano, só estilista vai dar pro gasto. Mas, depois, precisará de um envolvimento maior do que o trabalho para andar com esses garotos. Eles precisam confiar em você. Você precisa mostrar que se importa. Eles precisam achar que sabem tudo sobre você.
- Carlos está certo - comenta Major novamente. - Não importa se vai ficar um ano ou três. Queremos noticias, dicas, comentários, tudo que for importante para eles e para nós. Aborde assuntos como o assédio que eles sofrem diariamente, quantas vezes já o roubaram e já invadiram suas privacidades. Queremos atualizações o mais rápido possível.
Depois de repassarem umas vinte vezes a minha falsa identidade, me dão um iPhone novinho em folha. Me mandam baixar vários aplicativos - me dão até uma lista dos mais usados por "pessoas normais da minha idade" -, adicionar os agentes-sombras - que também acabam de receber novos celulares - e os meus chefes de missão - que possuem contas fakes -, e decorar todas as músicas dessa banda. Praticar meu inglês britânico - afinal, mesmo que eu me passe por uma jovem americana, eles não me entenderão se eu não tentar me adaptar lá -, decorar cada detalhe sobre os integrantes da One Direction, postar fotos nas redes sociais, tweetar muito... Mas por sorte J.C. tem um programa que faz tudo por mim, automaticamente. É só apertar alguns botõezinhos e pronto: eu tenho vários amigos e várias publicações no Facebook, vários seguidores, tweets e retweets no Twitter, e tenho muitas fotos e muitos seguidores no Instagram. E o melhor: o programa faz mudanças no programa das redes sociais e faz parecer que as conversas são antigas! Na boa, foi uma das melhores invenções do J.C., ele se superou nessa!
Sou finalmente liberada, saio praticamente tonta por tantas informações, e percebo que não há mais ninguém vagando pelo prédio. Mas os agentes só dormem meia noite! Será que demorei tanto assim? Nãão, impossível!
Olho para as cadeiras de espera do lado de fora da sala do Major. Jason prometeu me esperar sair para irmos juntos embora. Mas ele não está lá.
Entro em casa silenciosamente. Acendo a luz da sala e me deparo com um corpo caído no chão.
- PUTA QUE PARIU! (gif) - grito, assustada.

Jason acorda com meu grito e se senta, ainda no chão, assustado. Ao me ver, deita novamente, esfregando o rosto e tentando acordar.
- Oi! Bom dia! - diz ele, meio tonto.
- Não tem nada de "bom dia", Jason. Acabei de chegar. - Ajudo ele a se levantar. - Que horas são?
- Então... - diz ele, procurando o relógio da sala pelo chão - ... Eu juro que tentei te esperar, mas quando deu meia noite eles me obrigaram a vir. Aí fiquei acordado até uma e meia esperando você. Aí dormi no sofá. E, pelo jeito, rolei pro chão em alguma hora por aí... - Ele finalmente acha o relógio. - Ah, e são três da manhã.
- O quê?! Eu fiquei lá SEIS horas?! Não é possível, Jason! Esse negócio tá quebrado!
- Vai discutir com o relógio, agora? - diz ele, balançando o relógio na minha cara e rindo. Dava para ver que ele estava bêbado de sono.
- Vem, Jason. Vamos dormir no lugar certo. Amanhã é segunda, é nossa folga, podemos acordar tarde.
- Sim... Folga. Vamos dormir. - repete ele, meio noiado.
Eu o seguro pela cintura, ele passa sua mão pelo meu pescoço, e vamos para o quarto.
É melhor mesmo eu tentar dormir. Amanhã será um dia cheio.
Acordo, sonolenta, com o falso sol à nossa janela. Eu acho tão ridícula essa ideia de reproduzir o sol na nossa janela... Estamos no subterrâneo; todos sabemos que não há sol aqui.
Olho o relógio e vejo que já são onze e meia. Dormir oito horas seguidas é privilégio, quase um milagre. Principalmente quando se é um agente. Mesmo se for seu dia de folga. Eu me levanto e vou para a cozinha tomar um café quando vejo uma cabecinha virada de costas para mim, sentada no sofá, assistindo TV. Só quando a vejo me lembro que agora Jason já está de volta. Passo por ele, digo bom dia e vou para a cozinha, sem dar muita importância à ele. Ouço ele me seguindo.
- Dormiu bem? - pergunto, sabendo que ele está atrás de mim.
- Você é espaçosa. - reclama ele, de costas para mim. - Acordei com seu decote na minha cara.
- Ah, jura?
- Não que isso seja um problema. - ele olha para mim e ri, e eu dou de ombros, dando um sorrisinho.
- Não se preocupe, essa noite eu e meu decote não dormiremos com você.
- Não que isso seja um problema. - ele olha para mim e ri, e eu dou de ombros, dando um sorrisinho.
- Não se preocupe, essa noite eu e meu decote não dormiremos com você.
- Já vai essa noite? - pergunta ele, com uma voz triste. - Não dá pra adiar só um pouquinho? Só passamos um dia juntos! É tão importante assim a missão?
- Nível vermelho -, digo apenas.
Ele se senta na cadeira da cozinha, preocupado e triste. Missões de nível vermelho sempre o preocupam, mesmo quando não é nenhum de nós dois que estamos fazendo-a.
- Quanto? - pergunta ele, quase sem voz.
- Quanto o quê, Jason? - pergunto, ainda de costas.
- Quanto tempo? Quanto tempo ficarei preocupado? Quanto tempo ficarei esperando por você? Quanto tempo eu terei que ver você em perigo constante?
Eu me viro para ele, séria. Sento na cadeira em frente à dele e pego sua mão, acariciando-a.
- Mínimo um ano. Máximo três... esperamos. - digo finalmente.
Jason me olha, sério, fitando profundamente meus olhos, como se estivesse tentando achar algum indício de que tudo fosse uma brincadeira. Mas não era. Nós dois sabíamos disso.
Jason aperta minha mão com raiva e depois a solta, levantando da cadeira e se dirigindo à porta.
- Nível vermelho -, digo apenas.
Ele se senta na cadeira da cozinha, preocupado e triste. Missões de nível vermelho sempre o preocupam, mesmo quando não é nenhum de nós dois que estamos fazendo-a.
- Quanto? - pergunta ele, quase sem voz.
- Quanto o quê, Jason? - pergunto, ainda de costas.
- Quanto tempo? Quanto tempo ficarei preocupado? Quanto tempo ficarei esperando por você? Quanto tempo eu terei que ver você em perigo constante?
Eu me viro para ele, séria. Sento na cadeira em frente à dele e pego sua mão, acariciando-a.
- Mínimo um ano. Máximo três... esperamos. - digo finalmente.
Jason me olha, sério, fitando profundamente meus olhos, como se estivesse tentando achar algum indício de que tudo fosse uma brincadeira. Mas não era. Nós dois sabíamos disso.
Jason aperta minha mão com raiva e depois a solta, levantando da cadeira e se dirigindo à porta.
- Ei! - grito, indo atrás dele. - Aonde você vai? - Ele não me responde. - Jason! Jason, pare! - eu o puxo pela gola da blusa e o seguro pelos dois braços.
- Eu vou falar com o Major! Eles não podem te forçar a ir! - ele se solta de mim e abre a porta.
- Eles não estão me forçando -, digo calmamente. Ele para. - Eles me deram a opção de escolha. E eu aceitei a missão.
- Não. - Ele começa a ficar estressado novamente. - Não. Não pode ser. - Um Jason furioso toma lugar na conversa. - Como pôde ser tão burra à ponto de aceitar ir à uma missão lá na puta que pariu por um tempo indefinido de nível 10 podendo não voltar para casa?! Você odeia sua vida?!
- Para, Jason! Você sabe que não é assim! Esse é o nosso trabalho, esqueceu?! Nós salvamos vidas, arriscando as nossas. Você mesmo fez isso!
- Eles me obrigaram a ir, Skye! Me obrigaram a lutar por dois anos! E foi pelo bem de milhares de autoridades e cidadãos!
- E eu estou indo por 5 celebridades! E milhares de fãs atordoados e apaixonados! - Meus olhos se enchem de lágrimas. - Você não entende. Eles me prometeram dinheiro. Eles me prometeram proteção. Liberdade por mais de um ano. Conhecer o mundo todo como uma pessoa quase normal, sem ter que passar o dia escalando prédios e matando pessoas... E prometeram procurar pelos meus pais.
Ele me olha com a boca aberta, incrédulo de um modo grosseiro. Depois sua expressão muda... para pena. O sentimento que eu mais abomino no mundo.
Mas, quando ele se aproxima, me puxa pelo braço e me envolve num abraço, eu esqueço toda a raiva que eu estava e fico dura, atônita demais para me mexer. Me lembro da primeira vez que nos abraçamos: ele aparecendo no meu quarto de hospital, com um sorriso tímido no rosto. Quando o vi, eu, a garotinha de 8 anos assustada, saí da maca correndo e o abracei. "Você me salvou", sussurrei ao garoto. Mas ele estava sério, imóvel, como eu estava agora. Nós mal nos conhecíamos, mas nos amávamos. Éramos extremamente vulneráveis um ao outro. Porém, quando ele voltou do Iraque, nós dois já éramos adultos. Nós dois já éramos agentes de nível máximo. Não tínhamos tempo para abraços e lágrimas. Não tínhamos idade para isso. Era desnecessário. Mas agora, ele estava me abraçando o mais forte possível. E eu não queria ignorá-lo.
Tiro meus braços da "posição de sentido" e os passo em volta do pescoço de Jason. Eu o puxo para mim com mais força, mostrando que sim, eu me importava. Na verdade, eu me importava demais. A única pessoa com a qual eu me importava era ele.
- (gif) Me desculpa. - diz ele, com um tom de voz fraco e meio choroso.
Ele me olha com a boca aberta, incrédulo de um modo grosseiro. Depois sua expressão muda... para pena. O sentimento que eu mais abomino no mundo.
Mas, quando ele se aproxima, me puxa pelo braço e me envolve num abraço, eu esqueço toda a raiva que eu estava e fico dura, atônita demais para me mexer. Me lembro da primeira vez que nos abraçamos: ele aparecendo no meu quarto de hospital, com um sorriso tímido no rosto. Quando o vi, eu, a garotinha de 8 anos assustada, saí da maca correndo e o abracei. "Você me salvou", sussurrei ao garoto. Mas ele estava sério, imóvel, como eu estava agora. Nós mal nos conhecíamos, mas nos amávamos. Éramos extremamente vulneráveis um ao outro. Porém, quando ele voltou do Iraque, nós dois já éramos adultos. Nós dois já éramos agentes de nível máximo. Não tínhamos tempo para abraços e lágrimas. Não tínhamos idade para isso. Era desnecessário. Mas agora, ele estava me abraçando o mais forte possível. E eu não queria ignorá-lo.
Tiro meus braços da "posição de sentido" e os passo em volta do pescoço de Jason. Eu o puxo para mim com mais força, mostrando que sim, eu me importava. Na verdade, eu me importava demais. A única pessoa com a qual eu me importava era ele.
- (gif) Me desculpa. - diz ele, com um tom de voz fraco e meio choroso.

Eu suspiro, triste por tudo isso estar acontecendo.
- Não precisa se desculpar, Jason. - digo, calmamente.
- Não, é sério. Me desculpe por ter me tornado uma pessoa fria e arrogante que só pensa em mim mesmo, eu não queria ter feito tudo o que eu fiz, eu sinto muito. Eu só quero consertar as coisas entre nós dois. Tudo que eu fiz até hoje foi por você. Tudo por você. Eu não quero te perder, Skye.
- Você não vai! - digo, me soltando do abraço mas ainda segurando seus braços. - Eu te juro. Eu vou voltar sã e salva para cá. E o que são 2 aninhos? É pouco, certo? Foi o que me disse 2 anos atrás! E você está aqui, vivo!
- Verdade, né, pirralha? E eu posso pelo menos saber sobre o que é a missão.
- Ah - eu me viro e começo a arrumar a mesa da cozinha, vendo que o assunto já ficou normal - , uma banda britânica tá sobre ameaça de um grupo de malucos psicopatas... Eu só preciso proteger esses garotos até prenderem esses caras.
Jason assente, mas, após 2 segundos, se volta para mim com os olhos arregalados. Ele grita um "Não!" e me prende pelos braços na parede, me levantando do chão e me deixando na altura dele.
- Ai! Jason! Me Solta! Tá doendo! - grito, me debatendo desesperadamente.
- Presta atenção! - ele me chacoalha no ar e eu fico quieta, assustada - Por favor, me diz que essa banda não se chama One Direction! Diz que esses psicopatas não tem um cara chamado Mister M!
- Tem! Tem! Tá bom? Me solta! O que é que tem?!
- Não! Você tá mentindo! - as mãos dele começam a me apertar ainda mais forte e tremem de tanta força que estão fazendo. Eu começo a gritar de dor involuntariamente. Lágrimas escorrem dos olhos dele. - Não! Você não pode ir! Tá me ouvindo, Skye?! Não pode ir! Não pode ir! Não pode ir! Você tá mentindo pra mim! Você é uma mentirosa! Mentirosa! Você não pode ir de jeito nenhum! Não pode ir! - repete ele, parecendo louco.
- Jason, eu vou! Me solta! Me tira daqui!

Começo a ouvir pessoas batendo na porta e perguntando se estava tudo bem. Minha mente produz a resposta "Está tudo bem, só uma discussão com Jason", mas o que sai da minha boca é completamente diferente:
- Jason enlouqueceu! Ele está me machucando! - Me volto para Jason e olho em seus olhos. - Pare, Jason!
Ao olhar melhor para seus olhos, vejo que eles estão pretos. Não com a pupila preta, mas muito pretos. As veias parecem ter se tornado pretas, e há pouco branco em seus olhos; eles parecem cinzentos e mortos, e sua pupila está dilatada, mas suas sobrancelhas franzidas mostram que ele está mesmo com raiva, e sabe o que está fazendo.
Em 5 segundos, eles arrombam a porta e começam a invadir o quarto. Jason é puxado para trás por um dos garotos e me solta. Ele se solta do garoto, olha para o chão e se joga de joelhos, chorando. Por ter sido machucada e por ser solta tão abruptamente, também caio no chão. Apenas passo a mão nos meus braços, sentindo pontadas agudas de dor onde Jason estava me apertando, tentando aliviar a dor, e logo engatinho até ele, ainda com receio. Eu nem tinha entendido o que havia acontecido!
- ... Jason? - pergunto, chegando mais perto. Eu olho para os outros agentes e dou um sorriso falso. - Vamos ficar bem, pessoal. É só um momento difícil. Obrigada.
Assim que eles saem, Jason se joga completamente no chão e se enrola, parecendo um feto. Ele mantém as mãos no rosto, chorando muito e soluçando. Eu começo a me preocupar.
- Jason, acalme-se. Está tudo bem - digo, de maneira firme e forte. Me levanto. - Vamos tomar uma água e esquecer isso. Vou ver se alguém pode trazer um calmante.
- Major - diz ele, fraco.
- Quê? Não seja doido, ele não tem calmante. Talvez na enfermaria do segundo andar eles..
- Major. Major. Major. Major. - ele se levanta rapidamente, indo para a porta, repetindo: - Major. Major.
- Ei! Espera! - eu o sigo, chamando-o baixinho, para nossos vizinhos não acharem que precisam interferir novamente. - O Major é um cara ocupado! Jason!
Chegamos à sala do Major e Jason bate desesperadamente na porto. Eu apenas mordo o lábio e entrelaço os dedos, nervosa e preocupada. O que deu em Jason!?
- O que é?! - pergunta Major, irritado, abrindo a porta. Ao ver Jason, ele se assusta. - Minha nossa. O que aconteceu?
- Eu sei! Eu sei! - grita Jason, entrando na sala de Major e andando pelo local.
Eu entro atrás, pedindo desculpas e sentando num dos sofás, totalmente desconfortável. Nunca vi Jason fora de si como hoje. Major olha para Jason com uma cara desconfiada, enquanto ele roda ao redor da sala, com um tique nervoso nas mãos.
- Então, Jason... - pergunta Major, mais calmo e paciente do que o normal. - Você sabe o quê?
- Eu sei! Eu sei qual é o grupo que procuram!
- Jason! - grito, de modo repreensivo. - Não é para isso que viemos aqui!
- Não, você não tinha essa intenção. Mas eu vim falar dos CM, sigla para Crazy Men ou Crazy Monkeys, como zoam no Iraque. Como o nome diz, são loucos que destroem lugares históricos e matam pessoas importantes. Algumas, como essa One Direction, eles fazem como um aviso de cuidado, mais puxado para uma "brincadeira interna". Uma brincadeira um tanto psicopática. Estilo Jogos Mortais. Agora, lugares e pessoas como as Torres Gêmeas, John Lennon, alguns cientistas, padres, prefeitos e presidentes são para eliminar as forças maiores que humilham o poder do chefe deles. Eles têm muitas armas e muitas pessoas trabalhando para eles. Mandar Skye para o próximo alvo deles é igual pedir para matarem ela! Vão triturar ela em um dia!
- Jason! - repreendo-o novamente. - Não sou fraca como está dizendo! - rebato, brava.
- Isso não importa agora, Skye. - diz Major, grosseiro. Ele se volta para Jason, sério. - Como conseguiu essas informações, garoto?
- Bem... Eu... - ele se joga numa das poltronas e enxuga o suor de sua testa. Parecia cansado por seu surto de pânico. - Eu passei dois anos no Iraque. A gente acaba ouvindo coisas, né? Um cara falou sobre um tal "C.M.", e conforme eu fui perguntando, foram e dando essas explicações. Não sei se todas estão corretas, mas...
- Por que não relatou tudo isso à nós quando voltou? - pergunta Major, irritado, cortando a declaração de Jason. - Por que "esqueceu" de contar isso quando pedimos um relatório da missão?!
- Descobri essas coisas nas primeiras semanas! - rebate Jason. - Por mais que eu me esforçasse, por mais que eu sentisse que faltava algo, eu não conseguia me lembrar de tudo! Pressão emocional e física, guerras, ferimentos e pensamentos maiores como ficar vivo me fizeram esquecer desse detalhe! Até que ela mencionou sobre o grupo, e veio algo como um flashback na minha mente, e então eu lembrei. Mas, sério, não podem mandar ela para lá! Com essas informações, tente achar mais sobre eles e encurtar a estadia dela. Ela não poderá ficar tanto tempo exposta.
- Bem... - diz Major, anotando tudo que ele disse em seu tablet. - Até realizarem as pesquisas com as novas informações, teremos que atrasar a ida por uns 5 dias. Mas nada garante a encurtada na viagem. - Ele se vira para mim. - Skye, use esses dias para aprimorar sua nova identidade.
- Sim, senhor - respondo, sem ânimo.
- Estão liberados.
Saímos da sala. Jason sorri, contente e aliviado, enquanto eu estou com a cara fechada e perto de um ataque de lágrimas. Quando Jason percebe, ele diz:
- Ei pirralho, o que houve? - ele começa a passar o braço pelo meu ombro, mas eu lhe dou um tapa.
- Não me abrace, Não me toque. E não me chame de pirralha.
- Nossa! O que aconteceu?
Chegamos em casa, eu abro a porta e assim que ele entra e tranca a mesma, começo meu ataque.
- E você ainda pergunta?! Você me machucou, me jogou no chão, me fez chorar na frente daqueles agentes, pareceu um louco e me deixou extremamente preocupada, foi falar com o Major sobre a minha missão e a minha vida sem pedir a minha permissão! Fez eles adiarem minha viagem! Você tem sequer noção do que fez?! E se eles realmente quiserem me tirar da missão agora?! Eu perco não só meu celular, mas a minha possibilidade de viajar pelo mundo, interagir com pessoas normais, ir á shows, ganhar dinheiro e a busca pelos meus pais! Meus pais, você entendeu!? Aqueles que eu tenho curiosidade de conhecer a vida toda! Você tirou tudo isso de mim, seu filho da puta! (gif)
Eu saio correndo para o quarto e me tranco lá dentro. Tem um frigobar e um banheiro, então não precisarei sair de lá tão cedo. Jason podia dormir na sala ou no outro quarto, que seja; eu não me importava com isso no momento.
- Ei, Skye... - diz Jason, do outro lado da porta. - ... Me deixa entrar... Vamos conversar... Skye...
Eu apenas sento no chão e fico encarando a porta, chorando silenciosamente, enquanto ele bate na porta, pedindo para entrar. O que ele tinha feito era realmente ridículo. Perdeu a cabeça e terminou com meus planos sem nem perguntar o que eu queria fazer. Eu estava com ódio dele naquele momento, e não pretendia ceder tão cedo.
- Sim, senhor - respondo, sem ânimo.
- Estão liberados.
Saímos da sala. Jason sorri, contente e aliviado, enquanto eu estou com a cara fechada e perto de um ataque de lágrimas. Quando Jason percebe, ele diz:
- Ei pirralho, o que houve? - ele começa a passar o braço pelo meu ombro, mas eu lhe dou um tapa.
- Não me abrace, Não me toque. E não me chame de pirralha.
- Nossa! O que aconteceu?
Chegamos em casa, eu abro a porta e assim que ele entra e tranca a mesma, começo meu ataque.
- E você ainda pergunta?! Você me machucou, me jogou no chão, me fez chorar na frente daqueles agentes, pareceu um louco e me deixou extremamente preocupada, foi falar com o Major sobre a minha missão e a minha vida sem pedir a minha permissão! Fez eles adiarem minha viagem! Você tem sequer noção do que fez?! E se eles realmente quiserem me tirar da missão agora?! Eu perco não só meu celular, mas a minha possibilidade de viajar pelo mundo, interagir com pessoas normais, ir á shows, ganhar dinheiro e a busca pelos meus pais! Meus pais, você entendeu!? Aqueles que eu tenho curiosidade de conhecer a vida toda! Você tirou tudo isso de mim, seu filho da puta! (gif)
- Ei, Skye... - diz Jason, do outro lado da porta. - ... Me deixa entrar... Vamos conversar... Skye...
Eu apenas sento no chão e fico encarando a porta, chorando silenciosamente, enquanto ele bate na porta, pedindo para entrar. O que ele tinha feito era realmente ridículo. Perdeu a cabeça e terminou com meus planos sem nem perguntar o que eu queria fazer. Eu estava com ódio dele naquele momento, e não pretendia ceder tão cedo.
Depois de uma meia hora batendo na porta, ele disse que me deixaria em paz. Após quatro horas e meia chorando sem parar - sim, eu contei no relógio -, decido tomar um banho para levar embora toda a tristeza. Ou pelo menos a maior parte possível. Me levanto, fraca por ter ficado tanto tempo na mesma posição, e me dirijo para o banheiro.
Assim que chego ao banheiro, paro na frente do espelho e analiso os machucados em meus braços. Jason os apertou com tanta força que estão roxos. A queda também não facilitou. Eu suspiro e retiro a minha blusa, tentando esquecê-los.

Tiro os tênis, as meias e a calça. Olho para o meu pé esquerdo, o que levou um tiro há doze anos. Ele ainda tinha sua horrível cicatriz, marca que todos os dias me impedia de esquecer o passado. Marca que me impedia de esquecer o dia em que conheci Jason. Marca que me lembrava que ele me tirara do inferno. Marca que me lembrava da eterna dívida que eu terei com ele.
Gratidão. Amor. Coisas boas, verdadeiras e eternas que eu terei sobre Jason.
Suspiro novamente e tiro minha lingerie, já ligando o chuveiro. Preciso de um longo banho para colocar minhas ideias em ordem.
Depois de um banho demoradíssimo, finalmente desligo o chuveiro. Me enrolo na toalha e vou rápida para o quarto. A água realmente havia levado minha tristeza e minha raiva pelo ralo, e eu tinha tomado decisões. Coloco uma roupa normal e destranco a porta do meu quarto. Já havia decidido.
Eu iria atrás de Jason. E me desculparia.
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